↫─☫ Capítulo 10 Extra. Normal Days 11
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Extra. Normal Days 11
— Está na hora de ir. — Ele tinha algum compromisso?
— Aonde?
— Rússia.
Respondendo de forma sucinta, o desgraçado pegou seu telefone na mesa. Ele parecia prestes a partir a qualquer momento. Mas Kwon Taekjoo ainda estava de roupão. Seu cabelo lavado estava apenas meio seco, muito crespo. Ele ia sair do país assim?
Bem, deixando esse problema de lado, ele já havia perdido muito tempo nesta operação. Ele precisava entregar os materiais obtidos ao quartel-general imediatamente e se preparar para qualquer possível mobilização. Não tinha tempo para ir à Rússia ficar de papo para o ar.
— Ei, desta vez é realmente impossível. O caso é maior do que eu pensava, tenho que reportar ao alto comando imediatamente.
— Não se preocupe. Vou sozinho.
Ele quase perguntou “O quê?” sem querer. Isso porque, quando Zhenya aparecia durante uma operação, depois de resolver as coisas, eles sempre iam para a Ilha Ajinokki. Era o tempo que o desgraçado abria para eles passarem juntos. Independentemente da vontade de Kwon Taekjoo, era sempre assim.
Desta vez, era diferente, o que era surpreendente, mas também um alívio. Certamente, mas seu rosto atordoado não se descontraía.
— Provavelmente vai levar alguns dias.
Será que algo tinha acontecido com a família Bogdanov? Bem, naquela família, a falta de problemas é que é estranha. Não havia nenhuma tendência incomum ou questão nacional recente na Rússia. Mesmo que houvesse, não haveria motivo para chamar Zhenya, que agora era embaixador na Coreia. Será que ele deveria perguntar qual era o motivo? Mas isso pareceria intromissão. Se fosse um problema que ele mesmo não pudesse resolver, não adiantava perguntar.
Finalmente, ele disse “Faça o que quiser”. Então, serviu-se de vinho e bebeu. Zhenya, que o observava em silêncio, aproximou-se de repente e ergueu o queixo de Kwon Taekjoo. E, antes que ele engolisse o vinho, uniu seus lábios. Quando o desgraçado inspirou levemente, o vinho que estava em sua boca foi sugado. Kwon Taekjoo franziu a testa, dizendo “Nhã”. O desgraçado, sem se importar, lambeu todo o seu lábio e só então se afastou. Com seu sorriso de olhos semicerrados, ele parecia o desgraçado de sempre. Não havia necessidade de se preocupar.
— Volto logo.
— Então sai logo. Deixa eu descansar.
Ele o empurrou como se o expulsasse. Zhenya, dizendo “Que falta de graça”, riu e saiu do quarto. A porta que ele abriu ao sair se fechou novamente. Com a presença do desgraçado bloqueada, o quarto ficou subitamente silencioso.
Kwon Taekjoo pegou o vinho e o copo e foi para a piscina privativa. Sem o desgraçado irritante, ele finalmente poderia descansar. Ele mergulhou a ponta dos pés na água parada. Estava morna. Ele se recostou em uma espreguiçadeira próxima e apreciou a brisa. Através da parede de vidro, a deslumbrante vista noturna de Las Vegas se estendia. Uma cidade que não conhece a noite, um festival de luzes ofuscante como se joias tivessem sido espalhadas, o quarto no último andar com tudo isso a seus pés, e um vinho perfumado. Ele já havia experimentado tanto luxo?
— Que luxo desnecessário.
Ele riu sarcasticamente e bebeu o vinho. Girando o vinho restante no copo, ele massageou a nuca dolorida. Seu corpo relaxava lentamente. Parecia que ele podia até dormir ali.
Ele ficou sentado assim por um bom tempo, tranquilamente. O trabalho tinha sido concluído com facilidade graças a Zhenya, e ele poderia desfrutar de um tempo sozinho até chegar à Coreia, o que era ótimo. Mas havia algo estranho. Estar sozinho num espaço tão luxuoso o deixava com uma sensação estranha. Ele não sabia por quê.
—
— ……
Será que ele deveria ter perguntado o que estava acontecendo, afinal? Ele pensou, olhando para o teto do quarto sem motivo.
Já fazia duas semanas desde que ele perdeu contato com Zhenya. Depois de se separar do desgraçado em Las Vegas, ele pegou um voo pela manhã seguinte de volta para a Coreia. Assim que chegou ao aeroporto, ele pegou o telefone, mas não havia mensagens do desgraçado. Ele já deveria ter chegado a Moscou, mas não havia notícias. E até agora, nenhuma palavra dele.
Claro, preocupar-se com o bem-estar do desgraçado era inútil, especialmente para ele. Mas ele nunca havia ficado tanto tempo fora, e isso o preocupava. Talvez o longo período de folga depois de concluir a missão o deixasse entediado, fazendo-o pensar demais.
Yoon Jong-woo, que era chamado a cada dois dias, apresentou-lhe um jogo que estava fazendo sucesso. Ele perdeu o interesse depois de dominá-lo em menos de uma semana. Yoon Jong-woo sugeriu que ele jogasse o jogo de que ele gostava. Mas ele não gostava de formar grupos, nem na vida real nem nos jogos. Por alguma razão, nesta folga, ele não tinha vontade de ver filmes, vídeos ou ler livros.
Ele pegou o telefone novamente. E encarou seu histórico de chamadas unilaterais.
Será que ele estava doente? Ou sofreu um acidente, ou precisou de uma cirurgia de emergência? Talvez por alguma razão inevitável, ele não pudesse entrar em contato nem voltar.
Ele imaginou várias situações. Mas logo balançou a cabeça. Era difícil imaginar que tais coisas acontecessem com Zhenya.
Claro, o desgraçado não era invencível. Uma vez, embora apenas uma vez, durante o tempo que passaram juntos, ele adoeceu e ficou de cama. Ele sofria particularmente com o calor extremo da Coreia. Embora Moscou também registrasse ondas de calor ocasionais de quase
30 graus por causa do aquecimento global, parecia não ter nada a ver com ele. Se estivesse calor, ele ficava na Ilha Ajinokki, então não era surpresa.
O desgraçado, que tomava vários banhos frios por dia, acabou despejando gelo na banheira. Encheu-a com água fria e se sentou lá dentro. Só de se aproximar, sentia-se uma energia fria.
— O que você está fazendo?
— Não está vendo?
— Você vai ter hipotermia. Pode até morrer de parada cardíaca.
— Estou num inferno de calor, isso é bobagem. O país inteiro é uma fornalha.
— Exagero por tão pouco.
Era inútil dizer para ele sair, que ia pegar um resfriado. Era irritante ficar insistindo, e se ele ficasse por perto, acabaria sendo arrastado também, então ele o deixou. O desgraçado só saiu do banheiro depois de um bom tempo. Seu rosto, que já era pálido, não tinha nenhuma cor.
— Parece um fantasma. Os lábios estão roxos.
Estalando a língua, ele pegou uma toalha e secou o cabelo do desgraçado. O desgraçado, que se deixava cuidar mansamente, de repente esfregou seu corpo gelado contra o dele. Estava tão frio que parecia que não era um corpo humano. Só de tocar o desgraçado, ele já se arrepiou todo. Embora tivesse ligado o aquecedor mais cedo, ele não sentia nenhum calor.
— Eu sabia que ia dar nisso — ele suspirou e abraçou o desgraçado que se agarrava a ele teimosamente. Naquele dia, o desgraçado não o soltou até que seu corpo esquentasse de novo. Depois de ficar tão gelado e suar tanto, e então se refrescar de novo, não poderia ser bom, mas o desgraçado não soube parar o sexo. E no dia seguinte, ele ficou de cama. O desgraçado, que quase sempre acordava primeiro, naquele dia ficou deitado sem vontade de se levantar. Quando ele tocou sua testa, sentiu uma leve febre.
— Ah, seu idiota. Não te disse? Não exagera. Dava para aguentar só com o ar condicionado, mas você, que não é boneco de neve, teimou e acabou assim.
— Taekjoo, você é quem está fazendo um escarcéu por causa de uma febrezinha.
O desgraçado agia como se não fosse nada, mas não soltava a cintura de Kwon Taekjoo. Com o desgraçado grudado nele, era difícil se mexer.
— Então me solta. Tenho que ir trabalhar.
— Que duro, Taekjoo.
— Você não é uma criança, nem está tão doente assim. Se continuar mal, vai ao hospital. Ou fica em casa. Eu ligo para a minha mãe…
O desgraçado ouvia os conselhos de Kwon Taekjoo com um ouvido e deixava sair pelo outro, com os olhos já se fechando. Logo, suas pálpebras se fecharam completamente, e sua respiração pesada podia ser ouvida. Talvez por causa do resfriado, sua respiração estivesse mais ofegante. O braço que envolvia sua cintura também se soltou.
Ele verificou a temperatura novamente. Não estava tão quente a ponto de precisar de cuidados ao lado. Além disso, ele tinha que ir trabalhar e entregar o relatório. Olhando para o relógio de vez em quando e enrolando, ele saiu de casa tarde.
Naquele dia, durante o almoço, ele tossiu de repente. Yoon Jong-woo, sentado à sua frente, arregalou os olhos.
— Uau, o veterano pegou um resfriado? E no meio do verão?
— Resfriado o quê. Foi só um espirro.
— Ah, mas você está com arrepios nos braços. Seus lábios também estão meio roxos.
— Eles estão com o ar condicionado forte demais aqui.
— Isso é forte? Se não ligarem assim, fica abafado e quente, não dá nem para respirar.
Não era à toa; mesmo comendo uma sopa quente, ele sentia calafrios. Todos os outros estavam suando, mas só Kwon Taekjoo estava com o queixo tremendo. Tudo por causa de Zhenya. E mesmo assim, ele se perguntava se o desgraçado tinha pelo menos comido direito.
— Não vai dar. Você come e volta.
— O quê?
— Eu tenho que passar num lugar.
No final, ele deixou o almoço pela metade e foi ver Zhenya. O desgraçado, que parecia ter dormido a manhã inteira, continuava grudado na cama. Ele tocou sua testa e a febre ainda estava lá. Depois de observar seu rosto dormindo por um tempo, ele ia tirar a mão. A cabeça do desgraçado seguiu sua mão lentamente. Então, ele esfregou a testa quente na mão de Kwon Taekjoo. Murmurou “Taekjoo” como se estivesse sonhando.
— …Esse desgraçado, se vai ser um monstro, que seja até o fim. Me faz sentir uma culpa estranha.
O fato de Zhenya viver numa terra estrangeira tão distante era inteiramente por causa de Kwon Taekjoo. Na Coreia, sem amigos, a única pessoa em quem ele podia confiar era Kwon Taekjoo. Até a mãe dele, que se gabava de uma amizade duvidosa com o desgraçado, não passava de uma estranha se não fosse por ele. Claro, ele nunca havia pedido isso, nem induzido, o que era frustrante.
— Que pecado eu cometi na minha vida passada?
Talvez algum ancestral tenha matado um *Imugi* prestes a se tornar um dragão. Se não fosse isso, não haveria razão para carregar uma bomba nuclear como o desgraçado.
Com uma expressão de desagrado, ele mexeu no cabelo cor de marfim do desgraçado. O rosto do desgraçado, enquanto dormia, parecia mais tranquilo. Aparentemente, ele gostava das mãos relativamente frias. Não havia nada mais do que um embrulho de dois metros. Um embrulho que, de vez em quando, quando ele estava prestes a esquecer, lhe trazia uma estranha sensação de culpa.
Naquele dia, pela primeira vez desde que entrou na agência, ele saiu mais cedo.
Lembrando do passado, Kwon Taekjoo franziu a testa. Ele coçou a nuca com força.
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Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna