↫─☫ Capítulo 10 Extra. Normal Days 12
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Extra. Normal Days 12
— Com esse tamanho todo, só causa preocupação desnecessária.
Ele resmungou com insatisfação. Dizem que notícia nenhuma é boa notícia, mas com o desgraçado era uma exceção. Quando ele ficava quieto, ele se preocupava com o que ele estaria tramando em algum lugar. E, também, embora muito pouco, ele se preocupava com o desgraçado. Porque, apesar de tudo, ele estava numa posição bastante perigosa. A família Bogdanov já tinha muitos inimigos, e Zhenya também era do tipo que criava inimigos onde não havia. Não faz muito tempo, ele foi ‘sequestrado’ por causa daquela ‘Anastasia’. Só de lembrar, ele estava incrédulo e estalava a língua.
Foi quando ele estava em uma longa viagem de negócios à China por mais de um mês. Por alguma razão, Zhenya não apareceu. Ele pensou que o desgraçado finalmente tinha ouvido seus pedidos para não atrapalhar seu trabalho. Mas, quando estava prestes a concluir a operação, recebeu uma ligação. Uns sujeitos misteriosos disseram que estavam com Zhenya. Disseram para trazer ‘Anastasia’ quieto se quisesse vê-lo são e salvo.
A ligação começou unilateralmente e logo terminou. Ele ficou olhando para o telefone mudo e caiu na gargalhada. Nenhuma comédia seria tão engraçada. Ele nunca tinha ouvido algo tão absurdo em toda a sua vida. O fato de terem sequestrado Zhenya, e o fato de que a troca por ‘Anastasia’ seria o ‘retorno seguro de Zhenya’. Desde o início, ele não conseguia acreditar que tal coisa tivesse acontecido com o desgraçado. Mesmo que fosse verdade, quem precisaria se preocupar com a segurança da vida não era Zhenya, mas eles. Então ele levou na brincadeira. Era mais importante concluir seu trabalho.
Depois de terminar a missão, ele ligou para Zhenya. Não havia sinal. Mensagens também não adiantavam. Uma vaga sensação de “será?” começou a crescer. Mas a imagem de Zhenya sendo sequestrado simplesmente não se formava em sua mente. Negando repetidamente que não podia ser, ele voltou para casa. Por que as duas horas de voo pareciam tão longas?
Quando chegou em casa, até a mãe se preocupou, dizendo que não via Zhenya há muito tempo. Ele ainda acreditava que não era verdade, mas só por precaução, pediu a Yoon Jong-woo que rastreasse o paradeiro do desgraçado. Não havia registro de saída do país. Com um mau pressentimento, ele foi até a casa do desgraçado. A casa estava vazia. Seu Bugatti também estava estacionado na garagem. Ele revirou tudo ao redor e encontrou uma garrafa de soju debaixo do carro. Naquela época, sempre que o desgraçado ia às compras, ele comprava soju junto com macarrão instantâneo.
Será que ele realmente foi levado? O desgraçado?
Enquanto ele sofria uma grave dissonância cognitiva, os sujeitos que diziam ter sequestrado Zhenya enviaram uma foto dele. Ele estava amarrado a uma cadeira, dormindo. Ou talvez desmaiado. Sua boca estava amordaçada e seu corpo amarrado com correntes. Além disso, seu pescoço, pulsos e tornozelos estavam presos com grossas algemas, todas conectadas umas às outras. Quando a imagem, que ele mal conseguia imaginar, se tornou visível, de repente sua nuca doeu.
Por mais que fosse Zhenya, se tivesse sido atacado de surpresa ou drogado, seria difícil resistir. Não era impossível que tivesse sido dominado por um grande número de pessoas de uma vez. Enquanto fazia essas suposições vagas, ele não descansou e saiu para encontrar o desgraçado.
Ele foi até Yogyakarta, na Indonésia, para encontrar Zhenya. Antes disso, passou pela Ilha Ajinokki para pegar o objeto que Zhenya chamava de ‘Anastasia’. Viajando por um longo tempo, ele se perguntou como conseguiram levar o desgraçado para um lugar tão distante.
O covil dos sujeitos estava disfarçado de fábrica de peças de uma empresa internacional. A segurança na Indonésia é rigorosa em todo lugar, mas ali era especialmente apertada. Desde a entrada principal, havia câmeras de vigilância em cada portão, e ele encontrava guardas fortemente armados em todo lugar. Todos pareciam ser agentes de elite. Atrair e dominar silenciosamente cada um deles consumiu mais energia do que o normal.
Ele encontrou uma saída secreta para o subsolo do edifício num local com muitos guardas. Como o resto do local era uma fábrica funcional, se Zhenya estava preso, era provável que fosse ali. Mas, por alguma razão, o corredor estava vazio. Exceto por uma sala com o sistema de acesso ativo, não havia sinais de vida em nenhum outro lugar. Podia ser uma armadilha.
Com um mau pressentimento, ele entrou na ventilação do teto. Então, rastejando cuidadosamente pelo duto empoeirado, ele entrou na sala com acesso restrito. Tentando não fazer barulho, todo o seu corpo se tensionou. Gotas de suor se formaram, misturando-se com a poeira.
À medida que se aproximava, ouvia-se vozes esparsas. Quase gritos ou gemidos. Olhando através da grade da ventilação, ele suspirou desanimado. Zhenya, percebendo seu movimento, olhou para cima. Ele saltou para a frente do desgraçado.
— Tarde.
Essa foi a primeira palavra do desgraçado. Ele parecia ileso, nem um fio de cabelo fora do lugar. Os sujeitos que o haviam sequestrado estavam caídos por toda parte com a cabeça rachada ou o corpo retorcido de forma estranha. Foi um momento em que toda a preocupação que ele sentiu pelo desgraçado se tornou vã.
— O quê? Tarde?
— Em casos de sequestro, há uma hora de ouro. Quase fui submetido a coisas terríveis.
— Parece que as coisas terríveis estão sendo sofridas pelo sujeito em suas mãos.
— Hmm? Isso… não é claramente autodefesa?
O desgraçado respondeu com descaramento enquanto quebrava o pescoço do último sequestrador. O homem, que tremia, caiu com um gemido final.
Depois de terminar, o desgraçado examinou Kwon Taekjoo de cima a baixo e riu de repente. Era uma zombaria precisa.
— De onde você veio, fazendo o quê, para estar tão coberto de poeira? Andou por alguma ventilação?
Ele sentiu sua temperatura corporal cair. Ele tinha vindo daquele lugar distante sem descanso para se preocupar com aquele desgraçado. Uma profunda sensação de desilusão tomou conta dele.
— Ha, fui um idiota por acreditar nisso. É divertido?
— Divertido? Não fui sequestrado porque queria, sabia?
— Sequestrado? Você? Você não foi por vontade própria? É possível sequestrar alguém como você?
— Por que está assim? Com medo de que eu não fosse resgatado?
O desgraçado continuou irritante. Se ele o assustasse duas vezes, parecia que um batalhão seria aniquilado.
— Claro. Me diz. A ligação de ameaça para trazer Anastasia por sua causa, você mesmo mandou fazer?
— Mandar fazer? Você está falando como se eu tivesse tramado meu próprio sequestro.
— Então por que a ligação veio para mim? Que poder eu tenho, um simples funcionário da embaixada?
— Seja resgate ou recompensa, é natural pedir ao responsável, não é? Eles estavam enganados sobre o alvo, então apenas os corrigi.
— Falar em responsável para um adulto. Então, você está bem?
Ele examinou o desgraçado com desconfiança. O desgraçado pareceu surpreso, como se tivesse recebido uma pergunta estranha.
— Ferido?
— Sim, como se tivesse sido drogado à força ou torturado…
— Você está se preocupando comigo agora?
Bem, seus únicos pontos fortes são aquele rosto bonito e o corpo.
Sentindo-se culpado sem motivo, ele pigarreou. Então, bateu levemente em um ponto do próprio pescoço.
— Aquele arranhão no seu pescoço, como aconteceu?
— Por quê, se você souber quem foi, vai dar uma bronca por mim? Se soubesse que isso ia acontecer, devia tê-lo mantido vivo, né?
O desgraçado olhou ao redor com pesar. Havia um mar de corpos, quase sem vida. Mais valia não dizer nada.
— De qualquer forma, esse moleque, ser imaturo tem limite. Testar uma pessoa ocupada assim?
— Testar? Eu achei que você não viria.
O desgraçado deu de ombros, como se não esperasse muito.
— Pensei que você já tivesse desistido, já que não havia notícias por dias.
— Ei, você foi sequestrado por um grupo razoável. Enquanto você se divertia aqui dentro, você sabe o trabalho que eu tive lá fora?
— Mesmo que você não tivesse se esforçado tanto, eu não teria morrido. Teria escapado sozinho, são e salvo. Na verdade, já estava ficando entediado, ia dar um jeito nesses caras e ir embora.
Com a atitude tranquila do desgraçado, ele zombou: “Que seja”. Então, sacudiu a camisa emporcalhada com irritação. Foi em vão. A poeira grudada só se espalhava mais quando ele a tirava com a mão. Além disso, o desgraçado a arrancou dele. O desgraçado, sem conseguir domar seus hábitos, usou a camisa de outra pessoa como lenço para limpar o sangue e os fluidos de suas mãos. Vendo aquilo, ele ficou tonto.
— …Ha. É por sua causa que eu envelheço, envelheço.
Não era à toa; o cansaço acumulado parecia vir de uma só vez. Ele passou a mão no rosto e suspirou fundo.
— Mas você tem certeza de que está bem?
Mesmo assim, ele não conseguia entender por que se preocupava com o desgraçado. Sabendo que era a coisa mais inútil do mundo, ele continuava olhando para o desgraçado. Afinal, ele também era humano, e poderia ter sofrido um trauma psicológico. Quando exposto a um forte choque, os ferimentos internos são mais perigosos do que os externos.
Não é de admirar que Zhenya tenha feito uma expressão confusa.
— O quê?
— Pessoas normais têm traumas, sabe? Mesmo agentes treinados, quando capturados, presos ou torturados, inevitavelmente se encolhem. Isso pode continuar a atormentá-los.
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Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna