Capítulo 08
Verão
Independentemente de os sogros estarem ou não enrolados por ele, Gong Pyeonghwa, animado com a ideia de ir à praia no fim de semana, estava ocupado debatendo com as crianças o tema: “Neste fim de semana, que marmita é a melhor?”.
— Vamos lá, de forma planejada, organizamos só o necessário e compramos exatamente isso no mercado. A gente gasta tempo demais quando vai ao mercado.
— Basta o papai se comportar! Eu e o Rouni não temos problema!
— Muito afiado.
Diante da observação precisa da filha, Gong Pyeonghwa admitiu rapidamente.
— Por isso a Isul tem que fiscalizar bem para o papai não se distrair. Entendeu?
— Aiai. Só posso confiar em mim mesma, né.
Essa menina, sério… Como pode ser tão igual a mim quando eu era criança? Sinceramente, era um pouco chocante.
Como pode ser tão igual a uma infância que ele nunca contou nem mostrou?
Isso também é força dos genes?
Prestou reverência à força maravilhosa da hereditariedade e fez a lista de compras.
Para Roun e Isul, comida com pouco sal, nada muito forte e, de preferência, coisas em porções de uma mordida.
Frutas da estação e comidas mais fortes para os adultos!
Pensando em sentir o mar à vontade numa casa de campo privativa, fazer churrasco e tirar montes de fotos dos filhos brincando na água, encheram o carrinho até transbordar.
Com a ajuda de Isul, guardaram tudo na geladeira e os três fizeram um lanche.
Depois de dividirem panquecas e lavarem a louça, Gong Pyeonghwa também estava exausto.
Se lhe mandassem fazer musculação por oito horas ele faria, mas cuidar de duas crianças era mais cansativo do que isso.
No fim, a família inteira deitou junta no sofá e tirou um cochilo tardio.
As crianças, que já dormiam muito, e o papai Pyeonghwa, exausto da criação, dormiram profundamente até o papai Saebyeok voltar do trabalho.
— Hum.
Normalmente a família viria em bando até a entrada dizendo “bem-vindo”, mas ninguém apareceu.
Como esperado. Os três dormiam no sofá em posições acrobáticas.
“Os três devem ter ficado empolgados com a ideia de ir à praia amanhã.”
Saebyeok riu em silêncio e os cobriu com uma manta.
Enquanto trocava de roupa, as posições já acrobáticas ficaram ainda mais extremas.
Os três acordariam reclamando de dor muscular.
Saebyeok segurou o riso, tirou fotos e corrigiu as posições para que dormissem confortavelmente.
Como as crianças se acomodavam como gatos sem consideração entre as pernas e perto da nuca de Gong Pyeonghwa, primeiro tirou as crianças para um espaço mais amplo. Ficou bem mais estável.
Quando ia ajeitar a posição de Gong Pyeonghwa, este o puxou para um abraço.
— Acordou?
— Hmm. Se o marido me toca, claro que eu acordo na hora.
Não era fingimento; ele realmente tinha acabado de acordar, pois ainda estava de olhos fechados e com a voz completamente rouca.
Uma voz grave, que parecia ressoar. Gong Pyeonghwa normalmente dormia mais tarde e acordava mais cedo do que Saebyeok, então fazia tempo que ele não ouvia aquela voz rouca.
Gong Pyeonghwa murmurou baixinho como quem faz manha e esfregou a bochecha na nuca de Saebyeok, choramingando.
E não parou aí: por hábito, abraçou Saebyeok e o beijou em vários lugares.
Quando Saebyeok começou a rir baixinho pelas cócegas, os olhos fechados dele se encheram de travessura, já despertos.
Beijinhos. Os lábios que rastejavam pela nuca subiram até os lábios.
— Ah, que isso.
— Eu só quero beijar o que é meu, e daíí.
Se for para fazer, faça em algum lugar confortável. É porque está fazendo no sofá desconfortável com as crianças deitadas.
Além de estar por cima de Saebyeok, ele chupava seus lábios num sofá em que Isul e Roun dormiam acima da cabeça deles.
E ainda por cima, o seu de baixo está cada vez mais…
— As crianças vão acordar.
— Têm que acordar, ora. Ainda não jantaram.
Agora, descaradamente, mordia e chupava a ponto de fazer barulho.
E, com o som constrangedor dos beijos dos pais, Isul, de bons ouvidos e boa escuta, esfregou os olhos e perguntou:
— Papais. Estão namo-rando?
Ai, que susto. Assustado, Saebyeok empurrou Gong Pyeonghwa sem querer. Felizmente (?), Gong Pyeonghwa, que recuperara o peso do auge, não se moveu facilmente.
Pelo contrário, abraçou Saebyeok ainda mais ostensivamente.
— Claro. Os papais namoram.
— Ei…
— O papai Saebyeok namorou o papai Pyeonghwa e casou, então não pode casar com a Isul. Aproveita e desiste.
Diante da fala provocativa de Gong Pyeonghwa, Isul, que tinha acabado de acordar, se recompôs e deu um pulo!
— Por quê!
— Por que você diz isso.
Quando Saebyeok reclamou, Gong Pyeonghwa se manteve firme.
— Já está na hora de a Isul saber e aceitar. Você, quando a Isul disse que ia casar com o papai Saebyeok quando crescesse, ficou com a boca rasgada de tanto sorrir. Não esqueça que você é casado. Tenha consciência. Eu reconheço o bom gosto da Isul, mas o que não pode, não pode. Mirar no marido do papai. Ondeee!
Isso é mirar? Filha querer casar com o pai é coisa que se diz. Quer dizer só o quanto ela ama o pai.
— Papai chato! Se divorcia logo! Divórcioooo!
Diante do escândalo de Isul, Roun também acordou e começou a chorar aos berros.
— Mesmo chorando, já está na idade de aceitar! Daqui a pouco já vai para o jardim de infância!
— Aii, que confusão.
Saebyeok tapou os ouvidos com cara de exausto e se afastou discretamente.
São três crianças. Três.
Caótico, exaustivo, barulhento, disperso, cheio de energia, fofo.
— Estou com fome.
Mesmo brigando aos gritos, todos se ligam à voz baixinha de Saebyeok.
— Está com fome? Vamos comer. Vamos comer.
— Tem que comer!
— Papinha!
Como se nunca tivessem brigado, foram para a cozinha em fila indiana, como um trenzinho.
— Lava a mão.
— Pega a colher.
— Aaam.
Ah. Que fofo.
Sentado, Saebyeok cuidou da papinha de Roun e teve um jantar delicioso.
A partir de amanhã começavam as férias de verão de Saebyeok, uma semana, e todos estavam animados dizendo que o mar chamava a família.
Sairiam já de madrugada, e ficavam falando sem parar sobre o que comeriam lá e do que brincariam.
Com o peito inflado de expectativa, Isul e Roun tentaram à força pegar no sono que não vinha.
Achou que fosse só coisa de criança, mas Gong Pyeonghwa, um adulto e tanto, também estava ocupado piscando os olhos bem abertos.
— Não vai dormir?
— Estou tão animado que não consigo dormir.
“É a primeira vez que vai à praia?”
Na verdade, ele não conseguia dormir por ter tirado um cochilo bem longo. Gong Pyeonghwa continuou sem conseguir dormir por um bom tempo depois, e ficou brincando com a mão do marido adormecido.
“Hihi.”
Rindo sem som, com medo de que o marido acordasse com sua risada.
☆(*^о^)乂(^-^*)☆
Verão.
Vamos listar as palavras que vêm à mente ao pensar em verão.
Mar, melancia, férias escolares, folga, sorvete, cerveja, samgyetang…
E temporada de chuvas.
— …
Assim que chegaram à casa de campo, dramaticamente, começou a chover.
Achou que fosse só uma pancada passageira, mas não havia sinal de parar. Simplesmente despencava.
— Papai… Quando a chuva para…?
Isul perguntou com cara desanimada.
— Pois é…
Tanto Gong Pyeonghwa quanto Isul colaram o rosto no vidro da janela e soltaram um “hmmm…” deprimido.
Tanta espera e expectativa! E um desastre natural! Uma calamidade que mãos humanas não resolvem!
Assim como Isul não pode casar com o papai Saebyeok quando crescer, com essa chuva não dá para entrar no mar.
Mesmo sendo óbvio, Gong Pyeonghwa, tão incapaz quanto Isul de aceitar a realidade, bateu no chão junto com ela.
— Argh!
— Que revolta!
Roun também veio andando gingando e se sentou ao lado, batendo no chão junto.
Só Saebyeok, para quem tanto fazia entrar ou não no mar, engoliu o riso diante das costas patéticas da família.
Dava pena, era lamentável, era comovente.
Mas a visão de Roun sentado de fralda parecia a bunda de uma mamangaba.
“Que fofo.”
Uma mamangaba de bumbum gordinho, um esquilo igualmente redondo, e um gato bem grande, mas ainda assim fofo.
Gravou um vídeo rindo em silêncio.
— Eu ia fazer o milho com manteiga que a Isul adora e assar as batatas que o Roun adora. Ia comer lula com manteiga, caranguejo assado, costelinhas assadas e beber cerveja com você! Assim não dá para fazer churrasco nem entrar no mar! Buááá!
— Não pode ser issoo!
— Poddee!
Coitados.
Coitados de dar dó.
— Como tem uma área separada de churrasqueira, comer ouvindo o som da chuva pode ser até melhor. E o mar… tem a piscina no subsolo. Com a piscina não dá?
— Não dá! Água do mar e água com cloro são sensações completamente diferentes!
Ah, entendi…
De fato, todo mundo gosta de brincar sob o sol.
Do ponto de vista de quem tira fotos, a luz natural também era melhor.
— Mesmo assim, por ora vamos fazer o churrasco conforme o planejado.
A chuva não pararia em poucos dias? Parecia que ia parar já no dia seguinte. Mesmo agora, a chuva estava mais fina do que antes, parecia que ia parar logo.
Hoje seria difícil, mas em breve.
Depois de filmar tudo o que queria, Saebyeok acalmou e consolou a família.
— Vamos, vamos. Nossos fofinhos. Vamos nos preparar para comer.
Ao comando de Saebyeok, Gong Pyeonghwa se moveu primeiro, e as demais crianças, como se quisessem ajudar nem que fosse com patinhas de gato, também se moveram atrás.
Não faziam nada em especial, apenas se penduravam nos joelhos dos pais, mas enfim.
— Tomate-cereja para a Isul.
— Assopra! Tem que assoprar!
— Já assoprei.
— Mais uma vez!
Assopra! Assopra! Assopra! Aff! Que exigente! Exigente igualzinho ao pai! Pyeonghwa e Isul discutindo.
E:
— Roun, aaah.
— Aaam!
O dócil Saebyeok e Roun.
O primeiro dia das preciosas férias de Saebyeok terminou, por causa do temporal, comendo umas costelinhas, uns caranguejos, tocando gaita no milho com manteiga, assando algumas vieiras e comendo umas batatas de casca bonita e queimada mas interior perfeitamente cozido.
De qualquer modo, amanhã a chuva pararia, e amanhã seria um dia ocupado de brincadeiras.
…era o que pensavam?