Capítulo 22
Nesse meio-tempo, a entrevista continuava.
— Não é cansativo?
— É que são crianças que realmente dão pouquíssimo trabalho. As crianças são tão boazinhas que eu me pergunto se posso receber todo esse dinheiro. C-claro, talvez seja porque o… pai?
Nam Uri olhou de relance para Gong Pyeonghwa ao falar. Parecia estar medindo como se referir a ele.
— O seu marido? Está presente, talvez seja por isso, mas eles são bastante espertos e cheios de amor. Chego a querer aprender qual foi a filosofia de criação dos senhores…
— Filosofia de criação.
Saebyeok, ajudando de forma indiferente e discreta Gong Pyeonghwa, que lutava para separar as folhas de myeongi, disse:
— Eu queria que nossos filhos dessem muito trabalho. Que fizessem todo tipo de manha absurda e birra.
Que crescessem como crianças, livres, sem medir a cara do cuidador, mas sem serem vulgares e com saúde — não desejava mais nada.
— Ah! Com certeza! Eu também acho que criança tem que ser criança. Mas parece que eles têm temperamento naturalmente dócil. Não é que não tenham vontades. Só a Isul, por exemplo…
Nam Uri elogiou Isul mencionando os hábitos e a personalidade dela que descobrira nesses poucos dias.
Foram desfiados conteúdos difíceis de saber em tão pouco tempo se ele não tivesse observado direito.
— O senhor gosta muito de crianças, pelo visto.
— Ah, sim! Há muito que aprender entre a pureza e a inexperiência delas… É que as crianças são tão lindas que eu gosto.
Ele parecia mesmo uma boa pessoa. Ao menos não parecia alguém que maltratava crianças na ausência dos responsáveis.
— Sei que o senhor ainda não é casado; eu gostaria de manter um cuidador pelo menos até nossos filhos entrarem no ensino fundamental.
Quando perguntou se tudo bem, já que buscava alguém para longo prazo, a cabeça de Nam Uri girou rápido.
Isul com 3 anos, Roun com 1. Contando até a entrada no fundamental, pelo menos 7 anos. Cuidar por 7 anos, de segunda a sexta, cinco dias por semana, de duas crianças comuns e nem malcriadas, e receber salário de grande empresa? E ainda por cima, o tempo em que as crianças estão no jardim é meu tempo livre. Só de calcular a rescisão, quanto dá? É moleza!
— Eu planejei minha vida a partir dos 40. Até lá, quero interagir com as crianças e, com calma, tentar fazer livros infantis. Não penso em casar e, muito menos, em ter filhos.
Majestade, será que só acreditará na minha sinceridade se eu cortar o membro e me tornar eunuco? Nam Uri falava sério.
Ele se manifestou como ômega, mas nem por isso tinha confiança de fazer certas coisas com um homem.
Só de imaginar dava náusea. Nam Uri gostava de mulheres.
Mas, sendo um homem que se molha atrás quando se excita, como era difícil encontrar uma mulher com esse gosto peculiar, até agora ele fora casto à força.
Não parecia que encontraria a mulher do destino em 7 anos; então, nesse meio-tempo, não seria melhor ao menos juntar bastante dinheiro? Até os eunucos tinham esposas porque tinham dinheiro!
Nam Uri sentiu profundamente o valor do dinheiro durante o período forçado de desemprego.
Saebyeok, estranhamente, sentiu em Nam Uri, que ardia em pura ganância material, um quê do secretário Kang.
— E-entendo o seu entusiasmo. Mas ouvi dizer que o senhor não gosta muito de atividades externas.
— Ah, eu não gosto de futebol, não é que eu não goste de atividades externas.
Ele só não gosta de futebol? Gong Pyeonghwa quase interveio, incrédulo, mas felizmente se conteve.
— Eu gostaria que nossos filhos tivessem muitas experiências. Não se preocupe com dinheiro e leve-os a atividades externas. Nessas ocasiões eu designo motorista e assistente, então basta avisar com antecedência.
— O senhor está dizendo que…?
— Cuide bem dos nossos filhos, por favor.
Nam Uri comemorou por dentro. Nunca houve um dia assim em sua vida.
— V-vou cuidar deles com afinco, com dedicação e bem!
— E também, hum, eu sou um pouco sensível a feromônios. Peço que os controle bem e use desodorante para Feromônios com frequência.
— Ah, sim! F-foi porque eu estava nervoso! Agora não vou deixar vazar nem um pouco!
Porque agora sou efetivo!
— Ficaria desconfortável comer conosco, então coma com calma e saia depois. Um motorista o levará. Foi um prazer.
☆(*^о^)乂(^-^*)☆
— Oh. Eu achei que seria uma entrevista de pressão.
— Se fosse isso, eu não teria mandado trazer as crianças.
— O senhor Nam Uri deve ter agradado, né? Nosso diretor fez menos perguntas do que eu esperava.
— Bom, observando esses dias, as crianças parecem à vontade com ele, ele não parece ter capacidade para nada grandioso e não há motivo determinante de desqualificação. Aparência asseada é uma inocuidade que não parece capaz de influenciar mal as crianças.
Uma pessoa não se conhece vendo uma vez só. Falando francamente, até o Hwang Jincheol devia parecer normal na entrevista, e por isso foi contratado.
Se não há motivo de desqualificação, é melhor mantê-lo por perto e observar.
Não é que ele confie plenamente em Nam Uri. Por ora, Isul e Roun não parecem desconfortáveis, então achou que dava para observar. Mesmo que não agora, as pessoas relaxam a qualquer momento. Nesse caso, basta colocar ao lado alguém que sirva de estímulo mútuo.
— Acho que precisamos contratar também um assistente exclusivo para as crianças.
— Isso eu pretendo fazer por indicação do mordomo Hwang.
Nesse tipo de coisa, profissionais com currículo comprovado são melhores. A sintonia com as crianças também é importante.
— A Isul já dormiu?
— Sim. Hoje ela ficou bem animada, então é normal estar exausta.
Isul, dizendo que para virar coelho era preciso ir à montanha, forçou uma escalada logo depois do café da manhã.
Claro que, depois de subir um pouco a ladeira, ela reclamou que estava difícil e choramingou para ser carregada, transformando só Gong Pyeonghwa em alguém que escalou com afinco.
— Mas você está bem? Eu não sabia que você se importava tanto com feromônios. Você era sensível assim?
— Sei lá. O cheiro me incomoda sutilmente.
Se é sensível a feromônios, por que não se importa com os feromônios do secretário Kang nem do gerente Dok? Gong Pyeonghwa ficou levemente enviesado, mas, achando que pareceria desconfiança à toa, não disse em voz alta e apenas pensou.
— …Enfim, ele parece uma boa pessoa, então vamos seguir com o senhor Nam Uri, e nós vamos fazer a marcação.
— Hoje!
— Só a marcação. Se a gente pegar fogo, acho que vamos esquecer de novo.
Nem falei direito ainda. Com a declaração de “chega de noites em que ossos e carne ardem”, ele ficou abatido.
— Está bem…
— …Vamos só tocar.
Diante da palavra “tocar”, Gong Pyeonghwa recobrou o ânimo e segurou o volante.
Respeitando o limite de velocidade, porém rapidamente, para casa! Partiu!
☆(*^о^)乂(^-^*)☆
— Ei, para, ah!
— Hoje você tem que segurar os gemidos. As crianças estão dormindo.
Os estímulos vinham de cima e de baixo com uma intensidade insuportável. É verdade que era só tocar, mas isso, ah…!
— Uau. O que é isso? Por que você está tão excitado hoje? Está ouvindo? Que molhado…
Saebyeok mordia o ombro de Gong Pyeonghwa para conter os gemidos. Os dedos que cutucavam e abriam sua parte de baixo eram obstinados. A cada entrada e saída dos dedos vinha um som molhado, e só aquele som pegajoso já bastava para fazê-lo gozar.
Gong Pyeonghwa lambeu o lóbulo da orelha de Saebyeok e soltou o ar. O lugar por onde a língua quente passava esfriava rapidamente, e quando a respiração descia sobre ele, todos os pelos do corpo se eriçaram.
— Ho-hoje, marcação de verdade, hn, faz.
— Está bem. Onde eu mordo? Na nuca? Ou eu mordo o ombro também?
Gong Pyeonghwa prensou Saebyeok contra a parede e, ofegante, lambeu os lábios.
Faltava pouco para o interruptor de Gong Pyeonghwa subir. Assim, viriam noites em que ossos e carne não só ardem como derretem. Não pode. Amanhã ele tem que trabalhar, e sexo com penetração não pode! Nunca terminou em apenas uma vez! Amanhã tem reunião de diretoria!
— Amor, amanhã eu tenho trabalho externo e reunião de diretoria.
— …Se é reunião de diretoria, o meu sogro vai estar lá, né?
Quando Saebyeok assentiu, Gong Pyeonghwa gemeu de dor. Logo inspirou fundo, a ponto de o peito inchar, e soltou o ar lentamente.
— Vou ter que morder num lugar que não apareça. A parte interna do braço não dói demais? Faço no peito do pé?
Gong Pyeonghwa, com pena, alisou lentamente a parte interna da coxa de Saebyeok e estalou a língua.
— Isso, você pode fazer onde quiser.
Sentindo-se meio culpado, falou fingindo generosidade.
— Nos lábios.
— Isso é meio…
Com certeza vão perguntar na empresa o que houve com os lábios, e dizer que estourou o lábio de tanto beijar intensamente o marido enquanto faziam a marcação é meio…
— Então no peito.
— Se roçar dói… Faz! Faz! Faz! Ei, faz.
Então não faz essa cara de cachorrinho triste. Ora, basta colocar um curativo. Alguma vez eu impedi você de fazer o que queria? O macho Shin Saebyeok agarrou a cabeça de Gong Pyeonghwa e a colou bem em seu peito.
Lábios macios pressionaram seu peito e, dentro deles, uma língua mole lambeu o mamilo e desceu aos poucos.
Abaixo do mamilo, abaixo do músculo peitoral, ele sugava a carne delicada e, tomando aos poucos aquela região na boca, começou a mordiscar.
Os dois, excitados, liberavam feromônios de forma caótica. Um aroma macio e pesado e um aroma ácido que estourava se misturavam, e era como se grudassem no corpo inteiro.
O corpo, úmido e pegajoso de fluidos e suor, evocava sexo. Como quando entraram no cio numa casa com o ar-condicionado quebrado, a respiração faltava e o corpo inteiro estava molhado. A lembrança de, mesmo implorando que não aguentava mais, ser puxado pelo tornozelo e penetrado sem parar…
— Ei, ei espe, espera…!
Isso agora não parece um déjà-vu? Saebyeok empurrou Gong Pyeonghwa. O problema não era Gong Pyeonghwa, era ele mesmo. Que trabalho amanhã que nada, do jeito que ia, transariam até a hora de entrar no trabalho amanhã.
— I-isso já deve bastar. Né?
— Não é melhor, haa…, ter certeza? Hein?
Gong Pyeonghwa, já com os olhos meio perdidos, pressionava e rolava em círculos o mamilo molhado de Saebyeok. Colocava na boca o mamilo endurecido e o rolava, e a cada palavra os caninos raspavam a aréola.
— B-basta. Com certeza! Completamente! Eu tenho reunião de diretoria amanhã!
Reunião de diretoria que nada, tinha uma vontade enorme de deitar Gong Pyeonghwa na cama e montar nele agora mesmo, mas amanhã realmente não podia.
Saebyeok, com uma força de vontade incrível, acalmou o coração de Gong Pyeonghwa e o seu.
— No fim de semana. Eu, na sexta-feira, eu saio cedo do trabalho. Aí a gente deixa as crianças com alguém e nós dois, hein?