Capítulo 05
°•Deep Pivot Side Story — Capítulo 5•°
As temperaturas do meio-dia estavam quentes demais para chamar de primavera. Enquanto Seojoon examinava o provador, seus olhos pousaram em uma sacola de compras enfiada em um canto.
— ……
Lá dentro, estava o uniforme escolar de Yeonwoo — aquele que Seojoon havia preparado cuidadosamente, pensando que talvez fosse a última vez que o usaria, pouco antes do incidente final no Portal. O uniforme havia voltado para casa com eles, embalado pelo Centro quando Yeonwoo recebeu alta. E agora, vê-lo novamente mexeu com ele.
O guardou no fundo do armário. Ele o guardaria em segurança. Talvez quando Yeonwoo fizesse trinta anos, ele o tirasse de lá e o fizesse usar de novo, só por diversão.
Será que esse dia realmente chegaria?
Haveria uma idade em que um uniforme escolar não serviria para Cha Yeonwoo? Mesmo velho e enrugado, Seojoon tinha certeza de que ainda o veria como aquele bebê brilhante dos olhos azuis.
Um leve sorriso se formou nos lábios de Seojoon. O pensamento era bobo… e doce.
Ele escolheu uma roupa para Yeonwoo, depois escolheu a sua própria e entrou na sala de estar — apenas para encontrar Yeonwoo entrando pela porta da frente, segurando um pacote nas mãos.
— Tenente, o que é isso?
Seojoon deu de ombros, perplexo. Desde que tecnicamente “voltara dos mortos”, começara a encomendar coisas — talvez por impulso, ou talvez por um renovado entusiasmo pela vida. De qualquer forma, as entregas chegavam quase diariamente.
Yeonwoo levou a caixa até a mesa da cozinha e examinou a etiqueta. Estava endereçada a Seojoon, mas a nota fiscal estava toda em um idioma estrangeiro, e ele não conseguia entender nada.
Ele abriu a embalagem — completa com um manual e uma garantia — e finalmente retirou o conteúdo.
Um anel de silicone de aparência estranha.
Yeonwoo segurou-o na mão e se virou para Seojoon com uma expressão completamente vazia.
Seojoon piscou e então respondeu casualmente.
— Ah, isso. É para você, Yeonwoo.
— O que é?
Seojoon suspirou interiormente. Ele não esperava que Yeonwoo o reconhecesse à primeira vista, mas este não era o tipo de objeto que ele queria explicar… especialmente em plena luz do dia, antes de um passeio.
— …Um para-choque.
— Hã? Tipo… um para-choque de carro?
Isso quase fez Seojoon perder a compostura. Ele expirou lentamente para não perder a compostura.
— Não é um para-choque de carro. É um para-choque de pau.
Ele disse isso calmamente, sem hesitação.
Yeonwoo piscou.
Inclinou a cabeça como se tivesse acabado de ouvir uma alucinação.
Então Seojoon repetiu:
— Um protetor peniano. Você usa. No seu pau.
A reação foi instantânea.
O rosto de Yeonwoo ficou vermelho, transbordando de vergonha. Seus grandes olhos azuis se moviam para a esquerda e para a direita, como se ele tentasse fugir do significado do que acabara de ouvir.
Sua expressão dizia: Por que alguém faria isso? Por que alguém colocaria algo como um “para-choque” no corpo de alguém? Que propósito horrível e profano isso poderia servir?
— É como… uma lombada.
Seojoon acrescentou a explicação rapidamente, antes que Yeonwoo pudesse cometer algum mal-entendido realmente bizarro.
— Uma… lombada…?
Yeonwoo repetiu as palavras lentamente, mas seus olhos se moviam rapidamente para todos os lados — ainda completamente perdido. Seu cérebro claramente não havia se recuperado ainda.
Toque, toque.
Seojoon finalmente cedeu e demonstrou, batendo levemente seu punho fechado na palma da mão aberta.
— É mais seguro quando há um limite definido, certo? Assim, não precisamos parar e verificar toda vez. Ainda preciso me acostumar a te acolher, e até lá, isso só ajuda. Então, vamos usar… só por enquanto.
— ……
Yeonwoo encarou o gesto com um olhar vazio, como se estivesse assistindo a um truque de mágica de outro planeta. Alguns segundos depois, a compreensão surgiu lentamente — ah… aaah… — seguida por um suspiro pesado e envergonhado.
A história do sexo foi longa, e a humanidade sempre foi uma espécie que utilizava ferramentas.
Seojoon, com uma expressão entre serena e resignada, simplesmente observava em silêncio seu amante, sempre aprendendo e sempre surpreendendo — como um monge observando um discípulo no lento caminho para a iluminação.
O rosto de Yeonwoo ficou tão vermelho que parecia que uma cutucada poderia fazê-lo explodir. Era o tipo de expressão que fazia Seojoon sentir duas coisas completamente opostas ao mesmo tempo: um afeto protetor e uma vontade perversa de provocá-lo até que ele se quebrasse.
— S-sim… Eu entendi o que você quis dizer.
Yeonwoo assentiu furiosamente, cabeça baixa, todo o topo da cabeça tingido de um rosa suave. Até seu couro cabeludo parecia envergonhado. Apenas observar aquela reação por alguns segundos foi o suficiente para despertar algo profundo e irresistível em Seojoon.
— …Sabe, Yeonwoo. – ele disse, completamente sério. — Seu tamanho é meio… difícil.
Não havia um pingo de humor em seu tom — ele estava muito sério.
— Não consegui encontrar nada que servisse, por mais que eu procurasse. Tive que encomendar sob medida em um site no exterior — foi um verdadeiro suplício. Disse que também precisava tirar as medidas enquanto você estava duro.
Yeonwoo, que estava balançando a cabeça sem parar como um daqueles bonecos de carrinho, de repente parou e olhou para ele.
— Q-quando você…
— De volta ao hospital.
Seus olhos, cheios de desconfiança, disparavam ao redor, sem conseguir se fixar. Seojoon respondeu casualmente, como se não fosse grande coisa.
— Eu medi enquanto você dormia.
— …
— Não demorou muito, só uma chupadazinha e você já estava duro.
Yeonwoo abriu a boca como se quisesse dizer algo, mas só conseguiu parecer completamente escandalizado. Seojoon, por sua vez, riu baixinho para si mesmo.
Não que ele realmente o tivesse chupado, é claro.
Yeonwoo sempre fora, bem… vigoroso. Bastava um leve toque para animá-lo — então, mesmo dormindo, aquela vitalidade juvenil não desaparecia.
— E-enquanto eu dormia…?
Yeonwoo piscou lentamente, atordoado. Seojoon inclinou a cabeça com falsa inocência, fingindo estar ofendido.
— Por que tão chocado? Você mediu o tamanho do meu dedo enquanto eu dormia também, não é? Sem perguntar.
Medir o tamanho do dedo de alguém dormindo e medir o tamanho do seu pau? Não é a mesma coisa, de jeito nenhum — e ainda assim Seojoon teve a audácia de agir como se fossem.
O rosto inteiro de Yeonwoo, até o couro cabeludo, estava agora vermelho, brilhante e envergonhado.
— …Você é realmente um esquisitão.
O que ele realmente queria dizer era algo mais próximo de “Você é um pervertido irredimível”, mas as palavras saíram suavizadas, arredondadas, remodeladas em algo mais doce.
Seojoon arregalou os olhos, fingindo choque.
— O quê? É tão estranho assim chupar o pau do seu namorado às escondidas?
Ele segurou o queixo de Yeonwoo com firmeza, o calor de sua pele pressionando sua palma. Seojoon se inclinou, beijando suas pálpebras baixas, a ponta do nariz, os lábios levemente franzidos em protesto. Cada beijo era cortante e repreensivo, como se o punisse por ser fofo demais.
Conforme seus corpos se alinhavam naturalmente, Seojoon deslizou uma coxa entre as pernas de Yeonwoo, pressionando-as contra ele.
— E ainda assim…
Ele sorriu contra os lábios de Yeonwoo.
— Você é quem está ficando duro só de ouvir isso.
Enquanto Seojoon pressionava sua coxa suavemente contra a protuberância entre as pernas de Yeonwoo, uma respiração curta e quente escapou dos lábios dele.
— Você imaginou que eu estava fazendo sexo oral em você agora mesmo, não é?
Seojoon sussurrou docemente, os lábios roçando suavemente os de Yeonwoo como uma provocação.
— …Não sei.
Yeonwoo murmurou em meio à onda de beijos, oferecendo seu rosto silenciosamente como se estivesse se rendendo.
— Por que você faria algo assim em segredo…? Você deveria ter me acordado. Algo assim… Eu também quero saber…
Seu protesto suave foi tão sincero e tímido que Seojoon não conseguiu evitar: ele caiu na gargalhada e o puxou para perto, pedindo desculpas.
— Desculpe.
Seojoon disse, sorrindo.
— Mas sejamos honestos: se eu tivesse te acordado, provavelmente teríamos feito muito mais do que isso. E nós dois sabemos que não teria sido legal… num quarto de hospital.
Cha Yeonwoo era o tipo de pessoa cujas emoções transpareciam com clareza. Sem cara de pôquer, sem capacidade de esconder nada.
Se um pesquisador tivesse vindo verificar seus sinais vitais, Yeonwoo teria se revelado na hora — rosto vermelho, olhos atordoados, praticamente confessando “Eu estava fazendo sexo agora mesmo” sem precisar falar nada.
E mesmo agora, era óbvio. Seus olhos e as pontas das orelhas ardiam em vermelho; seu corpo inteiro ardia de calor. Tudo por causa de uma única frase: “Eu te chupei enquanto você dormia”. Era realmente impressionante como ele era reativo.
— …Próxima vez.
Yeonwoo murmurou, com a voz baixa, mas firme.
— Você tem que me acordar.
— Então… parece que você quer que eu faça isso de novo.
— ……
Ele não negou.
O que significava, é claro, que ele não odiava a ideia.
Bem, pensou Seojoon, ele disse antes que gostava de ser tocado enquanto dormia… E agora, sem mais pesquisadores vigilantes por perto, talvez um dia realmente não custasse nada tentar.
Ele imaginou isso vividamente: colocar o pênis quente e adormecido de Yeonwoo em sua boca, chupá-lo até a dureza máxima, deslizar cuidadosamente para dentro sem acordá-lo e então despertá-lo no meio da estocada.
Que tipo de expressão ele faria?
Seojoon sorriu e puxou os lábios de Yeonwoo para os seus, sugando-os suavemente.
Os olhos deles se encontraram por um breve momento.
Yeonwoo desviou o olhar rapidamente, os cílios tremendo como um leque dobrável, protegendo seu olhar.
Aquele rosto — tão indefeso, suave e vulnerável — sempre fazia algo desmoronar dentro de Seojoon. Toda vez.
…Certo. Chega de provocação.
Eles tinham planos. Seojoon não queria deixar seu pobre e perturbado amante se sentindo encurralado antes mesmo de saírem pela porta.
— Vamos nos preparar para sair, Yeonwoo.
Ele bagunçou delicadamente o cabelo de Yeonwoo, virando-se com um tom calmo. Mas, quando estava prestes a recuar, algo puxou levemente sua manga.
Seojoon virou a cabeça instintivamente e encontrou o olhar de Yeonwoo.
— ……
Seus olhares se encontraram no ar. Por um instante, Yeonwoo o manteve firme e inabalável. Mas apenas por um instante. Então, incapaz de manter o olhar, olhou para baixo e colocou algo na mão de Seo-oon.
— …Hum. Isto…
Seojoon olhou para o que lhe foi dado: o protetor peniano.
Yeonwoo deu um pequeno e hesitante puxão em sua mão.
— …Você pode me ensinar como usá-lo?
Seojoon mordeu com força a parte interna da bochecha, algo feroz e avassalador floresceu em seu peito.
— ……
Se ele não tivesse se contido, poderia ter rido de verdade, como um tio pervertido e desequilibrado.
Dez minutos. Quinze, no máximo.
Ele olhou reflexivamente para o relógio na parede, já calculando quanto tempo levaria.
E foi aí que ele percebeu.
Como um tijolo na cara: seu primeiro contato com a autorreflexão verdadeira e sem filtros.
Ele estava provocando um amante mais jovem, saboreando cada reação inocente com um deleite sombrio. E mesmo agora, fantasiava sobre imobilizá-lo, arrancando-lhe doces gritos até que ele se desmanchasse em lágrimas. Se isso não o tornasse desavergonhado, o que mais o tornaria?
Nunca antes ele havia parado para realmente pensar sobre isso.
Nunca examinei isso muito de perto.
Mas agora, com uma clareza assustadora, ele percebeu:
Ele era um degenerado absoluto e de primeira classe.
…Não. Não, na verdade—
A culpa é toda do Cha Yeonwoo.
Aquele maldito garoto era tentadoramente pecaminoso demais para seu próprio bem.
— T-Tenente… ngh…
As mãos de Yeonwoo tatearam, perdidas, agarrando os cabelos de Seojoon — e então os soltaram com a mesma rapidez. Sua voz tremia, dispersa, abafada pelas mãos que agora cobriam seu rosto.
— E-eu não queria que isso… chegasse tão longe…
Mas o pau na mão de Seojoon dizia o contrário, estremecendo de interesse. Uma gota transparente de pré-sêmen se formou na ponta, refletindo a luz. Seojoon estalou a língua, lambendo-a com facilidade, e então olhou para cima.
Yeonwoo, espiando por entre os dedos, olhou nos olhos dele por uma fração de segundo, apenas para imediatamente fechá-los novamente com um gemido frustrado.
— Argh…
— O que eu deveria fazer, se você já está tão duro – respondeu Seojoon sem vergonha.
Ele o havia chupado com a desculpa mais ridícula: que Yeonwoo era grande demais e que precisava aplicar lubrificante corretamente. Uma mentira descarada. Mas uma mentira bem-sucedida, porque ali estava ele, já de joelhos.
— Eu sempre pensei isso, mas—
— E-É tão constrangedor… está tão claro aqui, e v-você continua me olhando desse jeito, não… ah…
— E honestamente, Yeonwoo… até seu pau é ridiculamente bonito.
↫。。⛧ Continua….
⌀ ⌀ ⌀
✦ Tradução, revisão e Raws: Belladonna&Yuki
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⚠️ Aviso: Todos os fatos, personagens e situações retratados nesta obra são inteiramente fictícios. Não contendo nenhuma relação com a realidade. ⚠️