Capítulo 05
Autobahn Romance Vol 3 — P5
Gong Pyeonghwa estava deprimido.
Era natural. O marido foi fazer uma viagem de negócios internacional. E não dava para fazer contato.
Se disserem que deveria ser bom o marido viajar a negócios? Não diga bobagens. Nós somos recém-casados.
Ultimamente sinto meu corpo pesado, parece que vou adoecer gravemente em breve… Ah, será que o rut está chegando? Como ficaria sem ver Saebyeok por pelo menos uma semana, Gong Pyeonghwa engoliu os supressores de rut à força.
Apesar de não querer sair da cama hoje de jeito nenhum, Gong Pyeonghwa finalmente se levantou e, como se nada tivesse acontecido, preparou o café da manhã com um sorriso radiante.
Durante o silêncio da manhã, Isul começou a fazer pirraça.
— Isul, por que você está assim logo hoje? Está dodói? Quer comer outra coisa em vez do mingau? Quer que o papai lave mirtilos para você?
— Hunf!
— Por que está fazendo hunf, hunf? Por quê?
— Hunf!
Para um pai que já estava sofrendo de solidão, ver Isul fazendo uma birra com a comida que nunca tinha feito antes parecia uma enorme ingratidão. Disseram que você era uma filha tão boazinha quando estava na casa do pai Saebyeok.
— O papai também vai fazer hunf. Hunf para você. Pronto. Hunf!
— Hunf!
Os sons de “hunf” não paravam na mesa do café da manhã. A senhora Lee achava que aquilo dava vida à casa, mas, ao mesmo tempo, ficava pisando em ovos. Embora o marido estivesse comendo em silêncio, a leve ruga entre as sobrancelhas indicava que ele estava achando barulhento.
— Se você continuar fazendo hunf, hunf, o vovô vai brigar com você.
— Não vou brigar.
— O senhor não vai brigar? Que coisa. Ele disse que não vai brigar. E agora, o que você vai fazer?
— Bobo.
Sendo chamado de bobo pela própria filha logo cedo, o bobo do Gong Pyeonghwa não conseguiu se defender e acabou implorando para que Isul comesse.
— Isul, se você continuar sem comer, o papai vai comer tudo, hein? Olha aqui. O papai vai comer tudo.
— Come tudo! Come tudo!
— Que história é essa de “come tudo”! Diga “pode comer”! Você tem que falar com educação!
Em vez de “coma você”, ela deveria dizer “sirva-se”. E o que afinal ele estava esperando de uma criança de um ano…
— You eat!
— Ok. Dad will eat it all!
Olha só. Ela já fala inglês fluente. Será que está certo isso?
Foi um pouco confuso, mas, de qualquer forma, era uma manhã pacífica como a de qualquer outra família.
—
O presidente Gong cochilou por um momento no avião.
No sonho, o presidente Gong estava escrevendo seu testamento. Ele havia anotado que deixaria a Gongjeong para Gong Jeong, as ações para Saebyeok e o hotel para Sa rang, mas sentia que estava esquecendo de algo.
Ele pensou no que poderia estar faltando, já que havia deixado bens para os três filhos, e então percebeu que não tinha deixado nenhuma herança para a neta. Ele pegou o testamento novamente de imediato.
E, enquanto escrevia o nome de Isul no documento, algo começou a cutucar seu pé de leve.
Ao olhar para ver o que era, um pequeno tricerátopos estava golpeando sua canela com os chifres.
Assustado, o presidente Gong abriu os olhos e logo compreendeu a situação.
Felizmente, não era o período Cretáceo, era um avião.
Pensando bem, não fazia sentido um monstro gigante de 6 a 12 toneladas encolher para um tamanho de 60 centímetros e ficar batendo a cabeça contra a canela dele na vida real.
— O senhor acordou?
Saebyeok, que acabara de voltar do banheiro, perguntou se ele havia dormido bem. Como não podia confessar que havia trocado Gong Pyeonghwa por ele em seu sonho, mentiu dizendo que não estava dormindo, mas meditando.
Fingindo compostura, o presidente Gong decidiu colocar Saebyeok em seu devido lugar por um momento, temendo que ele começasse a folgar como Gong Pyeonghwa.
— Você acha que eu te trago comigo porque gosto de você?
— Sendo sincero, eu sinto um pouco isso.
Ele achou que ele iria negar… O presidente Gong, que pretendia implicar pegando no pé dele, ficou desconcertado com a resposta inesperada.
— Obrigado por me ver com bons olhos.
Como ele agradeceu antes mesmo que pudesse dizer algo, o presidente ficou sem palavras.
— …E-eu? Não estou te trazendo porque gosto de você, mas para ver de perto como é o seu caráter, então não se iluda. Você não vai conseguir nem um pedacinho do meu coração.
Como a fala falhou feio logo no início, não teve muita credibilidade.
Embora já tivesse adotado Saebyeok como filho no sonho e entregue até uma subsidiária da empresa, o presidente Gong soltou descaradamente as palavras “eu não gosto de você” e, apesar de ter dito isso, olhou de relance para Saebyeok, medindo sua reação.
Saebyeok, que parecia uma flor de estufa, fitou o presidente Gong com um olhar firme como o de um dente-de-leão brotando no asfalto, parecendo concordar com as palavras dele.
— De fato, devo estar bem longe de satisfazer as suas expectativas se comparado ao Pyeonghwa.
O presidente Gong, que já havia feito a troca em sua mente, ficou desorientado com a súbita autodepreciação de Saebyeok.
— Eu nem sequer sou um alfa… Fico muito… atrás do Pyeonghwa.
Do que você está falando, você é muito melhor! Tenha confiança! Ele quase torceu por ele.
— Minha personalidade não é extrovertida, não sou animado nem sociável. Comparado ao Pyeonghwa, eu sou lamentável.
Apenas por aquele elogio que elevava tanto seu filho canalha e por aquela mentalidade positiva, ele já parecia quatro vezes mais adorável que Gong Pyeonghwa.
— Ora, ser minucioso e dedicado como você já é o suficiente, por que se comparar com os outros, hein? O que importa a personalidade? Contanto que não seja problemática. É cem vezes melhor ser comportado do que quebrar o braço por aí inventando de se divertir por ser extrovertido e animado.
— Obrigado por me avaliar de forma positiva.
Ué? Não era para ser assim.
— 𓇼 —— 𓇼 —— 𓇼 —
Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna