↫─☫ Capítulo 10 Extra. Normal Days 36
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Extra. Normal Days 36
Quando os movimentos de Kwon Taekjoo se tornaram lentos, Zhenya de repente segurou sua cabeça. E então empurrou sua parte inferior para cima, rápido, “vuf, vuf”. Esfregando o sexo no céu da boca áspero, ele o assaltou sem descanso. Diante da penetração impiedosa, ele abriu bem a boca e agarrou as coxas dele. O sexo dele, que ia e vinha para além da garganta batendo forte em sua úvula a ponto de dar ânsia, de repente foi cravado com força contra o interior de sua bochecha. Em seguida, algo pegajoso foi lançado de uma vez. Ele engoliu sem cuspir.
Ele, que observava aquela cena com satisfação enquanto arfava, estendeu as duas mãos.
— Venha cá.
Enfiou as mãos sob as axilas de Kwon Taekjoo e o levantou como quem segura uma criança. E então lambeu demoradamente todo o lábio dele, molhado de saliva e sêmen.
— Meus lábios vão rachar, desgraçado.
Ele resmungou que ele não conhecia limites. Ele, sem se importar, estalou beijos na cabeça de Kwon Taekjoo e naturalmente o transferiu para um dos braços. Então envolveu com a mão o sexo dele, que ainda não gozara. Bastou mover os dedos de leve, apenas acariciando, e a boca de Kwon Taekjoo se fechou por conta própria.
Roçando o sexo dele de leve para incitar sua excitação, ele colava os lábios continuamente em sua testa. Não demorou e Kwon Taekjoo começou a se contorcer.
— Este quarto tem um bom isolamento acústico? Parece que você nem trancou a porta.
Zhenya sussurrou enquanto espremia o sexo de Kwon Taekjoo. Diante do fato em que nem pensara, Kwon Taekjoo estremeceu de antemão. Então ele, de propósito, girou e esfregou lentamente a glande, oferecendo-lhe um estímulo ainda maior. Ele tentou tarde demais segurar o braço dele, mas não conseguiu detê-lo. Não fazia senão gemer com a cabeça enterrada no pescoço dele. Como parecia impossível conter os gemidos, ele acabou por morder violentamente o pescoço dele. Ele disse, em tom bastante instável, para não o provocar. E então, erguendo com os dedos o queixo de Kwon Taekjoo, beijou-o de repente.
Ele amassava seu peito por cima da roupa e amassava seu sexo desordenadamente. Dentro das bocas unidas, um hálito turvo e gemidos irromperam repetidamente. O desejo de que aquele momento passasse logo e o desejo de desfrutá-lo mais colidiam. Tudo o que Kwon Taekjoo podia fazer era agarrar-se a Zhenya com o corpo inteiro e gemer.
Por fim, o corpo de Kwon Taekjoo, que estremecia aos poucos, se enrijeceu de uma vez.
— Nnh… ah…
— Shh.
Ele gozou aos jorros na mão de Zhenya. Zhenya acariciou seu baixo-ventre com bastante ternura e continuou a confortá-lo. Diante de uma exaustão terrível, seus membros ficaram frouxos. Suas pálpebras também pesaram.
Preciso mandar Zhenya embora. Se minha mãe vir, com certeza vai se assustar.
Enquanto se preocupava com aquilo, ele adormeceu profundamente.
— Taekjoo. Menino! Não vai levantar?
Diante do som que o despertava, ele se levantou de um salto. Seu campo de visão, que se abriu de repente, encheu-se com o rosto da mãe. Seu coração despencou. Aterrorizado, ele olhou em volta.
— Mãe, i-isso é…
Ele tentou explicar por que Zhenya estava dormindo ao seu lado, meio despido. Mas ele não estava à vista.
— …Aonde ele foi?
— Hã? Quem?
— Ele veio ontem.
— Do que você está falando, afinal?
Atordoado, ele examinou o próprio estado. Estava vestido corretamente e, talvez por ter dormido profundamente a noite toda, seu corpo também estava bastante leve. Teria sido tudo um sonho?
— Você tem que ir trabalhar. Vou pôr a mesa, então se apronte logo e venha.
Sua mãe saiu, e ele olhou o quarto ao redor, atordoado. Em lugar nenhum havia sinais de que Zhenya estivera ali. Mas era vívido demais para ser um sonho.
Ele puxou o travesseiro e cheirou. Sem falta, sentiu o cheiro de Zhenya.
— Taekjoo, minha zainka.
E a voz que sussurrara a noite inteira, também. Não fora um sonho.
Ele passou no quartel-general e saiu cedo do trabalho. Além de continuar sem ter o que fazer, era para ir ao Cemitério Nacional antes do feriado.
Bem no instante em que saía do escritório, encontrou Yoon Jongwoo no corredor. Talvez estivesse justamente indo procurar Kwon Taekjoo, pois veio correndo de uma vez.
— Sunbae? Aonde vai?
— Ah, para casa.
— Que casa?
— Casa é casa, que casa haveria de ser.
Ele disse que o feriado estava chegando.
— Ah, vai visitar os túmulos? Ainda bem que desta vez passa o feriado na Coreia.
— Pois é. Desta vez não vou comer songpyeon no meio do deserto.
— Songpyeon no deserto?
— É uma história. Vou indo.
— Ah, espere…
Ia despedir-se e ir embora, mas Yoon Jongwoo o segurou de novo. Pela maneira como se enrolava, parecia ter algo a dizer. Pensando bem, também tinha algo nas mãos.
— O que foi.
— É que… hoje o senhor não vai encontrar o senhor Egveni?
— Por que eu encontraria?
— Porque são melhores amigos?
— Quem disse que somos melhores amigos?
— Parece que ele vê sua mãe com frequência, e vocês pareciam bem mais próximos do que eu imaginava.
Se até o lerdo Yoon Jongwoo percebia, ele devia ter relaxado bastante. É possível que, no dia em que ficou com Zhenya, tenha ouvido alguma coisa dele. Porque, ao contrário de Kwon Taekjoo, ele não tentava esconder a relação dos dois. Claro que, mesmo assim, ele jamais imaginaria que eram amantes.
Ele ficou de braços cruzados.
— E daí?
— É que… entregue isto ao senhor Egveni. Ou, se por acaso encontrar a senhorita Olga, pode entregar diretamente a ela.
Ele estendeu o que segurava o tempo todo. Pareciam biscoitos. Certamente, a não ser que tivessem trocado contatos, não parecia haver como Yoon Jongwoo entregar pessoalmente.
— Não é grande coisa; é que a senhorita Olga também tinha curiosidade sobre as sobremesas coreanas. Comprei às pressas alguns doces populares.
— Que esforço, que esforço.
— Só porque é entre nós, mas a senhorita Olga não parece a encarnação de uma elfa?
Existe elfa que anda com uma arma amarrada na coxa? Ficou perplexo.
— Você também, viu. Não se dedique tanto a uma menina que veio só passear, rapaz.
— Eu, o quê?
— Está na cara, e ainda finge que não sabe.
— Não é isso, viu? Eu só quero, com sinceridade, divulgar a Coreia.
— Que grande patriota apareceu. Não dão prêmio a funcionários públicos assim?
Ironizando, ele arrancou o pacote da mão de Yoon Jongwoo. Disse também, de propósito para que ele ouvisse, que ia comer tudo sozinho.
— O senhor não belisca doces.
— Grave bem esse conselho enquanto te dou. Aqueles irmãos, tirando o rosto, são um cadáver.
— Então o senhor também sai com o senhor Egveni pelo rosto dele?
— …
De repente, ficou sem o que dizer. Não é que fosse totalmente falso, mas também não podia concordar.
— Este moleque está se atrevendo. Saia da frente.
Ele empurrou Yoon Jongwoo para o lado e seguiu andando. Yoon Jongwoo, que o seguiu por um trecho, pediu novamente que ele fizesse aquele favor. Fingindo ouvir e não ouvir, ele foi até o estacionamento. Ao entrar no carro, guardou bem o pacote de doces que recebera sob o banco do carona.
Precisava buscar a mãe, então passou primeiro em casa. Ele estacionou e desceu, e bem nessa hora o elevador desceu. Assim que a porta se abriu, ia entrar, mas deu de cara com quem descia. Uma exclamação lhe escapou de antemão porque não era outro senão Zhenya.
— Quando você chegou?
— Agora mesmo.
— E já está indo?
— O tal do assessor está fazendo um escândalo, dizendo que hoje eu tenho que aparecer sem falta. Quer se exibir, alegando que é feriado.
Não era para se exibir; devia estar realmente ocupado. Porque, na época dos feriados, também aumentam os eventos oficiais na embaixada. Por mais que fosse um embaixador que só brincava e comia, ele tinha de comparecer pelo menos às ocasiões que consolidavam a cooperação pacífica entre os dois países. A não ser que quisesse cair em desgraça e ser repatriado à força.
Ia entrar no elevador, mas Zhenya bloqueou seu caminho. Ele voltou a segurar a barra de segurança da porta que ia se fechar. Uma das mãos já estava na cintura de Kwon Taekjoo.
— E se eu não for?
— Que história é essa. Vá logo e volte.
— Você fez de novo aquela cara de pesar.
— Não fiz.
Ele afastou a mão dele de sua cintura. Ele esfregou o nariz na orelha e na bochecha de Kwon Taekjoo.
— Taekjoo. Já sumiu o cheiro.
— É porque tomei banho. Vá logo.
Ele empurrou as costas de Zhenya, mandando-o para fora. No instante em que a porta ia se fechar, ele enfiou os dois braços sem hesitar e segurou o rosto de Kwon Taekjoo. Assustado, ele tentou apertar o botão de abrir, mas o rosto dele avançou e o beijo veio primeiro.
— Hm… Ei, seu, seus braços…
Ele desviou a cabeça, tentando impedir, mas ele, sem se importar, esfregava os lábios. Pressionando a língua de Kwon Taekjoo, que não parava de reclamar, ele sobrepôs a sua e lambeu de uma vez. Sendo tomado sem defesa, ele mal conseguiu apertar o botão de abrir e impedir que a porta se fechasse. Quando ele beijou o quanto quis e se afastou, ele acabou lhe dando um tapa.
— Você vai se machucar, desgraçado.
— Machucar? Com uma coisinha dessas? Você se preocupa tanto assim comigo.
Ele se gabou, rindo à toa. Enfim, mesmo quando ele se preocupava, era esse o resultado. Dizendo “vá”, ele o empurrou e apertou o botão de fechar. Ele não foi embora até que as duas portas se encostassem completamente. Nem se estivesse mandando sozinha uma criança de cinco anos ele faria assim. Quem se preocupava mais com quem? Sentindo-se estranhamente incomodado por dentro, coçou o peito inocente.
Enquanto subia, ajeitou as roupas, que já haviam se desalinhado. Também limpou os lábios molhados esfregando o dorso da mão.
— Mãe. Cheguei.
Ele levantou a voz ao entrar em casa. Ouviu a voz da mãe vindo da cozinha. Estaria ela ao telefone? Foi para lá sem desconfiar, mas viu uma nuca nada bem-vinda.
— Taekjoo. Chegou cedo, hein?
Olga se virou segurando uma xícara de chá. Tanto Zhenya quanto ela entravam e saíam da casa dos outros com naturalidade demais.
— Enfim, nem parece que não são irmãos.
— Ah, é? O que quer dizer com isso? Não me diga que está falando de mim e daquele sujeito? É uma indelicadeza.
— Não, vocês são realmente parecidos.
Quando ele afirmou aquilo categoricamente, ela fez uma expressão desagradável. Parecia ter sofrido um insulto enorme. Não sabia ao certo, mas Zhenya provavelmente reagiria da mesma forma. Até nesse ponto eram parecidos.
Mas a indumentária de Olga, irritada, não era comum. Ela, que sempre preferia roupas coloridas como um pássaro de mil cores, hoje usava um vestido preto e até um chapéu preto com véu.
— Você… por que está vestida assim?
— Como assim, por quê? Quando se vai a uma homenagem, a etiqueta é seguir o código de vestimenta. Comprei às pressas; está bom?
Ele olhou para a mãe com um olhar de “não me diga”. Sua mãe sorriu satisfeita, sem entender.
— Ela disse que, já que veio, queria cumprimentar seu pai e seu irmão. A mocinha tem muito afeto, igualzinho ao senhor embaixador.
Sei. Ela deve querer é ficar melancólica vestindo um vestido de luto.
Ao olhá-la com desagrado, ela o apressou fingindo não entender.
— Prepare-se logo. Disseram que não se pode chegar muito tarde lá.
Os papéis se inverteram completamente. Sua cabeça começou a doer.
— A Coreia tem muitos biscoitos gostosos, hein? Nem tinha expectativas, por ser um país cujo alimento básico é o arroz.
Olga abria e provava os doces sem parar. Nos intervalos, oferecia também à mãe. Alguns ela colocava diretamente em sua boca. As duas sentaram-se lado a lado no banco de trás e mantiveram uma conversa harmoniosa que nem sequer se compreendiam. Era tão calorosa que Kwon Taekjoo não tinha espaço para se intrometer. Ele apenas cumpria o papel de motorista das duas.
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Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna