Capítulo 02
Gong Pyeonghwa afastou discretamente o vinho e se enfiou à força nos braços de Saebyeok.
Como era maior do que ele, a cena de ser abraçado ficou meio engraçada, mas isso não era o importante agora!
Gong Pyeonghwa, com o corpo bem colado, desenhava corações no peito de Saebyeok.
— Sabia?
Vendo Gong Pyeonghwa se fazer descaradamente de tímido, era claro que alguma coisa ia acontecer. Pelo fato de ele ter passado a falar formalmente de repente, era altamente provável que fosse um roleplay.
Saebyeok perguntou com metade de expectativa, metade de tensão:
— Sabia o quê?
— Eu moro sozinho e fico bêbado fácil.
Fingindo prender atrás da orelha o cabelo curto e falando com voz maliciosa — era impossível não rir.
Ah, sério, o que é isso. Saebyeok segurou o riso e falou o mais severo que conseguiu:
— É seu hobby beber e chamar homens em casa?
Mas com a voz cheia de riso e o olhar daquele jeito, não soava nem um pouco severo.
— Sim. Amanhã eu também vou chamar meu namorado no meu apartamento para brincar.
— Você tem outro namorado além de mim?
— Não tenho. Então dorme aqui.
Como se não aceitasse recusa, ficou devorando os lábios de alguém que também não tinha a menor intenção de recusar.
Claro, naquele dia não foram até o fim.
A primeira vez que dormiram juntos aconteceu, conforme o plano de Gong Pyeonghwa, cercada de um evento clássico e tradicional.
▶▶▶
— Ei, meu marido.
— Hã?
— Hoje as crianças não estão, hein?
Gong Pyeonghwa, assim que entraram em casa, puxou Saebyeok pela cintura e esticou os lábios.
Saebyeok beijou levemente aqueles lábios e abraçou o pescoço de Gong Pyeonghwa. Em vez de um beijo denso com língua, aproveitou à vontade os selinhos que colavam e descolavam fazendo barulho.
Saebyeok soltou os braços que envolviam o pescoço, deu tapinhas na bunda de Gong Pyeonghwa e despejou palavras decepcionantes, dizendo que era melhor tomarem banho e se prepararem para dormir.
— Hng!
— Amanhã a gente combinou de levar as crianças ao parque de diversões.
Como Gong Pyeonghwa só podia ir em poucos brinquedos, quem teria que andar nos brinquedos com Isul seria, com alta probabilidade, Saebyeok.
E ainda quer transar? Se desse para terminar em uma vez, tudo bem, mas você não consegue.
Saebyeok beliscou a bochecha de Gong Pyeonghwa sem machucar e disse aquilo.
— Mesmo assim. Hoje é um dia incrível. É o primeiro dia em que soubemos que fizemos a marcação!
Parecia que só tinham percebido isso um ano depois, mas não podia ser.
Saebyeok também não desconhecia o sentimento de Gong Pyeonghwa. Ele também achava Gong Pyeonghwa ainda mais adorável e querido hoje.
— Amanhã. Amanhã a gente faz.
— Amanhã não vai estar cansado? E amanhã as crianças vão estar em casa…
— Minha mãe e a Noeul disseram que querem ver nossos filhos.
Ah. Então não tem jeito, vamos deixá-los lá.
Não haveria alternativa senão deixar meus preciosos filhos, que eu colocaria no olho sem doer, na casa dos meus pais.
Diante do fato de que sentiria saudade e não poderia vê-los, as lágrimas embargaram sua visão.
— Está gostando demais.
— Não. Eu estou muito triste agora.
— Então finge chorar pelo menos.
O jeito de sorrir radiante era muito bonito. Mas se Isul soubesse ia virar o mundo do avesso de novo.
— Está bem. Então hoje vamos tomar banho juntos e dormir.
Gong Pyeonghwa ergueu no colo Saebyeok, que passara de namorado a marido.
Enquanto caminhava, ia tirando camada por camada da roupa do marido, liberando feromônios e apalpando com jeito.
Quando entraram no banheiro, os dois já estavam completamente eretos.
— Hein? Nosso Saebyeok está bem duro? Vou ter que mexer nele?
— Ah, hmm…! Não faz, hn, ah…!
Abraçando Saebyeok por trás, chupava-lhe a nuca enquanto segurava seu sexo e o sacudia rápido.
O som seco de pele batendo, tá-tá-tá-tá, misturado ao som da água caindo do chuveiro, lembrava as vezes em que transavam sob um edredom grosso, contendo a respiração ali dentro.
Aquela sensação de faltar oxigênio, sufocar, ficar preso, concentrar-se no som da respiração ofegante, e ficar ainda mais excitado com o calor todo.
Saebyeok, sem perceber, mexia o quadril e gemia enquanto passava a mão pela coxa de Gong Pyeonghwa.
A nuca que era chupada de forma escorregadia começou a arder. Talvez ele tivesse se assustado e se excitado com o contato sexual repentino, apertando muito a mandíbula.
Aquela sensação ardida era tão eletrizante quanto quando era penetrado na cama, e o corpo tremia.
Saebyeok virou a cabeça, beijou Gong Pyeonghwa e esfregou o pedaço de carne grosso que sentia entre as nádegas.
Por dentro coçava e ao mesmo tempo fervia, e na cabeça era como se houvesse uma nuvem espessa, tudo nebuloso e tonto.
Quando voltou a si, estava agarrado à parede, sendo sacudido sem noção.
— Ah, ah…! Hn, ah! É-é bom, hnn!
— Haa, eu também, hn, gosto, demais.
Gong Pyeonghwa mordia o lóbulo da orelha de Saebyeok e mexia o quadril com afinco.
Se dependesse da vontade, ele queria entrar, mas, com medo de assustar o seu fofo marido, enfiou entre as coxas e esfregou.
Cada vez que roçava o períneo e os testículos e esfregava o mamilo, ouvia um gemido lascivo que era difícil de suportar.
Quanto mais beliscava, esfregava e provocava o mamilo, mais intensa ficava a ideia de deitá-lo e chupar aquele mamilo empinado.
Chupar o mamilo enquanto penetrava, e ver como ele gemia desesperado e colava o corpo — como isso era adorável!
Era erótico e fofo a ponto de fazer surgir um terceiro filho na hora.
— Amor, vamos para a cama? Hein?
Gong Pyeonghwa provocava, tapando com força a uretra para o marido não gozar.
— Hnn, ah, rápido…
Vendo-o implorar tentando de todo jeito afastar a mão que impedia a ejaculação, ficou com pena e abriu um pouco o caminho, e o líquido escorreu sem parar.
O sêmen foi levado pela água.
— Haa…
Vendo Saebyeok arfando e tremendo, a boca de Gong Pyeonghwa se encheu de saliva.
Gong Pyeonghwa segurou Saebyeok, que cambaleava, e sacudiu o próprio sexo.
Gozou sobre as nádegas do marido e apreciou lentamente até o sêmen ser lavado.
“Uau. Que paisagem.”
A cintura fina e as nádegas redondas. O sêmen escorrendo pelas nádegas até as pernas. O som da respiração pesada e a nuca avermelhada.
Não havia nada ali que não fosse bonito.
Gong Pyeonghwa apreciou as linhas do corpo do cônjuge com profunda comoção, como quem observa uma obra-prima, e ensaboou a esponja.
— Eu te lavo direitinho.
— Quero dormir…
Talvez tivesse sido melhor ir direto para a cama. Fazer atos quase sexuais nem na banheira, mas debaixo da água, esgotou-lhe as forças.
E até engolira tanta água que estava com a barriga cheia.
Não, o problema não era esse.
Sua visão girava.
— E-eu, de repente estou cansado demais…
— Hã? Amor? Querido! Saebyeoookaaa!
Gong Pyeonghwa soltou o grito que vinha segurando e ergueu no colo o marido que desmaiara de tontura.
Deitou-o na cama, abanando-o, e se arrependeu, e se arrependeu de novo.
Já tinha ligado a água quente, então o oxigênio devia estar escasso, e ainda por cima liberara feromônios demais sem perceber.
Gong Pyeonghwa se arrependeu batendo no chão.
Fazer o marido desmaiar por estar cego de tesão imediato! Marido desqualificado! Desqualificado!
— Argh!
Gong Pyeonghwa se lamentou e chorou por um bom tempo, e talvez esse sentimento tenha chegado até ele, pois Saebyeok abriu os olhos.
— O que você está fazendo…
Um pouco tonto, mas bem, Saebyeok puxou para a cama Gong Pyeonghwa, que estava de joelhos no chão fungando.
— Aiii… Que horas são?
— Snif. 21h38.
Era um horário ambíguo demais tanto para se divertir bastante quanto para simplesmente dormir.
Pensou em fazer uma sessão leve de carícias antes de dormir, mas sinceramente estava com dor de cabeça e seria difícil.
— Snif. Você está bem?
— Hã? Sim… Sim.
Vendo o peito que aparecia por entre o roupão, talvez desse?
— Hoje vamos dormir um pouco mais cedo. Ai. Por ter um marido incompetente, olha o que acontece. Em vez disso, vamos ao hospital? Isso! Vamos ao hospital!
— Não. Estou bem.
Sinceramente, ir até o hospital era preguiça demais. Tinham acabado de tomar banho, sair para onde?
Era só uma tontura leve.
— Vamos só ficar deitados conversando um pouco e dormir.
— Sim, sim! Mas se sentir o menor desconforto ou algo estranho, fala na hora. Entendeu? Não, nem precisa falar. É só liberar um pouquinho de feromônio. Entendeu?
— Já entendi.
Meu marido se preocupa demais.
Saebyeok fez travesseiro de braço para o marido e o acalmou com carinho. Gong Pyeonghwa se recuperou rapidamente e, como se nada tivesse acontecido, ria e tagarelava.
Saebyeok, que ouvia com gosto a tagarelice do marido, percebeu que, desde antes, seu olhar ia sem querer para o vão do peito do marido.
Não era de propósito, era só que estava tão bem posicionado… enfim, a vista de Saebyeok agora era boa.
Quando transaram pela primeira vez, a vista era exatamente essa.
— Você está me ouvindo agora?
— Hã? Sim. Estou ouvindo.
O seu peito está falando com afinco desde antes.
— Não. Você está pensando em outra coisa. O quê! O quê! Em que você está pensando enquanto está comigo!
— Não, quer dizer, não estava pensando em outra coisa estando com você.
Saebyeok enfiou discretamente a mão pelo roupão aberto e apalpou o peito largo.
Diante do toque repentino, Gong Pyeonghwa apenas piscou e, como se nunca tivesse ficado bobo, curvou as sobrancelhas e forçou uma voz manhosa:
— Hmmm.
Tirou o roupão naturalmente e colou o corpo. Descaradamente, colocou a mão de Saebyeok em seu peito para que ele tocasse à vontade.
E então ele também desceu pela lombar de Saebyeok, apalpando a carne macia.
— Se não estava pensando em outra coisa estando comigo, em que estava pensando?
Saebyeok, sem perceber, apalpava o peito diante de si e depois percorria o abdômen definido.
— Ah, não. É que. A gente, eu lembrei de quando dormimos juntos pela primeira vez. Estava pensando nisso.
Vendo o abdômen estremecer e se contrair a cada toque de dedo, engoliu em seco.
O corpo dele estava muito melhor do que na primeira vez…
— Você, tendo o eu do presente diante de si, lembrou do eu do passado? Isso também é traição?
— Ah, que isso. Por que isso seria traição?
Você é que abriu o peito primeiro. É apetitoso. Você é que me fez lembrar!
— O que eu tenho de pior do que o Gong Pyeonghwa de vinte anos! O passado é idealizado! O eu de agora é melhor do que o eu de antes! Se excita com o eu de agora! Você projeta um pirralho daqueles em mim? Que absurdo!
— É você mesmo, hein.
— Mesmo assim!
O que “mesmo assim”. Mesmo assim.
— Você, você. Você! Se existissem o Gong Pyeonghwa de vinte anos e o eu de agora? Qual você escolheria?
— Por que uma coisa dessas…
— Suponha! Mesmo que não aconteça, suponha! Pense a respeito!
De novo me obrigando a coisas estranhas. Saebyeok decidiu, de todo modo, entrar na brincadeira do marido.
Gong Pyeonghwa de vinte anos e Gong Pyeonghwa de trinta.
“Hã? O Gong Pyeonghwa de vinte anos me chamaria de hyung?”
Com aquele rosto infantil me chamando de hyung e se agarrando, e à noite ganindo “hyung, hyung”?
O Gong Pyeonghwa de vinte anos tinha um charme bem mais fofo do que agora. Na época eram jovens juntos, então nem pensava nisso, mas hoje, pensando bem, como ele era desajeitado e fofo.
Na primeira vez em que transaram também foi assim.
Saebyeok já estava pronto para entregar a virgindade no instante em que pisou em solo americano, mas Gong Pyeonghwa quebrava a cabeça dizendo que a primeira vez era importante.
Como o próprio namoro começara sem clima nenhum, ele jurava, sem que ninguém pedisse, que a partir dali não haveria mais nada assim e que tornaria cada momento especial.
Para Saebyeok, tanto fazia.
Como a própria existência de Gong Pyeonghwa era algo tão incomparável e excepcional na vida de Saebyeok, com ou sem datas comemorativas ou eventos, todo dia era cheio de coisas incríveis.
Mas Saebyeok também era homem, e queria transar com o namorado.
Deram as mãos, deram selinhos, se beijaram, se tocaram, liberaram feromônios à vontade e rolaram nus, mas só faltou o sexo com penetração?
Será que é porque ele é homem que causa rejeição? Nesse caso, o que eu faço? Vou ter que viver só de carícias a vida toda?
Isso ele não queria.
Então fingiu estar ocupado, não tomou banho de feromônios nem tomou supressor.
Torcendo para o ciclo de cio estourar! Quando estivesse a sós com Gong Pyeonghwa! Torcendo para que, sem alternativa, o ciclo de cio estourasse!
Mas, talvez por estar muito estressado, ou porque Gong Pyeonghwa aparecia de repente e lhe dava banho de feromônios, não havia sinal de que o ciclo viria.
Meio resignado, foi como sempre à casa do namorado.
Comeu a comida deliciosa que o namorado preparou, teve um pouco de contato físico, tomou banho.
Foi para o quarto de roupão para deitarem juntos, conversar e dormir abraçados, mas eis que…
◀◀◀
— A-ahem.
Um aroma agridoce que invadia o nariz e uma iluminação suave.