Capítulo 03
°•Deep Pivot Side Story — Capítulo 3•°
— Ugh… ah.
Seojoon soltou um gemido baixo, franzindo as sobrancelhas em resposta. A luz carmesim do sol poente entrava pelas janelas da sala, estendendo-se por todo o piso da cozinha. Seus cabelos negros, desgrenhados contra o lençol amassado sob ele, caíam bem na borda daquela borda brilhante.
— Dói?
Yeonwoo perguntou nervosamente, observando sua expressão atentamente. Esmagar…
Cada movimento de sua mão produzia um som úmido e escorregadio entre as pernas de Seojoon.
— Devo usar mais lubrificante?
— Não, ngh… Só—espere um segundo.
Seojoon se endireitou ligeiramente e olhou para o próprio corpo. O lubrificante, aquecido pelo calor, já havia penetrado nos lençóis que ainda nem haviam sido amaciados. Em algum momento — sem nem perceber — Yeonwoo havia mexido três dedos, movendo-os lentamente para dentro e para fora.
Sentindo a pressão e a plenitude interior, Seojoon instintivamente se apertou contra eles. Seus olhos se voltaram para o tubo de lubrificante meio vazio deixado ali perto.
— Nngh… Você está planejando usar a garrafa inteira?
Yeonwoo, murmurando “só mais um pouquinho, só mais um pouquinho…”, praticamente despejava o gel sem controle. Agora, ele derretia e se agitava desordenadamente dentro dele, chacoalhando suavemente a cada movimento.
— …Você disse para usar o suficiente para pingar…
Seojoon olhou para os olhos sinceros e quase indignados de seu amante e não pôde deixar de responder com uma expressão confusa.
— Quando é que eu alguma vez—?
Ele franziu a testa quando Yeonwoo, sempre o parceiro diligente, começou a citá-lo palavra por palavra de algum momento distante.
— Você disse para deixar bem molhado, certificar-se bem e continue adicionando mais… mesmo no meio…
Ji Seojoon, seu lunático. Fácil dizer quando não é o seu corpo.
— Só… só esquece tudo o que aquele louco disse, Yeonwoo.
Esmagar, espremer.
Em meio aos sons cada vez mais estranhos, um novo calafrio de lubrificante começou a invadir seu interior já escorregadio.
Ughhh… Seojoon gemeu com os dentes cerrados.
Os dedos de Yeonwoo eram profundos, retorcendo-se, abrindo-se, provocando as sensíveis paredes internas de todas as maneiras possíveis — e, ainda assim, Seojoon não sentia um pingo de dor. Isso por si só era prova de quão implacável Yeonwoo podia ser quando queria.
Levantando a parte superior do corpo completamente, Seojoon apoiou a mão no ombro de Yeonwoo, levantando os quadris apenas o suficiente para remover os dedos ainda enterrados dentro dele.
Shlk.
O gel aquoso pingava livremente, respingando na coxa de Yeonwoo com gotas macias e úmidas.
Plop, pinga.
Os sons úmidos desapareceram, substituídos por um silêncio repentino e ambíguo. Seojoon e Yeonwoo pararam — cada um por motivos muito diferentes. Seojoon, por puro constrangimento.
Yeonwoo…
— Isso é meio… muito sujo, Tenente.
Ele murmurou, o rosto queimando em vermelho enquanto olhava entre as pernas de Seojoon.
Seojoon, disfarçando sua mortificação com naturalidade, ofereceu um sorriso calmo, quase presunçoso. Então, estendeu a mão e envolveu o pau de Yeonwoo.
— Ah? Porque parece que você já terminou?
— ……
Não importava de quem fosse o corpo — tudo estava escorregadio e encharcado de lubrificante. Seojoon passou a mão lenta e deliberadamente para cima e para baixo no membro inchado e brilhante de Yeonwoo, depois deu um beijo em sua testa corada e superaquecida.
— Só para deixar claro, nem pense em pegar uma camisinha.
Não havia como seu amante excessivamente preparado ter trazido apenas lubrificante. Seojoon, claramente lendo cada pensamento borbulhando sob aquela cabeça redonda, inclinou-se e mordeu delicadamente os lábios provocantes de Yeonwoo.
— Mm… ainda assim, eu pensei…
Palavras abafadas, como se tentassem protestar, escaparam dos lábios mordidos de Yeonwoo.
Ele podia não perceber, mas Seojoon certamente não havia esquecido: os fluidos corporais de um Guia — especialmente o componente afrodisíaco — afetavam tanto Espers quanto pessoas comuns. Mas Seojoon era homem, não havia risco de gravidez e, entre os dois, preocupações com DSTs eram ridiculamente irrelevantes.
É exatamente por isso que Seojoon não tinha a menor intenção de conceder a Yeonwoo a chamada “honra” de usar camisinha — nem agora, nem tão cedo.
— Você é realmente sem vergonha, Yeonwoo.
Seojoon de repente o repreendeu, movendo os quadris para frente.
— Fez uma bagunça dessas e agora querem falar de preservativos?
Esmagar…
A ponta rombuda e inchada pressionou lentamente a entrada escorregadia, abrindo a abertura encharcada à medida que afundava centímetro a centímetro. As sobrancelhas de Yeonwoo se franziram levemente, com uma leve careta.
— O-o quê, ngh…
Yeonwoo o havia aberto com tanto esforço que o interior parecia solto, impossivelmente úmido, como se nunca mais fosse se fechar.
A maneira como o comprimento de Yeonwoo deslizava sem resistência — deslizando pelas paredes escorregadias e flexíveis — era quase irritantemente suave.
— Consegue sentir, Yeonwoo? Tudo o que você deixou dentro de mim…?
Schlk.
Os sons úmidos e confusos da penetração ecoavam descaradamente enquanto o membro grosso de Yeonwoo penetrava lentamente mais fundo. Ele exalou um gemido silencioso entre dentes cerrados e, em seguida, girou os quadris para a frente novamente.
— N-não, ngh… isso não é… ngh, não…
— O que você quer dizer com não?
O lubrificante acumulado lá dentro foi expelido em pequenos pingos escorregadios enquanto o pênis de Yeonwoo pressionava, esticando ainda mais as paredes apertadas.
— Ah…
Seojoon, que vinha apertando e soltando a ponta em um ritmo trêmulo, finalmente afundou os quadris completamente com um suspiro baixo e lânguido. A dor que ele tanto esperava nunca veio — apenas a pressão vívida de ser completamente preenchido por dentro.
— Hngh… Tenente, ah…
— Dói?
Seojoon fez a pergunta mesmo já sabendo a resposta — ele não sentia dor nenhuma. Mesmo assim, fingiu verificar, só para ouvir a voz de Yeonwoo.
Então, ele gentilmente pegou a mão de Yeonwoo e a guiou em volta de sua cintura.
Yeonwoo balançou a cabeça, pressionando a testa contra o peito de Seojoon.
— Nngh… É só que… t-tão quente e escorregadio…
Ah… ahhh…
Cada vez que Seojoon movia os quadris, Yeonwoo soltava gemidos suaves e ofegantes — menos como gritos de prazer e mais como suspiros sufocados. Seojoon, tendo-o levado quase até a base — com apenas três dedos restantes — finalmente afundou completamente com uma respiração profunda e satisfeita.
Ele não era médico, mas até ele sentia: aquele era o seu limite. Estava completamente preenchido. O pau de Yeonwoo, tão enterrado que parecia impossível ir além, estremeceu sutilmente.
— Haah… Yeonwoo…
Seojoon deu um beijo nas pálpebras trêmulas de Yeonwoo, então segurou suas bochechas e gentilmente inclinou sua cabeça para cima.
Os olhos atordoados e cheios de lágrimas de Yeonwoo encontraram os dele.
…Este momento.
Quanto tempo ele esperou por isso.
Ele imaginara isso — inúmeras vezes. Imaginou engolir Yeonwoo completamente, cavalgando-o até ambos ficarem encharcados, perdidos no calor.
Nos corredores do Centro.
Enquanto engasgava com refeições hospitalares sem graça.
No silêncio estéril do quarto compartilhado, onde tudo o que podiam fazer era entrelaçar os dedos e esperar por algo mais.
Agora, todos aqueles dias agitados estavam desaparecendo no calor e no prazer que se acumulavam em seu estômago.
— Ah… ahh, Tenente… Tenente…
Aquela voz trêmula e desesperada chamando seu nome repetidamente — sempre foi o sinal.
Yeonwoo, ainda sensível e propenso a terminar rápido, já estava chegando ao seu limite.
Sentindo uma onda de prazer crescendo dentro de si, Seojoon cerrou os dentes e pressionou, impulsionando Yeonwoo com mais força. O torso robusto de seu amante inclinou-se ligeiramente para trás, e quando aquelas mãos incertas se ergueram para empurrá-lo, Seojoon as segurou e as prendeu acima de sua cabeça.
— E-eu acho que vou—ugh…
Suas palavras saíram entrecortadas enquanto Seojoon mordia o lábio, contendo sua própria onda de prazer. Os músculos profundos dentro dele se contraíram em resposta, seu corpo acolhendo cada impulso com uma alegria estremecera.
Entre seus corpos, o pênis de Yeonwoo esfregava repetidamente contra o abdômen de Seojoon, escorregadio e quente com a tensão pré-liberação.
— …Não.
Seojoon soltou um gemido baixo enquanto afundava os quadris até o fundo. Os lábios de Yeonwoo, que o mordiam e beijavam freneticamente, finalmente se soltaram. Suas respirações quentes se entrelaçaram entre as bocas entreabertas, espessas e pesadas de tensão.
O prazer, levado ao limite, finalmente explodiu de uma vez.
— Ahh…
— Hnnngh—
Um suspiro e um gemido suave e entrecortado escaparam ao mesmo tempo. Seojoon continuou movendo os quadris, aproveitando as ondas de sensações. O clímax foi longo e intenso — prolongado por todo o tempo que haviam se contido. Ele podia sentir o pênis de Yeonwoo se contraindo profundamente, injetando calor nele a cada ejaculação trêmula.
A escuridão havia se instalado silenciosamente sobre a casa.
No canto da cozinha, apenas o som da respiração deles ecoava: agudo, irregular e profundamente satisfeito.
Beijo, beijo.
Seojoon beijou os lábios frouxos e abertos dele e, lentamente, levantou-se o suficiente para soltar as mãos de Yeonwoo de onde as havia prendido. Seus dedos se entrelaçaram delicadamente.
Schlk, esmague.
Ele deliberadamente girou os quadris em círculos lentos, tornando os sons molhados entre eles mais altos e obscenos.
— Você está ouvindo isso? Você gozou tanto que está pingando.
— N-não, ngh… não é…
O rosto de Yeonwoo se contorceu de vergonha e apreensão, seus olhos vidrados e vermelhos. Lágrimas escorriam pelos cantos, brilhando como se ele estivesse prestes a chorar novamente.
— Nesse ritmo, Jeongwoo pode ganhar um irmãozinho, hein?
— I-isso é—não diga coisas estranhas assim… ah—n-não…
Seojoon olhou para ele — as sobrancelhas franzidas, a testa tensa e trêmula. Yeonwoo parecia completamente lamentável.
Lindamente.
Ainda cheio de satisfação, Seojoon continuou mexendo os quadris, provocando-o descaradamente.
— Então me diga — quem veio até aqui, hein? Yeonwoo?
Schlk… esguicho…
A bagunça escorregadia e encharcada entre eles produzia sons constrangedoramente altos até mesmo com o menor movimento. Cada estalo molhado só fazia Yeonwoo corar ainda mais de vergonha. Seus olhos ficavam cada vez mais vermelhos a cada palavra que Seojoon pronunciava.
— Eu trouxe o esperma de outra pessoa? De quem é, hein?
O pênis de Yeonwoo, ainda dolorosamente sensível após a liberação, pulsava e se contraía ao ser apertado com força pelas paredes escorregadias e apertadas de Seojoon. Quando ele pressionou os quadris para baixo novamente — apenas o suficiente para agitar tudo lá dentro —, os dedos de Yeonwoo se apertaram com força, entrelaçados.
Uma confusão de sons saiu dele — meio gemido, meio resposta, completamente perdido em sensações.
— O-o lubrificante, ngh… é o lubrificante…
— O quê? Quem foi? Não chore, diga direito.
— É o lubrificante… é só o lubrificante…
— Certo, claro, Sr. Lubrificante. Deve ser bom ter tanto.
— Huu…
Tenente… você realmente é o pior tipo de pessoa…
Chamar Seojoon de pervertido ou bastardo sem vergonha não seria nem de longe a resposta — e, no entanto, para Yeonwoo, o insulto mais severo que ele conseguia pronunciar era algo tão suave quanto “Você é uma pessoa estranha, Tenente…”
— Ah—n-não se mova, por favor…
De repente, Yeonwoo envolveu seus braços firmemente em volta da cintura dele e sentou-se, enterrando sua testa com força contra o peito de Seojoon.
— Acabei de chegar lá , está tudo… estranho agora…
— Do que você está falando? Estamos só começando.
Seojoon, sentindo-o tentar se afastar, empurrou os quadris para baixo com teimosia, recusando-se a soltá-lo. Ele agarrou o queixo de Yeonwoo com firmeza, levantando-o com um leve rosnado.
— Você realmente vai perder para o lubrificante?
Os lábios inchados de Yeonwoo foram engolidos novamente, sugados impiedosamente, sem aviso.
— Esqueça o lubrificante, você precisa me encher com seu esperma até não sobrar espaço, Yeonwoo.
Não havia lógica nem dignidade nas palavras.
Mas ter um amante tão doce fez Seojoon parecer tão infantil, tão sem vergonha.
Mesmo assim, ele não conseguia parar de provocá-lo. Era como se estivesse possuído.
Quanto mais Yeonwoo se encolhia, mais delicioso se tornava. Vê-lo com aquela expressão chorosa e avassaladora, enquanto sua parte inferior claramente revelava seu prazer — era incrivelmente satisfatório. Indescritivelmente gratificante.
↫。。⛧ Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Belladonna&Yuki
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⚠️ Aviso: Todos os fatos, personagens e situações retratados nesta obra são inteiramente fictícios. Não contendo nenhuma relação com a realidade. ⚠️