Capítulo 13
— Isso foi escrito por um beta.
Os dois simplesmente desligaram a tela. Isso não é um artigo, é praticamente um romance escrito por um universitário.
— Em vez disso, vamos ligar para as pessoas ao redor e ver se alguém tem casal marcado. Pelo menos um deve ter feito.
— Isso!
Os pais de Isul mobilizaram todos os contatos que tinham e não tinham.
Ao fim disso, só depois de reunir uns sete depoimentos idênticos — de que a marcação não elimina o desejo sexual, de que não é que não se sinta nada dos feromônios alheios, é só como fumo passivo, e de que o profundo laço que só se sente após a marcação torna a cama ainda mais provocante, proporcionando uma eletricidade diferente da dos ciclos — é que os dois se tranquilizaram.
— Dizem que se no ciclo é ficar realmente no cio e enlouquecer, depois da marcação é ficar melado em plena consciência. Não é obsceno, mas tem algo.
— O que estamos esperando? Vamos agora.
O macho sem freios Shin Saebyeok puxou a mão de Gong Pyeonghwa para o quarto do casal.
— Existem casos de marcação natural, mas isso é raro; normalmente…
Gong Pyeonghwa engoliu em seco.
— É quando, durante o sexo, feromônios e sangue se misturam intencionalmente, né? Faz o nó em mim e morde a minha nuca! Eu autorizo!
— C-cadê a camisinha para o nó?
Gong Pyeonghwa tateou o criado-mudo com as mãos trêmulas de nervosismo.
“Tinha que estar aqui, com certeza? Será que acabamos tudo no último ciclo?”
Como um controle remoto que some justamente quando se precisa, diante da camisinha invisível, Gong Pyeonghwa, aflito, quase virou o criado-mudo de cabeça para baixo.
Colocando com todo o cuidado a camisinha que finalmente achou no sexo já ereto, Gong Pyeonghwa beijou o corpo nu de Saebyeok, que hoje parecia ainda mais bonito.
Diante dos beijos que começaram pelos dedos dos pés, Saebyeok sentiu cócegas, mas logo começou a ficar tenso com os lábios que já subiram até acima do umbigo.
O desejo que se acumulava aos poucos foi enchendo até ficar insuportável. Quando Gong Pyeonghwa tocou de propósito o sexo de Saebyeok apenas roçando as pontas dos dedos, o corpo de Saebyeok estremeceu como se levasse um choque.
Como se quisesse encharcá-lo por completo em feromônios, Gong Pyeonghwa derramava feromônios comparáveis aos de um rut enquanto acariciava seu peito, e Saebyeok, involuntariamente, remexia o quadril.
— Haa, hmm…
Gong Pyeonghwa tinha momentos em que se obcecava especialmente pelo peito. Agora, mesmo sendo um peito de onde não sai nada, quando ele chupava com essa insistência, fosse por mérito de tanta dedicação, fosse por pena, alguma coisa saía. Mas então a sensação ficava esquisita demais.
— Hmm… Para, hn, com isso…
— Hmmm… Não quero.
Gong Pyeonghwa respondeu sem tirar a boca do mamilo. Por causa disso, os caninos raspavam a aréola. Diante do prazer ardente, os dedos dos pés se curvaram para dentro.
Quando Saebyeok se contorceu de dormência, Gong Pyeonghwa, sem perder aquele instante, apoiou-lhe as nádegas e empurrou o sexo. Quando o pedaço de carne quente se esfregou no vão das nádegas, sua boca se encheu de saliva.
— Rápido, ha, sobe logo!
Saebyeok agarrou os cabelos de Gong Pyeonghwa, que estava grudado em seu peito como uma ventosa, e o afastou. Ao ver aquele rosto arfando pesadamente, com um líquido esbranquiçado ao redor da boca, parecia que ele ia gozar a qualquer momento.
Gong Pyeonghwa, assim como agora, às vezes atacava com o rosto.
Saebyeok beijou Gong Pyeonghwa com fúria. Esfregava os lábios, enfiava a língua na fresta e, quando forçava passagem pelos dentes, um cofre de tesouros cheio de saliva o esperava.
— Hummm… Ha, hnnn…
Gong Pyeonghwa soltava gemidos manhosos e fazia cócegas na língua que invadia sua boca. Colava também o tronco a Saebyeok, como a parte de baixo, e se esfregava. Sentia o mamilo úmido de Saebyeok roçando em seu peito e se enrijecendo.
O sexo esmagado sob as nádegas de Saebyeok também estava úmido. Quando encostou de leve a glânde na entrada, sentiu o buraco pulsando. A cada pulsação, ele grudava e desgrudava levemente da glânde, e isso era de uma provocação insuportável.
Gong Pyeonghwa enfiou um dedo devagar. Então ouviu um gemido agudo: “Ah!”.
Engolindo direitinho, de forma fofa e leve, ele fazia manha.
Gong Pyeonghwa brincava desenhando círculos com o dedo lá dentro. Saebyeok soltou um gemido estridente e sacudiu o quadril. Deu vontade de chupar imediatamente o sexo que balançava ao redor do próprio umbigo… Sentindo o limite da paciência, Gong Pyeonghwa retirou de uma vez o dedo que brincava.
— Ah!
Do sexo de Saebyeok escorria um líquido ralo sem parar. Gong Pyeonghwa rolou o polegar suavemente sobre a glânde de Saebyeok, como quem acaricia uma bola de vidro. Com o sangue acumulado, ela estava mais avermelhada do que o normal.
Depois de acariciar com ternura por um instante, tampou a uretra com a mão.
— Ah, por quê…!
Saebyeok choramingou. Vendo-o ganir feito um cachorrinho porque foi impedido de gozar quando já podia, deu vontade de chupá-lo da cabeça aos pés.
Gong Pyeonghwa, mesmo tendo os lábios mordidos por Saebyeok, não desistia e continuava com as brincadeiras.
Chupava a bochecha e era pego e mordido, lambia os lábios e tinha a língua mordida, fazia brincadeiras com as mãos e levava beliscões na lateral do corpo.
Num clima em que a dor aguda também virava prazer, o corpo de Gong Pyeonghwa, que normalmente reclamaria de dor, recebia até a menor dor como estímulo sexual e estremecia.
— Ah, rápido…
Diante daquele comportamento que o deixava duas vezes mais desesperado do que o normal, Saebyeok choramingou, e Gong Pyeonghwa, aguentando firme, aproveitou terrivelmente as preliminares.
— Hn, mesmo assim.
Era quase estranho que ele não penetrasse até o fim, quando ele mesmo estava tão aflito que o pré-gozo escorrido acumulava-se no umbigo de Saebyeok.
— É o nosso último sexo antes da marcação…
Ninguém vai morrer, viu? Não precisa dizer isso com essa cara de choro. Saebyeok, prestes a gozar, não conseguia pensar racionalmente.
Saebyeok afastou de leve a mão de Gong Pyeonghwa que segurava seu sexo. Com o dedo que tampava a uretra escorregando para o lado, o líquido transparente voltou a escorrer. Com medo de que ele tampasse de novo, Saebyeok entrelaçou os dedos aos dele e o beijou com suavidade.
Gong Pyeonghwa soltou um gemido de prazer e enroscou a língua. Enquanto trocavam um beijo cheio de afeto, como os protagonistas de um conto de fadas, mais abaixo ele sacudia o quadril de forma obscena, como se fosse penetrar o umbigo.
— Ah, hn, hn! Haa, Saebyeok, hnn, papai da Isul, amo-oor…
Como ele o chamava desesperadamente. Saebyeok beijou a orelha de Gong Pyeonghwa e arranhou lentamente suas costas com as unhas.
Dava para ver os músculos das nádegas se contraindo com força enquanto ele tremia.
Saebyeok encostou seu sexo no de Gong Pyeonghwa. E, como se estivesse desesperado, soltou um gemido dolorido enquanto se esfregava. Gong Pyeonghwa inspirou fundo, a ponto de o peito inchar, e soltou o ar pelo nariz.
— Ah, ah! Sério! Sério, sério, sério tarado.
Gong Pyeonghwa xingou o marido de tarado e depois sacudiu os sexos como um tarado ainda maior. O som seco que vinha da mão larga era ainda mais taradesco.
Diante da pressão que apertava com força, Saebyeok soltou um gemido nasalado e se remexeu. Os dois sexos, seguros por uma única mão, balançavam rápido para cima e para baixo.
— Ah, ah! Eu, eu, não, agu, eu, vou, vou gozar…!
Os lençóis já estavam encharcados havia muito. Atrás, o buraco pulsava derramando fluido sem parar; à frente, o sexo vermelho, congestionado de sangue, jorrava água como uma fonte.
Com o prazer, os músculos das coxas tremiam. Gong Pyeonghwa abriu bem a palma e apalpou as coxas de Saebyeok. As coxas estavam úmidas de sêmen.
Gong Pyeonghwa juntou com a mão o sêmen que estava nas coxas, espalhou grosseiramente no próprio pau e, não satisfeito em roubar o sêmen de Saebyeok, roubou também a mão dele.
Fazendo-o segurar o sexo lambuzado de sêmen, sacudia ao mesmo tempo a mão de Saebyeok e o próprio sexo.
Saebyeok, mesmo um pouco sem forças pelo eco da ejaculação, quando via Gong Pyeonghwa tão excitado a ponto de as veias saltarem no pescoço, sentia o tesão subir de novo.
Vaquinha
Aquele rosto todo entregue à sensação, os músculos que inflavam a cada respiração, e ainda os gemidos doloridos misturados a tudo isso — era, bom, simplesmente fim de jogo. Vamos para mais uma rodada.
Saebyeok lambeu a pinta de lágrima de Gong Pyeonghwa e esfregou a glande. Quando arranhou a carne delicada com a unha, sentiu as pálpebras de Gong Pyeonghwa tremerem.
Gozar uma vez cada, de forma justa, terminar com um sexo com penetração incrível e, depois de aproveitar o pós-prazer, mudar de posição e de novo…
Saebyeok, com tudo planejado, acariciava obstinadamente o sexo de veias saltadas para avançar à próxima etapa. Vendo a quantidade que escorria, já estava na hora dele gozar.
Saebyeok já conhecia o melhor método para fazer Gong Pyeonghwa gozar. Eu não queria usar isso hoje, mas não tem jeito.
Saebyeok colou o corpo em Gong Pyeonghwa. E então sussurrou ao pé do ouvido dele:
— Pyeonghwa, eu…
Foi naquele instante.
— Uáááh-!
O coração de Gong Pyeonghwa e o de Shin Saebyeok deram um solavanco. Diante do som de pterodáctilo do anjo, Gong Pyeonghwa, com o sexo duro balançando e tudo mais, saiu correndo da cama e trouxe um roupão e toalhas.
Saebyeok pegou a toalha e enxugou de qualquer jeito as partes molhadas.
Nesse meio-tempo, Gong Pyeonghwa trocou os lençóis às pressas. Gong Pyeonghwa e Shin Saebyeok vestiram apressadamente os roupões e abriram a porta.
Viram Isul chorando aos berros, segurando o pescoço de um boneco de braquiossauro.
— O que foi, nossa Isul. Teve um sonho ruim?
Saebyeok pegou Isul no colo e afagou suas costas lentamente.
Isul, que se orgulhava de uma dicção excelente desde 1 ano de idade, falou com uma pronúncia arrastada e difícil de entender.
Quando já era impossível compreender e a coisa ficava embaraçosa, Gong Pyeonghwa, tendo apagado completamente os vestígios das brincadeiras manuais entre os papais, traduziu o “choromês” de Isul:
— Você estava com sede e saiu para beber água… e ouviu um barulho dos papais brigando… Ah, foi isso…
— …
Meus gemidos foram tão altos assim? Saebyeok não conseguia acreditar e sentiu o rosto esquentar.
— Não deve ter sido, né? Não deve, né? Os papais estavam fazendo um irmãozinho para a Isul e o Rou…
O que é que ele está falando? Saebyeok cutucou com força a lateral de Gong Pyeonghwa e o calou.
— Não foi briga. Que estranho? Por que teve esse barulho? Os papais estavam dormindo, ron-ron. De onde será que veio esse barulho?
Dormindo, ron-ron, uma ova. Estavam ofegando e ofegando.
Gong Pyeonghwa, por dentro, deu uma risadinha ao ver Saebyeok contando uma mentira branca para proteger a inocência de Isul sem mudar uma linha do rosto.
— O papai deve ter roncado. Nossa princesa se assustou?
Gong Pyeonghwa também aderiu à mentira branca.
Depois de acalmar e consolar Isul, os dois acabaram deitados na mesma cama que ela.
— …
— …
Marcação uma ova, o sexo foi interrompido no meio. Saebyeok pelo menos gozou; Gong Pyeonghwa, interrompido a um passo de gozar, estava num estado mental deplorável.