Capítulo 03.3
🩸 Blood Poker 03, Parte 03
— Ora?
Ao descobrir Seunghyun entrando pela porta, Lewis soltou uma exclamação alegre.
— Bom dia.
Seunghyun, que se aproximou com uma reverência, estendeu a mão para Lewis. Alguém que nem sequer reconhecia a passagem agora estava com um porte digno de um guia. Lewis arqueou a sobrancelha, olhou fixamente para a mão estendida e logo exibiu um sorriso radiante.
— Onde está a Joy?
— Como ela se esforçou demais nos últimos dias…
— Hmm. No fim das contas.
Lewis pressionou firmemente as costas da mão dele com o polegar. Seunghyun também aplicou força na ponta dos dedos enquanto analisava a energia dele. Os olhos do homem se estreitaram levemente.
— …Fico agitado se você fizer o guiding de imediato.
— …Ah.
Seunghyun, que deveria apenas analisar a energia, mas acabou fazendo o guiding involuntariamente, estremeceu e afastou a mão. Sem ter feito nada de errado, ele hesitou e corou, o que atraiu bastante a atenção. Lewis levantou o canto da boca enquanto observava as bochechas coradas de Seunghyun.
— É um elogio, entende?
— Is…so, obrigado.
Coçando a sobrancelha e desviando o olhar, Seunghyun tocou o pulso do homem. Observando o antebraço robusto que estendia o *gear* obedientemente, Seunghyun enrolou os lábios uma vez e depois os soltou, ao lembrar de uma silhueta.
— Está em 22%. O senhor sente dor?
— No geral, está tudo bem, mas a dor de cabeça incomoda.
Com um pedido de licença, Seunghyun ia colocar a mão sobre o coração do homem, mas hesitou.
— Ah, mas Esper.
— Sim.
— Eu… ainda não consigo controlar minha habilidade perfeitamente.
Um olhar intenso pairou sobre uma das bochechas de Seunghyun.
— Posso acabar fazendo um sub-guiding. Se isso o incomodar, vou tentar controlar o máximo possível.
— …….
Lewis, que observava Seunghyun em silêncio, enrijeceu o canto da boca por um momento e depois ele tremeu levemente. Lewis, que limpou com a ponta dos dedos os lábios que queriam se contrair involuntariamente, disse com cautela:
— O guia…
— Sim?
— …precisa tomar cuidado.
— …….?
Seunghyun piscou, com uma expressão de quem não entendia o significado. Lewis, sem dizer mais nada, puxou a mão de Seunghyun e se deitou.
A energia do homem era serena. A cor era clara e, no geral, passava uma sensação dócil. Era completamente diferente da energia de alguém que causava arrepios só de olhar. Pressionando levemente o coração dele, os ombros de Seunghyun, que fechara os olhos, relaxaram sem forças. Bastava baixar a guarda um pouco para que, como a lei da inércia, ele lembrasse de alguém. Um suspiro escapou diante de sua própria tolice de não ter capacidade de aprendizado.
Após terminar o guiding, o comentário de Lewis foi apenas de surpresa. Ele disse que crescer tanto em tão pouco tempo era algo digno de elogios repetidos. A personalidade sincera e sem adornos de Lewis foi o suficiente para deixar Seunghyun constrangido. Ele não escondia a empolgação, dizendo para ele ver como, em menos de 30 minutos, ele baixara o nível para menos de 10%, algo que ele nunca vira antes. Seunghyun apenas repetia agradecimentos, curvando a cabeça diante da enxurrada de elogios.
Sentado sozinho na cama após a partida de Lewis, Seunghyun revisou seu guiding. Quando fez o guiding de Lewis, não ouviu nenhuma voz. A energia fluiu normalmente. *A partir de que ponto a habilidade se manifesta?* Seunghyun ligou imediatamente para Rowan. Originalmente, ele pretendia perguntar a Joy, mas como o estado dela não era bom, apenas mudou o alvo.
[Sim. O que houve?]
— Mentor. Eu fiz um sub-guiding.
— …Não me diga que foi com o Jaeil?
— Sim.
Rowan soltou uma exclamação de “uau”.
[Ele devia estar bloqueando intencionalmente. Como isso foi possível?]
— Eu também… não sei o método que usei para fazer isso.
Ouviu-se o som de alguém estalando a língua do outro lado da linha.
[É problemático quando a habilidade avança demais.]
— …….
[Ele odiou, não foi?]
— Sim…….
A rejeição fora incomparavelmente mais forte do que no guiding de contato físico. Rowan suspirou diante da voz desanimada de Seunghyun.
[Ele deve odiar isso profundamente. Mesmo agindo assim com você.]
Seunghyun lembrou-se do homem. Ele fizera um rosto de quem estava sendo repelido enquanto o empurrava.
— De agora em diante, não quero fazer isso de jeito nenhum sem permissão.
[Hmm….]
Após uma pausa, Rowan começou a explicação.
[Atualmente, você não consegue realizar o guiding no momento ou na frequência que deseja. Ele começa quando a mão toca e termina quando solta. Não é bem assim?]
Seja por ter ouvido de Joy ou não, ela estava apontando com precisão o nível de Seunghyun.
[Primeiro, você precisa ser capaz de fazer isso para estar acima do Esper. Ah, não conte ao Esper que você é inexperiente no sub-guiding. No momento em que fizer isso, se tornará uma fraqueza.]
*Ah. Por isso o Lewis disse aquilo.* Seunghyun franziu o cenho ao perceber o erro. Como ele não parecia ter uma personalidade fofoqueira, não ficou muito preocupado.
[Se você conseguir abrir e fechar a habilidade independentemente do contato com o Esper, será capaz de controlar. Até lá, a habilidade se manifestará de forma irregular. A única resposta é praticar.]
— Sim…….
[O sub-guiding é um direito independente do guia, então nenhum Esper vai reclamar disso, não se preocupe com isso.]
— Sim.
Seunghyun, que recordava a gentil imposição de limites de ontem, roeu o lábio em frustração. Mesmo que a ferida no lábio inferior, que mal cicatrizara, piorasse, ele não parava.
[Tente bloquear a entrada da passagem intencionalmente ao fazer o guiding. Você precisa aprender pela sensação, não tem outro jeito.]
Embora a prática fosse o único caminho, o verdadeiro empecilho era não poder realizá-la com Ha Jaeil.
*Então com quem eu pratico?* Ele não sentia vontade de fazer isso com outras pessoas. Esse era o sentimento sincero de Seunghyun.
— …….
Após encerrar a ligação, Seunghyun ergueu o olhar e observou os objetos ao redor vagamente. Os dedos que seguravam a coxa ficaram brancos.
↫────☫────↬
[O senhor gostaria de jantar comigo?]
Era o caminho de volta da academia após o treino de PT depois do almoço. Os olhos de Seunghyun se arregalaram ao ler a mensagem de Jaeil. Ele já queria entrar em contato, e ele mandou primeiro. Sentiu que seu humor, que estivera deprimido a manhã toda, melhorou consideravelmente. No momento em que ia digitar que aceitava, ele apertou o botão de ligar. Queria ouvir a voz dele.
O som de chamada não durou muito.
[Sim. guia.]
O tom calmo fluiu em seu ouvido.
— O senhor não está ocupado hoje?
[Se não houver uma convocação de emergência, está tudo bem. E o guia, está tudo bem?]
— Sim, estou bem.
[Se houver algo que o senhor queira comer, por favor, me diga. Vou procurar.]
— Para mim, qualquer coisa está bom.
[Então…]
Houve um silêncio, como se ele estivesse hesitando. Seunghyun sentou-se em um banco enquanto esperava a resposta dele. O sol estava agradável.
— Esper.
[Sim.]
— Nós vamos jantar e dormir juntos hoje também?
[Sim.]
Diante da resposta sem hesitação, o canto da boca de Seunghyun subiu.
— Eu perguntei à mentora e ela disse que preciso me tornar habilidoso no guiding para lidar com o sub-guiding.
[…….]
— Ela disse que é porque meu crescimento é rápido. Acho que não estou conseguindo acompanhar meu próprio ritmo. Será que é um tipo de efeito colateral?
[Não deve ser nada disso.]
O homem, que assumiu a culpa pelo que aconteceu ontem, soltou um suspiro.
— …….
[…….]
O silêncio que se prolongava era um sinal de que já deveriam desligar, mas Seunghyun olhou fixamente para o céu sem nuvens enquanto esperava pela voz do homem. Finalmente, o homem começou a falar.
[Eu… não sou bom com as palavras.]
Isso ele já sabia muito bem. Pensando que a voz hesitante que fluía era fofa, Seunghyun encostou a parte superior do corpo no encosto.
[Às vezes, penso se é um sonho.]
— …….
[Porque eu nunca conheci alguém como o guia.]
— …….
As palavras dele, que subitamente revelavam sua sinceridade, eram tão pesadas que Seunghyun baixou o olhar para o chão.
↫────☫────↬
Jungyeol franziu o cenho com irritação ao verificar o score do treinamento de jogo de sobrevivência. Perdera de novo. Independentemente da vitória ou derrota, sua contribuição para a equipe fora nula.
Mesmo para um Esper com capacidade de regeneração superior, a hemorragia excessiva e a lesão cerebral causadas por um surto eram fatais. Para cumprir condições mais severas do que em uma situação real, se fosse atingido na cabeça, estava fora imediatamente, e Go Jungyeol fora atingido por três *headshots* seguidos.
Mesmo sendo um treinamento simulado, tudo contava para a avaliação, então ele não podia deixar de se sentir péssimo com sucessivas derrotas. Ele não conhecia a tática da equipe adversária, mas era óbvio. Devem ter escondido um franco-atirador com boa pontaria.
Ao sair do prédio tirando o capacete à prova de balas, Jungyeol rangeu os dentes. Havia poucos que conseguiam atingir a cabeça com precisão naquela escuridão. Sacudindo violentamente o cabelo suado, ele disse ao oficial que o seguia:
— Ha Jaeil também estava na equipe adversária?
— O Sargento Ha Jaeil não era da equipe de comando tático neste treinamento?
— Puta que pariu.
Isso era ainda mais irritante. Por mais que as habilidades fossem prioridade, sentia que até sua patente seria alcançada. Aquele que recebia apenas guidings medíocres estava com um desempenho profissional excelente agora que sua condição melhorara. Não havia mais as tentativas de suicídio periódicas. Ao ver ele subir de forma silenciosa e fiel, Jungyeol sentia um nó no estômago. Ele preferia quando ele agia como um quase cadáver. Jungyeol, que se lembrava do Ha Jaeil incompetente do passado, sentia-se incomodado com seu crescimento entusiasmado.
Tudo por causa daquele guia. Ele não devia ficar apenas surpreso por ele estar fazendo o guiding de Ha Jaeil. *O que diabos ele fez para ter uma compatibilidade tão boa?*
‘Bom dia. Subtenente.’
Lembrou-se da expressão de Jaeil quando tentou mexer com Ji Seunghyun anteriormente. Ele fizera uma ameaça com um olhar nitidamente diferente de quando fora com Rowan. O sorriso de Jungyeol tornou-se cínico ao lembrar da energia ansiosa e hostil dele voltada para Seunghyun.
— Aquele idiota. Ele deu o coração ou algo assim para uma coisa daquelas?
Se fosse apenas para brincar e descartar, tudo bem. Massageando a têmpora e franzindo o cenho, ele ficou pensativo por um tempo. Estava avaliando a velocidade irracional do guiding e o relacionamento entre os dois. Logo, ele soltou um comentário com desdém:
— Idiotas.
Em uma família que trata sensitivos de alto nível como reprodutores, e ainda por cima um homem?
Uma dor de cabeça aguda o atingiu. Ao verificar o *gear*, viu que o nível de risco passava dos 35%. Jungyeol relaxou os músculos do pescoço enquanto observava os códigos passando pela pequena tela.
Ele precisava de alguém para descontar a raiva, e logo seria a hora do guiding.
↫────☫────↬
Após descansar por um tempo, Seunghyun retornou ao centro de guiding temporário para o guiding de Go Jungyeol.
‘Tome cuidado. Aquele homem é uma cobra, uma cobra.’
Diante da porta, seu olhar baixou enquanto ele recuperava o fôlego. Lembrou-se da mão que invadira habilidosamente até o seu pulso. Ele provavelmente não teria conseguido impedir aquela audácia sombria mesmo se estivesse em boas condições físicas.
— …….
Ele pensou coisas como: *Se ele for indelicado, vou dizer que não farei o guiding. Se ele fizer algo estranho, vou bater nele, seja ele Esper ou o que for.* Com esses pensamentos, ele abriu a porta.
— …Ah.
Jungyeol, que acabara de tomar banho, estava seminu. Enxugando o cabelo com uma toalha, ele abriu um sorriso surpreso ao ver Seunghyun. Por outro lado, Seunghyun paralisou segurando a maçaneta.
— Uau… Como o senhor soube que eu estava pensando no guia e veio?
— Bom dia.
Seunghyun fez uma reverência e entrou no quarto. Sem intenção de se vestir, Jungyeol deitou-se parcialmente na cama e observou Seunghyun aproximar-se com interesse.
— O senhor ainda faz o guiding apenas segurando a mão?
— …Não é isso.
Ele tentou negar com naturalidade, mas Jungyeol percebeu suas intenções com calma.
— O guia não sabe mentir.
— …….
Como as palavras cínicas não mereciam resposta, Seunghyun tocou no *gear* dele com o rosto amarrado. *20 minutos devem ser suficientes? Por ser nível A, talvez seja diferente.* Diante da hesitação de Seunghyun em colocar a mão sobre o peito nu e firme, Jungyeol o observava com um sorriso sarcástico. Seus olhos brilhavam intensamente.
— Aliás, por que o guia veio? Onde foi parar aquele esquilo?
— Ela está doente.
— Bem que eu achei que ela estava exagerando. Então o senhor será meu responsável daqui para frente?
— Não sei até esse ponto. Vamos começar.
Diante da resposta ríspida de Seunghyun, sua mão cobriu o coração do homem. Em pouco tempo, a energia começou a fluir intensamente. De fato, por ser nível A, a quantidade era grande e complexa. Embora não fosse como Ha Jaeil, também causava dor ao passar pelo caminho.
Jungyeol, que observava atentamente o cenho franzido dele para suportar a dor, disse algo que não sentia:
— Por acaso está doendo? Até eu sinto pena vendo isso.
— Estou bem.
— O senhor pode fazer o sub-guiding se quiser.
Os olhos de Seunghyun, que estava concentrado, estremeceram. Após trocar um breve olhar com Jungyeol, Seunghyun colocou a outra mão também. Ele não deveria revelar fraquezas, especialmente para aquele homem.
— Obrigado… pelas palavras.
— O que aqueles gêmeos disseram para o senhor ficar tão na defensiva?
Murmurou o homem, olhando de soslaio para o perfil limpo de Seunghyun. Ele estava insatisfeito com a atitude defensiva de Seunghyun.
— Hein?
— …Não é nada disso.
— O senhor deve olhar para mim.
Jungyeol, que se levantou abruptamente, puxou a cintura de Seunghyun.
— …!
A distância, encurtada sem permissão, era extremamente próxima. Seunghyun estremeceu. O único Esper que estivera tão perto fora Ha Jaeil, e ele permitira isso apenas a ele até agora. Se não fosse pela mão sobre o coração, seus peitos teriam se tocado.
O olhar, as feições e o cheiro corporal ali presentes eram todos estranhos. Quando seus olhos surpresos se voltaram para Jungyeol, ele sussurrou com um rosto satisfeito:
— guia.
Sentiu uma sensação de *déjà vu* na mão que agarrava suas costas. Uma sensação aguda, como se estivesse sendo picado rapidamente por dezenas de agulhas. Ele já sentira aquela sensação antes. Desta vez, era um pouco mais profunda.
— Quer que eu te conte algo bom?
— …….
Seunghyun, sem dizer nada, aplicou força no braço para criar distância. Ele estava ultrapassando cada vez mais o que era considerado indelicado, mas sua mente estava confusa sobre como reagir.
— Não precisa. E eu não quero fazer o guiding desta forma.
— Com o Ha Jaeil pode?
— …….
Assim que Seunghyun arregalou os olhos apenas pela menção do nome dele, Jungyeol fez uma expressão de descrença.
— O senhor está discriminando o guiding agora?
Ele falou como se estivesse realmente magoado, mas Seunghyun apenas franziu o cenho.
— Decidir como farei o guiding é um direito meu.
Jungyeol, que apagou instantaneamente a expressão forçada, deu um sorriso cínico.
— Não caiu nessa.
— …….
Quando Seunghyun ia tirar até a mão que estava sobre o coração, Jungyeol agarrou seus dois pulsos de uma vez.
— Então, basta eu fazer o senhor querer?
— O quê…!
Com o corpo girando levemente e caindo sobre a cama, Seunghyun piscou os olhos. Em que momento aquilo aconteceu? Ele tentou se levantar logo em seguida, mas foi pressionado. Foi por causa dos pulsos imobilizados.
Torcendo os pulsos com uma força que o impedia de se mover, Jungyeol exibia um sorriso relaxado. O fato era que ele não era páreo em termos de força. Até Seunghyun, que tinha bastante força para um homem comum, não era páreo para um Esper. Sua resistência era tão insignificante que sentiu um senso de derrota por ser tão fraco.
— O senhor está cometendo um erro.
Sussurrou Seunghyun, que começava a perder a paciência.
— Em breve, deixará de ser um erro.
*O que ele quer dizer com “deixará de ser um erro” com o passar do tempo, se eu odeio tanto isso?* Seunghyun soltou um pequeno xingamento e deu um chute. Mesmo que pudesse causar algum impacto se acertasse, Jungyeol bloqueou facilmente, como se tivesse lido seus pensamentos.
Os dedos de Jungyeol, que agarravam firmemente a coxa de Seunghyun, penetraram rudemente perto da virilha. Era uma pressão que revelava claramente suas intenções sombrias. Vergonha e impotência o atingiram simultaneamente. Seunghyun mordeu o lábio inferior. O sangue brotou rapidamente da ferida que ainda não cicatrizara. A sobrancelha de Jungyeol arqueou.
— De várias formas, o sabor deve ser bom.
— Solte.
Embora estivesse se debatendo ao ponto de seus músculos ficarem doloridos, Go Jungyeol o dominava com extrema facilidade. Seunghyun rangeu os dentes sob a sombra relaxada dele.
— O fato de você se debater também é do meu gosto.
— Eu disse para soltar.
Jungyeol olhou fixamente para os pontos onde sua pele tocava a de Seunghyun. Mesmo sendo alguém que dizia que odiava aquilo, ele estava sugando energia de todos os pontos de contato.
— O guiding também é muito dedicado.
Jungyeol abriu sutilmente uma de suas habilidades. Era o ato de injetar propositalmente o cio de um Esper na energia, e Seunghyun, que estava sensível de várias formas, reagiu imediatamente. Seu corpo deu um sobressalto. Com o rosto completamente franzido, ele encarou Jungyeol com os olhos injetados.
— Eu estou sendo paciente, mas você…
A habilidade aberta maliciosamente acabou calando a boca de Seunghyun. Jungyeol, que teve sua atenção roubada pelo lábio inferior preso sob os dentes superiores dele, deu uma risada de escárnio. Apenas algumas gotas de sangue que escaparam por entre as crostas estimularam seu olfato. O cheiro de sangue era incrível. Não parecia ser por causa do nível alto. Parecia ser uma constituição física que tinha esse cheiro em particular.
*Pensando bem, o Ha Jaeil estava saboreando isso todas as vezes.*
— É um desperdício do caralho.
Murmurou ele baixinho, antes de lamber os lábios de Seunghyun de forma viscosa.
↫────☫────↬
[O senhor pode me tratar da forma que desejar. Não se preocupe. Eu sou forte. Se o problema for o excesso de energia, não poderíamos desperdiçar essa mesma quantidade? Não precisa se esforçar. Mesmo agora, eu já estou suficientemente grato.]
Uma longa mensagem chegara ao celular de Jaeil logo após o término do treinamento. Era uma mensagem enviada por Seunghyun, e Jaeil a leu e releu. Cada palavra era tão adorável que ele não queria descartar nenhuma. Embora ele salvasse todas as mensagens enviadas por ele, aquela era especialmente do seu agrado.
Jaeil, que acariciava as letras, soltou um som de riso abafado. *O que ele quer dizer com ser forte?* A imagem dele chorando copiosamente por não suportar sua rejeição não combinava com a palavra “forte”.
Normalmente, no momento em que detectasse o sub-guiding, ele interromperia o guiding e, no pior dos casos, até expulsaria o guia, mas ele não conseguiu fazer isso. Ele suou frio tentando consolar a pessoa que chorava de mágoa enquanto dizia que esperaria, e acabou cortando sua habilidade enquanto o abraçava por não conseguir se afastar. Não, ele nem conseguiu cortar totalmente e deixou uma brecha.
Pensando bem, acho que cortei a habilidade impulsivamente porque fiquei surpreso. Porque ele entrou com extrema facilidade em um lugar que eu havia construído camada por camada. Embora eu achasse que ainda não era o momento, vendo que acabei cedendo uma brecha, Ji Seunghyun era definitivamente uma existência especial para mim. Jaeil acariciou a mensagem dele com ternura.
Em algum momento, as coisas ficaram assim. Se ele se encolhia, ele o confortava; se ele recuava, ele dava um passo à frente. Talvez por ter recebido muito. Talvez por estar sendo pressionado por coisas que nunca experimentara. O início era sempre incerto.
Era a pessoa que retribuía o seu desejo de um abraço com as mesmas palavras: ‘quero abraçar’. Ele não questionava os motivos, mesmo quando era empurrado impulsivamente; pelo contrário, aceitava as reações de Jaeil como algo natural e se dedicava apenas a abraçá-lo, sem reservas.
Diante daquelas palavras, de que sua existência parecia um sonho, Ji Seunghyun respondeu:
— Eu pensei que isso não aconteceria mais.
Kiju se aproximou de Jaeil, que olhava fixamente para o celular.
— Não tem guiding hoje?
— À noite.
— …….
Diante do olhar semicerrado de Kiju, Jaeil deu um tapa na nuca dele.
— Eu nem disse nada e você já começa me batendo.
Kiju reclamou, massageando o local atingido.
— É realmente impressionante. Fazer guiding enquanto dorme… Isso é mesmo possível?
— Sim. Com o Ji Seunghyun, é.
— Você gosta mesmo dele, não gosta?
— Sim.
A resposta de Jaeil foi firme, mesmo diante da pergunta provocativa. Embora ainda não tivessem chegado ao nível de um *sub-guiding*, parecia ser apenas uma questão de tempo. Se fosse com Ji Seunghyun, talvez ele pudesse se revelar algum dia. Jaeil recordou a longa mensagem enviada por Seunghyun e o conforto que ele lhe proporcionava.
Kiju, que o observava com estranheza por ser um lado que ele nunca havia mostrado, coçou o queixo. Qual seria o maior motivo para Ha Jaeil ter aberto o coração desse jeito? Após uma breve reflexão, ele soltou:
— O garoto é meio bonitinho mesmo.
— …….
Era mais da metade brincadeira, mas o olhar afiado de Jaeil se voltou para Kiju. Desta vez, em vez da nuca, ele agarrou o rosto inteiro de Kiju e o empurrou.
— Quem é você para julgar isso?
Mesmo sendo tratado com descaso, Kiju apenas soltou um sorriso cínico.
— Se tiver tempo sobrando, me dá uma carona.
— … Não quero.
Kiju empurrou as costas de Jaeil, que respondia de cara amarrada, de forma insistente.
— Vamos, vamos.
Arrastado pela insistência fútil de Kiju, que pedia apenas companhia, Jaeil chegou ao prédio temporário de guiding e começou a procurar um restaurante para levar Ji Seunghyun. Como ele havia dito que comia bem coisas apimentadas e gostava de comida crua, as opções eram variadas.
Ele pensou que, já que sairiam, poderia comprar algumas camisas e outras coisas necessárias para ele. Provavelmente Seunghyun diria que gostava de qualquer coisa, mas cada um deveria ter suas preferências detalhadas.
Ao lembrar do físico de Seunghyun, o olhar de Jaeil escureceu por um instante. Talvez pelos exercícios regulares ultimamente, o corpo firme estava bonito de se ver. Qualquer coisa ficaria bem nele. Ele também se lembrou da cintura que cabia facilmente em apenas um de seus braços. O toque e a espessura preencheram nitidamente sua mente. Os pulsos e tornozelos com ossos proeminentes também eram atraentes. Por estar focado na expressão dele se derretendo, não conseguiu ver com detalhes, mas o pênis também era bem…
— …….
Jaeil pigarreou, massageando a nuca. Como se um gatilho tivesse sido puxado, seus pensamentos corriam para o lado erótico. Seus olhos vagavam de um lado para o outro, tentando dispersar suas fantasias. No que diabos ele estava pensando em plena luz do dia?
Naquele momento, seu olhar, que vagava pelos arredores, travou em um ponto. Ji Seunghyun estava lá.
— ……?
Pelo horário e por estarem em frente ao centro de guiding, não era de se estranhar o encontro, mas o comportamento dele estava muito estranho. Seus olhos estavam sem foco e o andar era sutilmente instável. Parecia que ele cairia a qualquer momento, então Jaeil decidiu pará-lo.
Caminhando com passos largos para encurtar a distância, Jaeil segurou o braço de Seunghyun. Ele se virou assustado e, como esperado, seus olhos estavam turvos. Após piscar algumas vezes, a luz finalmente começou a retornar. Seunghyun soltou um “Ah” e deu um passo para trás.
— Olá. Esper.
A voz era firme, mas havia uma ou duas coisas que ele não conseguia esconder. A fisionomia de Jaeil obscureceu instantaneamente ao perceber rapidamente o estado de Ji Seunghyun.
— O que foi isso?
— …….
Havia sangue espalhado em seus lábios e a camisa, que deveria estar impecável, estava desalinhada. E, acima de tudo.
— Por que você está tremendo?
Jaeil perguntou sombriamente, puxando o braço de Seunghyun com força. Diante disso, Seunghyun olhou para a própria mão, que sofria leves espasmos. Suas pupilas estavam nublando novamente.
— …….
Seunghyun limpou o lábio com as costas da mão, como se quisesse apagar algo, e não conseguiu responder de imediato. Ele parecia escolher as palavras em meio a pensamentos lentos.
— Só estou um pouco… indignado.
— …….
— A força era grande demais.
Seunghyun dizia palavras sem sentido aparente. Enquanto isso, a outra mão de Jaeil cobriu a nuca de Seunghyun. Alguns dedos se infiltraram por dentro da camisa. A parte superior, que deveria estar devidamente abotoada, já estava aberta e recebeu a mão do homem sem resistência. Foi um estímulo sem qualquer intenção sexual, mas um suspiro quente escapou da boca de Seunghyun.
Como se até as pupilas trêmulas de susto o desagradassem, a expressão de Jaeil se franziu severamente.
— … Quem foi?
A voz do homem, que tateava a temperatura do pescoço e da parte superior da clavícula, soou grave.
— Quem você guiou?
Ele sibilou como se rosnasse, e o tom era tão ameaçador que Seunghyun encolheu os ombros. O movimento de tatear por dentro da camisa mantinha um limite que não chegava a ser desrespeitoso. Era um toque cortês, nitidamente diferente de outra pessoa, e estava quente como sempre, mas desta vez a temperatura de Seunghyun não ficava atrás.
Seunghyun ergueu a mão lentamente. Surpreendentemente, a partir do ponto onde o calor do homem tocava, o tremor diminuía visivelmente. Seunghyun piscou, tateando distraidamente as veias nas costas da mão que agarrava sua nuca. Só então seu raciocínio começou a funcionar devagar.
O simples fato de a pessoa que perturbou sua mente o dia todo estar diante de seus olhos trouxe um alívio que o fez soltar um suspiro profundo. O calor que escapou aqueceu seus lábios.
— Quem você guiou?
As pupilas sem foco varreram instintivamente o ambiente ao redor do homem para ganhar tempo, fazendo-o franzir o cenho. Ele apenas não tinha interesse nas coisas ao redor, mas não era alguém de muita paciência. Se ele esperava e era cuidadoso, era porque Ji Seunghyun era excepcionalmente especial. No entanto, agora nem isso estava funcionando bem. Chamas vermelhas ardiam atrás da estatura imponente de Jaeil. Diante daquela energia que revelava claramente suas emoções, Seunghyun baixou o olhar. Era assustador até de olhar.
— Não fique bravo.
A ponta dos dedos do homem, que segurava seu pescoço, levantou seu queixo. O olhar forçado a se encontrar não durou muito, pois Seunghyun desviou novamente.
— … Responda.
O tom sombrio era quase uma ameaça, mas Seunghyun apenas mordia o lábio inferior com os dentes superiores, hesitando em responder. Em vez disso, como se quisesse confirmar a presença do homem, ele sobrepôs sua mão às costas da mão dele e segurou o pulso grosso. Sua mente ainda não funcionava como queria. Estava travando e rangendo.
Ele apenas queria ser tocado um pouco mais. Queria substituir o que Go Jung-yeol havia transmitido à força pelo que pertencia ao homem antes que aquilo crescesse mais. Fechando os olhos profundamente e ponderando sobre seu desejo latente, Seunghyun ergueu a cabeça. Olhando para o rosto gélido e paralisado, ele falou como se estivesse expelindo uma angústia entalada:
— Eu não quero outras pessoas.
Sua voz tremeu.
— Eu não quero.
— …….
Ao reviver a memória de pouco antes, o rosto de Seunghyun desmoronou perigosamente. Sua mão erguida agarrou a própria franja. Desviando do olhar ferozmente distorcido de Jaeil, um monólogo impregnado de sofrimento escapou da boca de Seunghyun.
— Ah, eu odiei tanto…
O olhar do homem pousou afiado no pulso revelado abaixo da manga. Marcas vermelhas de fricção eram visíveis. Era um rastro de resistência.
Exalando o fervor interno pelas narinas, Jaeil abaixou a mão de Seunghyun que estava prestes a arrancar a própria franja. Como apenas esse movimento causou dor, Seunghyun franziu a testa, e Jaeil não conseguiu segurar o pulso que pretendia originalmente. Em vez disso, ele segurou a ponta da manga e a puxou levemente. Ele, que poderia quebrar aquele braço de uma vez se quisesse, escolheu apenas aquela área mínima.
— Vamos.
— … Para, para onde?
O homem deu um passo largo à frente, esticando a manga da camisa de Seunghyun.
— Não aconteceu nada demais.
Embora o comportamento de Go Jung-yeol tivesse sido excessivo, Seunghyun não era do tipo que apenas aceitava. Go Jung-yeol, que era mais habilidoso do que qualquer um na linha tênue entre o assédio e o cio, tentou transmitir seu calor para Seunghyun. Por assim dizer, era um tipo de guerra de nervos. A julgar pelo coração ainda acelerado e pelo corpo quente, parecia que ele havia perdido miseravelmente, mas Seunghyun não permitiu até o fim. Ele não podia permitir.
Ele mordeu o lábio de Jung-yeol, pediu ajuda ao segurança e, ao sair, foi pego por Ha Jaeil. No início, Seunghyun, que não conseguiu distinguir o toque repentino e tentou se desvencilhar, entregou-se docilmente assim que percebeu que era o homem. O calor era o mesmo, mas a direção em que seu coração se acalmava era completamente oposta.
Seunghyun percebeu instintivamente que a fúria do homem não se dissiparia facilmente.
— Eu estou bem. Esper.
Foi ele quem tentou o guiding sabendo que Go Jung-yeol era aquele tipo de pessoa. Mesmo que não fosse Go Jung-yeol, ele encontraria pessoas desse tipo algum dia. Não era algo que se resolveria evitando. Seunghyun percebeu, após algumas experiências de guiding, que não poderia guiar apenas pessoas gentis como Ha Jaeil, e que nem deveria querer isso. Já que cometia erros por excesso de habilidade, não seria melhor ter o máximo de amostras difíceis possível? “Assim eu poderia crescer mais”, pensou, mas sua diligência acabou resultando na fúria do homem. Sentindo-se em apuros, Seunghyun mordeu o lábio. Sentiu o gosto de sangue.
Sendo arrastado relutantemente, Seunghyun segurou o pulso do homem. Músculos rígidos se envolveram em sua mão.
Parecia que ele causaria um acidente a qualquer momento. Dava para saber pela energia. Ardia em um vermelho vivo. Era tão intenso que parecia que não se acalmaria facilmente nem se alguém morresse.
— Realmente estou be…
— Quem julga isso sou eu.
Era difícil para Seunghyun entender as palavras do homem. Mesmo considerando a relação entre eles, a emoção que ele explodia era incompreensível. Parecia excessiva.
— Por que…
Jaeil olhou para trás de relance. Seus olhos estavam gélidos. Diante da pergunta de Seunghyun, ele ergueu o olhar em diagonal e mergulhou em pensamentos por um momento. Ele franziu o nariz, pensando em algo.
— Pois é.
Aquela frase dita secamente, como se jogasse um objeto, também era algo difícil de Seunghyun entender.
Felizmente, os passos de Jaeil não se dirigiram para onde Go Jung-yeol estava. Não houve perguntas. Ele conduziu Seunghyun com passos um pouco rápidos. A partir do momento em que a mão que segurava a manga se entrelaçou com as pontas dos dedos de Seunghyun, ele passou a indicar a direção e até a ajustar a velocidade.
Seunghyun o seguiu, apenas observando suas reações. Foi surpreendente, pois ele expressava uma emoção ainda mais forte do que quando Seunghyun mentiu anteriormente, parecendo que ia explodir a qualquer momento. Se não fosse pela energia, ele estava tão calado que nem daria para saber que estava bravo; era impossível ler seus pensamentos.
Colocando Seunghyun no banco do passageiro e prendendo o cinto para ele, no momento em que ia se afastar, Seunghyun segurou o pulso do homem novamente.
— Vou direto para minha casa.
O homem disse o destino de perto. Ele disse isso sabendo que Seunghyun estava ansioso, temendo que ele o deixasse sozinho e fosse a algum lugar.
— … O senhor também?
— Sim.
Só então Seunghyun se tranquilizou e soltou a mão do homem.
Jaeil deu a partida e partiu, permanecendo em silêncio durante todo o trajeto. A energia ainda estava feroz. Seunghyun não tinha coragem de puxar assunto, achando estranha aquela face rígida. Suas pontas dos dedos, que se moveram hesitantemente como se quisessem verificar a marcha, acabaram apenas se fechando em punho. Seunghyun olhou de soslaio e depois voltou a visão para a janela. Diante daquela atitude desanimada em vários aspectos, os olhos desolados do homem se voltaram para o lado e depois para a frente novamente.
— …….
— …….
Antes de ir para casa, Jaeil parou brevemente em um restaurante de comida para viagem. Ele deixou Seunghyun no carro, entrou sozinho e saiu com um menu que escolheu arbitrariamente, que não pesaria no estômago. Seunghyun deu uma olhada no que foi colocado no banco de trás e se ajeitou em silêncio. A marca na sacola de papel era a mesma das caixas de comida organizada que ele havia comido no hospital. Ele parecia ter lembrado que Seunghyun disse que estava gostoso.
Não era horário de trânsito, então chegaram logo em casa. Seunghyun passou pela porta que o homem abriu e entrou no hall de entrada com familiaridade. Calçando os chinelos destinados apenas a ele e dando alguns passos para dentro, Seunghyun parou de repente. Ele, que pensou que o homem naturalmente o seguiria, estava apenas deixando a sacola de papel.
— Jante primeiro hoje.
Seunghyun piscou algumas vezes e voltou. Por que ele o teria trazido cedo se ia deixá-lo sozinho? Surgiu a dúvida. A ansiedade, naturalmente, veio logo atrás.
— Onde o senhor vai?
— Vou trabalhar.
— O senhor disse… que não tinha trabalho.
— Surgiu. Então, já volto.
Era um absurdo. Seunghyun estendeu a mão e puxou a gola do homem que ia se virar.
— Esper.
Um suspiro profundo escapou dele enquanto ele parava. O homem, que segurou lentamente a mão cheia de intenção de não deixá-lo ir, ficou em silêncio por um momento. Ao inspirar olhando para o vazio, seu peito inflou grandemente.
Virando o corpo e dando um passo à frente, ele levantou o pulso de Seunghyun. Diante da pressão que massageava pesadamente a parte interna do pulso, Seunghyun franziu levemente a testa.
— Por que isto está assim?
— …….
A outra mão se estendeu, pressionando e acariciando os lábios de Seunghyun.
— Por que estou sentindo cheiro de sangue de outro desgraçado?
— …….
A mão que desceu enquanto agarrava a de Seunghyun envolveu a cintura dele e o puxou. Uma voz escapou dos lábios que roçaram sua nuca, como se ele estivesse mastigando as palavras:
— Por que a sua temperatura está alta desse jeito?
— …….
Ele não estava calmo; ele estava se contendo. Apenas adiou por um momento, até colocar Ji Seunghyun, que o impediria com palavras de que estava bem, em um local seguro. Sua mente fervia de uma raiva que nem ele mesmo entendia, a ponto de estar prestes a derreter, mas ele decidiu começar trancando Seunghyun. Ele não queria que ninguém visse Seunghyun mesmo que fosse com uma leve agitação.
Encostando a testa no ombro de Seunghyun, Jaeil sussurrou calmamente:
— Fique me esperando.
Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna