Capítulo 34
Quando a ponta dura dele pressionou através da calcinha molhada, forçando entrada em Daisy, ela sentiu o último fio da sua razão se romper.
— Desgraçado louco! — Incapaz de conter a onda de raiva fervente, ela o xingou em voz alta.
Os olhos de Daisy reviraram enquanto sua cabeça parecia prestes a explodir. ‘Mas que inferno. Hoje você morre pelas minhas mãos.’
No instante em que seu dedo apertou o gatilho, um disparo ensurdecedor rasgou o ar.
Seu corpo torceu violentamente quando o impacto arrancou a arma de sua mão. A pistola voou pelo quarto e deslizou para debaixo da cama. O espelho na parede explodiu em pedaços, espalhando cacos pelo chão.
Ela caiu com força no colchão, apenas para, no instante seguinte, ele montar sobre ela novamente, prendendo-a debaixo de si..
Daisy afundou na roupa de cama, os braços firmemente imobilizados, sem qualquer chance de reação.
Uma leve névoa de fumaça pairava no ar. O quarto antes silencioso agora era um caos de vidro quebrado, pólvora e pânico crescente.
— Haa… haa… — Daisy ofegava, respirando descontroladamente.
— Foi por pouco — disse Maxim com uma risada baixa. — Quase morri antes mesmo de conseguir colocar.
Ela quase o matou, e ele ria como se tudo aquilo fosse algum jogo pervertido. Presa sob esse lunático, Daisy tentava recuperar o fôlego, o peito subindo e descendo com a descarga de adrenalina.
Talvez fosse o choque de ter disparado a arma, ou o fato de já fazer muito tempo desde que chegou tão perto de tirar uma vida. Seu coração batia descontroladamente, o som do tiro ainda ecoando em seus ouvidos. O sangue em suas veias, há muito adormecido, despertou de repente, correndo por todo o seu corpo.
‘Maxim estava certo. Talvez o inferno me caísse muito melhor do que o céu.’
Não sabia se era pela excitação ou pelo impacto súbito contra a parede, mas lágrimas surgiram em seus olhos, embaçando sua visão turva.
— Você manda bem no “clique-claque”, mas ainda não é tão boa no “bang”. Ficou com tanto medo só de puxar esse gatilhozinho?
Daisy ofegava por ar, seu corpo tremendo com os soluços incessantes.
— Achei que você só estava blefando, mas realmente atirou — disse Maxim, sorrindo. — Foi tão ousada. Seria um desperdício te deixar apodrecer aqui. Você tem potencial.
O elogio casual e completamente indesejado a irritou.
— Se você não fosse tão bonita, — ele acrescentou, com o tom ficando mais sombrio, — eu já teria acabado com você. Problemas precisam ser resolvidos cedo. Subestime um, e ele volta para te morder.
— Você foi até os portões do inferno e voltou, e ainda fala essas bobagens? Isso deveria ser engraçado? — ela ofegou, encarando-o.
— Estou de bom humor. Izzy até ficou molhada por minha causa.
— C-cale a boca.
— Pare de reclamar e respire direito.
Ele generosamente pressionou os lábios aos dela, soprou ar em sua boca algumas vezes e depois segurou suas bochechas molhadas.
Enquanto os dedos longos e delicados do homem enxugava suas lágrimas, a visão dela clareou, revelando a verdadeira natureza de Maxim von Waldeck em detalhes nítidos. Cada faceta oculta do seu ser estava exposta diante dela.
‘Porra.’ Aquilo era a última coisa que ela queria ver.
Daisy fechou os olhos com força e os abriu novamente, se perguntando se havia visto errado. Não tinha como ter se enganado com algo daquele tamanho.
Não importa quantas vezes ela fechasse e abrisse os olhos, nada mudava.
Bem… era justo mostrar a ela como é.
— …Eu consigo ver — Daisy murmurou, com os olhos vidrados.
— O quê?
— Seu… negócio. Eu consigo ver tão claramente.
— Eu sei.
— Você não está mostrando isso de propósito, está?
— Sim. Estou confiante, por isso estou exibindo. Você não percebeu? — Dito isso, ele desamarrou completamente o roupão, revelando seu corpo nu sem hesitação.
‘Tudo bem. Se ele vai exibir com tanto orgulho, então também posso dar uma boa olhada.’
Mas não era apenas provocativo. Seu corpo nu era, simplesmente, impressionante. A palavra “sexy” nem chegou à sua mente. O que ela sentiu primeiro foi algo mais próximo de admiração.
Seu corpo era surpreendentemente limpo, nem uma única cicatriz à vista. Inacreditável, para um homem que passou anos como mercenário, rolando na lama e no sangue de inúmeros campos de batalha.
No entanto, não havia nada artificial. Seus ombros largos e peito sólido irradiavam força, sua pele exalando um aroma quente e masculino que parecia se intensificar mesmo sem contato.
Enquanto seu olhar descia, ela sentiu uma onda de calor subir em seu peito. Seus olhos passaram pelo abdômen definido até inevitavelmente pousarem naquilo que sempre a fazia recuar — o que mais a assustava.
Daisy examinou lentamente a massa colossal que se erguia bem acima do umbigo dele. Pouco antes, ela quase esmagara sua cabeça.
Como pode nessa situação extrema, como aquilo ainda podia estar tão ereto?
Mesmo para alguém que gostava de emoções fortes, isso parecia um exagero.
Vendo com os próprios olhos, era muito maior do que imaginara. Apesar do tamanho intimidador, sua superfície lisa e sem imperfeições parecia limpa mesmo na penumbra.
Por mais irritante que fosse, era inegavelmente algo digno de se gabar.
— Obrigado por admirar com tanta devoção. Eu sei que meu pau é bonito.
— Eu não disse nada. Por que fala essas coisas absurdas?
Agora ele também é telepata? Daisy negou firmemente.
— Ah, seu olhar estava tão terno e melancólico. As pessoas geralmente perdem as palavras quando encontram algo verdadeiramente extraordinário, não é?
— Você está enganado — disse Daisy.
— Não diga coisas que não quer dizer. Objetivamente, é bonito, não é? Grande e eficiente.
‘Não, só usando pra saber.
Como dá pra saber o desempenho só olhando?’
Daisy queria contestar cada ponto, mas sabia que só iria se cansar, então manteve a boca fechada teimosamente.
— Mas de que adianta ser bonito se for inútil?
— …
— Izzy, com seu tal “Sabor do Paraíso”. Fugindo com bolo e sendo pega.
— Eu comprei para comer sozinha de manhã, sabia? Só mudei de planos e comi mais cedo. Eu não roubei.
— De qualquer forma, doce à noite estraga os dentes.
Daisy resmungou, e Maxim a repreendeu como uma criança. Mesmo enquanto falava, o homem agarrou o membro, erguendo-o e acariciando-o como uma arma refinada.
— À noite, você deveria comer isso em vez de doces. Isso também é sabor do paraíso Quer experimentar?
— Dispenso — disse Daisy.
— Por quê?
— Estou com muito medo. Você é… grande demais.
— Não é tão grande assim.
‘Ah, para de mentir. Aquilo é praticamente um porrete. Era inacreditável.’
— Não, definitivamente é grande.
— Como você sabe? Comparou o pau de homem?
Por um momento, os olhos de Maxim brilharam com intenção assassina.
— Eu realmente preciso comparar? Com esse tamanho… dá para saber só de olhar!
— Não é grande. Desculpe, mas nem está totalmente duro ainda…
‘Meu Deus. Que desculpa horrível.’
— De qualquer forma, dispenso. Tire essa coisa da minha vista antes que eu pegue uma arma e atire.
‘Eu não deveria olhar. Se eu não olhar, ele vai parar de falar essas besteiras.’
Daisy virou a cabeça bruscamente, desviando deliberadamente o olhar do membro exposto de Maxim empurrado diante dela.
— Achei que você só estava com medo porque nunca tinha visto um antes, por isso mostrei. Mas você odeia sem nem olhar — Maxim murmurou, como se lamentasse seu destino. — Por que você odeia tanto? O que ele te fez?
‘Precisa haver um motivo para odiar algo? Vou me divorciar de qualquer jeito, então não há necessidade de ver essa parte dele.’
— Eu li que a maneira de superar uma aversão é associá-lo a algo que você gosta.
— …
— Eu também não queria ir tão longe. Mas o que posso fazer? Izzy gosta de chantilly, então…
De repente, o doce aroma de chantilly encheu o ar, seguido por um som de algo sendo esfregado.
‘O que ele está fazendo?’
Mal o pensamento se formou, Maxim segurou a bochecha de Daisy com uma mão, seus olhos fixos nos dela.
— Já que estamos comendo bolo… pensei em te fazer provar um pouco de mim também.
Ele começou a espalhar chantilly em si mesmo. A cada movimento da sua mão grande em volta do membro carnudo, o som de fricção pegajosa ficava mais alto, e o pênis aumentou visivelmente de tamanho.
‘Até onde isso vai crescer?’
— Que absurdo é esse?
— Pensei em passar chantilly nele e te deixar provar. Talvez você ache que o meu pau tem um gosto melhor que o chantilly.
— Não! Se você enfiar uma coisa dessas em mim… vai rasgar.
— Se você está com medo de colocar, então… que tal tentar chupar primeiro?
Daisy sabia que Maxim era um pervertido, mas aquilo ia além de qualquer senso comum. Enquanto aquela depravação inimaginável se desenrolava diante dela, seus olhos arregalaram de horror, incapaz de reagir.
— Espera, se você tem medo que eu te rasgue, então é melhor te preparar bem antes.
Aproveitando a oportunidade, Maxim se inclinou, sussurrou em seu ouvido e habilmente puxou sua calcinha para baixo com uma mão.
Continua…
Tradução: Elisa Erzet