࿔Capítulo 22
࿔*:・゚ Capítulo 22
Numa sociedade em que o poder dos Espers era absoluto, era natural que o interesse das pessoas comuns também se concentrasse nos Espers. Qual Esper era o mais forte, quem ganhava mais dinheiro, o quanto tal família era grandiosa, e assim por diante. Como o interesse era maior que pelas celebridades, boa parte dos outdoors nas ruas também usava Espers como modelos.
Entre eles, Hong Eun-tae, com boa família, habilidade de nível A e aparência imponente, aparecia muito na mídia desde jovem. Claro, com a intenção de usar o apoio do público para pôr as mãos no poder da família. Por isso, não hesitava em aparecer pessoalmente na publicidade das empresas administradas pela família.
Como ela cuidava bem da imagem, o público a via como uma pessoa justa. Sendo uma Esper de nível A da família Hong, poderia muito bem faturar rios de dinheiro com vários negócios, mas trabalhava no Centro Leste pela segurança pública.
A imagem correta que as pessoas tinham dela trazia grande efeito publicitário. Bastava andar pela rua para ver o rosto dela nos anúncios.
Ao contrário dos membros da família Hong, que evitavam aparecer em público, ela se colocava na linha de frente, a ponto de muita gente pensar nela primeiro quando se falava na família Hong. Por isso, os boatos sobre Hong Eun-tae chocaram bastante as pessoas. Para Sang Cheon também, o nome de Hong Eun-tae era familiar.
— Mas o que diabos aconteceu.
Sang Cheon não conseguia conter a curiosidade com as histórias sobre Hong Eun-tae que tomavam a internet nos últimos dias. Mas, nas notícias, o nome de Hong Eun-tae não aparecia nem uma vez. Junto com o boato de que a família Hong controlava a imprensa, as especulações eram as mais variadas, mas, estranhamente, a família Hong continuava calada.
Sang Cheon estava ainda mais curioso para saber como tudo aconteceu porque o lugar onde ela se ferira era justamente a fazenda onde Ji Wonwoo estava. Além disso, hoje Ji Wonwoo dissera que traria alguém que queria apresentar. E perguntara:
“O Nani está em manutenção?”
Ele dissera que, desde a fazenda, fazia dias que não conseguia se comunicar. Era o que Sang Cheon queria perguntar. Ele acordou uma pessoa de madrugada, levou o comunicador e depois cortou o contato de vez.
Independentemente do caso de Hong Eun-tae, desconfiou que algo tivesse acontecido na família Gye. Por via das dúvidas, tentou perguntar ao chefe de gabinete Jeong, mas a única resposta foi que ele entraria em contato depois. Ele não tinha boas lembranças do Bruto, mas talvez porque até o afeto pelos desafetos seja afeto. Sang Cheon se lembrou do bruto, que saíra da prisão, e voltou a murmurar sozinho:
— Mas que diabos aconteceu.
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Um Esper ainda pequeno não consegue controlar com facilidade o humor e o poder, então a ajuda de um Guia era indispensável. Como Gye Yoon tinha matado o único Guia da filha, Jae-hak estava numa posição em que culpá-lo e ficar furioso ainda seria pouco. Mas, assim que a situação se acalmou, em vez de ficar bravo, Jae-hak fez Gye Yoon se sentar e pediu sua opinião com seriedade.
— O que devemos fazer daqui para frente?
Diante das palavras dele, todos os reunidos na sala de reunião olharam para Jae-hak ao mesmo tempo, exasperados. O próprio Gye Yoon, naquele momento, estava em estado perigoso por não conseguir receber guiamento. Como ele teria um jeito de arranjar um Guia para a sobrinha? Os reunidos ali naquele dia eram, além do chefe de gabinete Jeong, vassalos que há muito tempo serviam à família Gye como seus senhores.
Estavam ali por um único motivo. Impedir que Gye Yoon e a chefe da família Gye, que chegaria em breve, se enfrentassem. Não, será que conseguiriam impedir? Só podiam torcer para que não estourasse um Armagedom entre os irmãos e a família Gye não sumisse da face da Terra.
— O quê?
Gye Yoon perguntou de volta, entediado. Por mais que fosse o vice-chefe, todos franziram os olhos ao ver quem tinha causado aquela situação agir daquele jeito. Será que, enquanto esteve preso, algo deu errado na cabeça dele? Ele também não devia ter solução, mas ficar de braços cruzados, sem fazer nada, por dias seguidos?
Mas, ao contrário dos vassalos, Jae-hak olhava para Gye Yoon com olhos aflitos. Ele confiava em Gye Yoon mais do que na própria chefe da família Gye. Sempre fora assim. Sempre o defendera, dizendo que Yoon não fazia nada sem pensar. Talvez ainda não tivesse abandonado essa confiança, pois, mesmo diante da resposta insolente, perguntou com desespero:
— Agora que o Guia sumiu, a energia da nossa Hwan está oscilando à beira do descontrole. Não há algum jeito?
— Impedir o descontrole e encontrar um novo Guia.
Diante de uma resposta que qualquer um poderia dar, um Esper não aguentou e interveio.
— É só isso? Depois de eliminar o Guia precioso que salvaria a herdeira da família, é só isso que tem a dizer?
— Ah, é você.
Quando Gye Yoon lançou um olhar indiferente, o Esper, desconcertado, perguntou de volta:
— Sou eu o quê?
— O imbecil desgraçado que tratou com todo o mimo aquele Guia maldito, para ele fazer o que bem quisesse.
— Haa, vice-chefe. Por mais jovem que seja, o senhor realmente não entende a situação? Por que acha que nós aguentamos aquele Guia? Foi pela senhorita, é claro.
— Aguentaram? Não, só tiveram preguiça de procurar um jeito melhor.
Gye Yoon olhou os reunidos e torceu o canto da boca.
— E eu, que confiei em vocês e entrei na prisão, também virei um idiota, graças a vocês.
Havia fúria no tom baixo de Gye Yoon. A voz dele preencheu a sala como uma névoa invisível e deixou as pessoas arrepiadas.
Por isso, mesmo tendo muito a dizer diante das críticas dele, não conseguiram reunir coragem. Por mais que o prestígio da família Gye tivesse caído e Gye Yoon estivesse à beira do descontrole, ele era um Esper de nível S. Só com aquela voz seca carregada de emoção era capaz de causar terror. Todos baixaram os olhos, assustados, mas Jae-hak foi diferente.
— Yoon, qual é o jeito de impedir o descontrole e encontrar um novo Guia?
Ele inclinou o tronco na direção de Gye Yoon e perguntou, desesperado. Mesmo quando Gye Yoon desviou um olhar sem emoção, ele não desistiu: puxou a cadeira mais para perto e implorou.
— Ei, eu sou um idiota, por isso. Meu cérebro está com prisão de ventre, eu realmente não entendo.
Diante da comparação de Jae-hak, a irritação se espalhou nos olhos de Gye Yoon, mas ele, ao contrário, se aproximou ainda mais.
— Tem algum jeito de impedir o descontrole da nossa Hwan?
Gye Yoon não é Guia, como teria? Quando todos, mais uma vez, lançavam olhares exasperados a Jae-hak, Gye Yoon respondeu com insolência:
— E você acha que não tem?
Tem? Desta vez, os olhares de todos se voltaram ao mesmo tempo para Gye Yoon. Não vai me dizer que é aquela besteira de sequestrar um Guia? Só Jae-hak, com o rosto iluminado, segurou o braço de Gye Yoon.
— Tem? Qual é?
— Olhando para mim você não sabe?
— Você? Você…
Jae-hak hesitou, examinando Gye Yoon, e logo arregalou os olhos, como se algo lhe tivesse ocorrido. Ao contrário de alguns que não perceberam o método e ficaram intrigados, os poucos que entenderam as palavras de Gye Yoon ficaram com os olhos brilhando. Ora? Talvez seja uma saída. Mas Jae-hak balançou a cabeça.
— Não. Não posso levar a Hwan para dentro da caverna.
O motivo pelo qual Gye Yoon não perdera o controle por mais de um ano. A ideia era usar o fato de que a montanha suprimia o poder. Mas era um método que o pai de uma criança pequena não podia aceitar.
— A Hwan está mal agora. Já está apresentando sintomas de afasia e evitando todo mundo; se ficar presa numa caverna desconhecida, fechada por todos os lados, pode ter uma crise.
— Crise é melhor que descontrole.
Jae-hak não conseguiu responder e mordeu com força o lábio inferior. Na caverna, o descontrole podia ser contido, a muito custo, mas isso não acalmaria a energia que agora fazia a criança sofrer.
Literalmente, só impediria o descontrole. Sem guiamento, a dor continuaria. Ele não queria deixar a filha sofrendo dentro de uma caverna assustadora. Como se percebesse a hesitação de Jae-hak, Gye Yoon propôs com indiferença:
— Eu levo ela lá para dentro.
— Você não.
Jae-hak recusou com firmeza. As sobrancelhas de Gye Yoon se contraíram, mas ele, sem se importar, acrescentou com força:
— Você sabe o quanto a nossa Hwan estranha as pessoas. E você também não tem uma personalidade carinhosa, tem?
— … Já me disseram que eu sou carinhoso.
— Só se foi em sonho. Ninguém em sã consciência diria que você é carinhoso.
Era um palpite certeiro, mas, infelizmente, Gye Yoon também só dizia a verdade. Gye Yoon se sentiu injustiçado, mas também não podia confessar o que acontecera. Que, além de fingir ser uma IA, ainda tinha sido elogiado por alguém da família Ji. Gye Yoon virou a cabeça e soltou um palavrão que mais parecia um suspiro.
— Porra.
Mas, cuspisse Gye Yoon o palavrão ou o engolisse, Jae-hak, com cada segundo contando, agora o pressionava.
— E arranjar um Guia? O que temos que fazer? Hein?
— Me disseram que eu sou carinhoso… droga.
— Só para garantir: sequestrar um Guia não pode.
Quando Jae-hak ignorou o que ele disse e falou severamente, como quem repreende, Gye Yoon, já se sentindo injustiçado, abriu a boca, incrédulo.
— Não é sequestro, é só comprar um Guia exclusivo de outro Esper. Porra.
— Todas as famílias de Espers estão atentas à família Ji e não cedem seus Guias. Você sabe disso, não sabe? Recusaram tudo, mesmo quando oferecemos fortunas.
— Então é só dar algo mais incrível.
Gye Yoon disse isso e se virou para o chefe de gabinete Jeong.
— Usem o que o chefe Hwang entregou.
O que é isso? Tirando o chefe de gabinete Jeong, que arregalou os olhos, ninguém entendeu. Mas, logo, ao ouvirem a palavra que saiu da boca de Gye Yoon, todos tiveram uma iluminação, como se os olhos se abrissem.
— Por uma semente Alfa, eles vão se atirar feito loucos.
Na verdade, quem mais ia enlouquecer com aquela semente Alfa repentina era outra pessoa.
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— … Hã?
Diante do assunto do chefe de gabinete Jeong, que ligou de repente, Sang Cheon só conseguiu dizer isso.
— … O que disse?
[— É uma semente Alfa.]
— … O quê?
Fazia mais de cinco minutos que a mesma conversa se arrastava de forma exasperante, mas o chefe de gabinete Jeong, sem se irritar uma vez sequer, confirmava repetidamente.
[— A semente que o senhor, chefe Hwang, nos pediu para vender.]
— … Aquela?
[— Sim. A que o senhor trouxe num saquinho zip.]
— … Saquinho zip?
[— Sim. Aquela semente preta.]
— Aquilo… é o quê?
[— Uma semente Alfa.]
Sang Cheon levou a mão à testa e baixou a cabeça. Só lhe vinha uma coisa à mente.
— Isto é golpe por telefone?
[— Não.]
Sang Cheon cambaleou e se sentou na cadeira. O chefe de gabinete Jeong esperou que ele se acalmasse e então o chamou com voz baixa e séria.
[— Chefe Hwang. Fazemos questão de comprar esta semente. O senhor comentou sobre ela com mais alguém?]
— Não. Para quem eu ia falar daquilo, que só podia ser falso?
[— É verdadeira.]
Pois é. … Ah, mas por que é verdadeira?! Mesmo depois de desligar, Sang Cheon não conseguia se recompor. Uma semente Alfa verdadeira? Sabe o quanto aquilo é raro e caro? Alguns diziam que o preço era o que o vendedor quisesse.
Agora mesmo o chefe de gabinete Jeong dera um exemplo, dizendo que pagariam o preço que ele quisesse. Era uma quantia absurda. Não eram cem ou duzentos milhões… Espera. Só então Sang Cheon lembrou de algo importante. O que Ji Wonwoo dissera ao lhe entregar a semente Alfa.
“Eu lhe dou 50% de comissão.”
Pá. Sang Cheon, assustado, se levantou num pulo, e a cadeira tombou para trás. Ao mesmo tempo, uma voz intrigada soou às suas costas.
— Chefe Hwang, o senhor está bem?
Sem que soubesse quando tinham entrado, um Ji Wonwoo surpreso estava ali de pé com uma Seona inexpressiva.
✧˖°. ༄ Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Belladonna,Yuki&Faby