Capítulo 03
𓆝 ⋆。𖦹°‧ Capítulo 3.1
Uma das principais funções atribuídas a Jiheon como integrante da equipe de gestão exclusiva de Kwon Jaekyoung era nada menos que dar apoio ao treinamento. Isso significava assumir a responsabilidade por todas as demais tarefas para que o atleta pudesse se concentrar apenas em treinar — ou seja, resumindo em uma palavra, servir de escudeiro. Essa tarefa crucial, comumente chamada no setor de “faz-tudo”, costumava ficar a cargo do último da hierarquia ou do novato da equipe.
E, como no momento a equipe exclusiva de Kwon Jaekyoung improvisada pela Spoin tinha um único integrante, o gerente Jeong Jiheon, naturalmente o apoio ao treinamento também tinha que ficar a cargo do gerente Jeong Jiheon. É claro que, mesmo sendo apoio ao treinamento, como Jaekyoung não era do tipo que ficava pedindo isso e aquilo no local de treino, na prática o que Jiheon fazia era apenas o papel de motorista.
Na musculação da manhã, um treinador especializado contratado pessoalmente por Jaekyoung ficava colado nele, orientando-o individualmente e auxiliando no treino. No primeiro dia, Jiheon assistiu ao treino de perto por uns quinze minutos e, para sua sorte, o treinador ficou extremamente desconfortável.
— Ah, gerente. Ficar aí do lado olhando desse jeito me passa a sensação de que estou sendo vigiado, é bem constrangedor. Em vez disso, venha treinar junto com o Jaekyoung. O senhor precisa ganhar um pouco de massa muscular.
O homem até chegou a arregaçar as mangas ao dizer aquilo, então Jiheon deu meia-volta, saiu da academia e nunca mais pôs os pés no terceiro andar. Graças a isso, conseguiu passar as manhãs seguintes confortavelmente no saguão, adiantando o trabalho no notebook.
Quando a musculação de Jaekyoung terminava, os três almoçavam juntos, incluindo o treinador. Como não havia restaurantes decentes nos arredores do ginásio, quase sempre acabavam comendo em alguma lanchonete fast-food da região. Mesmo com o treinador vigiando de perto, Jaekyoung pedia sem hesitar itens formados puramente pela combinação de açúcar e gordura, como milkshake de Oreo ou sorvete. Pelo fato de o treinador nunca ter feito nenhum comentário mesmo vendo aquilo, pelo visto haviam combinado previamente que ele não interferiria na dieta.
Na verdade, no caso de Jaekyoung, dieta não tinha muito sentido. E não era só Jaekyoung: a maioria dos nadadores era assim. A natação queima uma quantidade tão descomunal de calorias que nem era preciso calcular a proporção de carboidratos, proteínas e gorduras — bastava comer muito, incondicionalmente, que mesmo comendo sete ou oito mil calorias por dia, o peso até diminuía, ao invés de aumentar. Só que, talvez porque Jaekyoung precisasse entrar na água duas horas depois da refeição, ele costumava almoçar leve e concentrar a maioria das calorias no jantar.
E “leve”, segundo o critério de Jaekyoung, significava três combos de Big Mac, mais um sanduíche de frango picante avulso, dez nuggets e um milkshake ou sorvete. Ainda assim, pelo fato de descartar uma das cocas dos combos e deixar metade das batatas fritas, parecia que ele tinha, à sua maneira, algum cuidado com o consumo de açúcar e carboidratos. Cuidado esse que, de qualquer forma, virava pó no momento em que ele pedia sorvete ou milkshake.
Terminada a refeição, descansavam um pouco e, a partir das três, começava o treino da tarde na piscina.
Durante o treino da tarde, o papel de Jiheon não era muito diferente. Fora as vezes em que cronometrava os tempos de volta a pedido de Jaekyoung, ele apenas ficava na sala de espera dentro da área da piscina, cuidando do próprio trabalho.
A sala de espera tinha uma das paredes inteiramente de vidro, para que, durante as aulas das turmas infantis ou do ensino fundamental, os responsáveis pudessem acompanhar o que acontecia na piscina. Por causa disso, quem estivesse lá dentro acabava, mesmo sem querer, olhando repetidamente na direção da piscina.
Como faltava mais ou menos um mês e meio para a competição, Jaekyoung também não ficava muito tempo dentro da água. Existe o chamado tapering: quando a competição se aproxima, os atletas reduzem drasticamente o volume de treino para preservar as condições físicas. Especialmente a partir de uma semana antes da competição, treinavam quase só saídas e viradas, poupando ao máximo o físico.
Por isso Jaekyoung também nunca ficava mais de duas horas por dia na água. Só que, como ainda faltava um mês e meio para a competição, ele dizia que, a cada dois ou três dias, se movimentava “moderadamente, até ficar sem fôlego”, para manter a tensão.
É claro que esse “moderadamente, até ficar sem fôlego” também era apenas o critério de Jaekyoung. As outras pessoas jamais concordariam. Ao menos Jiheon não concordava. Na opinião de Jiheon, aquilo definitivamente não era “moderadamente, até ficar sem fôlego”. Estava muito mais para “violentamente, até o coração explodir”.
Um exemplo era o seguinte: como parte do treino de EN2 (Endurance zona 2) , Jaekyoung costumava nadar 300 metros de nado livre. E, claro, não era apenas nadar em ritmo contínuo — a cada 100 metros completados, ele precisava sair da água e mergulhar novamente a partir do bloco de partida.
Na verdade, aquele era um dos métodos mais tradicionais. Jiheon também já havia passado por aquilo na época em que era atleta, e é provável que a maioria dos nadadores já tivesse experimentado o mesmo tormento. Ainda por cima, quase sempre como punição, sob as repreensões do técnico. Era um exercício tão duro e doloroso que, mais do que um treino, parecia um verdadeiro castigo militar.
Jiheon recebeu pela primeira vez a ordem de cumprir esse castigo terrível quando estava no fundamental II. É claro que, naquela época, não eram 3000m: a meta era de 1000m. E não era a cada 100m, mas a cada 50m que ele tinha que sair da água e mergulhar de novo.
Até os primeiros 500m dava para aguentar razoavelmente. Mas, exatamente a partir dos 600m, ele começou a perder o fôlego e, aos 800m, as pernas tremiam tanto que até sair da água era difícil. Ao completar os 1000m com muito esforço, Jiheon se arrastou para fora da água e desabou no chão de azulejo. Parecia que o coração ia explodir. Sem força nem para mover um dedo, ele ficou deitado no chão ofegando, e a dor de pulmões que pareciam rasgar fez as lágrimas escorrerem involuntariamente dos olhos.
E agora 3000m. Nem 1000m, nem 2000m, mas nada menos que 3000m. Só de assistir, a testa se franzia sozinha e ele suava frio. De fato, Jiheon não conseguia sequer assistir direito depois dos 2000m. De tão vívida que a dor daquela época permanecia gravada em sua mente.
É claro que quem sofria era só Jiheon. O próprio interessado, Jaekyoung, pelo contrário, não se abalava nem um pouco. Apenas respirava um pouco mais forte; até o final permanecia bem disposto. Ele havia, literalmente, se movimentado “moderadamente, até ficar sem fôlego”, exatamente como havia planejado.
Certa vez, em uma entrevista, Noah — amigo e rival de Jaekyoung — se referiu a ele como um “tritão”, e Jiheon achava que agora entendia por quê. O físico de Jaekyoung era tão descomunal que até um colega nadador o comparava a um monstro. Era literalmente um nível além do limite humano.
Mas, na opinião de Jiheon, o que Jaekyoung tinha de realmente extraordinário não era o físico. Pelo contrário, o físico dele era um resultado.
Existia um método de treino conhecido como decreasing distance repeat. Em termos simples, tratava-se de uma série em que a distância diminuía a cada repetição. Por exemplo: nadava-se primeiro 1.200 metros, depois, após um breve descanso, 1.000 metros, e assim por diante, reduzindo progressivamente o percurso até encerrar com um sprint de 100 metros. E eram justamente esses últimos 100 metros o ponto alto do treino.
Como tudo começava com tiros longos, àquela altura o atleta já acumulava cerca de 4.000 metros nadados. Mesmo com pequenas pausas no meio, os antebraços e as coxas pareciam prestes a explodir.
Por isso, por mais que os últimos 100 metros parecessem uma distância curta em circunstâncias normais, era impossível manter a velocidade naquela situação. Todos tentavam dar o seu melhor — afinal, era o último tiro —, agitando braços e pernas de qualquer jeito, embora o corpo simplesmente não obedecesse. Os 100 metros à frente pareciam infinitamente distantes, e já não dava para saber se o que escorria pelo rosto era a água da piscina ou o suor do desespero.
Mas Jaekyoung era diferente. Mesmo ali, a velocidade dele continuava descomunal. Ele nunca havia cronometrado o tempo exato daquele tiro final, mas, por uma estimativa grosseira, imaginava que ficava muito perto do seu próprio recorde nos 100 metros livre.
— Ei, você não fica cansado? Não fica sem fôlego? — perguntou Jiheon, curioso demais para se conter.
Jaekyoung o encarou com uma expressão que dizia “que pergunta óbvia é essa?”.
— Fico cansado, ora, como não ficaria?
— É mesmo? É cansativo? Mas você não parece nem um pouco cansado…
Mantendo a feição impassível, Jaekyoung repetiu que era cansativo, mas logo acrescentou:
— Só que eu gosto desse cansaço. No fim das contas, são só 100 metros. Eu gosto da sensação de queimar tudo naquele instante curto. É literalmente a sensação de me jogar por inteiro.
E, pela primeira vez, ele abriu um sorriso raro.
— Sinceramente, aguentar os 4.000 metros anteriores é quase como um preço a pagar só para poder nadar esses últimos 100 metros. Se é para fazer, tem que cansar de verdade. É esse o sabor.
Vendo-o nadar, era impossível não entender por que ele era o número um do mundo. Não era apenas pelo volume de treino ou pelas condições físicas privilegiadas. É claro que esses fatores eram indispensáveis, mas ele possuía um talento que vinha antes de tudo: o prazer genuíno de nadar e de se divertir na água. Por mais de dez anos ininterruptos, e, pelo visto, por muitos outros que ainda viriam.
Pensando nisso, ele inevitavelmente ficava curioso. Gostando tanto assim de nadar, por que diabos ele largaria tudo assim que conquistasse o Grand Slam? E ainda por cima sem que o desempenho tivesse caído. Pelo contrário, dava a impressão de que o auge nem havia chegado.
É claro que ele apenas ficava curioso sozinho; não tinha intenção de perguntar. Porque era evidente que, se perguntasse, ele não diria o motivo e só franziria a testa, perguntando por que ficavam remoendo algo que já estava decidido.
Ele também não queria ser mal interpretado como quem tenta convencê-lo em benefício da empresa, e tampouco queria irritar Jaekyoung ainda mais. Depois de alguns dias andando juntos, ele finalmente conseguira ficar um pouco mais à vontade para conversar, e não tinha a menor vontade de voltar àquele clima glacial.
《Bem, tenho certeza que, mostrando isto aqui, o clima logo esfrie de novo.》
Jiheon, de braços cruzados, olhou para os papéis espalhados sobre a mesa. Eram todas propostas de planejamento publicitário para mostrar a Jaekyoung. Independentemente do formato do anúncio ou da marca, só de contratos avulsos já passavam de dez — e isso depois de a líder Lee Yujeong selecionar e filtrar. E era o resultado de priorizar apenas os lugares que imploravam dizendo “não conseguimos esperar até o fim do Campeonato Pan-Pacífico, por favor, fechem contrato agora”.
O motivo pelo qual os anunciantes imploravam para fechar contrato já, sem conseguir esperar uma competição que faltava apenas um mês, era simples. Se Jaekyoung ganhasse o ouro naquela competição, ele completaria o primeiro Grand Slam da Ásia, e então era evidente que o cachê publicitário, que já era caro, dispararia às alturas.
Só naqueles últimos dias, o valor de mercado de Jaekyoung na publicidade já havia subido de forma acentuada. Só o fato de Kwon Jaekyoung, que todos achavam que jamais teria qualquer relação com publicidade, ter fechado com uma agência já elevava as expectativas e, apesar de o efeito publicitário ainda nem ter sido comprovado, havia uma disputa superaquecida por sua contratação. Nessa situação, não era preciso ver para saber o que aconteceria se ele se tornasse um Grand Slammer.
《Ainda assim. Precisa mesmo se atirarem tanto assim?》
Reunindo as propostas espalhadas por toda parte, Jiheon soltou uma risada seca. Se, como Jaekyoung havia dito na ocasião, ele realmente tivesse que arrancar um dente por campanha publicitária, em menos de um mês estaria usando dentadura.
《Que bom que trocamos isso por ‘atender a um pedido qualquer’》
Sinceramente aliviado, ele passava a ponta da língua pela parte interna dos dentes à toa.
— O que você está fazendo aí, em vez de entrar?
Diante da voz que surgiu de repente, Jiheon disse “ahn?” e ergueu a cabeça. Jaekyoung, de agasalho esportivo, estava segurando o batente da porta da sala de espera e olhando na direção dele.
— O quê, quando foi que você já trocou de roupa?
— Agora.
Jaekyoung falou brevemente e apontou com o queixo para a mesa:
— O que é isso?
— Ah, são as propostas de publicidade que chegaram, entre elas, nós selecionamos algumas.
Mal Jiheon terminou de falar, Jaekyoung entrou na sala de espera, pegou uma das propostas sobre a mesa e disse:
— Onde eu assino?
— Não, não é contrato, é proposta — Jiheon falou, sem jeito. — Ei, e não fique assinando qualquer coisa em qualquer lugar. Leia duas, três vezes antes de assinar qualquer coisa.
— Mesmo lendo eu não entendo. De qualquer forma deve ser algo que você já selecionou, hyung.
Jaekyoung falou como quem está com preguiça, pousou a proposta e se sentou à frente de Jiheon. Jiheon o observou fixamente e então disse, fingindo brincar:
— E se eu trouxesse de propósito só coisas que arruinariam a sua imagem?
— Não tem como você fazer algo que também prejudicaria a empresa.
Jaekyoung respondeu sem hesitar. Diante daquele tom de “como isso seria possível?”, Jiheon acabou caindo na gargalhada.
— Ei, apresentar um motivo tão óbvio assim não é golpe baixo?
Sem imaginar que sentiria a melancolia de assalariado em um momento desses, Jiheon cruzou os braços e deixou os ombros caírem, e Jaekyoung puxou para baixo a toalha que trazia no pescoço e disse:
— E, mesmo sem a empresa, você não é o tipo de pessoa que faria isso, hyung.
— O quê, você fala como se me conhecesse muito bem?
Jiheon falou de propósito como quem brinca. Jaekyoung olhou de relance para ele e, secando o cabelo molhado com a toalha que tinha nas mãos, deu uma risadinha.
— Pois é. Eu, que nem sabia que você era ômega, hyung, tive a ousadia de fingir que te conhecia.
— …
— Não é?
Não havia o que dizer. Aquilo era literalmente cavar a própria cova, então ele nem podia mandá-lo parar.
Enquanto se enrijecia com medo de que o assunto da conversa migrasse de vez para aquele lado, felizmente Jaekyoung voltou a folhear as propostas sobre a mesa e disse:
— Foi você que escolheu tudo isso, hyung?
— Não, isso aqui foi a nossa líder de equipe que selecionou na primeira triagem.
《 Estou Salvo.》 Jiheon gritou internamente e se apressou em continuar:
— É que há muitas empresas querendo fechar contrato com você antes da competição. Ela disse que separou primeiro só as que pareciam boas entre as propostas.
— Então na sua opinião, quais desses a gente tem que fazer de qualquer jeito?
— Na minha opinião… acima de todas, estas duas.
Jiheon procurou as propostas dos anúncios que havia previamente marcado e as entregou a Jaekyoung.
— Este aqui é de um banco?
— Sim, este seria bom fazer de qualquer forma. Existe a percepção de que publicidade do setor financeiro só é feita por celebridades de primeira linha e com boa imagem, então, uma vez que você grave, a simpatia e a confiabilidade só sobem. Especialmente esses bancos grandes, quando contratam um modelo publicitário, dificilmente trocam. E fecham contratos longos desde o início.
— Entendi. E este aqui é de roupas esportivas?
— Sim, se você fizer, este será o primeiro a ir ao ar. É uma regra não escrita deste meio que a primeira publicidade de um atleta seja obrigatoriamente algo relacionado a esporte. Como dá para mostrá-lo em sua forma mais natural, os consumidores também não acham estranho e aceitam com tranquilidade. E, especialmente uma marca famosa como esta, bom, se nos confiarem isso, do nosso ponto de vista já é motivo de gratidão. Também pensando na questão dos patrocínios. Você não gosta dessa marca? — Jiheon perguntou a Jaekyoung. — Quase todo o seu agasalho de treino é dessa marca. Inclusive esse que você está usando agora.
— Este eu comprei só porque o tamanho serviu. — Jaekyoung falou com indiferença, folheando a proposta. — Rodei todas as lojas do shopping e o único tamanho que eu consigui vestir confortavelmente era o deles.
Só então Jiheon soltou um “ah”. Bem, mesmo as marcas estrangeiras costumam trazer para o país apenas alguns tamanhos. Com a altura e o porte de Jaekyoung, devia ser difícil comprar aqui uma roupa que lhe agradasse.
— Mesmo que não tivesse na loja, se você encomendasse, eles trariam separadamente e enviariam para você.
— Dá preguiça.
《 Está bem, era de se esperar. 》Jiheon decidiu não se meter mais.
— De qualquer forma, entendi. Então vou considerar que estes dois serão feitos.
Jaekyoung falou em tom de que tanto fazia.
— Ótimo. Ah, mas o pessoal das roupas esportivas queria gravar um pouco mais cedo; tudo bem? É que eles são um dos patrocinadores desta competição. Disseram que querem lançar a publicidade logo depois da sua prova, Jaekyoung, e para isso é obrigatório gravar antes da competição.
— Contanto que não seja na semana anterior à competição, tudo bem.
— Entendi. Vou pedir que marquem a gravação o mais cedo possível.
Jiheon falou enquanto recolhia as propostas sobre a mesa.
— Mas você não vai atuar mal de propósito por não querer gravar publicidade, vai…?
— De propósito eu não vou, mas eu nunca atuei. Nem eu conheço a minha capacidade de atuação, então não crie expectativas.
Aquilo era mais assustador do que dizer que atuaria mal de propósito. Vamos ter que definir muito bem o conceito da publicidade. Jiheon guardou as propostas na bolsa com um rosto cheio de preocupação.
— Vou te dar as propostas restantes e quando você for para casa mais tarde; leve com você. Mesmo que não queira, ao menos leia. Vai que tem alguma que você acha boa. Ou mostre à sua mãe.
— A minha mãe vai mandar fazer todas.
— Ah, isso talvez seja mesmo verdade.
Jiheon assentiu rindo.
— Mais contratos podem chegar já durante esta semana, ou mais cedo. A situação agora é de todo mundo louco para fechar contrato rápido.
Jaekyoung tinha uma expressão de “tanto faz”. Vendo-o apenas secar o cabelo com gestos indiferentes, parecia que a própria publicidade dele já não lhe interessava nem um pouco. Depois de olhar de relance para aquilo, Jiheon pegou a bolsa, pousou-a sobre a mesa e disse:
— Aliás, Jaekyoung, aquilo, sabe.
Em vez de responder, Jaekyoung ergueu o olhar para Jiheon.
— Aquele termo que a gente escreveu à parte.
Jiheon queria que Jaekyoung dissesse “que termo?”. Ele desejava, de verdade, sinceramente e do fundo do coração, que ele o olhasse com uma expressão de quem ouve aquilo pela primeira vez, mas…
— Sim.
Jaekyoung apenas respondeu secamente, como sempre.
Jiheon engoliu, junto com um suspiro, aquela esperança vã de um instante e perguntou com uma voz forçadamente natural:
— Quando você pretende fazer os pedidos? Depois que as gravações terminarem?
— A partir do momento em que eu assinar o contrato publicitário, claro.
Jaekyoung falou com uma expressão de “que pergunta é essa?”.
— Um contrato, a menos que se especifique o contrário, entra em vigor no exato momento em que se assina, não é?
《…Esse desgraçado age como se não tivesse noção nenhuma no dia a dia; por que ele só fala de forma lógica justamente nessas horas?》
— Então, o que você vai pedir?
Jiheon perguntou ainda em tom sereno.
— Depois que eu assinar o contrato eu falo.
Aquilo já era o limite.
— Ei, fala logo.
Jiheon acabou abandonando a postura contemplativa e se lançou ansiosamente.
— Só assim eu também posso me preparar psicologicamente.
Ao ver Jiheon, que nem tentava disfarçar a inquietação, Jaekyoung deu uma risadinha. Ele pendurou a toalha no ombro e se levantou. E, jogando para trás os cabelos ainda molhados, disse:
— Da próxima vez que eu treinar, você entra na piscina também, hyung.
𓆝 𓆟 𓆞 𓆝 𓆟
Para melhor entendimento durante a leitura:
《Pensamento》
[Telefone]
「Fala da tv ou narrador」
*Escrita*
⊹ ࣪ ⋆。𖦹⋆.Continua…﹏⊹ ࣪ ˖
◆ Tradução e Raws: Belladonna, Revisão: Nat ◆