Capítulo 01.1
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Aquele garoto sempre estava sozinho.
E não era só ele. Jiheon também estava sozinho. A piscina do segundo andar do centro esportivo administrado pela prefeitura, uma piscina de 50m — coisa rara no país —, tinha oito raias, mas sete delas estavam sempre vazias. Talvez em outros horários estivessem lotadas. Não, com certeza estariam. Afinal, fora os horários de treino individual, o resto era quase todo preenchido por aulas coletivas ou treinos por série escolar.
Mas durante o tempo em que Jiheon treinava, ou seja, das quatro às seis da tarde nos dias de semana, tudo ficava vazio. Naquela piscina enorme, a única pessoa presente era ele. Enquanto se preparava para as competições, o técnico ficava ao seu lado, mas conforme a reabilitação se prolongava e ficou decidido que ele pularia a temporada, foi ficando cada vez mais difícil ver o rosto dele.
Com o garoto a situação era um pouco diferente. Ao contrário de Jiheon, que já se preparava para encerrar tudo, ele estava apenas na fase inicial, e o técnico o orientava com certo entusiasmo. Mas não passava disso. O treinador responsável por ele gostava demais de bebida e, incapaz de suportar os efeitos do porre da noite anterior, vivia se ausentando no meio dos treinos; e enquanto o técnico dormia como uma pedra na sala de descanso, o garoto dava sozinho várias voltas na piscina de 50m.
Jiheon via o garoto nadando sozinho com bastante frequência. Não que fizesse isso de propósito; era apenas obra do acaso. Como sua sessão de fisioterapia terminava mais cedo em alguns dias, ele acabava chegando antes à piscina. Nessas ocasiões, já trocado e com a sunga de banho, sentava-se no banco à beira da água para esperar o horário do treino. E, estando ali, era inevitável que a figura do garoto nadando entrasse em seu campo de visão.
É claro que, se quisesse olhar para outro lugar, poderia. Mas não tinha vontade de fazê-lo. O garoto nadava bem. A postura era boa, e a velocidade era ainda melhor. Só de vê-lo nadando, era difícil acreditar que estivesse no quinto ano do ensino fundamental. Talvez ele sentisse ainda mais isso por causa da altura, que já passava bem de 1,70m, mas, enfim, era assim. Dava para entender o alvoroço no centro esportivo dizendo que havia chegado um gênio, e também fazia sentido que aquele técnico Lim tivesse sido o primeiro a propor um treino individual.
Ainda assim, quando ficava observando o garoto cruzando a piscina sozinho, Jiheon às vezes sentia um canto do peito ficar gelado.
Naquele dia, em especial, foi ainda mais forte. Não sabia bem por quê. Só que naquele dia a piscina parecia excepcionalmente ampla. E, na mesma medida, silenciosa. O som do garoto cortando a água se ouvia sem parar, mas era pouco para preencher aquele espaço enorme. Pelo contrário, quanto mais amplo, mais vazio o eco ressoava.
Por isso Jiheon esperou o garoto completar os 400m livre e puxou conversa de propósito.
— Você não fica entediado, sozinho assim?
O garoto tirou os óculos de natação e ergueu os olhos para Jiheon, que estava de pé à beira da piscina. Foi então que Jiheon descobriu pela primeira vez que os olhos do garoto não eram exatamente pretos, mas sim mais próximos de castanhos. Antes de achar aquilo curioso, achou bonito.
— Por que eu ficaria entediado, se estou nadando?
O garoto, um menino de doze anos, piscou os olhos como se não entendesse o que Jiheon dizia. Sob a iluminação da piscina, os olhos castanhos dele pareciam ainda mais transparentes, e as gotas d’água presas nos cílios longos brilhavam como joias.
— O Hyung fica entediado quando nada?
O menino perguntou enquanto esfregava os olhos com a ponta dos dedos. Jiheon pensou um instante e respondeu:
— Não, eu também não fico entediado.
O menino ergueu os olhos para Jiheon com uma expressão de “então por que você está dizendo isso?”. Em vez de responder, Jiheon levantou a cabeça e olhou para o centro da piscina.
Com a chegada da tarde, o sol se inclinou e a luz invadiu pelas poucas janelas que haviam, e essa mesma luz se acumulou sobre a superfície da água. Olhando para o brilho que ondulava silenciosamente no meio daquela piscina enorme, Jiheon murmurou baixinho:
— Mas às vezes eu me sinto solitário.
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Bipe, bipe, bipe. Bipe, bipe, bipe.
O som mecânico que se repetia em intervalos regulares fez seus olhos se abrirem de repente. Assim que se levantou, Jiheon procurou primeiro o celular. Quando desligou o alarme, os sons da sala entraram pela fresta da porta entreaberta.
Droga. Jiheon passou a mão pelo rosto e suspirou. Hesitou um instante sobre o que fazer, mas acabou descendo da cama. Como esperado, a cama guardava de forma explícita os vestígios da noite anterior. Ao menos o edredom estava intacto, mas isso não era grande consolo. Também não havia uma única mancha na camiseta de manga curta e no short que ele sempre usava para dormir. Pensar que, em meio a tudo aquilo, ainda havia trocado de roupa direitinho antes de dormir foi tão absurdo que ele mesmo riu.
Jiheon tirou o cobre-leito e o empurrou para um canto da cama. Ajeitando por cima o cabelo bagunçado, foi até a sala, e o homem que estava sentado no sofá assistindo à televisão virou a cabeça e disse:
— Ah, acordou?
— Claro. Preciso acordar.
Jiheon respondeu com naturalidade e foi até a cozinha.
— Nossa, mesmo depois de beber tudo aquilo ontem. Os trabalhadores da Coreia do Sul são impressionantes mesmo.
Pelo jeito como ele falou, rindo, era provável que não fosse um trabalhador comum. Bem, se fosse, estaria em casa se arrumando para o trabalho, e não relaxando numa manhã de segunda-feira assistindo à televisão.
O que ele disse que fazia mesmo? Era escritor…? Estudante não parecia ser.
Enquanto enchia um copo com água gelada do purificador, olhou de canto de olho para o homem sentado na sala. O rosto era pequeno e afilado. Era magro, mas os antebraços eram surpreendentemente firmes, e nas pernas retas e longas, olhando as panturrilhas e as coxas, havia músculos muito bem definidos. Acima de tudo, o tipo físico não era, de jeito nenhum, o de uma pessoa comum. Ter aquele equilíbrio todo e ainda por cima sentar-se de forma tão bonita significava que ele havia feito correção postural ou que passara muito tempo criando o hábito até a postura entrar no corpo. Então provavelmente era alguém do meio artístico ou da dança…
Ah, é ele. O amigo do Kiju que faz dança contemporânea.
Assim que pensou, lembrou-se. Era alguém que um amigo que trabalhava no bar tinha apresentado. Na verdade, nem dava para chamar de apresentação. Como os dois estavam no bar ao mesmo tempo, o amigo os chamou para se cumprimentarem, e o resultado foi terem se sentado juntos e bebido. Aí a conversa se estendeu, e saíram do bar bem depois da meia-noite. Ele se lembrava de o outro ter dito que morava em Gimpo e dele ter proposto que dormisse na sua casa e fosse embora de manhã, e de terem pegado o táxi juntos…
Do que veio depois, continuava sem se lembrar. Quem beijou quem primeiro, como o clima chegou àquele ponto, se tirou a roupa sozinho ou se o outro tirou, se usaram camisinha ou não, e nem mesmo se quem deveria usá-la era ele ou o outro.
— A cabeça não dói? E o estômago?
Quando Jiheon se aproximou do sofá, o homem se afastou para o lado e perguntou.
— Ah, estou bem. Eu quase não tenho ressaca.
— Você disse isso ontem também.
O homem riu, achando graça.
— É mesmo?
— É. Você estava bebendo demais, então perguntei se ia dar conta do trabalho amanhã, e você disse que quase não tinha ressaca.
— Deve ter achado que eu estava me gabando.
Diante da fala de Jiheon, o homem riu de novo. Parecia ser verdade.
Jiheon também deu uma risadinha e bebeu a água. Com a água gelada descendo, teve a sensação de que a cabeça clareava um pouco. Bebendo o resto, olhou para o homem sentado ao seu lado. Os cabelos dele estavam molhados. Ter acordado tão cedo e ainda tomado banho indicava um temperamento bastante diligente. Ou então ele queria mostrar a Jiheon apenas uma imagem arrumada e impecável.
— Quem é bonito de verdade continua bonito até quando acabou de acordar.
O homem murmurou, como se falasse sozinho, enquanto penteava com a mão os cabelos arrepiados de Jiheon.
— Elogios não vão te render nada.
Jiheon sorriu, pousando o copo vazio. Na verdade, ele ia perguntar quem tinha feito o quê na noite anterior, mas, daquele jeito, parecia que nem precisava perguntar.
— Desculpa, mas eu usei camisinha direitinho ontem?
— Claro. Nas três vezes, com certeza.
Jiheon assentiu enquanto pegava o maço de cigarros sobre a mesa. Era uma resposta satisfatória. Em vários sentidos.
— Já vai fumar assim que acorda?
— Preciso disso para despertar.
— Você já despertou faz tempo.
O homem retrucou em tom de manha. Jiheon acendeu o cigarro e deu uma longa tragada. Soltando a fumaça igualmente devagar, disse:
— Ainda estou meio no disperso.
— Não é ressaca?
— Não. Ressaca não é, mas tive um sonho meio estranho.
— Que tipo de sonho?
Diante da pergunta do homem, Jiheon levou o cigarro à boca e disse:
— Sonho da época em que eu nadava.
— Ah, é mesmo. Você era nadador.
Ainda assim, isso já fazia dez anos. Nos dez anos seguintes ele não chegara nem perto de uma piscina e, mesmo assim, de vez em quando sonhava com aquela época. Em geral, isso acontecia nos dias em que bebia muito. Especialmente se, além de beber muito, ainda transasse, aí era certo: naquele dia sonharia que estava submerso na água. Nessas ocasiões ele costumava apagar como se tivesse desmaiado, e por isso tinha a sensação de que o corpo afundava na cama; provavelmente essa sensação que se prolongava no sonho, imaginava Jiheon por conta própria.
Nesse sentido, o sonho de ontem foi um pouco estranho. Como sempre, o cenário era uma piscina, mas ele não só não afundou na água como nem sequer molhou os pés. Pelo contrário, apenas ficou de fora da água observando o outro nadar. Além disso, aquilo não era exatamente um sonho vago, e sim algo mais próximo de uma lembrança.
Por que será que ele sonhou com aquela época assim, do nada? Era uma memória que ele não havia recordado nenhuma vez em dez anos. Por que justo agora, por qual motivo?
Será que eu estou solitário?
Jiheon pensou, atordoado, com o cigarro na boca. Mas logo soltou um “pff”, rindo, e expeliu a fumaça. Justo ele, que na noite anterior havia se divertido tanto, sentindo-se solitário.
— O que foi?
O homem perguntou.
— Nada, coisa minha.
Jiheon respondeu de qualquer jeito. Mesmo sendo alguém de uma noite só, não era assunto para se falar com uma pessoa com quem havia rolado na cama poucas horas antes. Felizmente, o homem não insistiu mais. Isso porque, no programa matinal que ficou ligado o tempo todo, apresentou-se bem a tempo uma notícia capaz de atrair o interesse dele.
「A seguir, notícias do mundo do entretenimento. E que são, ao mesmo tempo, notícias do mundo esportivo. Estamos falando do astro esportivo que goza atualmente da maior popularidade no país. Aquele que ultrapassou a Coreia, ultrapassou a Ásia e finalmente conquistou o título de melhor do mundo: o atleta Kwon Jaekyoung. Pois é justamente ele que, às vésperas da última competição rumo ao Grand Slam, volta a ser protagonista de um rumor romântico. E o outro envolvido não é ninguém menos que o ator no auge da popularidade, Cha Seonghyeon. Os dois já haviam se envolvido em um escândalo no ano passado…」
— Ah, então isso acabou vazando.
O homem falou com uma expressão de quem estava se divertindo. O rumor de romance transmitido pela repórter não despertou o interesse apenas dele. Jiheon também soltou um “ah” assim que viu. É claro que o motivo de ele reagir assim ao ver aquilo era outro.
>>“Ah, era por causa disso.”
Havia percebido a causa daquele sonho esquisito da noite anterior.
Não era por solidão, mas porque tinha visto o nome de Kwon Jaekyoung depois de muito tempo. E ainda por cima tinha visto um monte de fotos. E não era para menos, já que desde a noite anterior a internet estava um caos. Fotos de Kwon Jaekyoung acompanhado de um famoso ator se espalharam pelas redes sociais, dominando num instante os assuntos mais buscados e gerando uma enxurrada de notícias sensacionalistas.
As fotos em si não tinham nada de problemático. Não havia nenhum contato físico; eles estavam apenas sentados um de frente para o outro, comendo. Os dois usavam roupas extremamente casuais e Kwon Jaekyoung ainda estava com um boné enfiado na cabeça, o que dificultava reconhecer seu rosto. Se não fossem os ombros largos típicos de nadador e aquele corpo que parecia ter saído de uma computação gráfica, ninguém teria acreditado que era Kwon Jaekyoung. Talvez por isso quem tirou a foto tenha se esforçado tanto para enquadrar todo o tronco dele.
Ainda assim, o motivo de tanto alvoroço era que a pessoa fotografada junto com ele já havia se envolvido em um escândalo com ele anteriormente. Tratava-se de um ator chamado Cha Seonghyeon, que atuou por muito tempo como modelo e havia começado a aparecer em novelas e filmes alguns anos antes. Por ter vindo do mundo da moda, era alto e tinha um corpo bonito, e, acima de tudo, era extremamente bonito de rosto, o que fazia dele um dos jovens atores mais em alta do momento, independentemente da capacidade de atuação.
E foi esse Cha Seonghyeon que, junto com Kwon Jaekyoung — o milagre da natação sul-coreana e chamado de lenda do século XXI —, foi flagrado pelos paparazzi fazendo compras a sós na Austrália durante a temporada de Natal do ano anterior, virando manchete de destaque. A equipe de Cha Seonghyeon imediatamente divulgou uma nota dizendo que era tudo infundado, que ele havia ido à Austrália para uma sessão de fotos e, apresentados por um conhecido em comum, apenas passaram a se relacionar a partir dali. Mas ninguém acreditou nisso. Não é nada comum sair para fazer compras a sós no Natal com um conhecido recente e, acima de tudo, porque a imagem de Cha Seonghyeon era muito parecida com a do envolvido no escândalo anterior de Kwon Jaekyoung.
— O Kwon Jaekyoung tem um gosto bem específico, hein.
E, como não podia deixar de ser, o homem sentado ao lado soltou logo esse comentário, e Jiheon, achando aquilo curioso, perguntou:
— Por quê? Que tipo de gosto ele tem?
— Não sabe? Aquele sei lá o quê, atleta, com quem ele teve um escândalo antes do Cha Seonghyeon era exatamente desse mesmo tipo. Homem beta, alto, com corpo e rosto bonito.
Pelo que Jiheon sabia, o ano anterior tinha sido a primeira vez que Kwon Jaekyoung se envolveu nesse tipo de escândalo. No verão do ano passado, pouco depois do encerramento dos Jogos Asiáticos realizados em Taiwan, ele foi flagrado saindo de um hotel junto com um jogador de polo aquático taiwanês.
Aquele homem, chamado Lin Han, era uma figura que, na época dos Jogos Asiáticos, virou assunto não só em Taiwan como também na Coreia, por ser chamado de o jogador de polo aquático bonitão. Incluindo Kwon Jaekyoung, ele e outros dois atletas foram agrupados como o F4 daqueles Jogos Asiáticos, e as fotos circularam muito pela internet, chegando até a virar notícia. Jiheon também tinha visto essa matéria. O atleta que se envolveu no escândalo com Kwon Jaekyoung era, sem dúvida, um belo rapaz de aparência elegante. Além disso, como bom jogador de polo aquático, tinha um corpo bonito e era alto. De fato, se fosse para dizer que ele era do mesmo tipo que Cha Seonghyeon, dava para dizer que sim, mas…
— Um homem tão bonito e com um corpo assim, independentemente de gosto pessoal, qualquer um não diria que gosta?
Diante da fala de Jiheon, o homem inclinou a cabeça, dizendo “será?”.
— É, se for para colocar assim, é o tipo de todo mundo. E quanto a só se envolver com betas, mais do que gosto, acho que é simplesmente uma questão de probabilidade. Se 80% da população é beta, a menos que a pessoa escolha de propósito só alfas ou ômegas, a cada dez pessoas que você conhece, oito serão betas.
Além disso, para começar, nem se sabia se eles eram mesmo betas. Bastava procurar na internet que apareciam informações sobre o traço de artistas, astros do esporte e outras celebridades, mas a maioria era boato não confirmado. Eram deduções feitas a partir da aparência ou de alguns comportamentos externos, escritas de forma arbitrária como se fossem verdades. Era algo tão pouco confiável quanto determinar o tipo sanguíneo de alguém a partir da personalidade ou do temperamento, e ainda assim as pessoas repetiam o mesmo erro sem se cansar.
— Hmm, sei lá. Para dizer que é questão de probabilidade… ele está numa posição em que pode ser apresentado a quem quiser, alfa ou ômega. E além disso dizem que os alfas têm aquela coisa de se sentirem instintivamente mais atraídos por ômegas, então, pensando por esse lado, um cara como ele se envolver com betas seguidamente não é até mais raro em termos de probabilidade?
Aquilo tinha alguma lógica. Por mais que se suprimisse a liberação de feromônios com chips e medicamentos, dizem que um alfa sensível a esse aspecto acaba reconhecendo um ômega de um jeito ou de outro. Explicando de forma simples, era um princípio parecido com o de uma pessoa com alergia grave a poeira que, mesmo indo a um lugar varrido, esfregado e limpo com todo o esforço, reage à mínima poeira em cima de um porta-retratos e acaba espirrando. Que se enxergue isso de forma romântica chamando de atração instintiva, tudo bem, mas…
— Hoje em dia o desempenho dos chips é tão bom que dizem que, mesmo sentado ao lado, não dá para saber se a pessoa é ômega ou não. E, no caso de alguém como o Kwon Jaekyoung, ele deve ser ainda mais insensível a esse tipo de coisa.
— Por quê? Ele tem algum problema?
O homem perguntou, arregalando os olhos.
— Não, não é que ele tenha alguma coisa; é que a maioria dos atletas toma remédio para reduzir a sensibilidade aos feromônios.
— Ah, é verdade. Na nossa companhia de dança também tem alguns bailarinos alfa, e nos dias de apresentação eles tomam isso por precaução. No nosso meio a proporção de alfas e ômegas é um pouco maior que em outras profissões, então nunca se sabe quando pode acontecer um acidente.
Como era de esperar de alguém que trabalhava com artes cênicas, ele entendia rápido.
— Mas aquele remédio não dura só umas vinte e quatro horas? Se não tomar, a reação vem logo.
— É, por isso os atletas precisam tomar isso todo dia.
Jiheon disse, sorrindo.
⊹ ࣪ ⋆。𖦹⋆.Continua…﹏⊹ ࣪ ˖
◆ Tradução&Raws: Belladonna, Revisão: Nat ◆