Capítulo 06
°• Deep Pivot Side Story — Capítulo 6 •°
— Argh…
Seojoon percorreu lentamente os sulcos e curvas com os lábios, provocando a ponta macia e corada com beijos suaves. Por mais deslumbrante que alguém fosse, o pau de um homem não era exatamente conhecido por ser esteticamente bonito — e, no entanto, de alguma forma, Cha Yeonwoo até desafiava isso.
Nenhum fio de cabelo solto, liso como porcelana e tão grande que quase não parecia real. Não como uma parte do corpo, mas algo completamente diferente. O tamanho, o formato, a tonalidade tênue — tudo lembrava uma fruta perfeitamente madura: um pêssego impecável ou uma ameixa com nota máxima em termos de apelo visual.
— Não termine antes mesmo de começarmos, como da última vez. – murmurou Seojoon, os lábios roçando provocativamente a ponta sensível.
— Hhn… Não diga essas coisas com a boca ainda no meio…
— Foi você quem me pediu para te ensinar.
Seojoon, retomando sua intenção educativa, lambeu o membro, distribuindo beijos deliberados por toda a extensão. Era longo o suficiente para que até mesmo cobri-lo com a boca exigisse um esforço real — maior do que o comprimento do seu próprio rosto.
— Não desvie o olhar. Observe com atenção. Estou mostrando como colocar.
O amortecedor de silicone branco translúcido deslizou suavemente para o lugar, encaixando-se perfeitamente na ponta inchada e úmida de saliva do pênis de Yeonwoo. Com os lábios bem abertos, Seojoon finalmente avistou a cabeça — agora emoldurada pelo amortecedor — enquanto ela passava por sua língua e preenchia sua boca. O fluido acumulado na fenda espalhou-se por seu palato.
— A-ah, n-não, isso é—hngh… chega agora… por favor…
Yeonwoo curvou-se, sua voz embargada em gemidos ofegantes enquanto se contorcia no lugar. Sua mão trêmula estendeu-se como se para deter Seojoon, cobrindo a mão que segurava a base de seu pênis.
Mas Seojoon apenas levou a mão à cabeça, silenciosamente encorajando-o a ficar ali.
O para-choque passou pelos lábios de Seojoon, suave e sem emendas, graças à forma como ele o molhou com antecedência. Ao deslizar pelo eixo sensível e cheio de veias, o silicone firme pressionava a pele delicada, criando sulcos macios de carne dobrada à medida que se movia.
— E-está doendo, está muito apertado, ah, está muito apertado mesmo, não acho que isso esteja certo, Tenente, e-eu vou explodir, por favor, está doendo, ah, está realmente doendo!
Cha Yeonwoo, como sempre, apresentou seu adorável estilo dramático — ofegante e constante, uma torrente de reclamações que pareciam de pânico.
Cada vez que Seojoon engolia e sua boca se apertava ao redor do eixo, os músculos do abdômen inferior de Yeonwoo se contraíam com força, ficando tensos devido à pressão.
O para-choque só chegou a um terço do caminho. Foi até onde Seojoon conseguiu chegar — seu limite.
Devagar… sempre…
Seojoon balançou a cabeça, ainda sem ter chegado nem à metade do canal, mas ainda mantendo um ritmo firme. Quando olhou para cima, Yeonwoo cerrava os dentes, as sobrancelhas franzidas em profunda concentração enquanto gemidos reprimidos saíam de seus lábios.
— Ah—Tenente… Tenente, por favor… n-não…
Suas palavras soaram quase como um protesto, tingidas de aborrecimento, mas a maneira como seus quadris começaram a se mover, lentamente, alinhando-se cuidadosamente ao ritmo de Seojoon, contava outra história.
E quando Seojoon ajustou a língua corretamente — pressionando suavemente a parte inferior sensível da cabeça, lambendo com movimentos lentos e firmes — um gemido trêmulo escapou de Yeonwoo, mal contido, como um suspiro de rendição ao prazer.
— Há…
Os dedos de Yeonwoo apertaram os cabelos de Seojoon. E naquele momento, ele sentiu uma onda de profunda e pulsante satisfação invadi-lo.
Talvez agora — só talvez — ele entendesse por que Cha Yeonwoo havia perdido o controle e gozado só de fazer sexo oral nele.
Diferentemente de qualquer outra coisa, a boca pode saborear o prazer.
Aquela sensação — de captar cada gota e tremor de excitação não apenas com o toque, mas com a língua, com todas as papilas gustativas abertas — era eletrizante.
Ele podia sentir o quanto Yeonwoo estava se segurando.
A maneira como seu corpo ansiava por alívio, a maneira como pulsava e pulsava contra sua língua — úmida, doce e indefesa.
Engula, engasgue.
Cha Yeonwoo sempre foi tão molhado, tão cheio — que se espalhava pela boca de Seojoon como uma inundação. Não havia “sabor” real na excitação humana, mas, naquele momento, o gosto era inegavelmente doce.
— E-eu não consigo… Eu não consigo segurar, ah—Tenente, por favor, pare—só por um segundo—ngh…
Seojoon não respondeu, apenas olhou para cima e sorriu, com os olhos curvando-se doce e cruelmente.
Então ele sugou com força.
O tipo de puxão que fazia o pênis de Yeonwoo pulsar descontroladamente, preso profundamente no lugar enquanto batia contra o céu da boca de Seojoon.
Yeonwoo não conseguia nem puxar seus cabelos nem empurrá-lo; tudo o que ele conseguia fazer era ofegar, respirar com dificuldade e o corpo enrijecer.
O pênis enfiado na boca de Seojoon começou a se contorcer — espasmos superficiais e rápidos ondulavam por ele.
Quase lá.
Seojoon sentiu, previu, e, quando Yeonwoo tentou recuar, ele o seguiu — inclinando a cabeça, engolindo em seco, segurando-o firmemente no lugar.
— A-ah, Tenente…! Nngh—
Com um gemido que soou ao mesmo tempo oprimido e levemente repreensivo, Yeonwoo gozou.
Um jato quente de fluido atingiu o fundo da garganta de Seojoon — splurt, splurt — mais espesso e mais forte do que o esperado.
Embora Seojoon estivesse preparado, o grande volume tornou impossível engolir tudo de uma vez.
Seojoon o observou o tempo todo, olhos arregalados, olhar fixo no rosto de Yeonwoo — absorvendo cada tremor, cada contração, cada perda de controle ofegante.
Meu Deus, isso é bom… bom demais. Por que eu não fazia isso desde o começo?
— ……
Engule. Engule.
Ele lambeu cada pedacinho do membro de Yeonwoo enquanto engolia, sem desperdiçar uma única gota. Só depois de terminar — completa e deliberadamente — é que lentamente deixou o pênis escapar da boca.
O para-choque de silicone deixou um leve anel logo abaixo da cabeça inchada, que agora estava corada de um rosa profundo e avermelhado. Um pouco de esperma, espesso e turvo, ainda grudava nas ranhuras da glande, incapaz de escapar pelo encaixe perfeito do para-choque.
Para Seojoon — cujo senso de objetividade havia desaparecido há muito tempo quando se tratava de seu amante — parecia nada menos que arte.
Como um pêssego maduro, delicadamente cortado com uma lâmina e regado com uma única gota perfeita de leite condensado.
Algo que ele poderia admirar todos os dias e nunca se cansar.
— …Hup.
Seojoon colocou a língua para fora e pegou aquela última gota teimosa de esperma, limpando-a com precisão casual.
Então ele ouviu um som vindo de cima, olhou para cima e congelou por um momento.
Yeonwoo o encarava, com uma das mãos cobrindo a boca, o rosto transtornado de choque, como alguém a quem uma parte fundamental e sagrada de si mesmo fora roubada. Completamente destruído.
Seojoon, ainda perfeitamente composto, estendeu a mão e bateu no para-choque — exatamente onde ele havia parado, um terço do caminho para baixo.
— Lembre-se da posição. Da próxima vez que eu fizer sexo oral em você, só vou enfiar até aqui. Esse é o meu limite, não importa o quanto eu tente.
— ……
— E agora…
Ele sorriu fracamente.
— Você deveria conseguir colocar isso sozinho, certo?
Com dedos calmos e experientes, Seojoon empurrou o para-choque até a base, observando como ele se encaixava — confortável e esticado — como um toque final.
Ele parou um momento para admirar a vista, completamente satisfeito.
Satisfatório.
Sério, isso era o ápice da satisfação. Sério, se alguém o deixasse preso numa ilha e lhe dissesse que ele teria que passar o dia inteiro sem fazer nada além de chupar a Cha Yeonwoo? Ele conseguiria viver com isso.
— Vamos nos lavar e ir embora.
Ele disse, olhando para o relógio.
— Deveríamos chegar cedo para estarmos lá quando Jeongwoo estiver pronto.
Mas assim que ele se virou — chicote — seu braço foi puxado para trás e, antes que ele pudesse se equilibrar, ele foi levantado do chão.
— Ah—
Num piscar de olhos, Seojoon se viu sentado na beirada da mesa de jantar, piscando em leve descrença. Ele olhou para Yeonwoo, cujas sobrancelhas estavam franzidas. Yeonwoo colocou as duas mãos em cada lado dele, prendendo-o.
— …Ainda falta muito tempo para o horário de visita de Jeongwoo.
Lágrimas escorriam pelos cantos dos olhos de Yeonwoo, não de tristeza, mas de puro orgulho teimoso. Do tipo que só vem com a juventude, e uma onda de determinação crua e juvenil.
Ele se pressionou entre as pernas de Seojoon, agarrou sua bunda com firmeza e o puxou para mais perto — com força.
Aquele pau — ainda completamente duro, apesar de ter encharcado a boca de Seojoon momentos atrás — pressionava forte e implacavelmente contra sua virilha.
Com olhos mais sérios do que Seojoon jamais vira, Yeonwoo olhou diretamente para ele.
— Não quero ser o único… se sentindo bem. É constrangedor. Você também deveria estar arruinado, Tenente. É justo.
Foi uma pequena declaração de intenções desajeitada e ousada.
Uma promessa fofa: ele não seria o alvo para sempre.
Antes que Seojoon pudesse pensar em uma resposta, lábios se chocaram contra os seus — e seu corpo foi levantado novamente.
Surpreso, Seojoon soltou uma risada abafada contra a boca de Yeonwoo, instintivamente envolvendo as pernas em volta da cintura dele. A luminária pendente acima da mesa roçava sua nuca enquanto se moviam.
Não importava quantas vezes isso acontecesse, Seojoon ainda não estava acostumado a ser carregado daquele jeito.
Nem ter seu mundo subitamente içado para os braços de outra pessoa.
Mas agora ele sabia que não devia resistir.
No momento em que o topo de sua cabeça roçou o teto, Seojoon se abaixou instintivamente, jogando os braços firmemente em volta do pescoço de Yeonwoo.
— Pare de me pegar do nada. Quase bati a cabeça.
— Não me importo. Estou com pressa.
Seu amante, que ainda acreditava que sexo era algo que só acontecia na cama, estava — apesar da urgência — carregando-o diligentemente até o quarto.
Seojoon não conseguiu evitar rir da inocência disso.
Momentos depois, ele foi gentilmente jogado no colchão, prendendo a respiração quando suas costas bateram nos lençóis.
E finalmente — somente quando estava dentro dele — Yeonwoo entendeu completamente o propósito do para-choque.
* * *
Era uma tarde de primavera ensolarada e brilhante.
O coque solto no topo da cabeça de Songhee balançava suavemente na brisa que entrava pela janela aberta do corredor.
Com uma caixa de papel grosso desajeitadamente aninhada nos braços, ela olhou para o relógio de pulso, com a postura tensa. Seu estômago roncou baixo e urgente — era quase hora do almoço, e ela ainda não tinha comido.
Então, enquanto ela olhava para o corredor, seus olhos avistaram duas figuras familiares, e seu rosto se iluminou.
— Tenente Ji! Yeonwoo!
Incapaz de acenar, ela balançou o corpo de um lado para o outro enquanto se aproximava, sorrindo.
Tanto Seojoon quanto Yeonwoo pareciam… um pouco fora de seu estilo habitual — cabelos ainda úmidos, despenteados, como se tivessem dormido demais.
Juntos.
Provavelmente dormiram demais.
Juntos.
— Eu estava pensando que vocês dois deveriam aparecer logo!
— Olá.
Yeonwoo sorriu e facilmente pegou a caixa dos braços dela; sua expressão era gentil e calorosa.
— Você tem estado bem?
— Ah, você me conhece, como sempre.
Então, olhando entre os dois, Songhee provocou.
— Então, o que vocês dois andam fazendo? Foi estranho não ver vocês todos os dias.
— Você faz parecer que estivemos fora por meses.
Seojoon disse com uma risada, pegando metade da carga das mãos de Yeonwoo.
Já haviam se passado dez dias desde a alta oficial do centro, mas, antes das restrições de visita impostas por Jeongwoo, eles ainda se visitavam quase diariamente. Na verdade, haviam se passado apenas quatro dias.
— Ah! É isso mesmo.
Songhee bateu palmas.
— Vocês ainda não sabem — o diretor Kang foi a um encontro às cegas!
— O Hee-min-hyung saiu num encontro? E ele não me contou? Seojoon arqueou uma sobrancelha.
— Isso sim é frio.
— E olha só: o Líder de Equipe Jin e a unnie Young-gyo já tiveram sua reunião familiar formal. Você também não sabia, né? Parece que eles vão marcar uma data em breve.
Apenas quatro dias — e muita coisa já havia acontecido.
Atualizações saíam da boca de Songhee como fofocas de um noticiário. Todas as histórias pessoais, assuntos de equipe e conversas de escritório que Seojoon e Yeonwoo antes seriam os primeiros a ouvir agora vinham de outras fontes.
Eles deixaram o grupo de bate-papo do SAU quando se aposentaram, desaparecendo silenciosamente como páginas viradas de um novo capítulo.
E agora, enquanto Seojoon ouvia Songhee explicar tudo, ele sentiu isso — claro e silenciosamente:
Eles estavam se afastando cada vez mais do mundo ao qual costumavam pertencer.
↫。。⛧ Continua….
⌀ ⌀ ⌀
✦ Tradução, revisão e Raws: Belladonna&Yuki
☆⋆。 Gostou do capítulo? Apoie a autora na plataforma oficial para demonstrar o seu carinho! 。⋆☆
⚠️ Aviso: Todos os fatos, personagens e situações retratados nesta obra são inteiramente fictícios. Não contendo nenhuma relação com a realidade. ⚠️