↫─☫ Capítulo 08.2
↫─☫ Checkmate – 08.2
Procuraram e entraram em certo motel automatizado. Estavam completamente exaustos. No instante em que caíram do viaduto, aterrissaram sobre um caminhão que justamente passava. Foi sorte; se não fosse, teriam acabado presos. E isso já seria sorte se estivessem com a respiração intacta. Ainda parecia que a sirene ecoava nos ouvidos.
O quarto era só coisa velha e caindo aos pedaços. Por todo o papel de parede havia manchas indefiníveis, e todos os móveis tinham os cantos descascados. Até o lençol da cama, que parecia razoavelmente inteiro, não se sabia de quando fora trocado. Claro, como esconderijo, até aquilo era motivo de gratidão.
Ergueu a mão e passou-a pelo rosto. Um cansaço espesso se abateu. Queria apenas desabar sem fazer nada. Mas a situação chegara a um nível que não podia ser interrompido só pela sua vontade. Agora não restava senão ir até o fim.
Soltando um longo suspiro, virou a cabeça. Cruzou de imediato o olhar com Zhenya. O sujeito estava sentado à mesa junto à janela. Achara que, uma vez sozinhos, com certeza seria devorado, mas, inesperadamente, o sujeito apenas o olhava em silêncio. O quarto pequeno e a presença marcante do sujeito formavam um contraste gritante. Sem dúvida, um lugar daqueles não era onde o sujeito se encaixaria.
Após encará-lo de volta por um tempo, ergueu o corpo. Então remexeu as gavetas e o armário ao redor. Logo encontrou uma caixa de primeiros socorros coberta de pó. Lá dentro havia uma pomada com o conteúdo transbordando, esparadrapos amarelados pelo tempo, antisséptico e afins. Um suspiro escapou por si só. Não era de forma alguma um estado bom, mas, na falta de opção, não restava senão usar. Apanhou aquilo e aproximou-se de Zhenya.
Empurrou a mesa um pouco para trás e sentou-se em cima dela. Zhenya apenas observava aquele Kwon Taekjoo sem dizer nada. Correspondendo por um instante àquele olhar insistente, puxou o braço do sujeito para si. No braço esquerdo, na parte superior, havia bastante sangramento. Não dava para saber se fora um projétil que roçara ou se se arranhara em alguma instalação. À primeira vista, não parecia haver projétil ou estilhaço cravado.
Para o tratamento propriamente dito, desabotoou um a um os botões da camisa de Zhenya. Ainda que fossem parceiros que já haviam trocado carne, na hora de despir o sujeito a sensação era estranha. Era como se, por uma tensão à toa, as pontas dos dedos ficassem duras. Era por causa do olhar insistente do sujeito.
Pela fresta da camisa aberta, um corpo enorme se revelou. As roupas têm o lado de cobrir a compleição e maximizar a imaginação. Mas o sujeito era, de algum modo, o oposto. Era até menos sufocante quando ele escondia o corpo sob as roupas. Estalando a língua contrariado, jogou a aba da camisa para trás do ombro. Então Zhenya, que só observava, soltou uma risada baixa. Ao que parecia, até para ele a situação atual era bastante peculiar.
Dizendo “do que você tá rindo”, examinou a região ferida. A ferida era relativamente funda, a ponto de a sutura ser inevitável.
— Já que ia levar tiro, bem que podia ter sido na cabeça.
Murmurando como quem repreende, despejou o antisséptico inteiro. O líquido transparente escorreu misturado ao sangue. Sobre a área ferida, borbulhou uma espuma de sangue avermelhada. Devia arder bastante, mas ele não soltou nem um gemido. Continuava também a olhá-lo com a intensidade de quem fura o rosto do outro.
Ignorando aquele olhar fervoroso, procurou o hemostático na caixa de primeiros socorros. Nesse instante, Zhenya, que até então se mantivera quieto, ergueu de repente o corpo. A sombra do sujeito cobriu o rosto de Kwon Taekjoo. No momento em que, sobressaltado, virou a cabeça, o rosto do sujeito se aproximou. Em seguida, lábios macios tocaram a bochecha de Kwon Taekjoo. Mais precisamente, logo acima do queixo.
— …O que você tá fazendo?
Franzindo o cenho, recuou a cabeça. Zhenya, indiferente a isso, apenas se aproximava ainda mais, apoiando as duas mãos na mesa. Os lábios, que se pressionavam repetidas vezes na região do queixo de Kwon Taekjoo e depois se afastavam, subiam ponto a ponto pela bochecha. Chuá, chuá. Enquanto ressoava um leve som de atrito, a penugem junto ao ouvido se eriçou.
Diante do estímulo que dava cócegas, a cabeça se curvou. O tronco também recuou de leve. Zhenya amparou com a mão as costas daquele Kwon Taekjoo. Mantendo-o firmemente preso para que não pudesse fugir, deslocou os próprios lábios até a entrada dos lábios dele.
Os lábios quentes de Zhenya tocaram um dos cantos da boca e se afastaram. Assim, por um instante, os dois olhares se enfrentaram.
— …
— …
No instante seguinte, Zhenya rompeu a tensa linha de defesa e investiu com brutalidade. Sem lugar para recuar, tentou empurrar o ombro do sujeito, mas foi em vão. Com o sujeito impondo até o peso do corpo, o corpo acabou quase deitado à toa sobre a mesa. No começo, encostou lábio contra lábio ao acaso e depois torceu a cabeça, sobrepondo-os. Os dois lábios se encaixaram sem folga.
Diante do beijo repentino, ficou consideravelmente perplexo. Mesmo tendo transado tantas vezes com Zhenya, nunca haviam se beijado. A rigor, era um ato físico, mas, por ser um contato que pressupunha comunhão espiritual, sequer o tentavam. Isso valia também para o sujeito, e, quando por acaso surgia esse clima, a mente despertava de sobressalto. O carinho amoroso que, numa relação entre homem e mulher, precede o sexo, na relação com o sujeito era o único tabu. E agora sentia que estava cruzando, repetidas vezes, uma linha que não devia ser cruzada.
Zhenya cobriu com a própria mão os olhos de Kwon Taekjoo, que não sabia o que fazer. Então tomou alternadamente os lábios firmemente cerrados dele. Esfregando densamente a língua no espaço entre os dentes e penetrando, lambeu também a fileira alinhada de dentes por dentro. Ainda assim, como Kwon Taekjoo resistia teimosamente, de repente mordeu o lábio inferior carnudo dele.
— Ah…!
Kwon Taekjoo franziu o cenho e gemeu. Na brecha, ele enfiou a língua de uma vez. Amassou docemente a língua na mucosa escorregadia. O fato de haver recantos tão macios em pontos daquele corpo que parecia só rígido incitava ainda mais a excitação.
Afastando a língua de Kwon Taekjoo, que subia para barrar o invasor, raspou com a ponta da língua o frênulo lingual embaixo dela. A fina membrana, esfregada ao acaso, parecia prestes a se romper a qualquer instante. Logo, sob a língua, saliva se acumulou, e a boca inteira ficou marejada. Parte da saliva que fervilhava por dentro escorreu ao longo do queixo.
Um bafo abafado alcançava até a garganta. Respiração e respiração se misturaram, e saliva foi trocada. Com os lábios molhados, a cada pequeno contato soava um som de sucção explícito, choc, choc. Assim que sobrava algum fôlego, era sugado de imediato. Os cílios ásperos do sujeito roçavam sem parar a bochecha e as pálpebras, dando cócegas. O odor que emanava do sujeito dominava o olfato. A imagem dele mordendo e prendendo teimosamente os lábios era como a de um crocodilo que dilacera alguém.
— Sem ar…
Com o fôlego faltando, torceu a cabeça. Então o sujeito virou também a própria cabeça e sorveu os lábios de Kwon Taekjoo, que se moviam a duras penas. Enrolando com a própria língua a língua já amolecida dele e puxando-a, sugou-a com doçura. Também erguia repetidamente o lábio superior com a língua e o tomava devagarinho. A mesa, sobre a qual pesava o peso dos dois, balançava perigosamente, como se fosse tombar para trás a qualquer momento.
Era apenas esfregar lábios e língua como se trocassem carne. Nem sequer era o primeiro beijo. Mas não entendia por que o pulso se tornava tão violento. Um fôlego doce, que não conseguia nem expelir nem engolir, chiava sem parar na garganta. Diante da ofensiva ao mesmo tempo cautelosa e impiedosa, nada própria do sujeito, até a visão se turvou.
Os lábios de Zhenya só se afastaram quando Kwon Taekjoo se engasgou.
— …Cof, cof.
Enquanto tossia a ponto de o rosto ficar vermelho, nesse meio-tempo a calça foi despida. Diante da sensação de vazio embaixo, sobressaltou-se. Por causa disso, a mesa, que balançava sem parar, tombou para trás.
A nuca ressoou de dor intensa. Sem tempo sequer para apaziguar a dor, foi arrastado por Zhenya. De novo o campo de visão virou de ponta-cabeça. Fora porque foi rudemente arremessado à cama. O colchão velho soltou um grito.
Zhenya subiu logo, prensando Kwon Taekjoo. O gesto das mãos que apalpavam o corpo sem ordem era precipitado como o de uma fera que passara fome por várias refeições.
A gola foi bruscamente agarrada. Diante do mau pressentimento, depressa segurou a mão do sujeito, mas ele acabou rasgando a camisa em pedaços. Num átimo, a frente do corpo ficou gélida. Sem parar por aí, ele puxou também a única cueca restante. Com isso, o sexo, que saltou para fora, caiu na mão do sujeito.
O pênis, coberto por uma temperatura corporal estranha, tremia sem parar. Sobre o rosto de Kwon Taekjoo, que parecia igualmente inquieto, ele beijou repetidas vezes. O sexo que segurava na mão, moldava-o devagarinho com o polegar. A carne macia colava-se de forma viscosa. Quando puxou a pele para baixo com firmeza, o joelho de Kwon Taekjoo se retesou por si só. Diante da sensação que se espalhava intensamente por toda a metade inferior do corpo, também pressionou de leve a cintura.
Desabando o tronco languidamente, pressionou os lábios ao longo do sulco do peito e do abdômen dividido de Kwon Taekjoo. Então, de repente, ergueu a cabeça e cruzou o olhar com Kwon Taekjoo. Ao aplicar pressão à carne que segurava na mão, o cenho de Kwon Taekjoo se franziu. Fitando diretamente as pupilas negras dele, abriu a boca dizendo “por quê”.
— Você fugiu, não foi? Não se agarrou a mim para viver? Foi você quem me segurou primeiro. Então por quê?
Lá vem de novo. Aquela expressão de ressentimento que não lhe assentava nem um pouco. Aquele olhar carregado de um anseio puro, impensável para o sujeito. O sujeito cobrava Kwon Taekjoo repetidas vezes.
— Você me quis. Você, primeiro.
— Ugh… que baboseira é essa, de repente?
Diante da pressão que só aumentava, franziu o cenho. Não conseguia entender o que o sujeito estava dizendo. Que o próprio Kwon Taekjoo o tivesse querido primeiro, era coisa que nem constava em sua memória. Era evidente que o sujeito, de novo, estava se enganando ao seu bel-prazer.
Mas Zhenya ignorou a objeção de Kwon Taekjoo. Apenas amassava o sexo dele como se o espremesse, cobrando incontáveis vezes.
Abriu bem os joelhos de Kwon Taekjoo, que gemia sem responder. Prensou também na cama a mão dele, que se agarrava de forma incômoda. Contemplando fixamente o sexo completamente exposto, abriu a boca e o abocanhou de supetão.
— Não faz…!
A carne viva foi densamente envolta por uma mucosa morna. A sensação das presas afiadas roçando a pele sensível era vívida. Num instante, o corpo inteiro se arrepiou por completo. Ao contrário da cabeça, que negava por si só, o baixo-ventre, desejando um prazer ainda maior, colou-se rente ao rosto do sujeito.
— …Aungh.
Diante da sensação de o sexo ser apertado ao mesmo tempo com suavidade e firmeza, gemeu. A glande sensível era estimulada, roçando o céu da boca áspero. Zhenya, que o mantivera todo abocanhado até a ponta do sexo tocar a garganta, moveu a cabeça devagar. A superfície do sexo logo ficou molhada de saliva viscosa e reluzente. Apertando com força, com os lábios, a carne que avermelhava tomada de calor, repetia movimentos profundos com a cabeça. O sexo, que pendia sem forças, enrijeceu de forma abrupta e latejou.
As coxas de Kwon Taekjoo estremeciam sem parar, como se tivessem sido queimadas. O baixo-ventre dele se sacudia junto sempre que a cabeça de Zhenya recuava por completo. Diante da reação franca demais do corpo, fez uma careta carregada. Ainda que desejasse um prazer mais espesso, recuava, incapaz de largar a mera razão.
De propósito, tomou na boca só a parte da glânde e sugou-a com força, chuá, chuá. Diante da sensação de sucção mais poderosa do que nunca, os joelhos de Kwon Taekjoo se retesaram de novo. O corpo inteiro se retesou. De entre os dentes firmemente cerrados soou o ranger dos dentes. Prensando as coxas que tremiam em convulsão, moveu a cabeça rapidamente para cima e para baixo.
— Ah, ugh… pa, ra, ugh…
Balançou a cabeça repetidas vezes. O som de dor que gemia não se deixava engolir. Uma sensação difusa e ardente afluía violentamente para a virilha. Sempre que Zhenya sugava a glande com força, algo aglomerado por dentro parecia ser sugado para fora. As duas mãos em punho estavam brancas, trêmulas. Por mais que não quisesse, o quadril se sacudia sem parar.
No átimo em que o prazer atroz deixava a vista amarelar, o estímulo aplicado à virilha sumiu de repente. Junto, o calor que corria furioso rumo ao ápice também de súbito perdeu o rumo. O fôlego que chacoalhava sem parar na garganta se apagou em vão.
— …?
Ergueu com dificuldade os olhos firmemente cerrados. Viu o próprio sexo, cozido de vermelho, erguido em riste. Diante do prazer supremo bem à frente, tremulava lamentável. Zhenya, lambendo languidamente os próprios lábios reluzentes de líquido pré-seminal e saliva, contemplava Kwon Taekjoo.
O que ele pretende fazer. O desejo carnal que não conseguira jorrar ressoava, dolorido, por toda a pélvis. Franzindo bastante o cenho de dor, fuzilou o sujeito com o olhar. O sujeito estendeu o braço e abriu a gaveta da cômoda ao lado da cama. Ali havia o lubrificante descartável que os motéis costumam fornecer. Rasgando a embalagem plástica com os dentes, derramou o conteúdo transparente sobre a virilha de Kwon Taekjoo. Diante do toque gelado, o corpo de Kwon Taekjoo estremeceu.
Ao despejar tudo o que havia na gaveta, o baixo-ventre, o falo e toda a coxa de Kwon Taekjoo ficaram molhados. A sensação úmida e escorregadia era bem desagradável. Nesse meio-tempo, o sexo excitado não dava sinal de esfriar. Pelo contrário, apenas balançava a cabeça de forma cada vez mais arrogante.
Contemplando de cima Kwon Taekjoo, que gemia diante do calor que não se dissipava, declarou.
— Se você se agarrar por conta própria, eu enfio.
Que história é essa? Sem ninguém pedir, deixa a coisa alheia em riste e depois se retira de forma irresponsável. Ainda que virasse um impotente, não podia fazer o que o sujeito queria. Estreitando os olhos, rangeu os dentes. Mas, ao contrário da resolução firme da razão, o baixo-ventre, fiel ao instinto, oferecia repetidamente uma latejação insuportável. Era como se estivesse mesmo se rebelando.
O sangue, todo concentrado na virilha, mal deixava respirar. Estendeu a mão com a ideia de ao menos se masturbar. Mas Zhenya não permitiu nem isso. Logo teve os dois pulsos agarrados por ele. Quis se livrar dele nem que fosse a chutes, mas as duas pernas já estavam prensadas por ele havia tempo.
Com os membros imobilizados, os ombros de Kwon Taekjoo se sacudiam de irritação. O abdômen, que sentia até vontade de urinar de tão dolorido, se agitava sem parar. Queria já se livrar daquela dor sufocante, mas sozinho não conseguia. Por mais que se debatesse repetidas vezes para escapar das garras de Zhenya, só perdia forças. Na testa já saltara uma grossa veia. O corpo, manchado de suor, estava tão pegajoso que era difícil suportar.
De algum modo, retorceu o corpo inteiro na tentativa de fazer algo. Então, de repente, sentiu uma sensação estranha na parte interna da coxa. Algo duro e quente se esfregava rudemente contra a pele relativamente macia. Acompanhando aquilo, o corpo enorme de Zhenya se movia aos poucos. Sem que percebesse, o membro avantajado do sujeito, já ereto, se esfregava na coxa.
De tão forte que ele esfregava, a região atritada chegava a doer. E, ainda assim, ele perscrutava teimosamente o rosto de Kwon Taekjoo. Não parecia ter intenção de retirar a exigência de que ele se agarrasse primeiro.
— Ungh… ugh…
Não demorou para os dedos do sujeito tatearem o sulco das nádegas. Manuseando repetidas vezes a crista escorregadia de lubrificante e redesenhando as pregas cerradas, cutucava o pequeno orifício como se fizesse cócegas. Os dedos dos pés de Kwon Taekjoo se curvaram, brancos. No pescoço avermelhado também se via uma grossa veia saltada.
— Ugh… aungh…
O dedo de Zhenya, que cutucava a entrada, penetrou de vez no orifício. Mas não o furava direito, apenas alargava a entrada girando de leve. Por mais que esperasse, não chegava ao lugar desejado. Sério, sentia que ia gozar. A vontade de urinar afluía atrozmente, mas, sem conseguir jorrar nada, era de enlouquecer.
A situação de Zhenya também não parecia muito diferente. A temperatura corporal dele, em contato, subia visivelmente. A respiração que se sucedia era áspera e turva. Os ombros largos subiam e desciam com dificuldade, e o abdômen, também, se contraía e relaxava sem parar. Demonstrava uma paciência que não tinha, mesmo estando ele próprio no limite.
O sexo do sujeito escorregava no lubrificante toda hora. Sempre que isso acontecia, até Kwon Taekjoo se assustava. O orifício, completamente molhado e amolecido, se abria ao menor contato e sugava o sexo do sujeito. Era apenas o toque da carne tomada de calor. E, mesmo assim, o sexo de Kwon Taekjoo cambaleava intensamente. Fingindo que ia pôr e não pondo, o sujeito, ao fim, não introduzia o próprio sexo. Era de secar o sangue.
Zhenya fitava Kwon Taekjoo com olhar cortante. Parecia intimidá-lo, como quem diz “e então, ainda não vai implorar?”. A nuca ficou abafada, e o humor azedou. Não, o mau humor repentino não devia ser só por causa disso. O sussurro do coração, de que tanto fazia acabar logo com aquilo, esgotou a mísera paciência.
Foi por essa hora. O baixo-ventre de Kwon Taekjoo se sacudiu discretamente para baixo. Foi um movimento tênue, impossível de notar de imediato. A cada vez que descia, a nádega era amassada, e, pela fenda mais rasa, o sexo de Zhenya se encaixava firme. Sempre que a glande vermelho-escura tocava o orifício amolecido, um gemido escapava. Diante do prazer sutil, até as coxas tremeram. As pupilas, antes afiadas, também ficaram bastante turvas, e nas faces molhadas surgiu um rubor. Zhenya, que observava aquela cena, deixou espalhar-se pelo canto da boca um sorriso de vitória.
Por um tempo, o sujeito deixou Kwon Taekjoo entregue a si mesmo, fingindo não saber de nada. Então os movimentos de Kwon Taekjoo se tornaram mais ousados. Não parando em sacudir de leve o baixo-ventre, girava a cintura de forma densa, esfregando o sexo de Zhenya no próprio sulco das nádegas.
Lambendo o próprio lábio inferior enquanto observava, o sujeito recuou de leve a cintura.
— …Ugh?
Quando Kwon Taekjoo estacou, intrigado, ele encostou de novo o próprio sexo, como se nada tivesse acontecido. A glande vermelho-escura pousou mais uma vez no orifício doce. Logo em seguida, o baixo-ventre de Kwon Taekjoo desceu mais fundo, tentando uma introdução por conta própria. Mas, desta vez também, Zhenya recuou a cintura, atormentando Kwon Taekjoo.
Kwon Taekjoo, irritado, jogou a cabeça para trás. Estava chegando ao limite. As duas mãos continuavam imobilizadas, sem poder se mexer, e a região inferior latejava a ponto de achar melhor arrancá-la. Por não conseguir respirar em paz, até os pulmões ardiam. Se aguentasse mais um pouco, acabaria enlouquecendo.
— Merda… faz alguma coisa, seu filho da puta!
Kwon Taekjoo, sem mais aguentar, gritou de repente. De tão possesso, o rosto inteiro ficou rubro. No semblante de Zhenya espalhou-se um sorriso maldoso. Em seguida, o sexo dele furou de vez o orifício aflito e entrou.
— Haaargh…!
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Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna