↫─☫ Capítulo 04.6
𓂃 ࣪˖ ִֶָ Um ou Outro-4 · Parte 6 ִֶָ་༘࿐
— Merda, me solta.
Zhenya interrompeu as atenções para responder com um absurdo completo:
— Ouvi dizer que existe um ditado coreano: “Quem dá a doença deve dar o remédio.”
Ergueu a cabeça para encontrar o olhar furioso de Kwon Taekjoo.
— Marquei a dor na sua pele com fogo, então por que não te dou também um pouco de doce prazer? — sussurrou em tom zombeteiro, abrindo bem a boca.
Por algum motivo, o interior da boca parecia mais vermelho e escorregadio que o normal. Kwon Taekjoo não conseguiu evitar engolir em seco, a garganta tremendo. Pouco antes de a boca de Zhenya pousar no mamilo que o esperava, outro tipo de sensação envolveu sua virilha. A mão de Zhenya havia envolvido o pau dele, fazendo o abdômen de Kwon Taekjoo se contrair.
Zhenya baixou o olhar e riu, depois pôs o mamilo de Kwon Taekjoo na boca sem hesitar, sugando-o com avidez. Ao mesmo tempo, a mão começou a acariciar devagar a ereção. As sensações combinadas dominaram Kwon Taekjoo, que jogou a cabeça para trás, o corpo se sacudindo sob o ataque intenso de cima e de baixo.
— Aaah, nngh… Aahhh…
— Ngh, Taekjoo…
Zhenya soltou um gemido perto de Kwon Taekjoo enquanto saboreava a carne dele. Devagar, começou a esfregar o pau grosso e rígido na coxa de Kwon Taekjoo, já sensível por causa da tatuagem recente. Kwon Taekjoo lutou para manter a concentração, dividido entre o prazer contínuo e inconfundível e a dor aguda e persistente.
— Aaah, nngh, mmn… Taekjoo…
— Mmnh, mmnn, uugh…
Zhenya passou a se esfregar em Kwon Taekjoo com cada vez mais força, a boca puxando e mordiscando o mamilo com intensidade crescente. O colchão que sustentava os corpos balançava com os movimentos de Zhenya, e a estrutura da cama rangia em uníssono. A cabeça de Kwon Taekjoo girava com o tremor incessante.
Imersos na excitação compartilhada, pressionaram-se um contra o outro antes de se entrelaçarem de novo por completo. Agarraram-se com desespero, tentando sentir cada pedaço do calor, os cheiros misturados e a respiração ofegante.
— Mmnn, uughh… Yevgeny, aaahh Yevgeny… mnnn aah Zhenya!
Zhenya interrompeu os movimentos implacáveis enquanto Kwon Taekjoo gemia o nome dele repetidas vezes; a boca se abriu, soltando o peito de Kwon Taekjoo. Olhou para ele com intensidade. A cabeça do pau de Zhenya parou de se esfregar avidamente na parte interna da coxa de Kwon Taekjoo e se contraiu, como se também estivesse confusa.
Kwon Taekjoo, de olhos marejados e atordoado, pousou o olhar em Zhenya. Parecendo completamente exausto, implorou em ofegos rápidos.
— Solte meus braços.
O tom áspero e rouco da voz de Kwon Taekjoo, os olhos calmos, agora livres de raiva, e o tom suave, quase suplicante do pedido seduziram Zhenya. Enfeitiçado, ele olhou para Kwon Taekjoo e, obediente, removeu as algemas.
Com as mãos livres, os dedos de Kwon Taekjoo foram direto ao rosto de Zhenya. Não teria sido surpresa se Zhenya recuasse, mas ele apenas encarou Kwon Taekjoo sem piscar, e Kwon Taekjoo o puxou para um beijo desesperado e ansioso.
Um dos lábios devia ter rachado, porque um leve gosto de sangue se misturou à doçura da saliva. Mas isso só aumentou a ganância deles. Inalaram com avidez a respiração um do outro, como se tentassem consumi-la por inteiro, línguas e lábios se entrelaçando com paixão frenética. Enquanto continuavam se beijando, com intensidade suficiente para adormecer os lábios, Zhenya guiou o pau até a entrada de Kwon Taekjoo. Assim que a ereção tocou a abertura umedecida, foi sugada com avidez para dentro. No instante seguinte, o corpo inteiro de Kwon Taekjoo foi sacudido.
— Aaahh, mmngg… Aaah…
Um gemido agudo e contido escapou dos lábios apertados de Kwon Taekjoo. Ele atingiu o orgasmo no instante em que Zhenya o penetrou. Zhenya sorriu enquanto o sêmen pegajoso de Kwon Taekjoo cobria sua mão. As paredes internas de Kwon Taekjoo se apertaram em torno do pau de Zhenya, puxando-o devagar mais para dentro, como se se deleitasse com a sensação. Os músculos abdominais de Zhenya se contraíram em resposta ao prazer intenso, e a mente dele começou a girar.
— Nghh, Taekjoo, Taekjoo…
Zhenya escondeu o rosto na nuca de Kwon Taekjoo enquanto soltava um suspiro profundo. Um êxtase inexplicável tomou Kwon Taekjoo ao sentir o formigamento da respiração quente de Zhenya. O nariz afiado de Zhenya roçou o pescoço e a orelha dele, saboreando o resquício do prazer, antes de se afastar.
Em seguida, começou a fodê-lo devagar, deleitando-se com a sensualidade do corpo de Kwon Taekjoo. Kwon Taekjoo retribuiu com beijos ternos na testa e no cabelo de Zhenya, aceitando, sem forças, a torrente de paixão desenfreada, enquanto o ar se enchia das respirações ofegantes dos dois.
Depois de tomar banho, Kwon Taekjoo pegou as próprias roupas no guarda-roupa de Zhenya e começou a se vestir. Havia deixado roupas extras na casa de Zhenya, sabendo que as dele raramente sobreviviam a uma noite com ele. Não eram só roupas. A geladeira estava cheia de pratos que a mãe de Kwon Taekjoo preparara para Zhenya, e o banheiro estava equipado com a escova de dentes e a navalha dele. Vários itens domésticos, de utensílios de cozinha a chinelos, estavam perfeitamente emparelhados. A essa altura, era justo dizer que praticamente moravam juntos.
Kwon Taekjoo estava prestes a sair quando olhou para a cama, onde Zhenya dormia em paz, algo raro. Depois de quase um dia e meio acordado, não era surpresa que até um monstro como Zhenya estivesse exausto. Kwon Taekjoo tinha certeza de que, se acompanhasse o ritmo implacável de Zhenya, não duraria muito mais. Se não tivesse desmaiado várias vezes durante o encontro sexual intenso da noite anterior, poderia ter acabado no hospital.
Perdido em pensamentos tão absurdos quanto estranhamente críveis, Kwon Taekjoo se aproximou da cama e se sentou em silêncio na borda. Zhenya se virou para ele, passando um braço pela cintura dele.
— Hã? Você não está dormindo?
— Acordei com os seus sons. E com o seu cheiro.
Zhenya sorriu de olhos fechados, esfregando a testa no flanco de Kwon Taekjoo como um filhote de cachorro. Kwon Taekjoo achou o gesto adorável e afetuoso, e acariciou com suavidade as orelhas quentes dele.
Zhenya soltou um gemido baixo, submetendo-se, obediente, às carícias, e perguntou com a voz rouca:
— Taekjoo, te chamaram para trabalhar de novo?
— Ainda não. Acordei por acaso. Talvez por causa de pesadelos.
Kwon Taekjoo olhou para o Zhenya comportado e passou os dedos pela testa franzida dele. Sentindo o toque, o rosto de Zhenya relaxou, o corpo enorme amoleceu, e a respiração ficou mais profunda e satisfeita. Zhenya manteve os olhos fechados, como se temesse estragar o momento doce e terno, e abraçou Kwon Taekjoo com ainda mais força.
— Aquele menino apareceu de novo nos meus sonhos na noite passada. O de cabelo loiro claro e olhos azuis.
— Você não disse que eram pesadelos?
Zhenya riu baixinho. Parecia saber exatamente quem era o menino que invadia os sonhos de Kwon Taekjoo, mesmo com uma descrição tão breve.
— Dizem que, quando uma criança aparece nos sonhos, muitas vezes é sinal de infortúnio ou de problema iminente.
— Não sabia que você acreditava em superstições.
— Ficou gravado em mim porque a minha mãe vivia me avisando disso. Enfim, diga àquele garoto para parar de assombrar meus sonhos. Aquele rosto sempre agita as minhas emoções.
— Dizem que os sonhos são um espelho do subconsciente. Quem não consegue deixar aquele menino ir é você. O que eu poderia fazer para impedir isso?
De repente, os olhos de Zhenya se abriram, e ele murmurou:
— Taekjoo…
Os mesmos olhos azuis do sonho apareceram, curvados num sorriso.
— Devo ser um parceiro muito amoroso — comentou, atrevido.
Kwon Taekjoo desistiu de discutir com Zhenya e cobriu os olhos dele com a mão.
— Volte a dormir.
Kwon Taekjoo tentou se levantar e se afastar, mas os braços em volta da cintura se recusaram a afrouxar, puxando-o para mais perto. Num piscar de olhos, foi arrastado de volta para o centro da cama.
— Você disse que não te chamaram para trabalhar. Aonde você vai?
— Tenho que ir para casa agora. Se eu ficar fora por muito tempo, minha mãe vai começar a se preocupar.
— Você pode voltar comigo mais tarde.
— Não acha que seria estranho o filho dela voltar depois de dois dias, parecendo exausto e cheirando exatamente como o chefe? Até a minha mãe ficaria desconfiada.
— Aquela mulherzinha parecia bastante alheia a esse tipo de coisa.
— Alheia? É mais como se ela nem conseguisse imaginar.
— Ah.
— Enfim, tenha cuidado. No dia em que a minha mãe descobrir sobre nós, ela vai me deserdar — advertiu Kwon Taekjoo, severo, a Zhenya, que ainda não parecia totalmente convencido.
— Mmh, não sei. Ela parece gostar muito mais de mim do que você imagina.
— Sim, vamos ver o quanto ela gosta de você quando descobrir que você está fodendo o filho dela.
— Por qualquer ângulo que se olhe, isso não é vantajoso para você? Aquela mulherzinha quer que você tenha uma vida estável, Taekjoo. E eu sou o único no mundo que pode oferecer a estabilidade e a segurança de que você precisa — respondeu Zhenya, com uma confiança que não deixava dúvidas.
Kwon Taekjoo sabia que Zhenya não estava se iludindo; era verdade: não havia aliado mais poderoso do que o próprio Zhenya.
Soltou uma risadinha e bagunçou o cabelo delicado dele.
— É por isso que você tatuou essa porcaria em mim? E eu aqui me perguntando o que você desenhava com tanto cuidado.
— Você viu?
— Você não teria feito o mesmo?
Zhenya ergueu a cabeça, aninhando-se na mão de Kwon Taekjoo que lhe acariciava o cabelo. Beijou de leve as costas dela.
— Mas é verdade. Você é a minha vida, a minha fraqueza e a minha maior arma, o que me torna o homem mais poderoso do mundo.
Zhenya repetiu a frase absurda de sempre, que fazia questão de lembrar a Kwon Taekjoo justo quando ele estava prestes a esquecê-la. Era o dono de “Anastasia”… O fato de uma pessoa tão imponente, que ninguém ousaria desafiar, agir agora como o cão mais leal de Kwon Taekjoo era ao mesmo tempo adorável e estranhamente inquietante.
Kwon Taekjoo mudou de posição e apoiou com delicadeza a mão no travesseiro sob Zhenya. Quando o travesseiro afundou sob o peso de Kwon Taekjoo, Zhenya virou o rosto para ele. Kwon Taekjoo segurou o queixo dele e lhe deu um beijo delicado nos lábios. Respirações suaves e quentes se misturaram entre os lábios unidos. Devagar, Kwon Taekjoo se afastou, deixando Zhenya com um sorriso satisfeito no rosto.
— Taekjoo, você está incomumente carinhoso de novo.
— Eu poderia dizer o mesmo de você.
— Tem algo que você queira de mim?
— Além de querer que você fique quieto? Na verdade, não.
— Cada tentativa sua de me deter só me deixa mais curioso. O que você está tramando agora?
Kwon Taekjoo olhou com cuidado para os olhos pálidos de Zhenya. Será que ele realmente não sabia o que a família ou a Rússia planejavam? Não seria surpresa se não soubesse. Pelo que Kwon Taekjoo observara e pelo que Olga lhe contara, Zhenya era tratado como um pária pela própria família.
Mas Kwon Taekjoo não suportava a ideia de que Zhenya se isolasse ainda mais por causa dele. Simplesmente não queria que isso acontecesse.
— Enfim, o seu hyung vai sair primeiro.
Kwon Taekjoo bagunçou o cabelo de Zhenya pela última vez antes de sair da cama. Enquanto ia para a porta, deu a Zhenya o aviso de sempre.
— Ah, não pule refeições. Certifique-se de comer direito.
Zhenya apoiou a cabeça no braço e assentiu:
— Vou.
Kwon Taekjoo parou no meio do caminho, lançando-lhe um olhar sarcástico.
— Não pense que isso funciona comigo.
— Hã? O que quer dizer?
— O seu rosto bonito. Não funciona comigo, então não tente me encantar com ele. Já tive o bastante.
Balançando a cabeça, Kwon Taekjoo finalmente saiu do quarto. Zhenya soltou uma risada incrédula atrás dele.
Instantes depois, a porta da frente se fechou com um clique suave. Os sons tênues de Kwon Taekjoo desapareceram, deixando a casa num silêncio profundo. A atmosfera, antes quente e animada, agora parecia quieta e sombria.
A expressão de Zhenya ficou vazia. Ele alisou o cabelo desgrenhado e inclinou a cabeça.
— Hyung?
Lembrando-se da palavra coreana que Kwon Taekjoo às vezes usava, pegou o telefone. Depois de verificar o significado num tradutor on-line, sorriu, satisfeito. Um brilho de diversão dançou em seus olhos azuis.
Assim que Kwon Taekjoo passou pela porta do apartamento, ouviu fragmentos de uma voz vindo de dentro. A mãe parecia estar ao telefone.
Com sede, foi até a cozinha e encheu um copo na torneira. Enquanto bebia, a mãe espiou. Em vez de cumprimentá-la, fez-lhe um pequeno aceno. Ela lhe lançou um breve olhar de reprovação antes de voltar para o quarto.
Enquanto ele bebia, fragmentos da conversa dela chegavam à cozinha. Falava com a tia do Canadá.
Kwon Taekjoo se sentou à mesa de jantar, esperando pela mãe. Ela logo percebeu. Encerrou a chamada, disse à outra pessoa que continuariam depois e se juntou a ele à mesa, sentando-se à sua frente.
— Você está atrasado.
— Tive de passar em alguns lugares no caminho.
— Você parece completamente exausto de tanto trabalhar a noite toda. Não tinha dito que a maior parte do trabalho pesado já estava feita?
— Sim, mas a Rússia anda inquieta ultimamente, então aumentaram a minha carga de trabalho. Não tem muito o que fazer: quando os superiores mandam ir, eu vou.
Kwon Taekjoo disse à mãe que estaria fazendo hora extra até tarde da noite. Já se acostumara a mentir assim para ela. Depois de anos dizendo a si mesmo que era para o bem dela, mal restava culpa.
— O embaixador deve estar cansado também, depois de uma viagem tão longa.
— Bah, parecia que ele estava se divertindo muito.
— Hã? Taekjoo, você está falando do embaixador de forma tão rude de novo… — exclamou a mãe, horrorizada.
Ela já ia começar a lhe dar uma lição quando Kwon Taekjoo deslizou algo pela mesa. Os olhos dela se arregalaram de surpresa.
— O que é isso?
— Uma passagem aérea. Deixei a volta em aberto, para você poder remarcar quando quiser.
— Eu não perguntei o que era; quero saber por que você me deu isso de repente.
— Em vez de ficar preocupada ao telefone todo dia, vá visitar a minha tia.
— O quê?
— Você me disse que ela vai passar por uma cirurgia importante. Tenho certeza de que a operação vai correr bem, mas, considerando a idade dela, a recuperação será mais difícil do que a cirurgia em si. Ela fez muito por nós ao longo dos anos. Você devia apoiá-la pessoalmente. Isso também vai acalmar a sua cabeça.
Kwon Taekjoo havia preparado aquele pequeno presente ao ver o quanto a mãe se preocupava com a irmã. Ela não estava presa a trabalho nem a tarefas domésticas, então ele esperava que não hesitasse em ir. Na verdade, estava incentivando-a a sair porque sabia que ela só ficava por causa dele. Mais precisamente, ela sempre sentia uma necessidade urgente de ficar de olho na casa, caso algum membro da família voltasse.
𑣲⋆ Continua…
⌀ ⌀ ⌀
✦ Tradução, revisão e Raws:
Rubyy&Belladonna
☰ ⌀ ⌀ ⌀ Aviso: Todos os fatos, personagens e situações retratados nesta obra são inteiramente fictícios. Não contendo nenhuma relação com fatos reais. ⌀ ⌀ ⌀ ☰
𖹭ּ ֶָ֢. Gostou do capítulo? Apoie a autora na plataforma oficial para demonstrar o seu carinho!