Capítulo 03
Autobahn Romance Vol 3 — P3
♥ Meu Marido ♥
?
O que você quer dizer com isso……………………………………………………………………….
Eu agora eu agora eu agora… é brincadeira, né?
ㅠㅠ o presidente deu o cartão corporativo para os novos funcionários fazerem um jantar coletivo ㅠㅠ
♥ Meu Marido ♥
Ah, por que ele dá o cartão corporativo para uma coisa dessas? Ele que desse o cartão pessoal dele ㅡㅡ não, não é isso, ah, não, ah. ㅡㅡ Quem faz jantar de empresa à noite hoje em dia ㅡㅡ
Exatamente! Exatamente!
♥ Meu Marido ♥
Onde vai ser o jantar?
Acho que disseram que é em uma churrascaria por aí
♥ Meu Marido ♥
Manda o endereço
“Será que ele está pensando em vir? Não seria um problema? Não tem olhos demais observando?” Shin Saebyeok ficou preocupado com a possibilidade de algo acontecer, mesmo enviando o endereço.
— Saebyeok, saia logo. O negócio aí está feio?
Ah, que saco, precisava ficar apressando. Shin Saebyeok deu descarga fingindo que tinha terminado o que estava fazendo e se juntou ao apressadinho.
Quem tinha carro próprio levou alguns conhecidos, e quem não tinha pegou um táxi. Shin Saebyeok acabou se misturando ao grupo do carro próprio por acaso.
Andavam juntos como se fossem próximos, mas na realidade todos estavam ocupados olhando para os celulares. Quando conversavam, os assuntos giravam em torno de avaliar mulheres ou falar de ações.
Nossa… Conseguir manter uma conversa tão materialista assim também era uma habilidade.
— Ah, a garota com quem estou saindo desta vez é meio nova e parece ser bem ligada em marcas de luxo, que cansaço. Como não vou casar com ela, estou pensando em terminar.
“Se não vai casar, por que está namorando?”
Shin Saebyeok, que possuía o coração de um romântico, sentiu uma irritação repentina. Ele não era o tipo de pessoa que se irritava com esse tipo de coisa originalmente, mas como se tornou um romântico, acabou ficando assim.
— Se a família dela não tiver dinheiro, termine. Se ela não puder comprar marcas de luxo com o próprio dinheiro, vai querer comprar com o seu. Mesmo que você ganhe dinheiro para dar a ela, ela vai acabar entregando tudo para a família dela. O namoro a gente faz com uma garota bonita e de corpo bom, mas o casamento tem que ser com uma mulher econômica.
“O casamento tem que ser com a pessoa que se ama, do que ele está falando?”
— Ou então com alguém que a família tenha muito dinheiro.
— Exatamente.
— É isso.
Cada conversa compartilhada em meio a risadinhas era de baixo nível. Shin Saebyeok não queria se misturar.
Há um tipo de pessoa que se costuma ver às vezes na época dos exames de admissão. O tipo desprezível que, ao realizar uma ação que deveria causar vergonha, não sente o menor remorso, agindo, pelo contrário, com orgulho.
— Não é, Saebyeok? Ah, você parece ser bem mais novo do que eu, posso falar informalmente com você, né?
— Não. Eu sou do tipo que só fala informalmente depois de criar intimidade, então vou recusar.
— Ah, qual é, somos todos funcionários do mesmo nível. Podemos aproveitar para criar intimidade agora.
A cara de quem sorria com uma expressão de “olha só para ele” carregava uma ostentação misturada com um leve embaraço.
— Eu prefiro que a intimidade surja naturalmente.
— Ah, haha, então você prefere encontros naturais. Conheceu o seu amor assim também?
Ele ficou melancólico ao pensar em Gong Pyeonghwa.
Ah… Se tudo estivesse correndo de acordo com o plano original, em vez de estar submerso nessa conversa sem substância que só desgastava o seu psicológico, ele estaria de mãos dadas com Gong Pyeonghwa em um lugar agradável, jantando e trocando beijos…
— Como você conheceu o seu amor?
— Na escola.
— Oh. Na faculdade?
— Não, no ensino médio. As nossas áreas residenciais coincidiam.
— Oh. Vocês estão juntos há muito tempo, hein? Mas como a outra parte é quem é, não teria como as pessoas não saberem, teria?
— Como era um namoro secreto, todos descobriram só recentemente. E bem…
Ele não era o filho mais velho, era o segundo filho, e como o garoto era extremamente simples, dava para dizer que quase não parecia que ele vinha de família rica. Afinal de contas, até mesmo Seon Woojeong não sabia que Gong Pyeonghwa era de família herdeira.
— O meu amor era famoso, mas, bem.
Não era famoso por ter muito dinheiro, era mais… famoso por ser um tremendo bagunceiro.
Ah. O meu Pyeonghwa era realmente peculiar e fofo na época de estudante.
Mesmo no namoro secreto, Gong Pyeonghwa dava um jeito de comemorar os aniversários e entregava presentes.
Em dias de chuva, ele secretamente prendia uma flor no guarda-chuva de Shin Saebyeok, e colocava chocolates artesanais disfarçadamente no seu armário ou na sua mochila. Dizendo que era o sentimento que sentia ao escrever cartas de amor, ele também deixava perfumes ou velas aromáticas que combinavam com a ocasião.
É claro que, nesse processo, ele já chegou a ser levado para a diretoria sob suspeita de furto… Bem. Vamos deixar essa parte de lado.
— Deve ser isso. Bem, afinal ele é extremamente famoso, não é?
— Ele é famoso?
As informações pessoais dos familiares diretos dos proprietários costumam aparecer na internet se você pesquisar, mas, mesmo assim, a pessoa só não se torna conhecida a partir do momento em que herda a empresa e assume a gestão? Além disso, o meu Pyeonghwa passou quase dez anos nos Estados Unidos, e ele teria ficado famoso nesse meio-tempo? Era um pouco difícil de entender, mas devia ser isso.
Pensando bem, o rosto do meu Pyeonghwa era o tipo de rosto que não tinha como não ficar famoso mesmo. Já que ele é uma escultura que anda. Haha.
— De qualquer forma, deve ser bom.
— Se é bom? Ah, que tal jogarmos um jogo de ‘o que você prefere’?
Do nada isso. Ele não esperava que fosse um jogo muito construtivo, mas achou que seria melhor do que ficar ouvindo a ostentação de quem ficou em tal colocação no simulado nacional na época da escola.
— Viver com alguém que tem muito dinheiro mas vive te traindo versus viver com alguém que não tem dinheiro mas só tem olhos para você.
“É claro que é viver com o homem que eu amo e que me ama, seu idiota.”
— Quanto dinheiro essa pessoa tem?
— É a filha de um conglomerado.
— Oh.
Todos olharam para Shin Saebyeok com sorrisos maliciosos.
— Eu prefiro a primeira opção.
— Eu vou direto na segunda.
— Eu prefiro a mulher mais bonita entre as duas.
Não tinha a menor graça, mas parecia que eles tinham poucos motivos para rir na vida, já que davam risadinhas fáceis com aquilo. Era uma categoria de pessoas realmente incompreensível.
— E você, Saebyeok?
— Eu não quero nenhuma das duas opções.
Atrever-se a casar e trair? Nos romances, a infidelidade é pior do que o assassinato. Como um romântico, ele não podia perdoar aquilo.
E quanto a só ter olhos para mim? Entrar em uma ilusão de superioridade porque o outro só tem olhos para você e casar apenas por isso sem gostar da pessoa? Vocês são loucos?
— O casamento deve ser feito porque os dois se gostam.
Diante da história idealista de Shin Saebyeok, que era óbvia mas não tão simples na realidade, todos pensaram que a mente de Shin Saebyeok era um mar de rosas.
— Sério, Saebyeok, você ainda não conhece o mundo.
Gente que nem filho tem falando uma coisa dessas.
— Eu não desgosto totalmente dessa ingenuidade. Vamos ser amigos?
— Não quero.
— Por quê!
Se eles quisessem encarar a realidade ele até poderia falar, mas como fazer isso só serviria para que ele fosse taxado como a pessoa estranha…
— É que eu prefiro pessoas mais intelectuais do que eu.
Diante da provocação de Shin Saebyeok, aqueles que não tinham nenhuma outra conquista na vida além de terem ido bem nos estudos na época da escola sentiram uma irritação repentina. No entanto, como tinham confiança interna, disseram para Shin Saebyeok com rostos risonhos:
— E o que você vai fazer se eu for mais inteligente do que você?
— Vou passar a te tratar como o meu mestre.
— Combinado. Faça uma pergunta.
Sapos no fundo do poço que achavam que eram inteligentes por causa de notas otimizadas para exames de admissão através de estudos baseados em livros didáticos e cursinhos particulares.
Shin Saebyeok pensou em uma pergunta que fosse difícil, mas não tanto, e logo soltou com tranquilidade:
— Se um Espinossauro e um Tiranossauro lutassem, qual dinossauro venceria?
Isso é conhecimento básico, não é?
— …
— …
— …
Olhando para os funcionários que não conseguiram responder de imediato a uma pergunta de conhecimento básico que até uma criança de cinco anos saberia, Shin Saebyeok disse:
— Como eu ganhei, fiquem de boca fechada a partir de agora. É que eu costumo ter um pouco de enjoo em carros.
—
— Sentem-se, sentem-se.
Shin Saebyeok se acomodou em um lugar no canto, em vez de escolher os assentos principais ou centrais que chamavam atenção. Não foi de propósito, mas ao buscar o canto ele acabou sentando ao lado de Saetbyeol.
Ele tinha escolhido aquele lugar justamente para se sentar afastado, mas aquele bando o seguiu sem a menor noção.
Por causa disso, a situação ficou parecendo que Saetbyeol assava a carne sozinha enquanto os outros comiam. Shin Saebyeok, não aguentando ver aquilo, começou a cuidar de Saetbyeol e fez menção de assar a carne ele mesmo, e só então os outros fizeram um alvoroço dizendo que eles assariam.
Deveriam ter feito isso desde o início.
O ambiente não era de forçar a bebida, mas os que beberam por conta própria já estavam com as vozes visivelmente mais altas do que antes.
Como todos pareciam já estar altos, ele pensou em aproveitar a oportunidade para falar com Gong Pyeonghwa.
Shin Saebyeok saiu com passos animados. Ele entrou em um beco pouco movimentado e ligou para Gong Pyeonghwa.
O tom de chamada não tocou nem três vezes e ele atendeu na hora.
— Saebyeok!
— Sim!
— Onde você está? O que está fazendo? É uma situação em que você pode falar, certo? Eu já estou indo aí!
Ir? Aonde? Aqui? Ele podia vir? Não seria perigoso? Não seria um pouco arriscado?
Como se tivesse lido os pensamentos de Shin Saebyeok, Gong Pyeonghwa respondeu como se estivesse esperando por aquilo.
— Eu combinei de comer fora com a minha sogra e com a Noeul! Vamos sair em breve! Vai demorar só um pouquinho, então espere. Beijos, beijos, beijos.
— O quê? Quando…
Desligou. Não, não, não… Tudo bem. Eu vou tentar sobreviver a este jantar de empresa que parece um campo de batalha.
Para piorar a situação, a mesa dele contava com três pessoas cujo hábito quando bebiam era forçar os outros a beberem. Shin Saebyeok decidiu aguentar firme até Gong Pyeonghwa chegar.
Enquanto esteve fora, mais alguns clientes tinham chegado. Assistentes de outras equipes e…
— Líder de equipe.
— Ah. Como é dinheiro da empresa, comam bastante. O estagiário Shin e o funcionário Kim também.
Até o líder de equipe Dok.
Com a entrada da equipe de vendas, especialmente do pessoal do setor, o ambiente ficou ainda mais barulhento.
Começou com elogios pelo esforço de hoje, seguido por ouvir as dificuldades durante o expediente e pedidos de mentoria. Traçaram metas e receberam tarefas diárias que poderiam ser cumpridas durante o trabalho.
— E os funcionários da equipe de vendas vão acompanhar os seus respectivos mentores em viagens de negócios a partir da próxima semana. Apenas a Equipe 1 de Vendas Internacionais irá comigo, como exceção. Como precisamos continuar checando as tarefas diárias, não se esqueçam de levar os notebooks.
— Vamos lá, a parte teórica para por aqui e todo mundo bebendo! Bebendo! Um brinde do líder de equipe Dok…
— Não vou fazer.
O assistente da outra equipe parecia ter uma personalidade que gostava de se destacar, ou talvez gostasse de receber atenção, pois soltou um brinde que ninguém tinha pedido.
Os novos funcionários, que já estavam consideravelmente bêbados, encheram os copos alegremente de novo.
Era impressionante como eles não paravam de bajular com entusiasmo mesmo estando bêbados. Talvez a ambição deles estivesse em um patamar muito mais elevado do que o caráter.
Parecia que a ideia de um jantar benéfico onde o pessoal do setor servia de mentor para os novos funcionários era mesmo uma lenda urbana.
— Você não bebeu nenhuma gota? Beba. Beba. Abra o esôfago e mande para dentro.
Bem, parecia que ao acionar o botão de fim de expediente, esse tipo de consideração deixava de existir.
Como despejaram soju no copo de cerveja com força, Shin Saebyeok recebeu o copo e o colocou de lado.
E Saetbyeol bebeu aquilo por conta própria. Como ela já estava alterada, pareceu que meio copo de soju foi o suficiente para fazê-la apagar. O olhar, a expressão dela não estavam normais.
No entanto, as pessoas não estavam prestando atenção em Saetbyeol. Se ela desfalecesse daquele jeito, o dia seguinte seria terrível. Sentindo compaixão, Shin Saebyeok empurrou os petiscos e a água para perto de Saetbyeol.
Se comer era o hábito dela quando ficava bêbada, Saetbyeol apenas colocava na boca sem nem verificar. A nossa Isul e o Pyeonghwa também colocam qualquer coisa na boca se eu me distrair por um segundo…
Pensando assim, ele não conseguia tirar os olhos de Saetbyeol. Será que ela vai acabar comendo o garfo também? Preocupado, Shin Saebyeok estava cuidando de Saetbyeol quando uma voz se intrometeu ao lado:
— Foi assim que você conquistou o seu amor também? Alguém que já tem um compromisso agir assim é uma infração. Uma infração.
— Não é infração, é crime.
— Você está dizendo que eu falei errado agora? Hein?
Aquele desgraçado… Ele parecia ter a intenção de resmungar baixinho para si mesmo, mas como a voz já estava alta por causa da bebida, deu para ouvir tudo.
Eu, um gigolô?
Shin Saebyeok ficou sem reação ao ouvir aquilo pela primeira vez na vida. Gigolô. Será que ele estava se referindo à ave migratória comum na Coreia, da ordem dos passeriformes e da família das andorinhas, cujo dorso é preto com reflexos azulados, a testa e a garganta são de um castanho-avermelhado escuro, o restante do ventre é branco-creme e as penas da cauda possuem manchas brancas, medindo cerca de dezoito centímetros?
— Você está dizendo que eu sou um gigolô?
— É, você é um prostituto. Puta que pariu, deu a sorte de mudar de vida e fica se achando o máximo…
Eu, eu um prostituto? Eu não me acho o máximo por sorte, eu sou o máximo…
— Por que, achou que ninguém sabia? Todo mundo aqui sabe, só não falam nada, entendeu?
— Sabem o quê?
— Você, seu bosta, deu a sorte de encontrar uma mulher rica…
Eu dei a sorte de encontrar uma mulher? As únicas mulheres na minha vida são a minha mãe, a Noeul e a Isul…
Ele ia perguntar de novo que tipo de absurdo era aquele, mas o funcionário do assento ao lado tapou a boca do sujeito. E então o repreendeu com a língua enrolada dizendo que se estava bêbado, que ficasse bêbado em silêncio.
Ele até queria dizer algumas poucas e boas, mas havia olhos demais observando. Como não dava para saber como os boatos se espalhariam, Shin Saebyeok decidiu apenas tolerar. De qualquer forma, a maioria das pessoas ali já não estava em sã consciência por causa do álcool.
Como continuar sentado ali só serviria para ser forçado a beber mais, ele se levantou para se afastar, mas o funcionário do assento bem ao lado segurou o pulso de Shin Saebyeok.
— Onde você vai?
— Ao banheiro.
Shin Saebyeok soltou a mão bruta e disse. Ao ouvir a palavra banheiro, Saetbyeol se levantou num sobressalto.
— Eu também… Eu também vou ao banheiro…
Ele foi segurado pelo pulso assim que se levantou, mas Saetbyeol saiu cambaleando em direção ao banheiro e ninguém prestou atenção.
Ele achou que alguém deveria acompanhá-la, e viu que o líder de equipe Dok se levantava compartilhando do mesmo pensamento.
Ainda assim, por garantia, Shin Saebyeok também foi atrás. Felizmente, Saetbyeol conseguiu entrar bem no banheiro sozinha, e Shin Saebyeok ficou parado em frente ao banheiro junto com o líder de equipe Dok.
— Estagiário Shin, você tem mais modos do que aparenta.
— Como pode ver, a minha aparência não me permite não ter modos.
— Você está dizendo que a sua beleza exige isso? Quanta autoconfiança.
— Porque não há motivos para não tê-la.
O que eu posso fazer se nasci bem-feito? Quem vai valorizar se eu fingir modéstia numa situação dessas? É preciso ser modesto nas ocasiões que exigem modéstia. Pelo contrário, nascer assim e fingir que não é parece ainda mais ultrajante.
— Não consigo ganhar de você em nenhuma palavra.
— Quer que eu te deixe ganhar?
— Olha só, brincando assim fora da empresa.
Não é brincadeira. É sério…
— Coma moderadamente e vá para casa. Quer pegar um táxi junto com a funcionária Kim?
— Não, ainda pretendo comer mais um pouco.
— Você é do tipo ambicioso, mais do que aparenta?
Shin Saebyeok, um homem que nutria a ambição de fazer a Baeksan crescer mais do que a Taegang, desconversou superficialmente.
— Não sei onde todos aprendem a agir de forma tão mesquinha.
— Mesquinha?
— Criar facções para tentar conseguir uma linha de contatos. Criar rivalidades e discriminar. Não seria melhor usar esse tempo para analisar mais um caso de negócios?
“Você também veio aqui, afinal.”
Como Shin Saebyeok ficou olhando em silêncio, o líder de equipe Dok pareceu sentir o golpe e começou a falar sem parar:
— Eu vim porque estava preocupado com a funcionária Saetbyeol. Não me coloque no mesmo saco. Se for para colocar, me dê a miniatura.
— A miniatura é minha, viu? Não cobice.
— Bem frio fora da empresa. Não dá nenhuma abertura, hein?
— Se eu fosse você, usaria esse tempo para procurar em um site de leilões. Ou melhor, postaria um anúncio em um site de desapegos.
Onde você aprendeu a agir de forma tão mesquinha a ponto de ficar cobrando uma miniatura de um subordinado?
— Eu caí em um golpe.
— …
— Por isso só faço transações presenciais agora.
Ah, entendi…
— Mesmo assim não posso dar. É que foi um presente que ganhei.
— TSC.
O que foi esse tsc?
De qualquer forma, a funcionária Saetbyeol ficou presa no banheiro? Por que está demorando tanto? Como não parecia que o líder de equipe Dok faria alguma coisa, seria melhor pedir a ajuda de alguma funcionária separadamente.
No caminho de volta para o local do jantar, o seu pulso foi segurado novamente. Desta vez não causou desconforto. Ele sentiu um feromônio familiar.
— Saebyeok!
Como fazia uma eternidade que não se viam, e a última vez foi em um dia em que se despediram mal, ver o rosto de Gong Pyeonghwa depois de tanto tempo quase fez as lágrimas de Shin Saebyeok caírem.
A alegria do reencontro foi breve, e os dois olharam ao redor antes de entrarem em um beco isolado.
— O que eu faço. O que eu faço. O meu Saebyeok está com o rosto reduzido à metade! Eles não te dão comida na nossa casa? Estão te fazendo passar vontade? Quer que eu vá lá quebrar tudo?
— Não, foi só porque eu estava sem apetite. Você sabe. Eu não como direito quando estou concentrado em algo.
— Mesmo assim deveriam ter te forçado a comer cuidando de você! Se fosse eu, teria feito você comer! Teria feito até uma vitamina para você tomar!
Isso era verdade…
— Mas isso é o que eu deveria dizer. Por que as suas bochechas estão tão magras? Isso me corta o coração.
— Teve um motivo.
Como não podia dizer que era a fase de preparação para a sua greve de fome, ele desconversou de qualquer jeito.
— Não se preocupe comigo, que droga, que história é essa de jantar de empresa? Forçando a fazer coisas estranhas. Será que a empresa está decaindo? Que droga…
— Estamos na maior prosperidade da história, sabia?
— Você sofreu lavagem cerebral? Por acaso te levaram para um retiro de novos funcionários? Acorde! Não se curve diante do capitalista!
— Ele é o seu pai e o meu sogro.
“Ah, coitado… Ele sofreu lavagem cerebral.” Gong Pyeonghwa segurou as bochechas de Shin Saebyeok com as mãos, olhando para os lábios secos com um olhar de pena.
“Será que eu deveria desfazer essa lavagem cerebral com um beijo de amor?”
Talvez por finalmente ver o rosto que tanto sentia saudade, os feromônios oscilaram intensamente como em uma característica especial recém-desperta.
O estado de excitação era nítido a olho nu, e como ele liberou até os feromônios como se estivesse em um período de cio, ficou difícil para Shin Saebyeok fingir que não percebeu.
Shin Saebyeok se aproximou de Gong Pyeonghwa primeiro.
Ele colou o peito ao dele e abraçou o seu pescoço. O aroma do corpo misturado aos feromônios foi sentido intensamente, fazendo o coração disparar com força.
Ele o beijou sentindo o mesmo nervosismo do primeiro beijo.
A textura macia foi sentida, e temperaturas semelhantes se misturaram.
A língua, que no início apenas explorava de leve, foi expandindo o alcance gradualmente, percorrendo cada canto. Quando a ponta da língua se posicionava de forma afiada para provocar o céu da boca, gemidos embaraçosos escapavam em vez de risadas.
A intenção inicial era claramente apenas um beijo leve, mas estava ficando tão profundo que causava surpresa. Ele até tentou resistir de leve, mas bastou sentir os músculos firmes do peito sob as palmas das mãos para pensar que um casal bem que podia dar um beijo profundo daquele jeito.
Ele também não queria escapar daquele braço que envolvia a sua cintura com firmeza. Só queria continuar abraçado assim, compartilhando a respiração.
O beijo sôfrego e ofegante terminou e os dois se entreolharam em silêncio.
Assim como agora, há momentos em que um único olhar expressa muito mais sentimentos do que centenas de palavras.
Quem abriu a boca primeiro foi Gong Pyeonghwa.
— Disseram que o meu mapa astral indicava uma tendência a passar vergonha pública, será que era sobre ser pego por atentado ao pudor?
Gong Pyeonghwa disse com um sorriso travesso, exibindo aquele rosto que ainda lembrava o de um garoto.
— Mas zelar pela reputação social do cônjuge deve ser o dever e a obrigação de um marido.
— Se você não fosse tão bom com as palavras.
— Com um rosto desse tamanho, vale a pena me aguentar mesmo que eu falasse mal, dá para viver só admirando a beleza.
Diante de Gong Pyeonghwa, que exibia uma infantilidade adorável fazendo total uso da própria beleza, ele tentou fazer uma expressão de desagrado, mas não funcionou muito bem. É fofo demais, que raiva.
— E a mamãe e a Noeul?
— Elas já devem ter entrado. É que eu saí dizendo que ia comprar um antiácido preventivamente. Você também deveria voltar.
Embora as palavras fossem para ele voltar, não parecia haver nenhum sinal de que a força daquele braço que o abraçava fosse diminuir tão cedo.
— Você precisa soltar para eu ir.
— Estou fazendo isso justamente porque não quero soltar.
— Não sei o que fazer com você.
Na verdade, ele também não estava com a menor vontade de sair dali.
— Vamos juntos só até a frente do estabelecimento.
— Você é alguma criança do primário? Para ir ao banheiro acompanhado.
— Ah, por que não! Eu quero ir de mãos dadas com você, sabia? Ah, parece que o Saebyeok não pensa assim. Nossa. Será que só eu amo aqui? O nosso casamento está desequilibrado desse jeito? Hein?
— Tudo bem. Segure. Segure.
Como todos estavam bêbados e havia muitas pessoas transitando, não haveria problema em agir assim por um breve momento, haveria?
— Ei, sabe de uma coisa? Acabei de ser chamado de gigolô agora há pouco.
— Gigolô? Que história de gigolô é essa?
Gong Pyeonghwa analisou Shin Saebyeok de cima a baixo novamente. Bem, como um gigolô é bonitinho, talvez combinasse? Mas usar uma metáfora fofa dessas com o marido dos outros?
— Não sei. Me chamaram de prostituto.
— Ele enlouqueceu?
— Parecia meio louco mesmo.
“Ah. Será que preciso dar uma lição nele?” Embora fosse comum ter loucos em empresas, chamar o cônjuge dos outros de prostituto? Não, antes de ser o cônjuge, falar uma palavra dessas na cara de alguém?
— Deixa para lá. De qualquer forma, é alguém que não vou ver daqui a dois meses. Como os departamentos são diferentes, não haverá motivos para nos encontrarmos.
— Isso é uma sorte, mas de qual equipe e quem é?
— Para que quer saber se eu falar.
Ele sentiu que haveria alguma confusão se contasse, então ficou um tanto hesitante em revelar.
— Só para anotar no meu Death Note. Que poder eu teria, no máximo vou escrever o nome dele de vermelho para rogar uma praga, só isso.
— Deixa para lá. Ah, chegamos.
Alguém poderia dizer que era uma cafonice sem tamanho, mas a verdade era que doía se separar.
No entanto, Shin Saebyeok, que era mais maduro e tinha uma idade mental mais elevada, sabia a hora de cortar a situação mesmo sentindo o aperto da despedida.
— Te ligo dependendo da situação.
— 𓇼 —— 𓇼 —— 𓇼 —
Continua…
⌀ ⌀ ⌀
✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna