⌀ — Capítulo 1.2
↫─Capítulo 1.2
Então ele cometeu outro crime e, não querendo ir para a cadeia, fingiu ser uma criança ingênua. Naquela época, Tennessee, com seu rosto incomumente jovem e expressão delicada, recebia atenção indesejada dos adultos.
— É por isso que você queria criar um?
— Eu não tinha grandes esperanças.
Amber sentiu que entendia o anseio tênue de Tennessee.
— Eu também tinha algo assim.
— O que era?
Desde antes mesmo de entrar na escola primária, havia algo que ele sempre quis fazer. Ele nunca disse isso em voz alta por medo de ser zombado.
— Uma festa de aniversário. Bater em uma piñata.
O som de aplausos, fogos e risadas alegres. Não se sentir ansioso mesmo com os olhos vendados, não se sentir alienado mesmo estando sozinho entre as pessoas. Ele queria ouvir parabéns enquanto recolhia os doces espalhados pela grama.
Pensando bem agora, Amber se perguntava se queria aquilo mais pelo símbolo de uma família feliz e normal do que pela piñata em si.
Não que ele desgostasse de pinhatas. Antes de ser adotado, Amber nem sequer havia recebido um bolo de verdade, quanto mais uma pinhata, então ele tinha uma fantasia com essas coisas.
Quer tivessem notado ou apenas sentissem pena, seus pais adotivos faziam grandes festas de aniversário todos os anos após sua adoção. A essa altura, ele já era velho demais para quebrar uma piñata.
— Você quer visitar o abrigo?
Amber assentiu como se estivesse encantado pelo tom suave na voz baixa de Tennessee. Em seguida, Amber esfregou o peito.
De alguma forma, parecia que Tennessee estava se preparando para criar raízes. Era uma intuição.
— Claro.
O abrigo tinha muitos cachorros. Havia gatos também, mas quando Tennessee os mencionou, Amber descartou com um: “Um já é suficiente”. Tennessee de repente virou um gato. Claro, Amber estava se referindo a uma pantera negra gigante com olhos amarelos, não apenas a um gato doméstico.
Dizem que os animais têm um sexto sentido. Talvez por isso, até mesmo cachorros que gostavam de pessoas e filhotes pequenos não pareciam gostar muito de Tennessee. Quando Tennessee se aproximava, eles ganiam, urinavam ou encolhiam o rabo e tremiam.
— Isso não vai dar certo.
Os cachorros pareciam ter convulsões apenas com a presença dele, quanto mais se aproximando.
Amber tentou retirar suas palavras, dizendo que na verdade nem queria tanto um cachorro assim, tentando consolar Tennessee caso ele estivesse decepcionado. Foi quando ele notou um cachorro deitado retinho no chão.
Enquanto os outros cachorros faziam bagunça ou estavam assustados, este estava deitado tranquilamente e bocejando. Diferente dos outros, este cachorro, deitado silenciosamente à parte, levantou-se quando Tennessee se aproximou. Então abanou o rabo suavemente. Era um cachorro com olhos azuis e marcas pretas, parecendo uma mistura com Border Collie.
— Eu dei um nome para ele.
— …Já?
Eles nem haviam adotado o cachorro e ele já tinha dado um nome. Surpreso, Tennessee riu.
— Nashville.
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Desde então, toda vez que a porta da frente se abria, o som animado das garras de uma fera podia ser ouvido. Claro, não se referia a Amber, mas a Nashville.
Au! Au!
Assim que a porta se abria, Nashville latia primeiro. Ele raramente latia sem necessidade, mas quando alguém chegava em casa, sempre latia duas ou três vezes como se estivesse cumprimentando, abanando o rabo como um redemoinho.
Atrás dele estava Amber. Exceto pelo fato de que Amber andava sobre duas pernas, seu cumprimento não era muito diferente do de Nashville.
— Você voltou?
Em vez de latir, ele cumprimentava calorosamente.
Na pequena mesa perto do sofá da sala de jantar, um notebook e materiais de referência estavam espalhados. Era um lembrete de que Amber era um estudante universitário.
Ultimamente, Amber estava voltando às suas responsabilidades, passando mais tempo com seu notebook e livros.
— Coma.
Outra mudança foi que a pessoa que trazia comida para o ninho mudou de Amber para Tennessee. Amber estava ocupado, e Tennessee não gostava que ele tirasse tempo de sua rotina atarefada para fazer as tarefas de casa, então foi uma evolução natural.
— Uau, hambúrgueres.
Amber pegou o saco e foi para a cozinha, com Nashville esticando as pernas longas e empurrando as costas de Amber com o focinho.
— Parecem deliciosos. De onde são? Anne Jeromia? Nunca ouvi falar.
— É novo.
Era uma hamburgueria que ele viu no centro. Pendurando o casaco, Tennessee bagunçou o cabelo, pensando em tomar um banho, e ao tirar a camisa, Amber o seguiu da cozinha.
— Ah… Se você ficar ocupado, não vamos nos ver com tanta frequência, né?
Imaginando a si mesmo esperando em uma casa escura novamente, Amber suspirou.
Para o azar de Amber, Tennessee tinha começado a trabalhar novamente recentemente. “Com tanto dinheiro, por que trabalhar?” Se ele tivesse tanto dinheiro assim, nunca trabalharia um único dia e ficaria ao lado de Tennessee.
Mas ele não mal-interpretava Tennessee completamente.
— Se eu não fizer nada, começo a pensar demais.
— Você pensa nos garotos às vezes?
Tennessee compartilhara muitas histórias. O Bacha Posh* que não podia se tornar homem, o Bacha Bazi* que não podia se tornar mulher.
{*N/T: Bacha posh é uma prática cultural do Afeganistão em que famílias sem filhos homens vestem e criam uma de suas filhas como se fosse um menino. Bacha bazi (expressão em Dari que significa literalmente “brincadeira com garotos”) é uma prática ilegal de exploração sexual e escravidão de meninos adolescentes e pré-adolescentes no Afeganistão.}
— Não, nas pessoas.
Guerra, fome, sangue nas botas.
Ser enganado por gangues e perder dinheiro, ter que matar alguém contra a vontade na infância e a terceira família adotiva que poderiam ter sido boas pessoas. Mas a realidade de Tennessee não o permitiu dar a eles a chance de provar que eram boas pessoas. Tais arrependimentos.
— Eu gosto de você, Tennessee.
— Eu sei.
— Aah… O cheiro é bom.
Amber abraçou Tennessee e apoiou o queixo em seu cabelo preto, respirando fundo.
“Se você tem um pecado, eu quero carregá-lo por você.”
“Espero que esse sentimento alcance você.”
Pensando em si mesmo como um veneno mortal, Tennessee nem considerava escapar disso. Ele claramente acreditava que não merecia aquilo. Tais coisas não existem. Não há restrição ou qualificação para indivíduos buscarem a felicidade.
Até mesmo alguém como o Sr. Hurston. A busca pela felicidade é um direito fundamental para aqueles que existem. Mesmo que Hurston lute para viver, Tennessee não deveria levar uma vida tão árida.
— Vamos tomar banho juntos.
— Claro.
“Estou ficando louco. Porra, ele é tão gostoso, meu namorado é o melhor. Aah… E se eu perder a cabeça de novo?”
Pensando nisso, Amber tirou a camiseta. Tennessee já estava despreocupadamente pelado, entrando no banheiro.
Abraçando Tennessee e ficando sob a água quente, até a sensação fria do chão na sola dos pés era bem-vinda.
— Eu estudei bastante.
Desde sua primeira experiência, Amber abrira os olhos para um novo mundo.
— Eu sei.
— Como você sabe?
— Não é como se fosse a primeira vez que você deixa pornografia aberta no notebook para eu ver.
— Não foi de propósito.
Até o próprio Amber achava suas palavras pouco convincentes.
Enquanto Tennessee se virava após enxaguar o shampoo do cabelo, Amber abaixou a cabeça. Os beijos leves que trocaram logo se transformaram em um beijo profundo. As línguas se entrelaçaram, e gemidos vazaram em meio ao som da água.
— Hum…
Gemidos encharcaram o ar denso. O pênis de Amber, que vinha reagindo desde que começara a tomar banho com Tennessee, já estava inchado de expectativa. Amber abaixou a mão para checar o de Tennessee. O pênis do saudável Tennessee respondia diligentemente à estimulação.
Quando ele tentou mover a mão, Tennessee empurrou Amber contra a parede.
— Ah…
Amber soltou um gemido fraco quando suas costas tocaram a parede fria do chuveiro. Mesmo assim, sua língua se entrelaçava ativamente enquanto suas mãos exploravam as costas nuas e as nádegas de Tennessee.
Consumido pelo desejo, Amber esfregou urgentemente seu membro contra o corpo molhado de Tennessee. Tennessee segurou sua cintura e pressionou e soltou sua virilha repetidamente.
O pênis de Tennessee, com o sangue correndo para ele, e o pênis ereto de Amber se esfregavam sob a luz brilhante. Um líquido transparente se formava na ponta.
— Você estudou bastante?
— Se você soubesse, ah, ficaria surpreso…
Amber exalou com uma respiração quente. Tennessee não escondeu o riso. Enquanto Amber lambia sua orelha e a mordiscava de brincadeira, Tennessee envolveu os braços ao redor de seu pescoço.
Quer a afirmação de ter estudado fosse uma mentira deslavada ou não, diferente da última vez, ainda havia um resquício de racionalidade em seus olhos.
Enquanto se beijavam apaixonadamente, Amber estendeu a mão para a prateleira do chuveiro, tateando ao redor. Algo pequeno enganchou em sua mão. Era um lubrificante que ele tinha comprado em grande quantidade na farmácia.
Tennessee não escondeu o olhar questionando por que aquilo estava ali. Amber sorriu enquanto afastava a franja molhada. O sorriso era tão fresco que Tennessee decidiu deixar passar. Em vez disso, ofereceu sua palma calejada. Ele queria que Amber espremesse o lubrificante, mas Amber o pegou em sua própria mão.
— Eu faço.
Mordendo o pomo de Adão proeminente de Tennessee, Amber abaixou a mão. Conforme a mão de Amber descia pelo ombro e pelas costas até as nádegas, Tennessee estremeceu levemente em resposta.
O líquido frio tocou a entrada sensível. Como se para tranquilizá-lo, os dedos de Amber traçaram e acariciaram a área e, assim que Tennessee relaxou ligeiramente, começaram a abrir a entrada.
— Ahn…
Tennessee exalou uma respiração curta enquanto o dedo indicador de Amber empurrava gentilmente para dentro. Com a outra mão, ele começou a masturbar o pau de Tennessee.
— Tennessee, Tennessee…
Amber chamava por Tennessee sem parar, apertando o braço dele. Sua mão, encharcada, fazia um ruído úmido a cada movimento. Amber, ansioso, soltou um ganido como um filhote, sabendo que não devia ser afobado, mas seu pênis, ereto e rígido, implorava.
Tennessee soltou um gemido baixo enquanto a mão de Amber, enrolada firmemente ao redor de seu membro, se movia mais rápido. Ao mesmo tempo, os dedos que faziam ruídos obscenos logo aumentaram para dois. Amber olhava para baixo ansiosamente várias vezes, mas Tennessee balançou a cabeça. O pênis de Amber exigia mais do que apenas três dedos; precisava de todos os cinco dedos, menos as juntas, para sequer considerar recebê-lo.
— Tennessee… você consegue me ouvir?
O box do chuveiro já era apertado. O som úmido ecoava nas paredes do banheiro e entrava em seus ouvidos. A mão de Amber, que já respirava pesadamente, movia-se mais rápido. Olhando com ganância para o pau de Tennessee, que estava quente e ereto, Amber abriu os dedos suavemente com três dedos inseridos.
— Amber, venha cá.
— Sim, aqui, bem aqui.
Arfando, Amber colocou a língua para fora ao chamado de Tennessee. Enquanto se beijavam, entrelaçando as línguas, Amber não perdeu a língua de Tennessee estremecendo quando o ângulo de seus dedos se torceu.
— Dói?
Doeu, mesmo ele tendo se movido o mais cuidadosamente possível? Surpreso, Amber se afastou e checou Tennessee. Como um gesto de desculpas, Amber esfregou a bochecha contra a de Tennessee, que estava corada.
Enquanto beijava seu nariz fino e a ponta do nariz parecida com mármore, a cintura de Tennessee enrijeceu novamente. Desta vez, foi quando ele mudou a direção e abriu os dedos.
— Tennessee?
Tennessee, já com os lábios molhados, evitou seu olhar. Amber, desesperado, virou a cabeça para encarar seus olhos, mas Tennessee cobriu os olhos com a palma da mão. Foi quando seus dedos, profundamente inseridos, tocaram um ponto denso.
— É… aqui?
— Ah…
Um gemido lento escapou.
Naquele momento, Amber sentiu sua cabeça girar pela segunda vez.
Respirando pesadamente, Amber cobriu freneticamente os lábios de Tennessee. Ele o empurrou até Tennessee tocar a parede fria. Com os olhos fechados, beijou-o apressadamente, saboreando o prazer que lhe fazia cócegas na espinha. Amber, com os dedos curvados como uma garra, começou a estimular implacavelmente aquele ponto.
— Hum-! Ah!
As bochechas, orelhas e nuca de Tennessee estavam todas vermelhas. Amber, que vinha juntando e abrindo os dedos lentamente, começou a empurrá-los rapidamente para dentro.
No prazer suave, Tennessee soltou uma respiração pesada. Seus dedos dos pés formigavam e sua respiração acelerava, mas como o ponto de prazer era continuamente esmagado, era difícil pensar com clareza. O pênis de Tennessee estava tão duro que gotejava fluido pré-ejaculatório.
Ha, nem era uma boa técnica, mas pensar que chegaria a esse ponto.
↫─☫ Continua….
ᯓ★ Nenhuma das situações apresentadas neste capítulo referem-se/ se baseiam em fatos reais.
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✦ Tradução, revisão e Raws: Lᥙ꧑ᥲ Hᥲrtzᥣᥱr