↫─☫ Capítulo 10 Extra. Normal Days 14
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Extra. Normal Days 14
O chão tremeu. Trovão, trovão, trovão, trovão. A cada amplitude diferente, era impossível ficar em pé. Tudo ao redor era escuro, e o cheiro de terra úmida vinha de todos os lados. Logo, um estrondo violento e o chão tremeram fortemente. Gritos e berros de várias pessoas se misturavam. As pessoas existiam apenas como silhuetas borradas, não como formas definidas. A língua que falavam parecia coreano, inglês e russo.
Suspeitando que fosse um sonho, ele foi um pouco mais adiante. Como não via nada, só podia avançar até encontrar uma parede.
Então, a parede e o teto tremeram novamente. Com a onda, uma poeira cinzenta de pedra desabou. Ele instintivamente encolheu o corpo, mas os pequenos detritos inevitavelmente entraram em seus olhos, nariz e ouvidos. Ele sentiu como se fosse sufocar. Ele balançou a cabeça violentamente para sacudir as impurezas. Agitou as mãos para dissipar o ar turvo.
Quando ia dar mais um passo, algo mole foi pisado. Ele quase caiu, mas conseguiu recuperar o equilíbrio. Erguendo a cabeça reflexivamente, viu uma figura inesperada. Era um menino de cerca de seis ou sete anos. Deixado sozinho num lugar como uma masmorra, sem um raio de luz, o menino tinha cabelos loiros platinados e olhos azuis. Era a mesma imagem que ele encontrava em sonhos passados.
Por que aquele garoto tinha que aparecer agora, daquele jeito? Ele franziu a testa com desaprovação. Claro, não havia garantia de quem era aquele menino. Embora se parecesse muito com alguém que ele conhecia bem, ele não podia ter certeza. Isso porque Kwon Taekjoo ainda não tinha visto a infância dele. Mesmo assim, sem provas, ele continuava a pensar que era Zhenya.
Quando o menino aparecia, os sonhos eram turbulentos. Não era como se ele fizesse mal a Kwon Taekjoo, mas depois que acordava, sempre ficava com uma sensação estranha e uma culpa esquisita. Ele estava aliviado por não tê-lo visto por um tempo, mas ele apareceu novamente.
O menino, ao encontrar Kwon Taekjoo, recuou, desconfiado. Em sua mão pequena e branca, segurava algo. Parecia uma granada.
Falando nisso, o que ele tinha pisado há pouco? Ele lentamente virou para trás. Onde seus olhos alcançaram, pedaços de carne sem forma humana estavam espalhados. As silhuetas que pareciam intactas apenas gemia sob pilares desabados.
Um mau pressentimento o dominou. Ele olhou ao redor com pressa. Mas nada entrava em seus olhos. Apenas o quadro azul quadrado que se via pela janela. Lá fora, a sombra de um avião de combate passou rapidamente. Embora invisíveis, ouvia-se o som de botas militares em marcha. Raios lasers vermelhos de várias armas cobriram o ar e o chão num instante. De longe, o alerta final para se render ecoava.
De repente, ele se lembrou da história da infância que Zhenya lhe contara. Ele disse que estava acostumado a ser sequestrado. Parecia que aquele resquício do passado se manifestara em sonho através do subconsciente. O problema era que, mesmo sabendo que era um sonho, ele não conseguia acordar. A situação era tensa e confusa, era de enlouquecer.
Ele olhou ao redor em busca de uma saída. Naquela hora, um impacto mais forte do que qualquer outro explodiu em todo o edifício. O chão tremeu violentamente. O teto, que mal se sustentava, desabou, expondo a estrutura. Se ficasse ali, seria soterrado sem defesa.
Tudo era tão vívido que, no meio do sonho, a percepção de que era um sonho se desvaneceu. Em sua mente, só havia a ideia de escapar rapidamente. Ele virou a cabeça para onde estava o menino de cabelos loiros platinados. O menino ainda o encarava, todo arrepiado. Ele fez um gesto para que ele viesse rapidamente. Mas o menino não se mexeu. Sua desconfiança também não diminuía.
Ele tentou gritar “Zhenya!”, mas sua garganta travou. Ele abriu bem a boca, tensionou o abdômen, mas a vibração do ar não se propagava como som. Enquanto isso, os ataques impiedosos continuavam. O edifício começou a desabar rapidamente.
Ele correu em direção ao menino, para arrastá-lo à força. Mas isso também não era fácil. Era como se houvesse uma barreira invisível à sua frente; ele não conseguia dar mais um passo. Por mais que corresse, com os pulmões ardendo, ele não se aproximava do menino.
Ele continuava a chamar Zhenya, mexendo a boca. O menino apenas observava, como se visse uma cena estranha.
Droga, foge!
Ele se debateu até os membros formigarem. O grito desesperado ficou preso em sua garganta, ecoando apenas dentro de si. Era sufocante.
Como se zombasse de Kwon Taekjoo, algo pesado voou atrás dele, cortando o ar. O interior do edifício ficou num vácuo temporário. E imediatamente depois, o ar concentrado explodiu, rasgando o menino sem dar tempo para reagir. Todo o seu corpo ardeu.
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Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna