⋆.ೃ࿔ Capítulo 1.2
⋆.ೃ࿔ Capítulo 1.2
“O que preciso fazer para saber sobre Ji Wonwoo?” Surpreendentemente, os métodos não eram muitos. Especialmente em uma situação sem nenhum pertence pessoal. Felizmente, aquele era um grande hospital afiliado ao Centro. Graças às diversas comodidades instaladas para os Espers doentes, havia também uma sala de computadores. Mas ele ficou parado por um longo tempo na frente do computador que a funcionária do hospital havia indicado para uso.
— Pode usar aquele.
A mulher disse de novo, mas Wonwoo continuou olhando para o monitor com olhos incrédulos. Era grosso. Parecia um modelo antigo que se usava há mais de dez anos atrás, ou seja, na era dos Espers antes da guerra.
— O hospital não tem dinheiro?
— Hã? Esse é o modelo mais recente. Faz pouco tempo que trocaram os equipamentos daqui.
— Ah… O mais recente.
A funcionária virou, com olhos espantados.
— Que coisa tão grande ele precisa fazer, que age assim?
O resmungo dela foi ouvido, mas Wonwoo ficou mais atraído pelo equipamento mais recente e deixou o comentário entrar por um ouvido e sair pelo outro. Pouco depois, o tedioso tempo de inicialização passou e a tela acendeu. Havia muitas coisas a pesquisar, então acessou a internet. A intenção era primeiro procurar sobre a família Ji.
Se ali fosse realmente um mundo paralelo, eles também estariam lá e, dependendo da situação, seria possível avaliar como esse lugar funcionava. Mas não era preciso pesquisar com esforço. Ao ver o artigo que aparecia na página principal do portal, simplesmente baixou as mãos.
“Líder da Organização de Guias Won, Ji Geun-oh, faz declaração contundente durante discurso para a Câmara”
A foto no artigo era de um homem de terno em pé em um lugar que parecia o parlamento, gritando algo. Ji Geun-oh, o pai biológico de Wonwoo, também estava vivo. Mesmo naquela situação incrível, ele quase gargalhou ao ver a foto bem tirada como um pôster de filme.
O Ji Geun-oh que ele conhecia, provavelmente havia tirado uns mil e tantos retratos para conseguir uma boa foto, escolhido pessoalmente e enviado para as agências de notícias. Por isso, mesmo sendo da faixa dos sessenta anos, a boa aparência era o que chamava atenção primeiro. Mas, aos olhos de Wonwoo, parecia estar vendo um animal de estimação bem cuidado que acabara de ser aparado.
Somente depois de pesquisar muitas informações, até o sol alto começar a se inclinar, é que chegou a uma conclusão. O mundo todo estava louco, menos ele.
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O hospital do Centro parecia ter boas instalações, como um hotel, talvez por ser utilizado também por Espers. Em especial, o jardim externo era amplo e bem cuidado, como um parque. Não, era tão luxuoso que a palavra “bem cuidado” parecia insuficiente. Semelhante a uma versão em miniatura de um palácio europeu, no centro havia até uma fonte cercada de ornamentos de mármore. Por isso, os rostos dos pacientes que passeavam por ali estavam tranquilos.
Mas Wonwoo, sentado num banco no canto, observando-os, era o oposto. Para ele, o mundo atual parecia um inferno. Este era um mundo onde, sem Purifiers, os Espers ainda dominavam tudo e onde a hipótese de ele mesmo não ter conseguido escapar da família Ji havia se tornado realidade.
Se esta fosse realmente uma realidade paralela, como teria chegado até ali? Não que não houvesse pistas. O lugar onde tinha encontrado o Wonwoo deste mundo era a fazenda de monstros. E o poder do portal de transporte, que dobrava o espaço e fazia a teletransportação instantânea, era obtido naquela fazenda.
Por isso, talvez o poder desconhecido daquele local tivesse aberto uma porta dimensional. É claro que nunca havia ouvido falar de algo assim, mas não havia outra razão que lhe ocorresse. Seja qual fosse a causa exata, por ora não era tão importante.
Mesmo que soubesse o jeito de voltar, não havia necessidade de insistir em ir. No seu mundo, os Espers não existiam mais e havia paz, mas, mesmo assim, não era feliz nem alegre. Para Wonwoo, que havia ficado sozinho, era tudo igual em qualquer lugar. Apenas que o mundo original era menos irritante por não ter Espers.
Por isso, aqueles que ficavam passando na sua frente o incomodavam bastante. O hábito de, durante a longa guerra, eliminar qualquer Esper que aparecesse havia restado e era difícil se adaptar a ter que deixá-los perfeitamente vivos sem fazer nada. Que tal eliminar todos eles de uma vez? Foi então que uma sombra o cobriu longamente.
— Ji Wonwoo.
O sobrenome Ji, que havia abandonado há muito tempo no mundo original, não era familiar, então a reação de Wonwoo foi um pouco atrasada. E, ao levantar os olhos, viu o Esper à sua frente e soltou um suspiro interno. “Ah, de novo.” Um dos caras que havia matado estava olhando para ele, vivo e são.
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Il-hae era um Esper de Classe B, mas, por ser do raro tipo mental, conseguia estar na Equipe 3 do Centro Leste. Por ser daqueles que usavam ilusões, sua habilidade era bastante útil ao lutar contra monstros. Mesmo assim, o rótulo de Classe B parecia inevitável.
“Disseram que Wonwoo acordou, então vai ao hospital e descobre como ele sobreviveu na fazenda de monstros e volta.”
De manhã, o chefe Geon-yeong havia lhe dado uma ordem súbita. Il-hae quase perguntou de volta: “Por que eu?”. Geon-yeong franziu as sobrancelhas ao ler a insatisfação no rosto de Il-hae.
“Você era quem tinha o melhor relacionamento com ele.”
Que história é essa? Nunca havia trocado uma palavra sequer com aquele cara. Mas logo percebeu que, por isso mesmo, a fala do chefe era verdade. Os outros membros da equipe, quando falavam com Wonwoo, era só para provocar ou xingar. A ponto de não falar nada parecer o mais gentil. Mas, mesmo assim, não era de se esperar que um Esper como ele fosse fazer algo como receber assinatura em documentos.
“Ah, e pega a assinatura na licença prolongada também.”
Geon-yeong deu essa instrução e virou de costas sem nem esperar resposta. Il-hae foi ao hospital com passos relutantes que não havia como evitar. Como tinha escapado de monstros que o perseguiam? Ele também estava curioso sobre como havia sobrevivido. Era apenas uma leve curiosidade. Mas por que ele, um Esper de campo, precisaria ir pessoalmente encontrá-lo para ouvir isso? Quando finalmente o encontrou num canto do jardim bem cuidado do hospital, a curiosidade se transformou em estranheza. “Por que ele me olha tão fixamente assim?”
— Com certeza você se deparou com monstros dentro da fazenda. Como sobreviveu?
Desta vez também houve só uma reação. Apenas ficou olhando fixamente para cima, para ele. Disseram que havia escapado da morte, mas ainda estava com a cabeça nas nuvens? Porém, os olhos que o encaravam diretamente eram um pouco diferentes da impressão nebulosa de antes. Poderia dizer que estavam mais nítidos? Por isso, era até um pouco desconfortável.
— Wonwoo, você não me ouve? — Perguntou Il-hae com irritação, e a boca do outro se abriu lentamente.
— Ouço. É que estava pensando sobre a vida e a morte.
Wonwoo estava realmente em conflito entre a vida e a morte. É claro, tendo o Esper à sua frente como objeto. Matar ou não matar? Il-hae, sem saber que estava numa linha tênue entre a vida e a morte, perguntou irritado.
— Que bobagem está falando?
Bobagem. Wonwoo olhou ao redor. Haveria outro mundo que parecesse tanto uma bobagem quanto esse? Decidiu confirmar mais uma vez se ali era mesmo uma realidade paralela.
— Qual é o seu nome?
— Eu? Aah, sério. Kim Il-hae. Somos do mesmo time, você não sabe meu nome?
— Ah, somos do mesmo time?
“O que é isso? Ele está realmente com a cabeça nas nuvens? Ou foi atacado por um monstro e ficou com problema na cabeça?” Il-hae pensou com ar de espanto.
— Por acaso não se lembra de quem sou?
“Por que não lembraria? Mesmo sendo uma pessoa que matei com as próprias mãos.” Os Espers eram habilidosos à sua maneira, então, se falhasse em matar, da próxima vez ficava mais difícil. Por isso, coletava todas as informações triviais sobre quem precisava eliminar e estudava minuciosamente antes de entrar em operação. A ponto de não haver ninguém que o conhecesse melhor do que ele próprio.
Mas não podia dizer para o Il-hae daqui que lhe conhecia muito bem. Wonwoo não respondeu e desviou o olhar. Não era só por causa dessa pessoa; agora a cabeça estava complicada e não tinha vontade de lidar com ninguém. Apenas Il-hae, com a vontade de acabar logo com o assunto e ir embora, estava se consumindo em silêncio.
Em condições normais, fosse ordem do chefe ou fosse o que fosse, viraria e iria embora, mas havia uma coisa um pouco irritante no Wonwoo à sua frente. Ele já era calado antes, mas agora a sensação era um pouco diferente. Se o garoto de antes parecia alguém que não sabia falar, o atual parecia alguém que fechava a boca porque era chato falar. Já havia essa sensação antes? Estranhamente, ele não parecia uma pessoa fácil de lidar como antigamente.
— Ei, Wonwoo.
— A fazenda onde encontrei os monstros é um lugar que cultiva deliberadamente árvores de monstros, certo? Apenas para obter sementes.
— Não é apenas isso. As sementes que brotam das árvores de monstros são a fonte de energia mais poderosa do mundo.
— Só para coletá-las, os fatores de risco são grandes, não são? Os monstros.
“Quem não sabe disso?” Il-hae olhou para ele com desdém.
— Por isso existem os Espers.
— E os danos aos civis?
“E daí?” Il-hae conteve a irritação e olhou para o outro de cima. Uma besteira que só um defensor contra sementes diria. Por que um Guia estaria dizendo isso?
— Eles se viram. Os Espers têm que salvar todas as pessoas?
Os Espers já contribuem suficientemente com o mundo ao tornarem possível o uso das sementes como matéria-prima. As árvores de monstros que apareceram um dia foram uma calamidade; surgiram de repente, sem saber de onde nem como, eram duras e ásperas como pedras, ao contrário das árvores comuns.
Pareciam torres de pedras empilhadas de qualquer forma, mas eram chamadas de árvores porque tinham raízes no chão, cresciam em direção ao céu e davam frutos. Cresciam mais de dois andares em poucos dias e produziam grandes sacos de frutos, que penduravam em cacho nos galhos que se espalhavam de forma grotesca sem folhas, e pareciam placentas envolvendo um feto. É claro que dentro delas havia monstros terríveis.
Por causa desses monstros, o mundo pagou um preço enorme. Mas as sementes cheias dentro dos frutos desses monstros terríveis e poderosos tornaram o mundo próspero novamente. Nas condições certas, apenas uma sementinha do tamanho do polegar emite um calor enorme e arde por mais de um ano.
Com apenas uma dessas sementes, um carro pode rodar sem parar por um mês inteiro. Quando esse fato veio à tona, as árvores de monstros deixaram de ser objeto de eliminação para se tornarem algo a ser utilizado. Se quisesse usufruir desse benefício, era natural aceitar os sacrifícios inevitáveis.
— Os Espers devem salvar todos.
— Ahh, por que nós?
— Quem não abre mão dos monstros são vocês.
— …
Hesitação. Il-hae não conseguiu rebater imediatamente. Metade era espanto, metade era surpresa também. Que um Guia ousasse dizer abertamente sua opinião para um Esper. E ainda olhando diretamente. Além disso, o modo de falar também era estranhamente desconhecido.
— Ei, parece que você era um opositor aos privilégios dos Espers, mas não tenho intenção de aceitar esse tipo de lógica, então feche a boca. — Il-hae avisou, propositalmente, de forma severa.
Wonwoo desviou o olhar como se fosse chato. Aquele comportamento fez a sobrancelha de Il-hae se mexer.
— Ahh, por que estou me exaltando com algo inútil?
Soltou como um monólogo, mas Wonwoo respondeu murmurando.
— É mesmo. Agora não adianta mais.
Trabalhou tão duro para acabar com a longa guerra, mas, de repente, caiu em um mundo paralelo e, do nada, tudo virou fumaça. Ver os Espers à sua frente dava a sensação de que a vida que teve antes estava lhe sendo negada. O ânimo, que já havia afundado imensamente depois do fim da guerra, caiu ainda mais.
— Você não se lembra de como sobreviveu quando foi perseguido pelos monstros?
A pergunta de Il-hae foi ouvida, mas Wonwoo desta vez também não respondeu. Era chato. Também não sabia o que devia fazer ali. O homem deste mundo, que havia encontrado na fazenda, disse que ele devia viver. “O quanto isso é ridículo? Ele mesmo havia largado tudo e obtido paz na morte, mas por que estava me dizendo para viver? O que me resta?” Os olhos de Wonwoo, olhando para o nada, encheram-se do vazio.
Um vento suave soprou e despenteou ainda mais os cabelos de Wonwoo, que já estavam despenteados. Mas ele estava tão parado, como uma estátua, que não sentia nem o vento. Aquela atmosfera era estranha. Deu uma sensação de que não devia perturbar, e Il-hae ficou por um momento com o olhar preso nele. Mas logo lembrou quem estava à sua frente. “É o problemático Wonwoo. O que estou fazendo aqui, paralisado?” Il-hae enfiou o documento, que havia trazido do chefe, bem na frente do nariz dele.
— É a licença prolongada. Assine.
— …
— De qualquer forma, você também queria sair porque era difícil se adaptar à equipe.
— …
— Vou enlouquecer. De que serve ter voltado vivo, quando ficou um idiota completo?
Ao demonstrar irritação abertamente, desta vez houve uma reação.
— Eu estou vivo? Isso é a realidade mesmo?
A voz de Wonwoo era séria. Il-hae podia com certeza escrever uma coisa no relatório. “Wonwoo parece ter problemas de memória e inteligência por causa do choque do acidente.” Depois de concluir, não queria mais desperdiçar energia com um louco.
— Sim, é a realidade.
Il-hae respondeu distraidamente e, sem querer, olhou para ele, e os olhares se cruzaram. Claramente era uma pupila negra, mas, por um instante, teve a impressão de ser um mar azul profundo. Ficou com a sensação de ter a cabeça em branco por um momento, enfeitiçado por um mar azul profundo cujo fundo era impossível de determinar. É claro que logo recuperou os sentidos e desviou o olhar. “Esse verme, que antes só comia sem fazer nada. O que é que estou pensando?”
— Você está vivo, todos nós estamos vivos. É tudo realidade, então ande logo e assine.
Sacudiu o documento de novo, mas a reação de Wonwoo era estranha. Os olhos dele foram ficando cada vez maiores e então ficaram paralisados ali mesmo. Parecia alguém que havia percebido algo e levado um choque.
— Ei, você está bem…?
Antes de chamar de novo, Wonwoo se levantou de um pulo.
— É isso. Todos, todos estão vivos!
Depois de dizer aquela bobagem estranha que fez todos os presentes olharem, de repente começou a correr para algum lugar. Il-hae foi atrás dele uns poucos passos, dizendo “ei, ei”, mas parou com preguiça. Em vez disso, resumiu novamente em poucas palavras o que iria escrever no relatório. “Wonwoo parece louco.”
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Por que não havia pensado nisso? Com a frustração de que este era um mundo paralelo horrível, em que todos os Espers estavam vivos, não havia percebido o que era realmente importante. Havia se dado conta disso depois das palavras de Il-hae há pouco.
“Todos estão vivos.”
Isso significava que talvez as pessoas mais preciosas para Wonwoo também estivessem todas vivas ali. Os companheiros que foram antes. Talvez, talvez aquele senhor também. Ele também.
No mundo de Wonwoo, haviam vencido a luta contra os Espers, mas o preço pago foi enorme. A vitória em farrapos era, para os que sobreviveram, um pântano fundo e negro. Para ele também não era diferente; todos ao redor haviam morrido e apenas ele tinha sobrevivido, sozinho.
No início havia desespero e choro, mas, gradualmente, afundou sem fim como uma pedra no fundo da água. A maior parte daquele peso era resignação. Embora a vida o fizesse rolar para lá e para cá, uma pedra desgastada não tem vida. Respirava, mas era só isso.
Pelos últimos anos, viver havia sido uma punição. Não sabia como nem com que estado mental havia saído do hospital. Vestindo o pijama hospitalar, correu sem parar e correu de novo. Todos olhavam como se fosse um louco, mas não importava. Algumas horas passaram como um piscar de olhos.
A rua em que estava correndo era o lugar onde, no mundo original, o exército governamental havia estacionado. Por isso, mesmo coberta pela paisagem estranha do novo mundo, dentro dela ainda havia prédios e ruas familiares. Wonwoo encontrou entre eles um prédio que reconhecia e correu até ele de uma vez. Em instantes, chegou diante de uma placa. O canto mais distante do quarto andar de um velho edifício comercial sem elevador. Um nome pendurado acima de uma velha porta de ferro.
‘Laboratório de Hwang Sang-cheon – Conserto de todo tipo de eletrônicos’
Wonwoo passou a mão tremendo na placa coberta de poeira e cerrou os dentes, tentando se acalmar. Neste lugar horrível, onde os Espers estavam vivos, havia um nome igual, sem mudanças, ao do seu mundo. Exatamente essa placa. Era igual. Aquele que Wonwoo havia perdido no mundo original talvez existisse no mesmo lugar, com o mesmo nome. E talvez ainda estivesse vivo ali.
De repente, um medo de que tudo isso pudesse ser uma ilusão o invadiu e quase o fez desmoronar ali mesmo. Mesmo assim, estava bom. Mesmo que fosse o último esforço de quem sobreviveu sozinho, estava bom. ”Por favor, esteja vivo. Fosse ilusão ou mundo paralelo, por favor esteja vivo aqui.” O desejo era tão grande que bloqueava a garganta. Por isso, para Wonwoo girar a maçaneta, precisou de muita coragem. Com dificuldade, estendeu a mão que tremia.
Criii.
A velha porta de ferro abriu rangendo. A primeira coisa que apareceu foi uma prateleira cheia de todo tipo de máquina e peças. Exceto pelo corredor estreito, os dois lados estavam repletos de bugigangas até o teto. Wonwoo moveu os passos devagar entre eles. Então, apareceu um homem de quase cinquenta anos consertando um aparelho eletrônico desmontado sobre a mesa. Parecia estar numa ligação com alguém, pois falava em um tom alto e excitado, quando viu Wonwoo e engoliu as palavras.
— … se ainda estou aguentando, é porque você consegue ouvir essa merda toda… Ah, chegou um cliente.
Ele se levantou para receber o cliente, mas, quando confirmou a aparência de Wonwoo, parou ali mesmo. Um homem em pé, usando pijama de hospital, com chinelos nos pés e com o cabelo despenteado de tanto correr.
— Como… posso ajudar o senhor?
Após a pergunta do homem surpreso, Wonwoo não conseguiu abrir a boca. Um calor estava subindo, bloqueando a garganta de forma dolorosa.
⊹ ⚘ ⊹ Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Belladonna&Flower