Capítulo 09
※Q. Entrevistador, A: Diretor Shin Saebyeok
Q. Parabéns pelo casamento. Não esperávamos que aceitasse a entrevista, obrigado por ter aceitado de bom grado. Como é uma ocasião preciosa, gostaria muito de perguntar algumas coisas.
A: Se houver perguntas indiscretas, eu mesmo dou um jeito de desviar. O senhor não vai editar de forma estranha, não é? (risos)
Q. Claro que não. Posso perguntar por que se casou e revelou publicamente os fatos desta vez?
A: Hum. Antes de tudo, é uma pessoa que eu amo demais e tenho a certeza de que nunca vamos nos separar, por isso decidi anunciar. Se a gente se fizesse de amor do século e depois se divorciasse, seria meio ridículo, não? (risos)
Q. Ah, haha, sim, sim. Pode acontecer. Está dizendo que se gabou porque ama?
A: Isso também é verdade, mas, como o traço especial em si é minoritário e, sendo homem e ômega, os casos são ainda mais raros, acabei sofrendo mal-entendidos bizarros.
Q. Mal-entendidos bizarros?
A: Eu morei um tempo na casa dos meus sogros (risos) e, nesse processo, entrei na Taegang Eletrônicos na equipe de vendas internacionais. Como estagiário, por três meses.
Q. Um momento, o futuro presidente do Grupo Baeksan como estagiário de uma concorrente? Entendi corretamente?
A: Sim. Entendeu com precisão. A propósito, por isso, no meu currículo consta como experiência: três meses de estágio na equipe de vendas internacionais da Taegang Eletrônicos. Seria um desperdício não incluir. (risos)
Q. Não há problema? Eu não entendo bem, mas espionagem industrial ou algo assim…
A: (risos) Acho que sei o que está pensando. Meu marido já disse algo parecido. Não é nada de mais; meu sogro, literalmente, queria ver que tipo de pessoa eu era, e acho que por isso me colocou como estagiário. Se eu cumprimentava direito, se me vestia com decência, essas coisas. Bastaria um novato fazer só isso, mas com o nervosismo nem isso sai direito. Aproveito a ocasião para desejar força aos novatos que dão o primeiro passo na sociedade!
Q. Até incentivo à juventude. Fico com o coração aquecido à toa. Voltando à pergunta, oh. Poderia nos dizer o que sentiu durante os três meses de estágio?
A: “Não é ruim.” Não, ao contrário, “eu até recomendaria” — é o que penso. Claro, com a condição prévia de que a espionagem industrial é proibida.
Cada empresa persegue lemas diferentes, têm climas diferentes. A nossa Baeksan é um pouco mais rígida, mas tem a vantagem de uma comunicação vertical bem definida e um bom sistema de mentoria; já a cultura corporativa da Taegang é… íntima? Seria essa a palavra? Por isso havia menos tensão e acho que a criatividade fluía melhor. Devemos seguir o que é bom. (risos)
Acredito que foi por passar por esse processo que este novo produto em parceria pôde surgir. Agradeço ao meu sogro, que me conduziu, a mim que era um sapo no fundo do poço, a um mundo mais amplo. Sogro. Eu o admiro!
Q. Sim, isso eu vou editar.
A: Não pode. Meu sogro gosta desse tipo de coisa.
Q. Ah. Vou incluir sem falta.
A: Obrigado.
Q. Hum… Voltando ao assunto principal. A história é tão interessante que esqueci minha posição de entrevistador e me deixei levar (constrangido). Então, por que decidiu revelar o casamento?
A: Ah, sim. Estávamos falando disso. Preciso voltar à história de morar na casa dos sogros. Durante os curtos três meses de estágio, sem querer, correu um boato estranho.
Q. Um boato estranho?
A: Como eu sou homem e meu marido também é homem, o boato de que eu seria homossexual.
Q. Ah, entendi.
A: Bom, com isso eu nem me importei muito. De qualquer forma, é verdade que namorei alguém do mesmo sexo e me casei, e eu provavelmente teria gostado do Pyeonghwa, ou seja, do meu marido, fosse ele mulher ou homem.
Q. Isso também é uma fala preparada?
A: Meu marido gosta desse tipo de coisa.
Q. Sim. Vou publicar. Está dizendo que não é homossexual, é bissexual, mas correu o boato de que era homossexual? De um jeito ou de outro, deve ter sido difícil num ambiente corporativo conservador.
A: Não, essa parte está tudo bem. Isso não é um boato desonroso. É apenas gostar do mesmo sexo.
O problema foi o boato humilhante de que eu estaria namorando com vistas a me casar não com meu marido, mas com a irmã mais nova dele, ou seja, minha cunhada, e que estaria traindo com o meu atual marido.
Q. Isso é coisa de novela barata.
A: Sim. Foi então que decidi tornar público o casamento.
Q. Ainda assim, acho que foi uma grande decisão. Eu não teria conseguido. O senhor era praticamente desconhecido da imprensa e, como só trabalharia três meses, bastaria ignorar por um tempo.
A: Não é que eu não tenha pensado nisso, mas havia alguém com bastante má-fé. Havia até quem enviasse ao meu sogro, ou seja, ao presidente, fotos de nudez pervertidas com o meu rosto e o do meu marido montados — deepfake, é como se chama, não é?
Q. (atônito) Meu Deus. Existia uma pessoa dessas? Na empresa? É crime!
A: (risos) Foi isso que serviu de estopim.
Meu pai detesta extremamente aparecer na imprensa, então nossa família nunca teve exposição midiática, e por isso, mesmo pesquisando, não se encontra informação alguma. Se eu fosse jornalista, acho que também ficaria irritado… Bom, enfim, não dá para ficar para sempre sob o teto do meu pai.
Q. Oh, é verdade. Por isso foi tão difícil entrar em contato no começo. Felizmente eu tenho amizade pessoal com a streamer de mukbang Juna e, de um jeito ou de outro, consegui chegar até o senhor com dificuldade. Mudando um pouco de assunto, como conhece a Juna? Fiquei surpreso ao ver o senhor no vídeo de mukbang do aniversário de um ano da filha dela.
A: É a irmã mais nova de um amigo do meu marido. E o amigo do meu marido também é meu conhecido. Como fomos colegas de escola e ficamos na mesma sala por três anos, dá para dizer que nos conhecemos. Mas meu marido a conhece melhor do que eu.
Q. Entendo. O presidente Shin, seu pai… É compreensível que deteste a imprensa. Eu também ficaria irritado.
A: (risos)
Q. Er, hum. Ainda assim, agradeço mais uma vez por ter aceitado a entrevista com tanta coragem. Deve ter sido difícil.
A: Não foi nada difícil. Porque montei de novo uma equipe jurídica que faz monitoramento constante.
Q. Oh…
A: Aos senhores com muito dinheiro, sintam-se à vontade para expressar suas opiniões.
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Casamento entre pessoas do mesmo sexo? Traço especial? “É hora de corrigir os olhares equivocados”
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“Chegou a era em que comer muito é motivo de orgulho. Antigamente seria impensável.” – streamer de mukbang Juna
Como se vê, os tempos mudaram. Hoje se ganha dinheiro simplesmente comendo, e também apenas escrevendo pensamentos cotidianos ou falando em vídeos.
É uma mudança de padrão que veio com a passagem da agricultura para a indústria e da indústria para a era da informação.
Mas, embora o mundo tenha mudado tão depressa, há algo que continua o mesmo. O preconceito e os olhares frios contra as minorias.
Desde o surgimento dos traços especiais, o casamento entre pessoas do mesmo sexo já foi legalizado há muito tempo, mas os olhares continuam ásperos.
Para onde devemos caminhar daqui em diante?
A tecnologia avança rapidamente, mas nossos corações continuam presos a uma era antiga.
Que esta sociedade tenha um coração mais maduro e aceite o outro como ele é. Essa é a lição de casa que todos temos a resolver.
[Comentários(98)]
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Anônimo1: faz sentido dois caras com a mesma coisa pendurada se casarem? a sociedade está enlouquecendo. o país inteiro está bêbado de PC excessivo. respeitem a biologia, humanos ignorantes. nem mulher com mulher, homem com homem? eca
└Anônimo43: até um troço como você nasceu, qual o problema
└Anônimo52: comentário que vai ser processado em breve
└Anônimo31: então não devem casar tendo filho? tendo quem os pariu de verdade,, vai fazer a criança virar filho sem pais・?/ tem pai que comeu sopa de algas depois de parir um sujeito como você・e você quer transformar uma criança que nasceu bem em órfã? maluco!
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Anônimo22: seja qual for o sexo, quem gerou é pai, e o filho precisa ter pais! Se o mundo está mudando, não culpe o mundo, mude a si mesmo! Assim é mais fácil! Ande 10 mil passos por dia, leia por 1 hora e durma bem. Só isso já traz paz de espírito. (ver mais)
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Anônimo18: no começo eu ia lendo concordando, mas quanto mais avança pior. ômega casar com alfa e daí? escrever matéria sobre o óbvio e ainda dar lição de moral é irritante; tá se achando sozinho
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Anônimo3: homossexualidade é pecado.homossexualidade é pecado.homossexualidade é pecado.homossexualidade é pecado.homossexualidade é pecado.homossexualidade é pecado.homossexualidade é pecado.homossexualidade é pecado.homossexualidade é pecado.homossexualidade é pecado.homossexualidade é pecado.homossexualidade é pecado.homossexualidade é pecado.
└Anônimo7: tudo é homossexualidade.tudo é homossexualidade.tudo é homossexualidade.tudo é homossexualidade.tudo é homossexualidade.tudo é homossexualidade.tudo é homossexualidade.tudo é homossexualidade.tudo é homossexualidade.tudo é homossexualidade.tudo é homossexualidade.tudo é homossexualidade.tudo é homossexualidade.
└Anônimo13: dizem que hoje a homossexualidade está na moda e que os fdp que não conseguem entrar na moda é que escrevem comentários maldosos, é verdade mesmo
└Anônimo21: o anônimo7 é doido kkkkkkk
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— Avisa antes. Como você sabe, eu preciso de um preparo. Faço uma reação too much?
— Sim. Você conhece a regra de ouro do romance, né? O gênero muda conforme a reação quando o amado aparece arrumado. Com aquela sensação de ficar meio cego, como se tivesse visto um anjo. Mas não pode ser óbvio, apenas as pupilas dilatando, uma emoção sutil. Isso.
— Entendi.
Saebyeok imaginou uma criatura que passou a vida inteira dentro de uma caverna. Tentou se colocar intensamente no lugar dessa criatura.
Sair de uma caverna escura e sombria e encontrar a luz pela primeira vez.
Mais do que emocionante, dói nos olhos. Uma exposição repentina à luz pode causar problemas de visã…
— E aí?
— Acho que vou ficar cego. Aaah!
Havia luz no princípio? Talvez o terno de casamento de Gong Pyeonghwa e o cabelo meio penteado para trás tenham vindo antes. Talvez a luz tenha nascido dos fragmentos disso.
Pensando descaradamente algo que faria antropólogos e cientistas levarem a mão à nuca ao mesmo tempo, Saebyeok observou o rosto de Gong Pyeonghwa, que se esforçava como nunca.
Gong Pyeonghwa, percebendo perfeitamente o olhar de Saebyeok, encostou-se na parede e exalou sensualidade sedutora e provocante.
O convidado Seonu Jeong, que passou rapidamente para cumprimentar, reclamou de enjoo diante do excesso de charme do homem casado. Ele não queria conhecer o charme fatal do amigo.
— Ugh!
Não importava se Seonu Jeong tinha ânsia de vômito ou enjoo de grávida no corredor, Gong Pyeonghwa e Shin Saebyeok só viam um ao outro.
— Amor, o branco de noivo cai perfeitamente em você. O terno fica ótimo. Você deve ter nascido para usar smoking de casamento.
— Você é que devia ter sido modelo…
Por que teve que nascer numa família de conglomerados? Poderia ter contribuído enormemente para a paz da humanidade. Literalmente, a paz poderia ter feito paz. Quanta perda a humanidade sofreu?
Por que as empresas numa sociedade capitalista sonham com monopólios? E por que os indivíduos se obcecam pelo que é escasso? Olhando o rosto de Gong Pyeonghwa, dava para entender.
Há coisas que se quer compartilhar e há coisas que se quer ver sozinho, saber sozinho.
— Amor…
— Querido…
O casal trocou olhares profundos e liberou feromônios sedutores. Se preciso, fariam ali mesmo, e ao mesmo tempo pensavam “é branco, então não tem problema, né?”…
— Ecaa!
Você não vai embora?