Capítulo 02
°•Deep Pivot Side Story — Capítulo 2•°
― Tem havido reclamações frequentes sobre tabagismo ultimamente. Na “The First Gallery”, fumar dentro das unidades é estritamente proibido. Violações resultarão em multas, portanto, lembre-se disso…
Enquanto o longo anúncio continuava a ecoar, Seojoon finalmente soltou uma risada suave e seca. O momento estranhamente interrompido ainda vibrava levemente com calor, como o calor que permanece em um cômodo muito depois de o fogo ter se apagado.
Ding-dong, daeng-dong…
O desagradável PSA finalmente desapareceu, deixando um rastro de silêncio.
— ……
Se tivesse continuado por mais alguns segundos, sua racionalidade poderia ter se perdido para sempre. Seojoon lentamente jogou o cabelo desgrenhado para trás, finalmente recuperando a lucidez, e olhou para baixo.
Caixas de entrega espalhadas, lençóis amassados embaixo delas, e Yeonwoo — ofegando baixinho, esparramado no chão com as bochechas coradas. Suas mãos empurravam Seojoon delicadamente, como se dissesse: Chega.
…Pensando bem, a primeira vez deles foi uma despedida egoísta da parte Seojoon. Algo feito com muito desespero e pouco cuidado. Provavelmente não era uma lembrança que Yeonwoo gostaria de relembrar com carinho.
Parecia que ficar um em cima do outro a qualquer momento, em todos os cantos da casa, teria que esperar um pouco mais. Talvez ele precisasse abordar Yeonwoo com mais cuidado do que antes.
Honestamente, jogar seu amante ainda jovem e pouco experiente no chão da cozinha em plena luz do dia — sem aviso ou cuidado — foi o mais desrespeitoso possível.
— Desculpe.
Seojoon beijou gentilmente sua testa e pediu desculpas, com uma voz suave.
— Eu me precipitei e não considerei você, Yeonwoo.
— I-isso… não é isso…
Ainda recuperando o fôlego, Yeonwoo resmungou e estendeu a mão sobre a cabeça, tateando. Ele remexeu sob os lençóis amassados por um longo momento, claramente procurando por algo. Seojoon observou em silêncio, curioso com a ação repentina. Yeonwoo franziu a testa, murmurando baixinho:
— Ugh… só um segundo, Tenente…
Não sei o que ele está fazendo, mas é meio fofo.
Finalmente, a mão de Yeonwoo retornou, segurando algo, e estendeu-se em direção a Seojoon.
— ……
Seojoon olhou fixamente para o objeto à sua frente e então olhou lentamente para Yeonwoo com uma expressão confusa.
— …Gel.
A voz de Yeonwoo era quase inaudível quando ele abaixou o olhar e respondeu à pergunta não formulada.
— Lubrificante…
Seojoon não conseguiu se conter: o riso explodiu. Ele rapidamente apertou os lábios, tentando contê-lo. Mas o riso tardio já havia causado estragos, o suficiente para ferir os sentimentos do amante deitado sob ele.
Yeonwoo estreitou os olhos, claramente sem graça, lançando um olhar penetrante para Seojoon.
— Por que você está rindo?
— Não, eu não… eu não ri. Juro que não, Yeonwoo.
Seojoon balançou a cabeça rapidamente, assumindo uma expressão séria.
— Estou simplesmente… realmente tocado por ver o quão preparado você está.
Ele mordeu com força a parte interna da bochecha, encarando o gel em sua mão como se fosse a coisa mais solene do mundo. Um frasco de 200 ml de lubrificante à base de água, ainda na embalagem lacrada.
— Quando você pediu isso?
— …Não sei.
Yeonwoo franziu a testa, visivelmente perturbado, seu olhar se desviando em um ângulo. Não apenas seus olhos, mas todo o seu rosto — testa, bochechas, até as têmporas — estava vermelho. E naquele momento, Seojoon teve que lutar novamente contra uma nova onda de desejo.
De repente, ficando sério, ele perguntou em tom baixo e acusador:
— Para que você estava planejando usar isso?
— Nós estávamos… agora mesmo…
— O que exatamente estávamos fazendo agora, Yeonwoo?
Considerando que ele tinha acabado de ter a mão em volta do pênis de seu amante minutos atrás, foi algo ridiculamente descarado de se dizer.
— Yeonwoo, não me diga… No momento em que chegamos em casa, você só conseguia pensar em sexo?
Em plena luz do dia, nada menos?, perguntou Seojoon com um tom de falsa surpresa.
— Sua cabeça está cheia de pensamentos impuros, não é?
Diante da repreensão absurda, os olhos de Yeonwoo brilharam, as sobrancelhas franziram-se enquanto ele abaixava o olhar. Parecia que ia chorar a qualquer momento, balançando a cabeça em negação — apenas para sussurrar algo inesperado.
— …Sim. Isso mesmo.
Seojoon foi pego tão de surpresa pela resposta inesperada que perdeu todas as palavras — e, no instante seguinte, seu corpo foi subitamente virado. A mudança de perspectiva foi tão rápida e suave que quase pareceu bobo o quão facilmente ele acabou deitado de costas. Ele olhou para Yeonwoo, agora pairando sobre ele.
Yeonwoo se acomodou entre suas pernas, que naturalmente se abriram, e se inclinou para beijá-lo. Testando as condições, tentou diferentes ângulos, pressionando e afastando-se suavemente repetidas vezes — então começou a alternar entre o lábio superior e o inferior de Seojoon, absorvendo-os suavemente.
— Tudo o que você disse estava certo, Tenente…
Apesar do tremor nervoso em sua voz, o beijo em si foi puro Yeonwoo — gentil e cuidadoso, temperado com afeto.
Seojoon soltou uma risada silenciosa e envolveu o pescoço de Yeonwoo com os braços. Seus narizes se roçaram e seus lábios se encontraram mais profundamente do que antes. Uma língua deslizou para dentro da boca aberta, sondando e entrelaçando-se com a sua.
Chup. Chup.
Os sons escorregadios e confusos do beijo ecoaram no espaço entre eles, emaranhados profundamente dentro de seus lábios.
A carne macia, ainda com o leve aroma de limonada, roçou o interior da boca de Seojoon, explorando delicadamente o céu da boca e as linhas dos dentes. Quando ele sugou com um pouco mais de pressão, como se estivesse tentando extrair suco de uma fruta, um gemido baixo ecoou no fundo da garganta de Yeonwoo, apenas para ser engolido de volta.
Mãos deslizaram por baixo de suas roupas. O toque frio fez Seojoon se encolher, e um suspiro suave escapou de seus lábios. Num movimento rápido, sua blusa de tricô foi puxada para cima, sobre sua cabeça.
— Eu… na verdade…
Os dedos de Yeonwoo acariciaram seus cabelos desgrenhados, depois brincaram delicadamente com a ponta e o lóbulo da orelha antes de puxar um travesseiro para aconchegá-lo sob a cabeça. Entre respirações suaves e beijos, sua voz suave ecoou pelo espaço entre eles.
— Eu queria fazer isso assim que chegássemos em casa… mas me contive.
Seu rosto, agora a apenas alguns centímetros de distância, ainda estava tingido de rosa ao redor dos olhos.
— Mas foi você quem começou, Tenente.
Seojoon soltou uma risada e provocou suavemente.
— Se esse era o plano, então por que fingir ser tímido e inocente?
Yeonwoo cruzou os braços e tirou o moletom com um movimento rápido, jogando-o de lado sem dizer uma palavra. Ele não riu da provocação. Quando sua pele nua encontrou o ar frio, um leve arrepio o percorreu — apenas para ser imediatamente aquecido pelo calor do corpo de Seojoon sob ele.
Seojoon acolheu aquele calor sem hesitar. Seus dedos se enredaram delicadamente nos cabelos de Yeonwoo, agora desgrenhados e fofos devido à estática de suas roupas. Haa… Um hálito quente atingiu sua nuca.
— …Para ser honesto.
Yeonwoo murmurou.
— Eu estava pensando nisso o tempo todo, até mesmo no hospital.
Chuuup—
A sucção repentina em sua pele fez Se-joon estremecer. Seus lábios deslizaram por seu ombro e clavícula, seguindo os rastros sensíveis de calor deixados por eles.
— Desde que você começou a me ignorar para ficar olhando para o monitor Tri… eu fiquei pensando nisso. Sem parar.
Entre o atrito úmido de suas bocas, sussurros suaves se espalhavam pelo espaço ao redor deles.
–Ugh…
— Eu estivesse pensando em fazer esse tipo de coisa com você… quando você nem conseguia falar…
— Então devo ser realmente sem um vergonha.
A voz trêmula de Yeonwoo vibrou suavemente contra a pele de Seojoon. Uma mordida suave afundou na carne macia da nuca.
Seojoon passou os dedos pelos fios quentes do cabelo de Yeonwoo, exalando um suspiro aquecido, e então segurou a bochecha do amante. Yeonwoo inclinou a cabeça em direção ao toque, os lábios buscando os seus novamente, avidamente, como se não conseguisse ficar sem eles nem por um segundo. Beijo, beijo.
— Não importa o que você tentasse fazer, Yeonwoo… eu teria aceitado de bom grado.
Seojoon sussurrou firmemente naqueles lábios. A verdade era que, assim que sua cognição retornou, o que mais o chocou não foi a perda de memória ou o tempo perdido, mas a bravura com que Yeonwoo suportou tudo aquilo.
Se os papéis tivessem sido invertidos, Seojoon também não teria desistido de Yeonwoo… mas teria enfrentado a situação de forma diferente. Teria se agarrado, discutido, ficado com raiva — talvez até desmoronado de frustração.
Mas Yeonwoo nunca tinha feito isso.
Exceto uma vez — apenas uma vez, quando ele chorou e implorou.
Naquele estacionamento escuro e silencioso, onde ninguém saberia, não importa o que acontecesse…
“Se fosse para ser assim… então você deveria ter morrido comigo naquele dia.”
Apenas um único acesso de raiva — pouco mais que um latido — fez Yeonwoo recuar como um cachorrinho assustado. Desde aquele momento, ele passou a cuidar de Seojoon com ainda mais devoção, completamente consumido pela culpa que ninguém jamais lhe impusera.
— Você não é nada desavergonhado, Yeonwoo.
Seo-joon riu baixinho, depositando beijos por todo o rosto.
— Sinceramente, durante todo o caminho para casa, tudo o que eu conseguia pensar era em te jogar ali mesmo na porta da frente.
Diante disso, Yeonwoo franziu a testa.
— Você é realmente estranho, Tenente…
Beijo, beijo.
Seojoon respondeu à reclamação dele com uma enxurrada de beijos brincalhões, salpicando os lábios de Yeonwoo como pequenos beijos provocantes que não paravam.
— Você realmente ficaria bem se eu continuasse agindo assim o tempo todo?
Clique, claque.
O som de um cinto se abrindo foi seguido pelo farfalhar suave de calças e roupas íntimas sendo puxadas para baixo em um único movimento. Seojoon ergueu os quadris ligeiramente para ajudar, e os dedos de Yeonwoo percorreram seus cabelos, despenteando-os sem pensar.
— Você odiaria se eu agisse assim o tempo todo, Yeonwoo?
Seojoon estendeu a mão, as pernas envolvendo a cintura dele, puxando-o para perto. Yeonwoo se inclinou, pressionando-se obedientemente em seu abraço, sua respiração quente contra a pele de Seojoon.
— Eu gosto de tudo, Tenente…
Seus beijos, antes focados nos lábios de Seojoon, agora desciam por suas bochechas e mandíbula.
— Eu amo tudo em você… Você sabe disso.
— Sou o tipo de pessoa que poderia amá-lo por toda a vida só de ouvir sua respiração, Tenente.
Yeonwoo sussurrou repetidamente, com os lábios pressionados contra a orelha de Seojoon. Aquela voz baixa, provocando cócegas em seus ouvidos, e o hálito quente que se acumulava na ponta da orelha lhe causaram um arrepio agudo e elétrico.
— Poder tocar em você assim…
Seus lábios mordiscaram o lóbulo da orelha de Seojoon antes de descerem, enterrando-se na curva do pescoço. Os mamilos dele, já eriçados pelo frio, foram suavemente revirados e provocados pelas pontas dos dedos largos de Yeonwoo.
— Ahh…
— Só de olhar nos seus olhos já é o suficiente para me fazer feliz.
Com um braço apoiado no chão, Yeonwoo manteve o olhar fixo no de Seojoon enquanto sua mão continuava seu caminho lento. Seus dedos roçaram um mamilo como se estivessem traçando a aréola, depois deslizaram sem pressa pelo peito e cintura de Seojoon.
— Como eu poderia não te amar, Tenente?
Por um momento, Seojoon achou Yeonwoo estranho.
Depois de tudo o que passaram, o garoto que um dia tivera vinte anos crescera silenciosamente para vinte e um — e agora, de tempos em tempos, seus olhos revelavam algo novo. A imaturidade havia se suavizado, substituída por uma paixão mais calma e refinada.
As pessoas realmente são gananciosas, pensou Seojoon.
Houve um tempo em que ele acreditava que ter Yeonwoo aos vinte anos já era suficiente. Mas agora… ele queria mais. Não conseguia deixar de se perguntar o quão lindo Yeonwoo seria aos vinte e dois anos. Ou aos vinte e três. E além.
Ele sentiu uma felicidade profunda e inabalável na certeza de que estaria ali para testemunhar tudo aquilo.
Que ele estaria ao lado de Yeonwoo quando o garoto que um dia teve vinte anos se tornasse trinta, quarenta — uma idade em que “bebê” seria bobagem dizer em voz alta.
Seojoon sabia, com total certeza, que Ele ficaria com ele — para sempre.
↫。。⛧ Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Belladonna&Yuki
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⚠️ Aviso: Todos os fatos, personagens e situações retratados nesta obra são inteiramente fictícios. Não contendo nenhuma relação com a realidade. ⚠️