Capítulo 15
Saebyeok, que estava morrendo de vontade havia dias, com apenas carícias provocantes e sem um sexo completo, se pudesse queria nocautear Kang Taehui e ir embora tranquilamente.
Os membros da equipe filmavam a bebedeira de Kang Taehui com o próprio celular dele e seguravam o riso.
O único prestes a enlouquecer era Saebyeok.
Todo mundo aqui odeia ter uma vida com noites livres? Vocês não querem ir para casa? Por que não vão? Ah, entendi, todo mundo detesta a própria casa? Ficou até animado com a ideia de fazê-los trabalhar em hora extra o dia inteiro a partir de amanhã. Vou sublimar minha frustração sexual em horas extras.
— Não fiquem só olhando, ajudem um pouco.
— Snif, ditor…
— Diretor. Diretor. Como é que a língua vai enrolando cada vez mais? Alguém leve o secretário Kang para casa.
— Eu vou dedicar meu corpo e minha alma de verdaade.
Não preciso. Já existe outro homem que dedica corpo e alma a mim.
— Que lealdade de arrancar lágrimas. Um súdito fiel, um súdito fiel.
Lembrou-se de algumas figuras históricas que cortaram a cabeça de súditos fiéis. Será que eles também não tinham razões que não podiam contar? Parecia que sua capacidade excessiva de empatia ia se manifestar.
— Entendiiido. Eu vou me purificar em banho e dedicar minha devoção. Espere um pouquinho.
Kang Taehui fez uma reverência de 160 graus, ultrapassando os 90, e saiu cambaleando do restaurante. Foi tumultuado, mas, achando que agora realmente poderia ir para casa, Saebyeok se levantou com o coração acelerado.
— Majestade. Não, diretor.
— Sim.
— Parece que o súdito fiel está fugindo com o selo real.
Peraí, meu celular.
Para você não é demissão consensual, é demissão sumária.
Dá para confundir porque o modelo é o mesmo, mas ainda assim isso não se faz, seu desgraçado!
Saebyeok ligou para o próprio número enquanto vasculhava a região.
O celular de Shin Saebyeok era um cofre de tesouros. Continha todo tipo de foto e vídeo de Gong Pyeonghwa, e era o refúgio de sua alma onde estavam guardadas as imagens fofinhas de Isul e Roun!
Felizmente ele não fora muito longe nesse meio-tempo, e estava enrolado como um tatuzinho-de-jardim nas escadas de um parque construídas para apresentações. Se não fosse pelo som da vibração, quase teria passado direto sem encontrá-lo por causa da camuflagem de trabalhador de escritório.
Como ele estava escondido entre os trabalhadores que assistiam a uma apresentação de rua, quase passara direto.
— Ei. Secretário Kang.
Ei, seu desgraçado.
Saebyeok sacudiu Kang Taehui, que ainda não caía em si. Pouco depois, ouviu um “Ugh!” de mau agouro e afrouxou a força das mãos.
Não é hora de ficar aqui. Preciso achar o celular e ir logo.
Saebyeok revistou o corpo de Kang Taehui. Enquanto apalpava o bolso da calça, Kang Taehui balbuciou bobagens.
— Aaahn, não faça isso…
Não faça o quê, seu desgraçado. É você que não deve fazer isso; devolva meu celular.
— Você pode fazer o que quiser com meu corpo, mas o meu coração não pode ser tratado de qualquer jeito…!
Esse cara é louco de pedra?
O louco era Kang Taehui, mas as pessoas olhavam Saebyeok com desconfiança. Saebyeok pretendia largar Kang Taehui assim que achasse o celular e voltar para seu doce lar, mas, com tanta gente olhando, era difícil.
Saebyeok suspirou e carregou Kang Taehui nas costas.
— Ai, droga!
Vou acabar usando a lombar com um sujeito qualquer. A esta hora meu marido deve estar sozinho, sem querer.
Saebyeok jogou o secretário Kang em um motel qualquer nas redondezas e voltou. E decidiu que, se por acaso o secretário Kang manifestasse vontade de pedir demissão no dia seguinte, ele criaria coragem e processaria o desligamento.
Teria que contratar outra pessoa… Não, aí o trabalho atrasa de novo. Se a agenda embolar, não tem solução. Será que vou ter que carregá-lo até o fim do projeto?
Primeiro vamos para casa. Penso amanhã. Amanhã.
Saebyeok estava com os ombros doloridos só de ter carregado aquilo. Ai, ai, usar assim a lombar que eu ia usar hoje. Se Gong Pyeonghwa soubesse disso, talvez despertasse como a Consorte Gong.
Saebyeok levou o corpo cansado até o carro. Finalmente, agora é que era realmente sair do trabalho.
☆(*^о^)乂(^-^*)☆
— Vo-você não disse que ia se atrasar?
Gong Pyeonghwa, que já trocara o traje de bunny boy por roupas de casa, levantou-se de um pulo ao ouvir a porta abrir e veio correndo.
Por um instante, Gong Pyeonghwa parecia tão animado que dava para pensar num cachorro que corre ofegante de alegria porque o dono chegou.
— Você se atrasou.
Passava um pouco das 9. Pelo plano original, ele chegaria às 8, entraria no clima e teriam um momento quente.
— Ha, espera. Espera aí.
Gong Pyeonghwa gritou “espera aí” e correu para o quarto. E, pouco depois, reapareceu timidamente de roupão.
— Amor, você chegou do trabalho? Já jantou, o banho a gente toma junto depois, então sobrou uma coisa. Eu primeiro?
Fazendo um “resposta já decidida” de novo estilo, Gong Pyeonghwa baixou de leve o roupão. A fantasia preta que se entreviu estimulou o nervo óptico.
— O que é isso? O que você vestiu? O quê.
— Aaah, sei lá.
Gong Pyeonghwa fez charme e chamou com o dedo para que entrasse no quarto. Esse cara vai me deixar louco de novo.
Saebyeok, tentando acalmar o coração aos pulos, tirou a roupa.
Pronto, eu me despi, então, justamente, você também se des…
— Uau.
Diante do senso de espetáculo do marido, que exibia um corpo sexy dinamite, os olhos giraram involuntariamente.
— Vo-você, você, você veste, veste uma coisa dessas. Que. Quer dizer. Que. Quer dizer que. É bem, aquilo, o quê? Aquilo…
— Ficou quente?
— Sim. Sim. Um pouco. Muito. Sim. Completamente.
Gong Pyeonghwa, satisfeito, montou em cima de Saebyeok.
— Ei… Pyeonghwa, eu, aquilo, aquela bunda, posso, posso pegar?
— O quê, o rabinho? Pega. Pega. É macio.
Gong Pyeonghwa ofereceu a bunda para facilitar. Saebyeok, com as mãos trêmulas, segurou o rabo de coelho preso à parte de trás de Gong Pyeonghwa. Sentiu o pelo macio.
— Mas isso aperta demais.
— Por isso é bom.
O decote que se abria por causa dos músculos peitorais era uma obra de arte. Com o peito escancarado ganhando sombra, isso era realmente obsce…
— O quê?
— O quê, o que eu disse?
Com o alvoroço da beleza física de Gong Pyeonghwa, sua cabeça girava. Se soubesse que uma coisa dessas o esperava, teria cancelado a confraternização.
Como é que ele não dá nem uma pista de algo assim.
— Eu vou tirar isso agora, tá? Quer pegar mais?
— Fi-fica assim mais um pouco? Nem que seja porque é uma pena o tempo que você levou para vestir?
Ei, esse tipo de coisa. Esse tipo de coisa precisa dar tempo para a pessoa se preparar psicologicamente. Preciso gravar não só na cabeça, mas no coração…
Saebyeok escaneou e escaneou de novo, várias vezes, aquele espetáculo de beleza física, da cabeça aos pés. Agradecendo aos pais por lhe terem dado uma boa memória, arquivou Gong Pyeonghwa (versão bunny boy) no cérebro.
— Da próxima vez eu visto vermelho.
— Não. O preto é… Bom. O vermelho também é bom.
Gong Pyeonghwa arrancou a fantasia incômoda. Estava incomodado porque apertava a cintura, o peito, o quadril, tudo, mas, ao ver a reação embasbacada de Saebyeok, valera a pena.
Foi a segunda melhor reação, atrás do uniforme escolar. Vou anotar para a próxima.
Gong Pyeonghwa beijou Saebyeok lentamente. Deu um beijo comportado e recatado, lento e sereno a ponto de ser provocante até para ele mesmo.
Foi uma decisão tomada porque Saebyeok parecia ainda estar com a cabeça no bunny boy. Diante do beijo lento e suave, Saebyeok começou a reagir aos poucos.
Com a tensão sexual, os feromônios se soltaram devagar. Sentindo o feromônio agradável, Gong Pyeonghwa enfiou o nariz na axila de Saebyeok e esticou a língua.
Diante do feromônio do cônjuge que dormentava desde as pontas dos pés, uma sensação eletriza… Hã? O que é esse incômodo?
Gong Pyeonghwa enfiou o nariz e farejou a axila, a lateral do corpo e a região da nuca de Saebyeok. Saebyeok disse que era melhor tomar banho e tentou ir ao banheiro, mas Gong Pyeonghwa o impediu.
— Isso é feromônio de outra pessoa.
Sentir feromônio de outro sujeito não em qualquer lugar, mas na nuca e na axila? Isso era realmente muito desagradável.
Claro que não havia chance de Saebyeok ter feito algo sórdido e vulgar. Traição, adultério. Isso é impossível.
Por quê? Porque ele existe. Porque são um casal que prometeu ser enterrado junto. Porque ele é uma femme fatale que domina perfeitamente até o bunny boy sexy. Ainda assim, precisava mencionar.
— O que eu faço com esse mulherengo? Trazendo feromônio de outro alfa, hein?
— Hã? Ficou grudado?
Saebyeok farejou o próprio corpo. Era fraco, mas havia mesmo um cheiro bastante desagradável. Talvez por causa do cheiro de bebida, ele demorou a perceber. Provavelmente grudou no processo de carregar o secretário Kang para jogá-lo no motel.
— Não, isso é porque eu falei que o secretário Kang fugiu com o meu celular.
— E daí?
— Ele estava bêbado dormindo na rua. Como chefe, eu não podia deixá-lo lá, então joguei ele num motel perto, e deve ter grudado nesse processo.
O Secretário dá muito trabalho. Gong Pyeonghwa não gostou nem um pouco do secretário Kang, cujo rosto ele nem conhecia.
— Ah, de repente me deu vontade de não fazer…
Gong Pyeonghwa fez um dengo que não combinava com ele. Que não quer fazer o quê. Já está pulsando.
Saebyeok decidiu ceder ao dengue ridículo de Gong Pyeonghwa e falou curvando as sobrancelhas:
— …Quer que eu faça com a boca?
Gong Pyeonghwa não respondeu, mas o sexo de Gong Pyeonghwa respondeu balançando afirmativamente. Saebyeok acariciou o sexo de Gong Pyeonghwa com cuidado.
Gong Pyeonghwa gemeu baixinho e fingiu que não.
Saebyeok esticou a língua e perguntou mais uma vez:
— Não quer?
— Quem? Não? Quer?
Então gosta mesmo. Saebyeok acariciou zelosamente o sexo de Gong Pyeonghwa e o pôs na boca. Dava para ver nitidamente os músculos da coxa de Gong Pyeonghwa se contraírem.
— Hnnn…!
Gong Pyeonghwa afagava a nuca de Saebyeok e gemia abafado.
Vendo-o mexer o quadril aos poucos, parecia estar bastante excitado, mas era quase comovente vê-lo tentando conter os gemidos.
Saebyeok, que empurrava com a língua como quem come um sorvete e lambia a glânde, chupou com um pouco mais de força. Sentiu Gong Pyeonghwa prender a respiração com um “hup!”.
Enquanto fazia um boquete caprichado com a boca e passava a mão pelas coxas, um gemido soluçante caiu sobre sua cabeça. Ao erguer só os olhos e espiar a expressão de Gong Pyeonghwa, era bonito ver o rosto corado, mordendo os lábios, com os cílios tremendo.
Saebyeok acariciava com afinco, esfregando também o próprio sexo. Quando levantou a língua e cutucou a uretra, Gong Pyeonghwa estremeceu muito. Um líquido salgado se esfregou impiedosamente em sua língua.
Gong Pyeonghwa segurou a cabeça de Saebyeok e mexeu o quadril lentamente. A cada movimento, ouvia-se um gemido leve vindo de baixo.
Saebyeok, excitado com os gemidos baixos que Gong Pyeonghwa soltava, segurou o próprio sexo e o sacudiu com força para cima e para baixo. A cintura se retorcia e parecia que abaixo do umbigo tudo fervia. O sexo de Gong Pyeonghwa ganhava cada vez mais tamanho e enchia a boca até ficar apertado. Com medo de raspar com os dentes, engolia ainda mais fundo, e a respiração faltava.