Capítulo 04.2
🩸 Blood Poker 04, Parte 02
A prática de que Seunghyun falava era o método formal de Guiding sem contato.
— Ah. Está funcionando.
O Guiding, que ele tentara com receio de acabar iniciando um *sub-guiding*, correu bem, felizmente. O fato de Jaeil não precisar usar seus poderes era bom para Seunghyun. As energias que se espremiam por um canal estreito eram tão violentas quanto reprimidas, mas ele estava bem. Na verdade, ele até gostava. Seunghyun franziu a testa pela dor, mas mantinha um sorriso vago.
Cerca de duas horas se passaram desde que Seunghyun, satisfeito por ter baixado o nível para menos de 20%, adormecera.
— …….
Havia um movimento insistente se aninhando entre seu braço e sua axila. Jaeil abriu levemente as pálpebras e olhou de soslaio para Seunghyun, que estava grudado nele. Não era mais motivo de surpresa. Pelo contrário, ele ergueu o braço para facilitar o contato. Não adiantava ser teimoso e, embora fosse engraçado pensar assim, fazia tempo que Seunghyun não agia com tanto mimo.
Assim que Jaeil deu espaço, o braço de Seunghyun, deitado de lado, envolveu amplamente o tronco dele. Em pouco tempo, ele também apoiou a perna sobre Jaeil. Ele estava ansioso apenas para ficar grudado. Aquele comportamento, que não levava em conta a situação do outro lado, era inocente e atrevido. Jaeil soltou um suspiro com a mão pairando no ar.
Não havia dúvidas de que ele, que dormia na beirada da cama, tinha se aproximado tanto. O outro ego de Seunghyun o olhava com um olhar lânguido e confortável.
— Oi.
Ele não sentia culpa por ter acordado Jaeil à força. Jaeil deu um leve peteleco no nariz de Seunghyun. Por ter sido um toque suave, Seunghyun apenas franziu o nariz e abriu um sorriso largo.
— Por que não está dormindo?
O Guiding ocorria lentamente. Mesmo diante da censura de que o nível não estava alto para ele acordar assim, Seunghyun apenas abraçou Jaeil, parecendo feliz.
— …….
— …….
A mão de Jaeil dirigiu-se à orelha proeminente dele, mas hesitou. Não fora apenas uma ou duas vezes que ele se perdera olhando para aquele lugar, que ficava vermelho sempre que as emoções mudavam. Era um ponto que despertava sentimentos estranhos. O conflito causado pela cautela foi curto. Seus dedos, que se embrenhavam nos cabelos dele, acabaram acariciando a ponta da orelha.
— …….
A sensação macia e curvilínea era agradável. Enquanto o desejo de tocá-lo, como quando tivera febre, voltava, Seunghyun virou a cabeça. Ele apoiou o queixo no peito de Jaeil e relaxou o olhar.
Ao encontrar os olhos dele, Seunghyun pareceu hesitar por um momento, revirando as pupilas, antes de soltar um sorriso leve.
— Quer mais?
— …….
Que tipo de pensamento ele lera para dizer aquilo? Os lábios de Jaeil se contraíram, pressionados pelos dentes superiores. Ji Seunghyun sabia fazer *sub-guiding*. O seu “eu” inconsciente, que partia de um ponto totalmente diferente, provavelmente era mais habilidoso do que o “eu” diurno.
— Não saia lendo as coisas assim.
Ele queria culpar Seunghyun um pouco, para que ele próprio se sentisse menos constrangido por não sentir rejeição. Diante da leve censura de Jaeil, Seunghyun fez uma cara de quem não sabia de nada.
— … O quê?
Como esperado, ele não tinha consciência.
A mão que estava no lóbulo da orelha passou a massagear a nuca e entrou por baixo da roupa. Apenas o som do tecido roçando ecoava no quarto.
— …….
— …….
Jaeil não disse mais nada, mas Seunghyun certamente percebera. De repente, Seunghyun ergueu o tronco e beijou o canto da boca dele.
↫────☫────↬
Não importa o que ele tenha lido.
A ponta dos dedos de Jaeil subiu, tateando cada vértebra do pescoço de Seunghyun. Seus cílios e o dorso do nariz, tão próximos, preenchiam todo o campo de visão. Quando seus olhos se encontraram intensamente, os cantos dos olhos de Seunghyun caíram, enquanto os cantos da boca subiram levemente. Quando os lábios entreabertos voltaram a pressionar o canto de sua boca, Jaeil franziu o cenho. Mesmo no momento em que ele empurrava levemente o peito de Seunghyun, um som de estalo suave acariciou seus ouvidos.
— Você…
Se pudesse parar, o certo seria afastá-lo agora. Jaeil estava prestes a falar, hesitante. O nariz de Seunghyun esfregou-se suavemente na bochecha de Jaeil.
— Quero te dar.
Ele estava dizendo algo absurdo, sem saber o que Jaeil sentia. Jaeil fechou os olhos com força.
— Você disse que queria.
As palavras transmitidas junto com o hálito quente eram o âmago de Jaeil. Os pensamentos eróticos que ele vinha ignorando e reprimindo deliberadamente foram totalmente descobertos por Ji Seunghyun, que era obcecado por Guiding.
Quando a pele seca tocou o espaço entre sua bochecha e a boca, sons de beijos repetidos ecoaram. Embora soubesse que ele se aproximaria sem hesitar, a pressão sentida e a temperatura seca eram tão estranhas quanto na primeira vez. Mesmo já tendo se beijado e entrelaçado as línguas antes, o estímulo agora era diferente.
— Só um pouco.
Diante do murmúrio implorante, as pálpebras de Jaeil se ergueram, preenchendo sua visão com o rosto de Seunghyun. Suas pupilas, que oscilavam em perplexidade, tornaram-se negras e profundas. A mão que estava sobre o peito deslizou sob a axila e cobriu as costas. Os lábios de Seunghyun, interpretando o gesto como permissão, tocaram vários pontos do rosto do homem sem critério. Jaeil, ainda com uma expressão complicada, acabou soltando um suspiro, e Seunghyun, que lia facilmente o seu íntimo, assentiu.
— Sim. Farei isso.
Como apenas beijos leves continuavam, Jaeil franziu levemente a testa. A atitude de apenas roçar ao redor dos lábios não o agradava. Sentindo o olhar insatisfeito, Seunghyun encontrou os olhos de Jaeil e um breve silêncio se seguiu.
— … Eu sei. Eu sei, mas…
Hesitando e olhando para o nada, Seunghyun subitamente se irritou e elevou a voz:
— Não é issooo. Eu já disse que sei beijar!
Jaeil, que tentava não demonstrar reação enquanto olhava para o vazio, acabou soltando uma risada curta. Parecendo ter tido o orgulho ferido, Seunghyun aproximou o tronco e estendeu as mãos. Segurando o rosto bonito com as duas mãos e puxando-o para si, ele lançou um olhar bastante desafiador.
O indicador de Seunghyun brincou com os lábios de Jaeil antes de se infiltrar entre eles. Ele bateu nos dentes frontais cerrados como se batesse em uma porta e entrou no espaço que se abriu sem resistência. Quando algo macio envolveu seu dedo, foi como mergulhar a mão em água quente. Pressionando a ponta da língua do homem, Seunghyun murmurou exatamente o que veio à cabeça:
— Está quente.
— …….
Diante do tom entorpecido, o homem subitamente usou os dentes. Seus caninos cravaram-se agudamente entre as articulações do dedo. Seunghyun franziu o rosto e pressionou os dentes inferiores do homem com força. Jaeil, que parecia disposto a decepar o dedo, abriu a boca docilmente assim que leu a intenção de que deveria abrir.
Seunghyun olhou para o próprio dedo. Havia marcas de dentes nítidas na carne molhada de saliva. Enquanto sugava a parte dolorida com os lábios, Seunghyun repreendeu o homem. Era quase como domar um animal.
— Não é para morder.
— …….
Naquele momento, os pensamentos do homem fluíram para sua mente. Os olhos de Seunghyun se arregalaram e depois voltaram ao tamanho normal.
— Ah, não. Outros lugares também não.
— …….
Sua voz tremeu levemente. Com o rosto um pouco pavoroso, ele balançou a cabeça e, ao ler algo mais, seus ombros estremeceram. Parecendo bastante surpreso, Seunghyun piscou e tratou de cobrir o espaço entre as próprias pernas.
Jaeil estendeu a mão sob o queixo de Seunghyun, que apenas revirava os olhos, desconfortável. Forçado a encará-lo, Seunghyun fechou e abriu os olhos, em sinal de compreensão.
Quando os lábios umedecidos pela língua se abriram levemente, os lábios de Jaeil também se abriram, acompanhando o movimento desajeitado. Desta vez, os lábios devidamente sobrepostos emitiram um som úmido. Seus narizes se tocaram novamente e uma língua tímida penetrou a estreita fresta.
— …….
— …….
A garganta grossa do homem moveu-se enquanto ele engolia em seco por causa da tensão. Jaeil, que o observava com insatisfação por ele ser apenas lento e suave, acabou puxando-o pelo braço. O corpo dócil foi colocado sobre as coxas de Jaeil. A sensação de ter as partes íntimas coladas era estranha. O olhar de Seunghyun baixou e voltou. Embora fosse um olhar sem qualquer intenção sexual, para Jaeil era diferente.
Por entender o íntimo dele, queria dar; e por já saber, não havia razão para recusar. O olhar de Seunghyun tornou-se luxurioso enquanto ele aceitava docilmente a carne que invadia e envolvia sua língua com força.
— Uhm…
A raiz da língua doía tanto quanto a pressão da mão que segurava sua nuca. Seunghyun tentou fechar a boca, incapaz de acompanhar o ritmo, mas o polegar do homem se infiltrou para manter o espaço aberto. Não adiantava usar os dentes. O homem, que inclinou o queixo de baixo para cima com facilidade, sobrepôs os lábios como se quisesse esmagá-los. Com a língua sendo sugada e toda a superfície massageada, sendo quase maltratada, sangue começou a escorrer da crosta no lábio inferior de Seunghyun. Incapaz de respirar direito, ofegando com dificuldade, Seunghyun acabou golpeando o ombro dele com força.
— Estúpido, isso, não é, beijo, uhm.
— …….
Jaeil sugou os lábios de Seunghyun, de onde brotava sangue. Saliva e um pouco de sangue fluíram por sua garganta. O olhar de Jaeil tornou-se ainda mais sedutor.
As palavras inacabadas chocaram-se e foram engolidas dentro das bocas um do outro. Cada ponto de contato ardia e queimava. A mão que agarrava a gola do homem tremia violentamente.
Foi quando um som de agonia saiu da garganta de Seunghyun. Os lábios se separaram e o som de sua respiração apressada ecoou ruidosamente.
Jaeil, que parecia prestes a cobrir os lábios de Seunghyun assim que seus olhares se cruzassem, mordeu o próprio lábio ao ter um pensamento. Seus lábios, que roçaram perigosamente a bochecha de Seunghyun, pressionaram firmemente o pavilhão auricular dele.
— Haa…
Parecia que apenas o beijo não seria suficiente para acalmá-lo. Embora tentasse reprimir o desejo a duras penas, o hálito quente aquecia incessantemente os ouvidos de Seunghyun. Suas costas inflaram e desinflaram enquanto ele prendia Seunghyun em seus braços, puxando-o pela cintura. Ele, que mal conseguia conter a vontade de colocá-lo inteiro na boca e engoli-lo, entrou novamente em conflito.
— …….
Um palavrão fervia em sua garganta.
Era um tipo de desejo sexual que ele nunca demonstrara. Ele próprio nunca enfrentara aquele amálgama de violência e sadismo. Não sabia se deveria revelar o que fervilhava em seu baixo ventre ou se deveria ignorar, como sempre fizera. Quanto mais se envolvia com Seunghyun, mais fina se tornava a membrana que o envolvia. Agora, parecia que explodiria com o menor estímulo.
— …….
— …….
Seunghyun olhou de soslaio para Jaeil e estendeu a mão, acariciando a nuca do homem.
— Está tudo bem.
— …….
Ao virar a cabeça levemente, seu nariz roçou o de Jaeil. Piscando, Seunghyun endireitou a postura. Olhando fixamente para o homem que não sabia o que fazer com a própria confusão, ele deixou as palavras fluírem calmamente.
— Você está bem.
Jaeil olhou intensamente nos olhos de Seunghyun. Sem desviar o olhar, Seunghyun assentiu. Ele acolheu a angústia dele com um olhar reconfortante, como se dissesse para ele ficar tranquilo.
Após um curto silêncio, pareceu ouvir-se um leve rosnado. Jaeil beijou o pescoço de Seunghyun e murmurou baixo:
— Hoje.
— …….
— É melhor você não se lembrar.
Acompanhando a inspiração de Seunghyun, a carne quente e macia penetrou. A língua, que invadiu violentamente o espaço entre os dentes, varreu o céu da boca e cutucou o interior das bochechas. Ao projetar o peso do corpo e colar o tronco que se sobressaltou, o corpo de Seunghyun caiu para trás. Um braço grosso e firme amparou rapidamente as costas que caíam, protegendo-as.
Sem tempo para recobrar os sentidos, o teto girou e o corpo caiu sobre o lençol macio. A sombra projetada pelo homem cobriu amplamente o corpo de Seunghyun. Os lábios que desceram de cima se selaram imediatamente.
— …!
Seunghyun, que estava distraído recebendo o beijo, arregalou os olhos. O homem, posicionado entre suas pernas abertas, mantinha os lábios unidos enquanto empurrava lentamente sua parte inferior.
Se fosse apenas um beijo bruto, ele não teria reagido tanto. Quando os lábios úmidos se esfregaram e as línguas se entrelaçaram de forma densa, o espaço entre suas pernas latejou. A estimulação da parte já sensível fez sua nuca latejar. A dele também, mas o que estava colado ali demonstrava sua presença de forma nítida, mesmo através do tecido.
Seunghyun tentou afastar Jaeil contorcendo levemente a cintura, mas o homem não se moveu, firme como uma parede. Pelo contrário, ele pressionou o pênis de forma ainda mais atrevida.
O homem recuou o quadril e o empurrou para cima lentamente, como se fizesse um movimento pélvico. Era um movimento extremamente obsceno. Quando as formas curvilíneas se sobrepuseram e se desencontraram, o prazer o atingiu como uma mordida. Um som ferveu na garganta de Seunghyun, mas a pronúncia foi péssima. O som de agonia que soltou em seguida assemelhava-se a um gemido desajeitado.
A palma da mão de Seunghyun infiltrou-se apressadamente entre seus lábios e empurrou os lábios do homem. Com o rosto vermelho de ansiedade, Seunghyun gaguejou:
— Q-quero ir ao banheiro.
A sobrancelha de Jaeil, que tinha metade do rosto coberto pela mão de Seunghyun, subiu e desceu. Seunghyun assentiu vigorosamente.
— Sim. Agora.
Jaeil fechou e abriu os olhos lentamente. Seunghyun, com expressão de choro, virou o corpo e ergueu o tronco bruscamente.
— Não é issooo. Eu tenho que ir agora.
Levantando uma perna e escapando do homem, Seunghyun tateou o lençol e recuou o corpo. O medo era evidente em seus gestos. Ao olhar para baixo enquanto tentava fugir às pressas, Seunghyun gemeu e encolheu os ombros. No momento em que ele hesitou, a mão do homem se estendeu.
— Venha aqui.
— …….
Ouvir aquela voz pesada nos ouvidos lhe causou arrepios. Evitando por pouco a ponta dos dedos do homem, Seunghyun esfregou a orelha que ardia.
— E-es… espere.
Era realmente estranho como a ponta da carne, onde o sangue se concentrava, subia de forma pruriginosa e sufocante. Parecia que ele só conseguiria resolver se urinasse.
— Ir ao banheiro não vai resolver.
Jaeil, observando a reação inocente e tola de Seunghyun com desdém, estendeu a mão novamente. Ele visou o tornozelo, o lugar mais fácil de agarrar.
Embora não fosse um jogo de pega-pega, Seunghyun dobrou o joelho bruscamente para escapar da mão do homem. Ao se levantar, estendendo os pés para fora da cama, Seunghyun não conseguiu dar um passo e caiu pesadamente. Ele não percebera que suas pernas estavam sem força. Enquanto ele olhava fixamente para o chão com as mãos apoiadas, os pés descalços do homem entraram em seu campo de visão. Quando ele ergueu a cabeça lentamente, o homem, ajoelhado, segurou o queixo de Seunghyun suavemente.
— Você disse que me daria.
— U-uhm.
— Então para onde está fugindo?
— Não estou fugindo, é que…
O calor que se sobrepôs sem aviso aos lábios abertos para a desculpa parecia capaz de queimá-lo. Enquanto se entrelaçavam densamente, energias peculiares fluíam para sua pele e boca.
— Uh… haa.
Quando ele começou a se debater por falta de ar, os lábios do homem se afastaram por um momento. Em vez disso, uma língua traçou uma linha longa em sua bochecha. Diante daquela sensação nítida, Seunghyun pressionou o próprio entrepernas e fechou as pernas. O que lhe fora transmitido não fora calor. Fora um desejo intenso de se envolver profundamente e o cio explícito do Esper.
Era difícil suportar o corpo febril. Seunghyun começou a murmurar com uma expressão de choro. Em algum momento, suas pupilas perderam o foco, tornando-se vagas.
— Está quente e…
Apoiado na borda da cama, ele sustentava o tronco enquanto seu corpo tremia violentamente.
— … coçando.
As chamas que o homem plantara intencionalmente não seriam apagadas facilmente por ele sozinho. Uma sede surgiu e ele sentiu-se vagamente distante. Os lábios do homem tocaram brevemente o pavilhão auricular de Seunghyun, que balançava a cabeça negativamente, e se afastaram.
— Uh… sim?
Seunghyun, soltando apenas suspiros ofegantes, olhou para Jaeil. Ele, apoiado na borda da cama com as duas mãos, virou a cabeça e perguntou:
— Assim?
A mão do homem, que segurava a nuca que pendia languidamente, exibia veias grossas de quem não conseguia se conter. Ele puxou a calça e a cueca de Seunghyun, que estava com o tronco apoiado na cama enquanto permanecia ajoelhado.
Quando o pênis ereto saltou, o ar fresco envolveu a pele sensível de forma fria. Seunghyun, assustado, debateu-se. Uma ordem que ele não ousaria desobedecer saiu da boca do homem.
— Junte as pernas.
Seunghyun, que soltou um suspiro audível diante daquela voz dura e sombria, apertou as nádegas como se estivesse sob hipnose. A mão do homem estendeu-se para as nádegas bem formadas. Quando os dedos aplicaram força em uma delas, a pele afundou, abrindo o sulco entre elas. Era uma sensação estranha e obscena. Seunghyun encostou a testa no lençol e contorceu a cintura, mas algo que roçou subitamente entre suas coxas cutucou seu escroto.
— Uhm…!
A estimulação colossal, que fez a coceira explodir, dilatou as pupilas de Seunghyun.
— N-não faça isso!
Quando o que havia recuado voltou a empurrar, pareceu que uma língua lambia a parte inferior da carne ereta. A boca de Seunghyun abriu-se sem som enquanto ele agarrava o lençol. Seu pulso, que ele tentara baixar por não saber o que estava estimulando seu pênis, foi agarrado rudemente e fixado contra o lençol. O cenho de Seunghyun franziu-se enquanto ele olhava distraidamente para a mão enorme do homem que parecia engolir a sua. Perdendo o equilíbrio, ele deixou a cintura ceder, e sentiu um zumbido na cabeça. Seunghyun não tinha escolha a não ser obedecer às ordens dele.
Esforçando-se para manter a força na cintura e na parte inferior do corpo, Seunghyun gemeu com o queixo apoiado no lençol. Como ele já estava ereto, ao ser penetrado profundamente, a ponta da glande roçava periodicamente no lençol da cama. Sob vários aspectos, um prazer insuportável o atingia.
— Ah, aah.
A sensação de atrito e colisão repetida derretia sua mente. A mão que não estava presa pelo homem dirigiu-se para trás, tateando o caminho para baixo. As pontas dos dedos, roçando os pelos pubianos, sentiam o toque áspero. Seus dedos, tentando encontrar o que entrava e saía de suas coxas, abriram-se e prenderam o tronco grosso.
— …!
Quando o pênis, que havia recuado até a ponta da glande, penetrou violentamente o espaço estreito e firme, todo o corpo de Seunghyun foi projetado para frente. À medida que o tempo passava, o movimento tornava-se mais rápido e violento, fazendo com que as partes que sofriam atrito ardessem. A mão que verificava o pênis que ia e vinha sem descanso tentou empurrar o osso ilíaco do homem, mas sem firmeza. Suas pontas dos dedos voltadas para cima tentaram agarrar o abdômen dele, mas acabaram apenas fechando-se em punho.
O membro do Esper era diferente do dele em tamanho e espessura. A cada investida, ele varria o escroto e roçava o tronco, fazendo todo o pênis vibrar. Lágrimas brotaram nos olhos de Seunghyun diante da euforia. Eram lágrimas fisiológicas, causadas pelo ato de fechar e abrir os olhos repetidamente.
— Haa, uh, uhm.
— …….
Mordendo o lábio inferior, Seunghyun apoiou-se no lençol e ergueu o tronco. Quando ele virou a cabeça e mostrou a língua, o homem correspondeu, beijando-o. Enquanto trocavam beijos, perdidos na pressão repetida e no prazer, a mão do homem acariciava rapidamente o pênis de Seunghyun.
— Uhm, uhm. Uh, não to—
Ele investia com força entre as coxas e manipulava a frente sem cerimônia. Sensações confusas revolviam sua mente. Com a boca devorada de forma voraz, ele também tinha dificuldade para respirar. Assim que sua cintura ficou rígida, o movimento do homem tornou-se ainda mais intenso.
— Haa!
Com uma investida profunda e forte, o sêmen explodiu do pênis de Seunghyun. O som de seu choro, bloqueado pela boca do outro, era devorado pelo homem assim que surgia. O que sobrou, espalhando-se pelas roupas e lençóis, era espremido à força pela mão do homem, emitindo um som úmido.
O movimento do homem, que investia sem conhecer limites, parou subitamente. O sêmen derramado durante as convulsões cobriu o pênis de Seunghyun de forma espessa.
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Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna