↫─☫ Capítulo 10 Extra. Normal Days 31
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Extra. Normal Days 31
Só Kwon Taekjoo era o problema. Ninguém sabia onde ele morava. E não podiam esperar ele acordar.
Ele precisava ver sua identidade. Procurou em seus bolsos. Acabou tocando suas coxas.
— Hmm… Zhenya… — Kwon Taekjoo murmurou. “Zhenya” era um apelido? Ele pegou seu telefone. Era a única coisa. Sem carteira.
Ele suspirou. Tentou desbloquear o telefone, mas tinha segurança. Não era impressão digital ou íris. Sem esperanças.
De repente, o telefone vibrou. Ele se assustou. Uma chamada de “Zhenya desgraçado”.
— …Desgraçado? Não é namorada? — Ele atendeu, mas a segurança apareceu. A vibração parou e recomeçou. Chamadas perdidas acumulavam.
— Ah, droga. — Ele se irritou.
O telefone de Yoo Nahyun tocou. O táxi tinha chegado.
— Alô? Ah, sim. Já vou. — Não havia escolha. Ele teria que arrumar um quarto.
— Pessoal, meu táxi chegou. Eu levo ele, me ajudem a colocá-lo no carro. — Os colegas ajudaram. Mesmo três homens tiveram dificuldade. Ele estava mole.
— Não vai dar. Segura cada parte. — Sob comando, eles seguraram seus braços e pernas. Yoo Nahyun pegou as coisas.
O taxista abriu a porta.
Nesse momento, ouviu-se um barulho distante. Um carro acelerando. O Bugatti apareceu e parou na frente do táxi.
Um estrangeiro alto saiu do Bugatti. Cabelos loiros platinados, rosto bonito. Sem expressão, ele se aproximou. Sua sombra cobriu o grupo.
— Me dá.
O homem disse algo em russo e puxou Kwon Taekjoo.
— Qu, quem é você?
— Espera! — Eles tentaram resistir, mas foi inútil. Quatro homens não conseguiram segurá-lo. Yoo Nahyun perdeu o telefone.
O homem carregou Kwon Taekjoo no ombro e foi para o carro. Tudo era bruto, mas ele colocou Kwon Taekjoo no banco do passageiro com cuidado. O homem contornou o carro e sentou ao volante. Sem explicação, ele foi embora.
— O que foi…
— Quem é aquele?
— Será que devíamos deixá-lo ir? Será que é agiota ou traficante de órgãos?
— Se fosse, teria colocado no porta-malas. Não trataria assim.
— É verdade…
— Mas era russo?
— O que ele tem a ver com o Kwon Taekjoo? — Cada um fazia perguntas. O taxista também perguntou se devia chamar a polícia. Yoo Nahyun olhou para a direção do Bugatti.
— Aquele rosto… parece familiar. — Um colega que trabalhava como jornalista inclinou a cabeça. Ele pesquisou no telefone. Como era russo, procurou por autoridades. Logo, ele ofegou.
— É o embaixador russo!
— O quê? — Todos olharam para a estrada vazia. Era como um sonho.
Seu corpo balançava. Não era uma vibração agradável. Sua cabeça doía. Gemendo, ele abriu os olhos. Viu o rosto de Zhenya. O desgraçado parecia irritado. Seus olhos estavam afiados. Sem o sorriso malicioso. Será que era um sonho?
— Zhenya… — Sua voz estava rouca. Ele bebeu demais. Fechou e abriu os olhos, mas a visão não clareava.
Sede. E muito calor. Com os pulmões comprimidos, mal respirava. Como se estivesse sob uma rocha. Ele chamou Zhenya novamente. O desgraçado, sem responder, colocou suas pernas sobre os ombros. Então, inclinou o corpo e ergueu seus joelhos. Seu corpo se dobrou, quase flutuando. Apenas sua cabeça tocava a cama. O sangue subiu ao seu rosto. Ele bateu no braço de Zhenya, pedindo para descer.
— O quê… Haa… Haa… muito, fundo… ah.
Zhenya, sem se importar, enfiou o pênis lentamente até o fim. Com o peso do desgraçado, seu interior se abriu e se encheu. Seu escroto se colou às suas nádegas. Ele esfregou a área unida, tentando penetrar mais fundo. Sua respiração foi cortada.
— Espera, espe… ah, Haa, ah, ah…!
Ele cravou as unhas na mão do desgraçado. Mesmo assim, o desgraçado esfregou seu interior. Seu pênis, totalmente preenchido, mexeu-se violentamente. Com a sensação avassaladora, Kwon Taekjoo se tensionou. A entrada e a parede interna se contraíram, apertando o pênis.
Zhenya começou a puxar seu pênis. A parede interna, grudada no pênis, foi arrastada. Suas nádegas tremeram. Seu orifício estava tão dormente que ele mal sentia. Ele fechou os olhos e se contorceu. Foi inútil. O desgraçado puxou seu pênis até o fim. Então, após uma breve pausa, enfiou-o de uma só vez. A parede interna se abriu.
— Ah, Haa, Haa… ah, Haa, Haa, doi… ah, ha, Haa…
Cada vez que o desgraçado penetrava, seu interior vibrava. Sua visão escurecia, sua respiração falhava. Mas a sensação de penetração era estranhamente nítida. Era impossível não sentir.
Com as penetrações profundas, um som de ar escapava. Fluido escorria.
— Ah, Haa, Haa… ah, por que, Haa! Ha, por que de novo, Haa, os olhos… ah, Haa!
O desgraçado esfregava seu interior. Ele não entendia por quê. Como ele tinha encontrado o desgraçado? Ele estava com Yoo Nahyun, bebendo. A partir do meio, não lembrava. Será que ele voltou andando? Ou Zhenya o procurou?
Mas não havia tempo para pensar. O desgraçado inclinou o corpo, colocando todo o peso. Seu joelho se enfiou sob a cintura de Kwon Taekjoo. Seus braços envolveram suas costas, segurando seus ombros. A parte de trás de suas coxas tocou seu peito. Seu corpo estava dobrado e imobilizado. A área de união estava exposta.
— …Nhh. — Uma dor intensa em sua cintura. Ele não conseguia se mexer. Parecia que ia ser esmagado. Ele rasgou os lençóis. O desgraçado penetrou sem parar.
— Ah! Ah, Haa, Haa, ah… Haa, ah…!
— Taekjoo…
Ele o pressionou ainda mais, beijando seu rosto e pescoço. Chamando seu nome, ele remexia seu interior sem piedade. Seus órgãos pareciam estar sendo moídos. A parede interna, viscosa, se grudava ao pênis do desgraçado. Ele se movia para dentro e para fora, raspando. A sensação de queimação se espalhava.
Chegando ao limite, Kwon Taekjoo bateu no braço de Zhenya. Não fez efeito. Zhenya mordeu sua orelha e esfregou seu interior. Kwon Taekjoo, em agonia, bateu em seu ombro novamente.
— Haa, ha… porra, só faz o que quer… Haa, Haa.
— …Taekjoo?
Percebendo algo estranho, Zhenya parou. Ele segurou a mão de Kwon Taekjoo e olhou para seu rosto. Kwon Taekjoo resmungava incoerentemente.
— Haa… se for sumir, some de vez, para de me confundir.
— Não sei o que está dizendo. Quem devia estar com raiva sou eu. Você está tramando algo?
Zhenya zombou. Foi Kwon Taekjoo quem o enganou para ir ao encontro. Ele o traiu completamente. Só para ir a uma reunião.
Mas Kwon Taekjoo não demonstrou remorso. Pelo contrário, estava mais irritado. Não era só o álcool; havia sentimentos antigos. Talvez o que ele acumulou tenha explodido. Sua respiração ofegante, ele beliscou a bochecha de Zhenya. Seus olhos estavam cheios de mágoa.
— Ei, Taekjoo. Você chegou bêbado e…
— Noivado?
A palavra inesperada surgiu.
— Esquece, seu idiota.
— …O quê? É por causa disso?
— Não importa o que você diga, não vou desistir. Mesmo que você fique sozinho, não tenho escolha.
Ele não entendia o que ele queria dizer. Não havia sujeito nem objeto. Ele ficou sem palavras. E ele só desabafou por estar bêbado. Ele era direto e rápido, mas péssimo em desabafar. Achava que ele não se importava com o noivado.
A voz de Kwon Taekjoo, antes firme, se enfraqueceu.
— Você, pelo menos, não pode ficar do meu lado? Você, pelo menos…
Ele murmurou e parou. A mão que segurava a bochecha de Zhenya caiu. Kwon Taekjoo, que tinha feito um escândalo, desmaiou de novo. Um hálito quente escapou de seus lábios entreabertos.
— Imprevisível.
Zhenya resmungou. Beijou sua bochecha e seus lábios. A eletricidade estática percorreu seu corpo. Com beijos suaves, ele reiniciou os movimentos.
— Durma bem, por enquanto.
Os dois ficaram unidos o resto da noite.
Ao recuperar a consciência, ele moveu os dedos. Um suspiro pesado e um gemido baixo escaparam ao mesmo tempo. Cada pedaço do seu corpo doía, sem exceção. Sua cabeça também estava enevoada. Ele enterrou o rosto na roupa de cama e se demorou um pouco mais. Mas as vibrações contínuas insistiam em atrapalhar seu descanso.
Sem conseguir nem abrir os olhos, ele tateou a cama. Mesmo aquele movimento mínimo fazia os músculos de todo o corpo gritarem. Gemendo, procurou o celular, que continuava barulhento. Só depois de um bom tempo ele veio parar em sua mão.
Com esforço, ele ergueu as pálpebras. Depois de algumas tentativas fracassadas, conseguiu enfim desbloquear a tela. Ele achou que fosse algum alarme tocando sem parar, mas era o mensageiro da rede social explodindo. As mensagens não lidas deviam passar de trezentas. A maioria vinha do grupo dos colegas de turma.
As enviadas por Yoon Jongwoo deviam chegar a cinquenta. Só de chamadas perdidas eram mais de cem. Umas vinte eram de Yoon Jongwoo, da mãe e de Yoo Nahyun; o restante estava registrado como “aquele desgraçado do Zhenya”.
— …Que droga.
Ele começou conferindo as mensagens de Yoon Jongwoo. Ele havia reportado a situação a intervalos de quase dez minutos desde que Kwon Taekjoo saíra do local. Os contatos se tornaram mais frequentes logo depois da meia-noite.
Sunbae, ainda vai demorar?
O senhor Egveni descobriu que o senhor mentiu ㅠ
A cara dele não está boa.
Atende o telefone ㅠㅠ
Dava para sentir a aflição de Yoon Jongwoo nas letras. Na última mensagem estava escrito: “o senhor Egveni sumiu de repente”. Foi exatamente nessa hora que o celular de Kwon Taekjoo pegou fogo.
Em seguida, ele entrou também no grupo dos colegas de turma. A primeira coisa que viu foi algo sobre um embaixador russo. Um arrepio percorreu sua espinha. Num instante sua cabeça clareou e seus olhos se arregalaram. Ele voltou ao topo e leu, uma por uma, todas as mensagens acumuladas.
Os colegas que ficaram até o fim comentavam sobre a aparição de Zhenya. Estavam tentando colocar um Kwon Taekjoo bêbado num táxi quando, bem nessa hora, um Bugatti apareceu, e o estrangeiro deslumbrante que desceu dele simplesmente o levou embora. Alguém chegou a procurar e postar o perfil oficial de Zhenya. Logo abaixo, pelo visto, travaram uma acirrada batalha entre si sobre se a profissão de Kwon Taekjoo era diplomata ou segurança. Houve até um sujeito perspicaz que questionou por que, sendo de qualquer forma uma relação profissional, ele se envolveria até nos compromissos particulares.
Só com aquilo já dava para entender a situação em linhas gerais. Ele arrancou os cabelos inocentes e lamentou. Não devia ter bebido tanto.
“É a pessoa que derrubou aquilo que o teimoso Kwon Taekjoo dizia que jamais aconteceria.”
Conversar com Yoo Nahyun havia deixado sua mente complicada. Ele não parava de pensar em Zhenya, e várias coisas que vivera recentemente lhe vinham à cabeça, embrulhando seu estômago. Fazia apenas um ano que estavam juntos, e não eram um casal que houvesse prometido a vida inteira. Além disso, Zhenya não fazia caso algum de coisas como noivado ou de encontrar outra pessoa. Ele sempre fora assim. Não era como se ele não soubesse — pelo contrário, era justamente o que ele desejava, então deveria estar contente, mas não conseguia. Um monstro, e ainda por cima carinhoso de forma indevida, que porra. Era detestável ao extremo.
— Filho da puta.
Xingando, ele se levantou. E então segurou a cintura, gemendo de dor. Não conseguia botar força na coluna, a ponto de suspeitar que uma articulação tivesse saído do lugar. Bastava se mover um pouco para tudo ranger e latejar.
Cada vez que despertava vagamente, lembrava-se de Zhenya montado em seu corpo. Mesmo quando Kwon Taekjoo desmaiava e adormecia, ele sempre terminava as coisas do jeito que bem entendia, mas ontem parecia ter passado dos limites.
Cambaleando, ele saiu do quarto. No caminho, no espelho, um rosto de cadáver ficou pendurado. O estado de seu corpo era deplorável. Seria mais rápido procurar um lugar sem marca de dentes. De tanto ser mordido e sugado, havia muitos pontos com hematomas arroxeados. Os lábios, além de rachados, estavam inchados; e a região dos olhos parecia em carne viva. Ele tocou nos mamilos, que ardiam mesmo parados, e gemeu sem querer.
— Ai…
Ele costumava morder e chupar como um cachorro, mas quando ficava emburrado, mordia como se estivesse determinado a isso. Nessas horas, não dava para saber se estavam fazendo sexo ou se acasalando como bichos.
— Aonde foi esse maldito?
Com a intenção de ao menos dar uma palmada nas costas dele, olhou em volta. Por algum motivo, a casa parecia completamente vazia. Ele abriu a porta silenciosa do banheiro e chegou até a varanda. Mas Zhenya não estava em lugar nenhum. Não era como se ele fosse trabalhar por ser dia de semana, mas hoje era, indubitavelmente, domingo. Muito menos iria à embaixada ou visitaria sua mãe deixando o próprio Kwon Taekjoo para trás. Ou teria ido sozinho a alguma loja de conveniência de novo?
Primeiro, tomou um banho. Só de receber o jato d’água, a parte interna da pele formigava. Por mais que experimentasse aquilo várias vezes, aquela sensação era a única com que não conseguia se acostumar.
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Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna