Capítulo 01
°•Deep Pivot Side Story — Capítulo 1•°
Doce Jelly Baby
Fechamento do portal D+100. E Retorno à Vida Diária D+1.
A casa, há muito vazia, finalmente se encheu com o calor de duas pessoas. Seojoon sorriu ao sentir a sensação roçando o canto do olho. Suave, suave. Os lábios que faziam cócegas em suas pálpebras deslizaram naturalmente pela ponte do nariz e finalmente pousaram em seus lábios, como se encontrassem seu devido lugar.
— É tão bom estar em casa.
Yeonwoo sussurrou após um breve beijo. Seus olhos se curvaram em meias-luas enquanto ele sorria alegremente. Balança, balança. Na ampla sala de estar, os dois se abraçavam, caminhando desajeitadamente, mas rindo o tempo todo.
— Eu sinto o mesmo.
Seojoon respondeu, com os lábios pressionados contra a bochecha de Yeonwoo. Por mais confortável que fosse a enfermaria do Centro, ambos ainda eram tratados como pacientes, o que piorava as coisas. Mas agora que estavam em casa, finalmente parecia que suas vidas normais haviam retornado de verdade.
Só que agora, parados no lugar para onde pensavam que nunca mais voltariam.
— Porque eu voltei para casa com você, Yeonwoo.
Mesmo enquanto tentava acalmar seu coração palpitante com beijos espalhados por todo o rosto de Yeonwoo, a felicidade que transbordava era impossível de conter. Quanto mais seus lábios se encontravam, mais as bochechas dele coravam — e era tão adorável que Seojoon não conseguiu conter uma risada suave.
A casa para onde retornaram depois de tanto tempo estava abarrotada de uma montanha de entregas fechadas. A maioria eram coisas que haviam encomendado durante o tempo livre no hospital, comprando online por tédio — roupas de cama e louça que haviam escolhido juntos, de cabeça próxima, decidindo lado a lado.
Uma tarde preguiçosa, passada tomando drinques para viagem e desempacotando as caixas. Pares de xícaras e tigelas de vidro combinando estavam empilhados ordenadamente na lava-louças.
Na época em que Seojoon era silencioso, Yeonwoo não suportava o silêncio e deixava a TV do quarto do hospital ligada o dia todo. Mas agora, entre os dois, não havia espaço para silêncio — não havia necessidade de nenhum outro som.
— Tenente, o que é isso?
— Lençóis.
Seojoon respondeu distraidamente enquanto colocava as novas tigelas de cereal na máquina de lavar louça.
— Já temos muitas lençóis.
Virando-se distraidamente, avistou Yeonwoo enterrado em uma pilha de lençóis. Sentado no chão, Yeonwoo havia puxado silenciosamente um novo travesseiro para o colo e o abraçava entre as pernas, olhando para Seojoon. Uma pergunta silenciosa pairava em seu olhar gentil. Por que você comprou tantos lençóis?
Sentindo um aperto repentino abaixo, Seojoon respondeu à pergunta não formulada em um tom calmo.
— Bem, … é bom trocá-los com frequência.
Era um rosto inocente demais para dizer algo como: Porque vou fazer sexo com você sem parar, fiquei um pouco ganancioso com a roupa de cama.
— Mas você sabe, Yeonwoo… você fica realmente molhado.
Ao mesmo tempo, era um rosto que o fazia querer provocá-lo — só um pouco maliciosamente.
O comentário impulsivo provocou um silêncio repentino. Seojoon rapidamente se ocupou em arrumar tudo, tentando esconder os pensamentos sombrios que lhe rondavam a cabeça. Empurrou para o lado os travesseiros recém-desembrulhados e os cobertores limpos e sentou-se em frente a Yeonwoo.
— ……
Yeonwoo tomou um gole suave de limonada e, após uma breve pausa, baixou o olhar. Exatamente como Seojoon esperava, em poucos segundos, as bordas de suas orelhas e os cantos de seus olhos ficaram vermelhos.
Agarrando firmemente o pobre travesseiro em seus braços, Yeonwoo falou em voz baixa, com palha ainda pressionada em seus lábios.
— …Eu não fico tão molhado.
Com um pequeno virar de cabeça emburrado, apenas seus lábios se projetaram como o bico de um pássaro.
—Do que você está falando?
Seojoon conteve a contração dos lábios e questionou Yeonwoo com uma expressão deliberadamente séria.
— É só lógica básica. Você não transpira no verão, Yeonwoo?
Yeonwoo respirou fundo e encarou Seojoon, com a boca ligeiramente aberta. Seus olhos azuis se moviam de um lado para o outro em pânico. Seojoon, que mantivera a calma o tempo todo, de repente franziu as sobrancelhas e falou com severidade.
— Que tipo de pensamentos estranhos você está tendo sozinho?
— ……
O rosto de Yeonwoo ficou ainda mais vermelho — completamente incomparável a antes. Quando Seojoon finalmente caiu na gargalhada, incapaz de se conter por mais tempo, Yeonwoo franziu a testa tardiamente, franzindo as sobrancelhas em frustração.
— …Você está me provocando de novo, não é?
Seojoon alisou delicadamente o sulco entre as sobrancelhas de Yeonwoo com a ponta dos dedos, sorrindo enquanto se inclinava para um beijo. O travesseiro nos braços dele agia como uma barreira entre eles. Como se tentasse não se deixar levar, Yeonwoo agarrou a borda com força — mas a mão de Seojoon logo cobriu a dele.
— Você sabe que é muito fácil provocar você, certo?
— Você é mesmo uma pessoa muito estranha, Tenente.
Yeonwoo murmurou com um tom tímido de repreensão, mesmo enquanto oferecia o rosto para a enxurrada de beijos dele. É porque você continua sendo tão fofo que eu não consigo parar de te provocar. Seojoon descaradamente culpava Yeonwoo por seus instintos pervertidos, pressionando os lábios contra os seus repetidamente.
Suave, suave. Ele mordeu delicadamente os lábios ainda frescos da limonada e os soltou, repetidas vezes. Yeonwoo soltou um suspiro curto. O travesseiro preso entre eles foi lentamente achatado e, de repente, seus olhares se encontraram.
— ……
Tilintar.
O som do gelo derretendo na xícara quebrou o silêncio com um ruído fraco. O clima descontraído se transformou em algo mais tranquilo — um silêncio ambíguo.
No quarto de hospital do Centro, os dois não conseguiam demonstrar qualquer afeição. Como pacientes de alta prioridade, seus sinais vitais eram monitorados em tempo real, tornando quase impossíveis até toques leves ou sexo oral. Até mesmo o menor sinal de excitação era sinalizado como um pico anormal pelos pesquisadores responsáveis.
Por isso, já fazia muito tempo que eles dormiam segurando apenas as mãos um do outro, como crianças brincando de casinha.
— ……
Seria muito repentino… se eu dissesse que quero te abraçar agora?
Enquanto Seojoon lutava com esse conflito interno um tanto ridículo, ele de repente percebeu o quão cautelosos eles haviam sido em relação à intimidade física. Ter limitações sexuais havia se mostrado um obstáculo muito maior do que ele imaginava.
Numa época em que a maioria dos casais se atraía com apenas um olhar, ele nem sequer tocara Cha Yeonwoo direito. Estava com medo — medo de perder o controle se as coisas fossem longe demais, de acabar machucando-o.
Mas agora, Seojoon não era mais um ninguém, um Sem Nome. Ele era alguém que podia amar seu precioso parceiro sem causar mal — alguém capaz de compartilhar afeição sem medo, de expressar desejo sem restrições.
Inclinando-se para a frente, Seojoon tomou delicadamente os lábios de Yeonwoo nos seus. Beijo. Estalo. Ele o beijou de leve, repetidamente, como se pedisse permissão. Quando Yeonwoo abriu os lábios levemente em resposta, o coração de Seojoon disparou.
Seojoon empurrou lentamente o travesseiro — que constantemente atrapalhava — para longe, deslizando um joelho entre as pernas abertas de Yeonwoo. Ele se agarrara teimosamente ao travesseiro em seus braços, mas agora suas mãos tremiam, sem saber o que fazer. Seojoon entrelaçou os dedos, sorriu e guiou aquelas mãos para envolver seu pescoço.
— Esse é o seu travesseiro de apoio emocional ou algo assim? Você está tentando ser fofo agora?
O sussurro baixo e provocador se dissolveu na boca de Yeonwoo antes que ele pudesse responder. “Não é isso…” Seu protesto fraco não chegou à voz — apenas se expandiu silenciosamente sob a superfície, preso entre os lábios.
Tapa. Tapa.
Cada vez que seus lábios macios se entrelaçavam, sons escorregadios ecoavam da fricção úmida. Yeonwoo, que vinha se mantendo passivamente firme, finalmente deixou o corpo cair para trás.
–Ugh…
Seojoon deslizou a mão por baixo do moletom de Yeonwoo, subindo pela cintura. Os músculos, tensos, se contraíram e endureceram sob a palma da mão. Um gemido abafado percorreu suas bocas, redondo e quente.
— Mm… Tenente…
Cha Yeonwoo ainda não parecia perceber o quanto ficava mais excitado quando falava demais durante os beijos. Seojoon entrelaçou suas línguas, engolindo cada gemido sussurrado.
Há…
Ele saboreou a boca de Yeonwoo, explorando-a minuciosamente enquanto suas salivas se misturavam, engolindo avidamente cada gota como se fosse uma guloseima. Um suspiro de satisfação escapou dele.
Chup, chuup.
Quanto mais úmidos os sons entre seus lábios, mais curta a respiração de Yeonwoo se tornava. A mão de Seojoon, que vinha percorrendo sua cintura, deslizou para baixo, mergulhando em suas calças de treino. O abdômen firme de Yeonwoo ficou tenso e trêmulo com o toque repentino.
— Ugh… T-Tenente, e-espera… só… ah, Tenente…
Os dedos de Seojoon deslizaram pelo cós da calça e encontraram a cueca úmida, já encharcada. Agora ele entendia por que Cha Yeonwoo tinha sido tão teimoso em se agarrar àquele travesseiro. Há quanto tempo ele estava assim?
— Por que você continua me chamando? Não vou a lugar nenhum.
O que você quer que eu faça, hmm?
Com aquele murmúrio baixo, Seojoon envolveu delicadamente a mão em volta do membro aquecido e rígido, corado de excitação e escorregadio de calor. Ele fez uma pausa entre os beijos, dando a Yeonwoo a chance de respirar.
— Ah…
Quando seu polegar roçou a delicada fenda na ponta, os olhos de Yeonwoo se fecharam. Seojoon beijou o sulco em sua testa e, em seguida, pressionou lentamente, apertando delicadamente ao redor de seu eixo. Ele arrastou os lábios até as pálpebras fechadas de Yeonwoo, acalmando-o enquanto a tensão aumentava.
Cada vez que seus lábios se encontravam, os cílios trêmulos de Yeonwoo tremiam, roçando a pele de Seojoon. Até mesmo a maneira como ele exalava, a maneira como cada cílio delicado tremia — não poderia haver outro ser neste mundo tão dolorosamente adorável quanto Cha Yeonwoo.
A cueca dele não estava apenas úmida — estava encharcada. Até o polegar de Seojoon, deslizando pela ponta sensível, ficou escorregadio de excitação. E ainda assim ele teve a coragem de dizer que não estava molhado?
— Então você se preparou para mim, hein? Bem molhadinho para ficar mais fácil de engolir?
— N-não… ngh…
Seojoon iniciou uma conversa deliberadamente — apenas para selá-la com outro beijo. Os sons abafados vibrando na boca dele o deixaram insuportavelmente satisfeito. Até o jeito como a língua de Yeonwoo se contorcia, tentando acompanhar suas palavras, era tão adorável que doía.
— Espere, mmph… Tenente, só—só um segundo…
Ding-dong, daeng-dong!
Nesse momento, um som alto de campainha soou no alto-falante da sala de estar. Mesmo que não tivesse sido seguido pela voz de um homem de meia-idade, o barulho por si só foi suficiente para acabar com o clima.
― Esta é uma mensagem da administração sobre a etiqueta de moradia compartilhada.
— ……
A tensão que se mantinha entre eles se dissipou instantaneamente, como água fria despejada sobre uma chama. Um hálito quente se acumulou no pequeno espaço entre seus lábios subitamente entreabertos. Com os dentes cerrados, Seojoon soltou um suspiro silencioso de frustração.
De todos os tempos… por que agora?
↫。。⛧ Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Belladonna&Yuki
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⚠️ Aviso: Todos os fatos, personagens e situações retratados nesta obra são inteiramente fictícios. Não contendo nenhuma relação com a realidade. ⚠️