Capítulo 19
— O que é isso na sua roupa?
— Ah. Ficou? Isso foi ataque da princesa Isul.
Do que ele está falando?
— Você também vai ter que segurar o riso no instante em que entrar.
— Por quê?
— Senão a Isul chora.
Que história é essa? Não entendia, mas a marca de batom no lugar íntimo de Gong Pyeonghwa continuava incomodando.
Mas, no instante em que entrou em casa, entendeu tudo.
— Bem-vindo!
Isul veio correndo e se jogou em seus braços.
Saebyeok mordeu os lábios com força para conter o riso que ia explodir e abraçou Isul.
Gong Pyeonghwa deu tapinhas em suas costas, como quem elogia.
— No-nossa Isul se maquiou?
— Eu! Princesa! Linda, né!
Quem emprestou maquiagem para a nossa Isul! Que cara é essa da criança! Por que ninguém ajudou! O rosto virou uma folha de papel!
— Você não vai virar coelho?
— Coelha princesa!
— Coelho é carnívoro…?
O sangue em volta da boca não é abundante demais?
— Beeeijo.
Saebyeok, assim como Gong Pyeonghwa, foi condenado à pena de beijos infinitos pela princesa Isul, que disse que ia se maquiar como a mana e passou tinta labial em camadas nos lábios.
Saebyeok, agora no mesmo estado de Gong Pyeonghwa, cheio de marcas de batom, foi fotografado por Gong Pyeonghwa, que ergueu a câmera dizendo que aquilo também era uma lembrança.
— O dia em que recebeu o beijo mágico da princesa Isul.
Sentiu-se de algum modo um pouco em frangalhos.
— Como o senhor se sente, meu príncipe?
— Ah, sim. Ótimo.
Enquanto Saebyeok desfrutava do melhor humor, Gong Pyeonghwa cochichou baixinho:
— A sogra disse que cuida das crianças.
— Oh…
— Adivinha o que eu vesti hoje?
— Ooh…!
Vestiu o quê de novo? Por baixo? Você é tarado mesmo? Você, você é tarado? Vir à casa dos sogros usando uma coisa dessas, hein? Então o que você vestiu?
☆(*^о^)乂(^-^*)☆
— Haa, haa… Não precisa, segurar, os gemidos. Fu, as crianças não estão.
— Ah, hnn! Bo-om…! Hn, hnn, aí, ah!
Cada vez que ele perfurava fundo, a cintura saltava sozinha como num espasmo.
— Hmmm… Eu também gosto, gosto, gosto.
Gong Pyeonghwa chupava a língua de Saebyeok e erguia o quadril. O sexo se encaixava perfeitamente no buraco e, a cada movimento de quadril de Gong Pyeonghwa, os testículos tocavam suas nádegas.
A cada roçar dos pêlos ásperos, vinha uma sensação lasciva que o excitava ainda mais.
Saebyeok abraçou a cintura de Gong Pyeonghwa com as pernas e mexeu o quadril com afinco. Só se ouviam o som das virilhas se chocando e os gemidos.
— Ah, ah! Ah! Hnn! Hn, ha…
— Haa, hn, hnn… bom, ha, vamos juntos, hn, ah!
Como as crianças não estavam, derramavam feromônios à vontade e apenas arfavam; isso lhe lembrava o primeiro sexo aos vinte anos e era bom demais.
— Você lembra, da nossa, primeira vez.
Gong Pyeonghwa entrelaçou os dedos aos de Saebyeok e falou. Os corpos, encharcados por várias ejaculações, roçavam, grudando e desgrudando com um som constrangedor e pegajoso.
— Vou fazer nosso Saebyeok esguichar de novo.
— Ah, não, ah! Faz! Isso, ah! Eu acabei de goz, ah, ah!
Por causa de Gong Pyeonghwa, que mordiscava seu mamilo e continuava socando fundo, Saebyeok sentia a parte de cima dormente e a parte de baixo prestes a derreter. Mais do que a sensação de gozar, era como se apenas escorresse: o sêmen vazava sem força.
Gong Pyeonghwa juntava com a mão o fluido que escorria e o passava no mamilo de Saebyeok, brincando com seu peito, e raspava com a língua as reentrâncias das axilas e da região das costelas.
— Ah, ah…!
A cintura de Saebyeok se ergueu bruscamente e se sacudiu.
A parte de baixo se encheu até ficar apertada. Sentia o sexo inchar dentro de si. Uma satisfação plena, indescritível, o invadiu, e então Gong Pyeonghwa desabou sobre ele.
Sem perceber, ele havia gozado, e as peles coladas estavam úmidas.
A cabeça parecia encharcada de feromônios, pesada e ao mesmo tempo leve. Estava atordoado, como se houvesse uma nuvem rosa dentro da cabeça.
— Hmm, beijo.
Gong Pyeonghwa, que arfava pesadamente e acabara de recuperar o fôlego, colou os lábios.
Lembrou-se de quando fizeram sexo pela primeira vez. Naquela vez também parecia que ia perder o fôlego, e mesmo assim não queria descolar os lábios, e o corpo inteiro ficava lânguido, entorpecido.
Foi o dia do tão aguardado primeiro sexo, depois de fazerem todo tipo de ato quase sexual, menos a penetração. Um mundo completamente novo, totalmente diferente de se fazer sozinho, se abriu.
Embriagados pelo eco, aproveitaram o pós-prazer verdinho, se beijando como agora. Mas isso durou pouco: de repente veio o ciclo de cio de Saebyeok, e eles só transaram até o corpo ficar pegajoso como agora.
— Hmm. Beijo, beijo.
— Meus lábios vão rachar. Para de morder…
— Ei. Eu não sou mais aquele Gong Pyeonghwa desajeitado de antes, viu? Agora sou um adulto totalmente experiente.
Ele não era mais o Gong Pyeonghwa imaturo que, depois do primeiro beijo, ficou fora de si e beijava a qualquer hora até tirar sangue!
Gong Pyeonghwa e Shin Saebyeok, na adolescência fervilhante, quando ficavam sozinhos, só queriam esfregar os lábios. O primeiro beijo foi difícil, mas o segundo, o terceiro e os seguintes foram fáceis. Na fase da adolescência em pleno fervor, graças a isso, os dois viviam esfregando os lábios e, como ambos se adiantavam pela ansiedade, às vezes tiravam sangue nos beijos.
Mordiam os lábios um do outro em igual medida. Culpa do excesso de paixão e afeto.
— Agora eu não cometo mais esse tipo de erro, viu?
— Ah? Acho que estou sangrando.
— Onde? Onde? Deixa eu ver. Deixa eu ver. Eu chupo.
Se não estivesse sangrando, ele estava disposto a fazer sangrar à força.
Gong Pyeonghwa esticou a língua e fingiu chupar o sexo, evocando um ato quase sexual.
Ele gozou várias vezes seguidas, e se fosse chupado agora ia arder…
— Ai, não vai sair mais nada. Vamos descansar um pouco.
— Hng.
Gong Pyeonghwa mordeu os lábios uma vez, à toa, e se deitou de lado. Enfiou-se no colo de Saebyeok e fez todo tipo de charme.
— Nem se eu vestir uma roupa obscena?
Que roupa obscena você vai vestir? Quando ele disse que ao menos ouviria, Gong Pyeonghwa apertou o mamilo com o dedo e desenhou círculos lentos. Como era um mamilo que fora chupado e estimulado o tempo todo, bastava um sopro para ficar em pé; e, com ele o apertando e rolando, um gemido escapou involuntariamente.
— Hn!
— Nem se eu usar até a tiara de orelhas de coelho?
Ah. Isso. Isso me interessa…
— Hein? Hein? Amoor.
Acariciando o lóbulo da orelha e fazendo cócegas, era exatamente a imagem de quem faz política de travesseiro.
— Ah, o que eu faço. Eu já concedi o favor real o bastante, acho.
— Ei!
— O quê?
— Tive uma boa ideia. Uma roupa de baixo obscena pra caramba. Não é roupa íntima, é traje interno tradicional; se eu vestir, seus olhos viram coração de novo?
Ah, que isso.
— Imagina!
Não é tão fácil imagin… dá para imaginar. Não é nada mau. Molhado, deixando a pele e o contorno quase visíveis, pode ser sedutor.
— Ok. Compro.
— Eu ainda não respondi.
— Não. Eu já vi a resposta.
Viu o quê. Quando Saebyeok ergueu uma sobrancelha, Gong Pyeonghwa apontou em silêncio, com o dedo, para a parte de baixo de Saebyeok.
— Levantou.
— …
— Hihi. Vigoroso, saudável. Ta.ra.do.
Gong Pyeonghwa esfregou a bochecha no peito nu de Saebyeok e fez charme.
— Vamos descansar um pouco e continuar. Eu estou realmente cansado.
— Está bem.
Gong Pyeonghwa grudou em Saebyeok e ficou colando os lábios em todo lugar que alcançava.
— Agora eu admiro de verdade, depois de quem cria gêmeos, os pais de filhos com um ano de diferença. Dois anos de diferença já é tão difícil, como é que todo mundo tem um bebê e depois outro…
— As crianças estão dando muito trabalho?
— É difícil, sim. Mas, quando olho para eles, são tão lindos que não dá nem para ficar com raiva.
Por isso ele foi retalhado tantas vezes hoje por aquela espada de plástico impiedosa.
— Deixa com a babá.
— Mesmo assim, dizem que até os 3 anos são os pais que devem criar. Pensando nisso, também não quero deixá-los nas mãos de outra pessoa.
— Você também já vai ter que administrar o hotel logo.
— Hum. Ngh. Né. Bom, também é um egoísmo meu.
Sinto um pouco por Roun, mas decidiram recorrer o máximo possível à ajuda de babás. O cuidado de um profissional deve ser melhor do que o de um pai inexperiente.
— A partir da semana que vem vou fazer entrevistas de babá e de secretário sem parar. E, já que vamos contratar gente, o que acha de contratarmos também uma diarista?
— Por mim, ótimo. Uma empregada residente me deixa desconfortável.
Saebyeok, quando muito pequeno, sofrera maus-tratos de uma empregada residente. Na infância foi um trauma considerável; agora, adulto, era apenas um leve desconforto.
— Está bem. Eu também fico com uma preocupação à toa.
— Que preocupação?
— Que a Isul e o Roun chamem a babá ou a ajudante de “mamãe”…
— …
Gong Pyeonghwa e Shin Saebyeok, ambos aflitos, bateram na testa.
Essa possibilidade… existe. Na Coreia ainda é muito raro uma família só com dois pais.
— Deve ser difícil conseguir uma babá homem, né?
— Não é que não exista, mas isso também me deixa meio desconfortável.
Vendo as notícias em série, era estranho quem não desenvolvesse desconfiança nos seres humanos como pai de uma filha.
— Ainda assim, vamos tentar conseguir um homem, se der.
— Ótimo.
— Ótimo. Definição de objetivo acordada. Então vamos continuar o que estávamos fazendo?
Gong Pyeonghwa apalpou discretamente a parte interna da coxa de Saebyeok.
Diante do toque de intenção puramente sexual, apalpando a coxa e roçando o períneo com o dorso da mão, Saebyeok mergulhou em dúvida.
Fazer mais uma vez? Ou não? Estou cansado, mas, se ele pedir de novo, acho que consigo.
— Hmmm amooor.
Que charme. Que charme. Que charme. Ai. Só desta vez eu deixo passar.
— O que está esperando, vai vestir logo.
— Sim!
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Foi um tempo quente.
E de novo esqueceram de fazer a marcação. Os dois claramente não eram burros, mas, quando se exercitavam, não conseguiam lembrar direito.
Por mais inteligente, esperto e racional que seja, parece que o homem vira idiota quando o sangue desce.
O saldo? Uma lombar dolorida, a parte de baixo que ainda parecia aberta, lábios e mamilos inchados e a confirmação plena do afeto do marido.
— Você tem entrevistas hoje, né? Tomara que apareça gente boa.
— Só resta torcer. No papel todos parecem bons. Bom, só vendo para saber.
— À noite a gente decide junto.
— Sim! Boa viagem.
Gong Pyeonghwa beijou Saebyeok intensamente.
— Eu também! Eu também!
Isul, que estava comendo, veio correndo em disparada e encheu de beijinhos. Hoje também a manhã transbordava de amor.
— Amor, boa viagem.
— Papai, volta rapidinho.
— Sim. Até logo.
Deu também um beijo no alto da cabeça de Roun e entrou no carro.
— Aproveitou bem o fim de semana?
— Aproveitei mais que bem.
Ossos e carne não só arderam como derreteram. Passou uma noite tão quente que a parte inferior do corpo derretia; foi tão bom que era uma pena não poder se gabar de estar em estado de plena satisfação física graças ao evento sexy e travesso do marido.
Mas eu preciso mesmo fazer a marcação. Que tal, assim que eu chegar do trabalho hoje, pedir para fazermos só a marcação primeiro, antes de esquecer?
☆(*^о^)乂(^-^*)☆
Fim do Extra 1
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna