Capítulo 16
O sexo dentro da boca inchava sem conhecer limite. Sabendo que ele não faria isso, mas tomado pela insegurança de que ele fosse dar o nó na garganta, Saebyeok bateu na coxa de Gong Pyeonghwa como quem dá tapinhas de rendição; Gong Pyeonghwa gemeu choramingando e tirou o sexo da garganta.
— Haa, haa… Hn… Ah…!
Gong Pyeonghwa esfregou rapidamente o sexo encharcado com a mão. O sexo se contorcia produzindo um som encharcado dentro da palma, e o som de pele batendo, tá-tá-tá, era rápido a ponto de ser vulgar. Vendo Gong Pyeonghwa se masturbar, Saebyeok também se masturbou.
O abdômen de Gong Pyeonghwa se contraía com força. Saebyeok esticou a língua e lambeu o abdômen de Gong Pyeonghwa. Quando beijou abaixo do umbigo e chupou com força, naquele instante Gong Pyeonghwa soltou um gemido animalesco e agarrou os cabelos de Saebyeok. Diante daquela expressão que o olhava como se fosse devorá-lo, um prazer arrepiante subiu até a ponta da cabeça. O peito de Saebyeok tremeu.
Saebyeok, com a ponta da glande coçando demais, esfregou cuidadosamente sua glande atrás da coxa de Gong Pyeonghwa. Um prazer dormente se concentrou na parte inferior do corpo.
Gong Pyeonghwa esfregou seu sexo na bochecha de Saebyeok. Melava de pré-gozo a bochecha, os lábios, tudo. Quando Saebyeok esticou a língua e lambeu o tronco, Gong Pyeonghwa começou a bombear como se fosse penetrar sua bochecha.
Um líquido pegajoso melou sua bochecha e, pouco depois, o sêmen jorrou de uma vez. Ao mesmo tempo, Saebyeok também gozou. Gong Pyeonghwa esfregava com a glande o sêmen que deixava no rosto de Saebyeok, espalhando-o, e continuava com as brincadeiras.
— Ah, que fofinho.
— Que isso… Que isso…
Saebyeok também apalpava a parte de trás da coxa de Gong Pyeonghwa e espalhava ali o sêmen que ele mesmo derramara.
Enquanto os dois papais brincavam de sensações táteis, Isul e Roun continuavam dormindo profundamente, ron-ron.
— Já passou a raiva?
— Não? Agora é que vai começar.
Gong Pyeonghwa, que nem estava emburrado para começo de conversa, encostou em Saebyeok o sexo que logo voltara a se erguer, exibindo sua boa forma.
Aaah. Entendi. Saebyeok deu um beijinho leve no sexo que balançava diante de seus olhos.
— Ai…
Gong Pyeonghwa retorceu a cintura como se estivesse envergonhado e soltou um som manhoso.
Um pouco atrasado, mas hoje seria o tão aguardado dia do último sexo antes da marcação, e o dia da marcação.
Gong Pyeonghwa e Shin Saebyeok riram como diabinhos e, sem que se soubesse quem começou, abraçaram-se e se beijaram.
Enquanto se faziam cócegas com as línguas enroscadas, brincando, bastava alguém arranhar com a unha a lateral do corpo ou a cintura para que um gemido irrompesse e a cintura saltasse sozinha.
— Hmm, hn, Saebyeokaa…
Quando Saebyeok afastou a boca por um instante, sem ar, Gong Pyeonghwa, incapaz de suportar aquele intervalo, colou os lábios de novo com os olhos meio perdidos.
Quando Saebyeok afastou os lábios de novo, dizendo que precisava respirar, Gong Pyeonghwa o perseguiu obstinadamente e beliscou seu mamilo. Quando a boca se abria com o estímulo repentino, ele enfiava de novo a língua e revirava toda a boca. Raspava o céu da boca, esfregava a parte interna das bochechas e lhe roubava o fôlego.
Saebyeok, achando que aquilo não daria certo, empurrou o ombro de Gong Pyeonghwa. Normalmente ele se deixaria empurrar sem força, mas hoje devia estar bem excitado, pois, por mais que empurrasse, não havia sinal de que cederia.
Saebyeok puxou a mão de Gong Pyeonghwa e a colocou sobre seu próprio peito. Gong Pyeonghwa esfregou suavemente o mamilo de Saebyeok. Quando Saebyeok soltou um gemido nasalado, ele se excitou junto e beliscou o mamilo. Diante da sensação de espasmo elétrico abaixo do umbigo, Saebyeok cruzou as pernas, e Gong Pyeonghwa, ofegante, abriu as pernas de Saebyeok.
Alternando o olhar entre a parte de baixo encharcada e o rosto molhado de excitação, Gong Pyeonghwa inspirou fundo.
Era como se um feromônio que dizia “eu quero ter um sexo sujo e devasso com você agora” grudasse em seu corpo inteiro.
Com uma mão, inseriu os dedos na parte de baixo de Saebyeok; com a outra, rasgou a camisinha.
As paredes internas molhadas grudavam nos dedos, e colocar a camisinha com uma mão só era difícil; depois de concluir os preparativos a duras penas, quase morrendo, Gong Pyeonghwa retirou de uma vez os dedos que inseria. Do buraco escorreu fluido que encharcou o lençol.
— Haa, haa… Está vendo este dedo? Está enrugado de tão molhado…
— Hmm…
Saebyeok, que olhava distraído os dedos grossos que Gong Pyeonghwa balançava diante de seus olhos, colocou-os na boca. Como eram os dedos que remexiam seu buraco, tinham gosto salgado. Como lhe deu a sensação de estar chupando o sexo de Gong Pyeonghwa, chupou com gosto, com barulho.
Gong Pyeonghwa, segurando os palavrões, tremia sem saber o que fazer e então retirou os dedos.
Em seguida, segurou o quadril de Saebyeok e penetrou de uma vez até a raiz.
— Ah! Ahn! Haan, hn…
Assim que o pau grande entrou, um prazer enorme, capaz de fazê-lo gozar na hora, o invadiu. Diante dos olhos tudo piscava em branco, mas hoje devia estar possuído por um fantasma dos beijos, pois Gong Pyeonghwa colou os lábios sem lhe dar sequer brecha para gemer.
Normalmente ele se obcecava tanto por ouvir os gemidos, e hoje não quer ouvir? Saebyeok esfregou a bochecha em seu peito e perguntou baixinho:
— Para eu não gemer…? Não gosta?
Então Gong Pyeonghwa respondeu baixinho, com o rosto aflito:
“A Isul acorda.”
Ah, entendi.
Por isso é que hoje ele estava tão cuidadoso.
Sendo assim, só resta cooperar. Saebyeok abraçou a cintura de Gong Pyeonghwa com as pernas e colou completamente os corpos.
Quando derramou os gemidos ao pé do ouvido de Gong Pyeonghwa, ele, muito excitado, sacudiu o quadril com violência. Diante do sexo que não só o perfurava fundo como espancava as paredes internas, sua mente girava.
A cada entrada e saída do sexo, luzes estouravam diante de seus olhos.
“Hn, ah! Ah, hn…!”
“Ha, o nó, posso, posso dar? Posso?”
“Dá, hn! Dá, bem cheio… ah!”
Cada vez que o sexo cutucava e passava pelo ponto que coçava, um prazer eletrizante o dormentava desde os dedos dos pés.
Querendo liberar o calor que se acumulava fervendo, mexeu o quadril junto. A cada vez, o peso que o comprimia densamente o sufocava e, ao mesmo tempo, lhe dava uma satisfação indescritível.
Diante do sexo que investia cada vez mais rápido e mais curto, não conseguia manter a consciência.
Sem que se soubesse quem começou, os lábios se sobrepuseram. Engolindo gemidos que pareciam gritos, gozaram ao mesmo tempo.
Diante dos olhos tudo ficou branco e depois restaram apenas os feromônios um do outro. Abraçando o instante em que só existiam um para o outro, os dois dividiram a respiração por um longo tempo.
“Haa, haa…”
Gong Pyeonghwa, abraçando Saebyeok, rolou na cama e fez com que ele ficasse por cima. Acariciando a cabeça de Saebyeok, que enterrava o rosto em seu peito, soltou o ar.
O peito palpitava e a respiração faltava, como se tivesse corrido a toda velocidade. A cada subida e descida ampla do peito, as peles se grudaram. O lençol encharcado e o corpo coberto de fluidos eram profundamente incômodos, mas mesmo assim era bom demais.
O cheiro de sêmen e os feromônios se misturavam de forma caótica, e nem por educação se poderia dizer que cheirava bem, mas isso, estranhamente, também excitava.
Quando Saebyeok rabiscou com o dedo no peito nu de Gong Pyeonghwa, sentiu-o estremecer.
— Escuta, Pyeonghwa…
— Hã?
— Eu… tem uma coisa que eu quero fazer… posso?
O que será que ele hesita tanto? Será que ele quer fazer algo antiético e desavergonhado, que fira os bons costumes? Gong Pyeonghwa ficou curioso e, como podia atender a quase qualquer desejo de Saebyeok, ajeitou-lhe suavemente o cabelo e perguntou o que ele queria fazer.
Então Saebyeok pareceu refletir e cochichou para Gong Pyeonghwa:
“Eu, posso esfregar no seu peito?”
Ora, isso é difícil? A gente já fez isso de vez em quando. Gong Pyeonghwa ia assentir de bom grado. Mas Saebyeok, como se ainda não tivesse terminado de falar, hesitou e acrescentou:
“Com aquela roupa vestida de novo… não pode…?”
Ei. Isso é coisa que se diga? Eu visto quantas vezes você quiser. Mas o pedido é meio taradão mesmo.
Gong Pyeonghwa deu um nó na camisinha, jogou-a de qualquer jeito e foi catando e vestindo de novo o traje de bunny boy que tirara. Bastou um pouco de suor para a roupa grudar bem apertada no corpo.
— Assim está bom?
Gong Pyeonghwa, como quem tem confiança no próprio corpo, exibiu o grande dorsal e se fez de sedutor.
— Quer que eu me ajoelhe?
— S-se fizer isso, eu agradeço.
Saebyeok, como se o coração tivesse migrado para o sexo, sentiu o sexo pulsando e o envolveu com a mão.
Olhando o marido com o corpo inteiro adornado com a fantasia sexy, Saebyeok lambeu os lábios.
Gong Pyeonghwa observava com atenção o marido que se masturbava usando-o de acompanhamento. Puxa, era uma sensação estranha. Sentia orgulho, e também subia uma estranha sensação de transgressão, e ainda parecia ter virado o peixe seco pendurado do avarento.
Eu estou bem aqui na sua frente, por que você não me toca?
Sentia-se como a figura de um otaku. Vê-lo lambendo os lábios, colocando as palmas no peito e no sexo e se masturbando em círculos era um estímulo excessivo para apenas assistir.
Saebyeok apalpava lentamente a pele exposta de Gong Pyeonghwa. Arranhou com o indicador entre os pequenos vãos do peito, descendo. Afastou o tecido de couro e deixou o peito nu à mostra.
Gulp. Aquilo, sei lá o quê, fazia a carne tremer.
Saebyeok esfregava o próprio mamilo e, igualmente, esfregava também o mamilo de Gong Pyeonghwa. Gong Pyeonghwa estremeceu, e da boca de Saebyeok escapou um gemido.
Saebyeok, soltando um som dolorido de quem geme, encostou o próprio sexo no peito de Gong Pyeonghwa. Ao esfregar em algo tão liso, foi como se uma corrente elétrica subisse.
Saebyeok esfregou o sexo cada vez mais rápido. Vendo a glande cuspir água e beijar o mamilo, ele parecia entender por que Gong Pyeonghwa se obcecava tanto por seu peito.
— Haa, você, agora, hn… Seu mamilo está muito obsceno…
— Ah, é?
Gong Pyeonghwa aguentava firme, pensando que queria chupar o sexo que molhava seu peito de pré-gozo. Quem está obsceno agora sou eu? Com esses olhos completamente entregues.
Gong Pyeonghwa aguentou firme, com a intenção de devorá-lo no instante em que Saebyeok gozasse.
Pouco depois, Saebyeok gozou no peito de Gong Pyeonghwa. Recebendo o líquido branco e turvo, ele arquivou na cabeça a imagem indefesa de Shin Saebyeok tremendo, e ergueu o corpo.
Agora era o momento de saciar o desejo reprimido desses últimos dias…
Toc, toc!
…deveria ser.
Toc! Toc, toc! Toc!
Esse ritmo animado de batidas na porta.
— Papai! Papai Pyeonghwa!
Gong Pyeonghwa e Shin Saebyeok se olharam fixamente e disseram ao mesmo tempo:
— Ai, droga.
Gong Pyeonghwa catou às pressas o roupão que jogara longe, vestiu-o e saiu.
— Oi, oi, nossa princesa Isul, o que foi? Já é tarde da noite, né? A Isul deve estar muito cansada hoje? Não tem como não estar com sono.
— O papai…? Chegou?