Capítulo 03
— Não. Eu vou resolver. Desculpe por causar preocupação sem necessidade.
Saebyeok respondeu com calma, imaginando torcer o pescoço do assistente Hwang.
Por mais que pensasse, só podia ser aquele desgraçado.
A menos que ele tenha compartilhado a foto que tirou daquela vez num site de imagens livres de direitos autorais, quem é que imprimiria aquela foto…? Não, mesmo que compartilhasse, que louco imprimiria, enfiaria numa pasta de documentos e entregaria ao presidente da empresa?
Hwang Jin… como era mesmo? Não deve ser Hwang Jinhui, sendo quem é; Hwang Jinsang? Enfim, só podia ser aquele desgraçado.
— Ora essa! De loucos e de merda a gente desvia! Que sujeito é? Eu também tenho o direito de saber! Na minha empresa não preciso de um ser humano sombrio e tão mal educado!
Assustado com o presidente Gong, que jogou as fotos no chão, apontou o dedo e berrou, Saebyeok teve um soluço.
O presidente Gong, numa idade em que se quer muito ver os netos, assustou-se ainda mais com o soluço de Saebyeok e levou a mão ao peito.
— Sendo tão frágil assim… Não. Desculpe. Eu preciso corrigir esse meu gênio. Ai, ai…
Qualquer pessoa de coração forte se assusta quando o sogro, que também é o presidente da empresa, explode de repente. Eu não sou frágil.
Saebyeok queria se defender, mas o presidente Gong não lhe deu brecha.
— Você vá para algum lugar de ar puro e água boa e se concentre só na gestação. Por que vir a essa empresa qualquer!
Nesses momentos, o sogro se parece muito com nosso Pyeonghwa…
— Esse tal de Gong Pyeonghwa sabe? Não deve saber; se soubesse, aquele fedelho não estaria quieto…
Sem saber que Gong Pyeonghwa já havia mandado, através de Gong Jeong, várias mensagens ameaçando tocar fogo na empresa, o presidente Gong apertou as têmporas como se tivesse dor de cabeça.
— Vá com ele para algum lugar de água boa, ar puro, sol bom e segurança boa e se recupere um pouco, hein?
— Não. É que eu quero ver o projeto terminar. E também acho que sei quem fez isso. Mesmo que não resolva completamente, quero ao menos organizar o que está ao meu alcance.
O presidente Gong fez uma cara de quem estava farto, como se Saebyeok fosse insuportável, mas por dentro achou que essa postura responsável era coisa de homem.
— Porque senão acho que não vou conseguir dormir.
Ah, não era isso. Ele só tem pavio curto mesmo.
☆(*^о^)乂(^-^*)☆
— Pyeonghwa.
— Hã?
— Anúncio de metrô precisa ser feito através de agência?
— Qual deles? Porta de plataforma? Iluminação? Wrapping? Dentro do vagão? Estação de depósito?
Como no aniversário de um ano de Isul, infelizmente, por questão de tempo, tiveram que desistir, os orçamentos ainda estavam intactos na cabeça de Gong Pyeonghwa.
— Por quê? Vai anunciar o quê? O projeto? Isso é só passar para a agência. Tem agência de publicidade entre as subsidiárias.
— É. É que preciso usar uma coisa relacionada à empresa.
— Quer que eu mande o orçamento e a lista que eu levantei?
— Se puder, agradeço.
Saebyeok montou o plano olhando o orçamento carregado no drive compartilhado do casal.
Saebyeok não sabia o que era torrar dinheiro. Por não saber gastar? Por ser econômico?
Não. Era porque não gostava de gastar à toa. Dinheiro precisa ter uma utilidade proporcional ao que se gasta.
— Falta tão pouco, vai com calma.
— Estou indo com calma. Quando eu largar o trabalho, vamos viajar para algum lugar?
— Boa. Onde você quer ir? Até quando?
— Vamos procurar juntos hoje.
Aê! Gong Pyeonghwa soltou um gemido manhoso e pisou no acelerador.
Na cabeça de Gong Pyeonghwa já se acumulavam inúmeros cenários.
Guam, Boracay, Saipan, Kota Kinabalu, Croácia. Será melhor ir antes do corpo ficar pesado? Ou voltar para os Estados Unidos? Propor ficar por lá até o parto?
Que bom. Que bom. Que booom!
Gong Pyeonghwa, numa idade em que se ama sair por aí, adorava a sogra e adorava Noeul, mas, no fim das contas, o que mais amava era brincar com Shin Saebyeok.
Gong Pyeonghwa não escondia a alegria. Abriu um sorriso radiante, capaz de alegrar quem visse.
Como estará feliz para os feromônios vazarem desse jeito.
Diante do feromônio agridoce que invadia o nariz, Saebyeok deu uma risadinha.
Saebyeok sempre quis proteger o sorriso sem mácula de Gong Pyeonghwa, mas desta vez queria fazê-lo chorar um pouco.
Vou te mostrar como eu gasto dinheiro com proveito.
Shin Saebyeok era do tipo que tinha tudo planejado.
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Os três meses de contrato de estágio de Saebyeok chegaram ao fim.
Todos se indignaram, perguntando por que ele não fora efetivado, e só o assistente Hwang estava sozinho rindo à toa.
— A economia está ruim? A não ser que seja um caso perdido, depois do estágio a pessoa é efetivada, não é?
— Pff. Caso perdido.
O assistente Hwang inseriu de novo um som desagradável.
— É que eu preciso de um tempo de repouso. Mas acho que ainda vamos nos ver de vez em quando. Quando isso acontecer, me cumprimentem.
Saebyeok riu, aliviado, como alguém sem nenhum apego à efetivação.
— Vai repousar e voltar? Quanto tempo dura o repouso? É doença incurável? Estava machucado? “A última folha”?
O gerente Dok perguntou com o rosto chocado.
— Não é isso, é uma coisa boa. Uma ocasião feliz. Uns seis meses?
— Vai repousar seis meses inteiros? E vai repousar onde?
Como ainda era um período difícil para pegar avião, por ora decidiram passar numa casa de campo tranquila dentro do país.
Quando entrassem numa fase mais estável, iriam circular por destinos de descanso conforme as vontades de Gong Pyeonghwa.
— Acho que vou para vários lugares. Por enquanto, mais dentro do país.
— Então vamos ver beisebol no outono?
Ele é louco por beisebol de verdade?
— Para qual time o senhor torce?
— TK Ligers.
— Eu sou do Baeksan Dinos.
— Como é que um réptil do Baeksan entrou na Taegang? Isso deve ser ilegal. Não é espionagem industrial?
Isso talvez seja mais ou menos verdade.
Saebyeok disfarçou com um riso.
— Em vez disso, vamos fazer uma confraternização.
— Confraternização, boa! Confra! Vamos comer atum! Atum!
— Tem alguém me esperando. Vejo vocês quando o repouso acabar. Obrigado a todos.
Quando Saebyeok saiu sem olhar para trás, a expressão dos que ficaram não estava boa.
Deve estar sofrendo. Não foi que ele fez o trabalho de qualquer jeito; ele se esforçou, foi bem, e mesmo assim não foi efetivado.
Mesmo sentindo pena, veio depois o pensamento: “mas ele é apadrinhado, né?”. Ele se esforçou tanto, tão pouco à moda dos apadrinhados, que por um instante esqueceram que ele era apadrinhado.
Ele mesmo disse que volta em alguns meses… Talvez, nessa altura, o encontrem já como gerente.
Quem se preocupa com quem, afinal. Todos coçaram a bochecha sem jeito.
— Vamos embora.
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Hwang Jincheol publicou um post no site que frequentava todos os dias.
Enquanto escrevia sem pensar, estava tão animado que até cantarolava.
Realidade real 29 kkk relato (com fotos)
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antes eu postei sobre o novato apadrinhado adúltero homo, trouxe o relato kk
simplesmente imprimi as fotos do adultério e enfiei direto no meio dos documentos de aprovação com explicação e tal, e naquela tarde o novato foi chamado direto pra sala do presidente kkk
veio com a cara podre e ficou me encarando assim que chegou kk e daí se ficar me encarando, que alívio do caralho
vendo que ele foi expulso logo depois do fim do estágio, parece que foi descartado
depois da reunião até o dia da saída ele não conseguiu me dizer nada, só ficava “sim sim” kk dava pra ver na cara que o orgulho dele tava pra caramba ferido kk
hoje foi o último dia e ele ainda saiu se despedindo mantendo o orgulho até o fim kkkkkkk fugiu com o rabo entre as pernas kkkkk
foi embora sem nem ir na confra, que alívio do caralho, parecia inverno k
eu odiava aquela cara podre me encarando e o jeito folgado dele sair no horário, agora aliviou geral kk
hoje à noite é frango com cerveja kk
aceito perguntas k depois apago o post
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Que post é esse de antes?
└autor: (link)
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opa é um louco? fez mesmo kkkk
└autor: eu quando digo faço a culpa é do fdp que mexeu comigo primeiro kk
└que medo do caralho kkkk
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mas o novato também é fera kk larga a mulher e trai com um homem kk
└autor: vai pegar aids
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esse cara escreve bem kkk
└autor: classe de grande empresa k
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trabalha onde? se é grande empresa mostra k
└autor: eu sou idiota?
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sem comprovação é o quê?
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inventado
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cheiro de invenção
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autor: vou comprovar seus filhos da puta (link)
comprovado
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(foto do crachá)
(foto do holerite)
(foto tirada escondido)
de tanto falarem que é invenção, tá aí a comprovação, seus filhos da puta
imprimi as 3 fotos em alta resolução e enfiei no meio dos documentos
ano que vem vou ser promovido a gerente, falou
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que louco kkkkkkk sem freio
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isso é homem de verdade
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só censurou os dados dele e postou as fotos inteiras kkkkkkk
└autor: aquele cara não tem direitos humanos a proteger kk
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isso é que é homem kkkk
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converti em PDF e mandei reclamação pra matriz, falou
└autor: e como você vai mandar, seu merda kk
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— Você nem trabalha mais, por que ainda está no modo workaholic? Papai da Isul! Faz mal para o bebê!
Gong Pyeonghwa apelou com lágrimas, usando uma boia. Saebyeok disse que entendeu e desligou a tela do tablet.
Bebendo um coquetel sem álcool, aproveitou o sol quente.
A conversa com o sogro já estava encerrada. O relatório para convencer o pai também ia bem. Mesmo que fosse rejeitado, desta vez pretendia impor à força.
Pelo meu orgulho, pela paz da família e pelo nosso Pyeonghwa, vou dar cabo disso.
— Entra logo! Papai da Isul! A Isul está esperandooo!
Gong Pyeonghwa e Isul acenavam para Saebyeok.
— Saebyeok, olha a Isul. Ela é um gênio da natação, né?
Espirrando água para todo lado, ela brincava de um jeito bem convincente. Na piscina flutuavam uma família de patos e uma família de tubarões, e a piscina estava cheia das risadas de Isul e Gong Pyeonghwa.
Vendo a filhinha rindo às gargalhadas e o marido, que agora voltava a ganhar peso, Saebyeok aproveitava a sensação de férias.
Saebyeok acariciou lentamente a barriga de presença marcante e perguntou:
— Quando é que você vai nascer?
Que o Roun nasça logo também.