⌀ — Capítulo 11.2
↫─Capítulo 11.2
Amber não era um tolo inconsequente disposto a jogar sua vida fora, mas saber que Tennessee só faria isso por ele enviou uma onda de prazer disparando por seu corpo como um chifre súbito e afiado.
‘Segure a ponta direito, e passe a língua.’
Como se estivesse perdendo a razão, Amber balbuciou todo tipo de coisa enquanto perdia a razão.
“Hng, eu vou gozar logo. Você vai engolir, não vai? Você sabe o quanto eu esperei por este momento? Você nunca teve ninguém gozando na sua cara, não é? Eu vou– na sua garganta–”
― Amber.
Amber, que tinha chamado Tennessee de descarado quando ele na verdade era a pessoa mais descarada, despertou de seu devaneio. Assim que ouviu o chamado, Amber cruzou para o quarto.
Tennessee estava sentado na cama, tendo acordado em algum momento. Ele estava espreguiçando o pescoço e os ombros. A linha do seu pescoço até o ombro era suave. Toda vez que ele inclinava a cabeça para trás, seu pomo de Adão proeminente capturava o olhar de Amber. Amber mal se recompôs e estendeu uma xícara para ele.
― Café.
― Obrigado.
Mas Amber não deixou Tennessee pegar a xícara. Evitando facilmente sua mão, Amber levou a xícara diretamente aos lábios dele. Quando Tennessee não separou os lábios, Amber pressionou levemente o polegar contra eles em protesto. Com um suspiro, os lábios vermelhos de Tennessee se abriram ligeiramente. Amber inclinou a xícara aos poucos com movimentos gentis.
Aquele pescoço sensual estava bem ali debaixo de sua mão.
Cada vez que o pomo de Adão de Tennessee subia e descia como ondas, Amber ansiosamente lambia os lábios.
― Água também.
― Aqui.
Amber sempre mantinha um copo de água ao lado da cama para Tennessee.
― Haah…
Tennessee, bebendo água, de repente sentiu uma respiração quente e olhou para cima. Conforme ele umedecia sua garganta até o copo mostrar o fundo, a mão de Amber envolvendo seu maxilar parecia cada vez mais escaldante.
― Como está seu corpo?
Mas o tom de Amber era puramente calmo. Qual era o Amber real? A mão escaldante que tinha perdido o controle, ou a voz que mantinha calma e permanecia centrada?
― Bem.
Como ele não estava totalmente recuperado, Tennessee pensou que Amber estava apenas perguntando por hábito.
― Então deve estar tudo bem.
― Hum?
Amber desatentamente colocou o copo de água de lado e subiu na cama. Antes que pudesse reagir, Tennessee se viu deitado de volta. Acima dele estava Amber, já mostrando sua ereção proeminente.
― Você vai usar sua mão desta vez?
Tennessee não pôde deixar de rir do absurdo da situação. Certo, não havia sentido em se perguntar qual era o Amber real. Porque Amber queimaria e depois esfriaria, se enfureceria e depois ficaria calmo. E Tennessee acolhia até mesmo essas variações e diferenças de humor.
― Você nunca passou por isso? Quando você não percebe que está com fome até dar uma mordida em algo, e então a fome te atinge como um monstro?
O tom de Amber era leve, como se estivesse contando uma história cômica. Mas Tennessee percebeu que o olhar de Amber estava claramente traçando-o da cabeça aos pés. Era um olhar persistente, investigativo, como alguém cuidadosamente removendo espinhas de peixe, dissecando-o pedaço por pedaço, sua carne, emoções e razão.
― Você despertou minha fome, então você precisa assumir a responsabilidade.
Ele mordeu gentilmente os lábios de Tennessee. Ele pegou aqueles lábios que sempre diziam palavras duras mas que nunca poderiam ser odiados totalmente em sua boca, mordendo-os, e quando o lábio inferior ficou vermelho, ele sugou profundamente.
A excitação subiu rapidamente. Mesmo sem isso, o corpo de Amber era naturalmente estimulado por Tennessee. E porque Tennessee nunca era passivo na cama, as faíscas de excitação logo se tornaram uma chama massiva que queimou completamente a razão de Amber.
A língua de Tennessee entrou acolhedora, separando suavemente seus lábios. A cintura de Amber subiu bruscamente com o prazer que o acendeu. Era um movimento instintivo para fazer o máximo de contato possível.
Enquanto isso, Tennessee segurou a nuca de Amber firmemente como se se perguntasse quando tinha estado recebendo seus beijos, e provou e estimulou cada canto de sua boca. Quando ele pressionou firmemente a língua de Amber, que não sabia o que fazer, os braços de Amber momentaneamente perderam a força.
― Tennessee…
Respirações brutas se misturaram entre eles.
Ambos se lembravam do prazer que sentiram ontem perfeitamente.
― Tire-me a roupa.
Mesmo preso debaixo de Amber, Tennessee habilmente tirou suas roupas com apenas uma mão. Amber se sentiu ligeiramente desconfortável com a manipulação habilidosa, mas sabia que era um ciúme sem sentido. Afinal, ele era agora o último amante de Tennessee. Seu amante para a vida toda.
Depois de jogar de lado sua cueca, Amber guiou a mão de Tennessee até sua ereção aquecida. Um toque frio encontrou o membro ardente.
Com certeza Tennessee tinha feito isso sozinho antes, e não era como se esta fosse a primeira vez que via isso, mas ele tocou a ponta cuidadosamente, depois empurrou a pele para cima e moveu a mão como se medisse a espessura. Uma respiração trêmula inconscientemente escapou da boca de Amber.
Apesar do prazer formigante já subindo, Amber não exigiu mais. Ele apenas gemeu suavemente, abaixou a cabeça e continuou encarando Tennessee.
― Eu quero te chupar.
Quando Amber colocou as mãos na cintura de Tennessee, Tennessee ergueu o quadril para ajudar. Tennessee podia parecer ascético às vezes, mantendo sua natureza contida mesmo quando completamente pelado sem qualquer sensualidade. Ele era o tipo de pessoa que mantinha a contenção até o fim. O fato de tal pessoa estar respirando de forma trêmula com um rosto ligeiramente corado fez Amber ferver de desejo.
Ele pegou o pau meio ereto diretamente em sua boca e sugou forte. Cuidadosamente controlando seus dentes para evitar causar-lhe dor, ele de repente empurrou o comprimento de Tennessee até o fundo de sua garganta. Mesmo que não tivesse uma boa técnica, o pau de Tennessee cresceu impressionantemente sem dificuldade. Barulhos molhados escapavam toda vez que Amber movia os lábios.
― Ah… já está enchendo minha boca.
O de Tennessee era visivelmente grande, exigindo que Amber conscientemente relaxasse a mandíbula para colocá-lo todo para dentro. No entanto, sendo um novato nisso, Amber logo teve que soltá-lo com uma tosse. Mesmo assim, a própria ereção de Amber não mostrou sinais de desistência.
― Não se force.
Tennessee quis dizer como preocupação, mas Amber imediatamente retrucou.
― Me forçar? Eu nunca me forcei, exceto quando estava me segurando.
Como se fosse a progressão natural, a risada de Tennessee se seguiu.
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Duas vezes? Não, eles devem ter feito três vezes. Primeiro com as mãos como Amber tinha sugerido, depois com a boca, e mais tarde, alegando que estava tomando banho, eles acabaram fazendo de novo no banheiro.
Tennessee ficou internamente surpreso ao descobrir tal desejo sexual em si mesmo, tendo pensado que era bastante reservado. Balançando a cabeça em descrença, ele sentiu Amber se pressionar contra ele por trás com um gemido.
― Você é tão quente. Deveríamos tirar uma soneca assim? Ou você está com fome?
Ele estava com fome, mas o desejo de Amber de ficar ao lado de Tennessee era muito mais forte do que sua fome. Pensando bem, o abraço de Tennessee sempre tinha sido quente. Ele só não tinha lhe dado muitas chances de sentir aquela temperatura.
― Não estou.
Já eram 15h da tarde, e pular refeições tinha diminuído seu apetite.
― Então não se levante e me segure forte.
Embora Tennessee sentisse que os pedidos estavam se acumulando, ele cumpriu, envolvendo o braço ao redor do ombro de Amber. Com o outro braço sob o pescoço de Amber, ele o puxou para perto.
― …Isso está me deixando louco.
Amber falou suavemente enquanto respirava profundamente o cheiro de Tennessee. Era um momento tão quente e aconchegante quanto um pôr do sol. Mas Tennessee era impiedoso.
― Solte.
― …Malvado.
O argumento de Amber era que, como agora era o amante de Tennessee, Tennessee tinha mais obrigação de cumprir sinceramente com seus pedidos. Seu sorriso debochado parecia tanto inadequado quanto perfeitamente adequado com seu porte grande.
― Não me deixe agora.
Amber continuava reconfirmando o relacionamento deles, dizendo que, como estavam namorando agora, ir embora não era mais permitido.
― Venha para Michigan para o 4 de Julho. Nós sempre nos reunimos em família, e eu quero te apresentar devidamente nessa hora.
Foi assim que a lista de desejos de Amber começou a ser revelada.
― Para o Ação de Graças, vamos para o Texas. Os Dexleys sempre dão uma grande festa lá quando todos se reunem. Eu sempre fui sozinho, mesmo que meu primo tonto Xander levasse a namorada dele. Venha passar o Natal juntos também. Ou eu posso ir para Chicago. Vamos passar o Ano Novo em Nova York, e ter um jantar chique de Dia dos Namorados.
Parecia que ele vinha imaginando persistentemente tais coisas por anos, fazendo as costas de Tennessee tremerem.
― Ah… isso é tão bom.
Aconchegando-se ao calor de Tennessee, Amber aproveitou o calor do seu corpo e o contato por um longo tempo, como se tentasse preencher o vazio de conexão que Tennessee tinha deixado não preenchido por tanto tempo.
― Eu vou me formar logo, me estabelecer e me tornar independente. Mal posso esperar para morar com você.
― Nós já estamos morando juntos.
― Não apenas ficando aqui.
Amber resmungou.
― Eu quero dizer um relacionamento adequado, de igual para igual, onde possamos fazer declaração de imposto de renda conjunta.
“Declaração de imposto de renda conjunta… Santo Deus.”
― Eu posso não ser capaz de ser seu ‘papai’, mas posso ser seu sugar daddy.
Tennessee provocou, perguntando se Amber se lembrava de chamá-lo de ‘pai’ antes.
― De jeito nenhum.
Era obviamente uma mentira.
― Eu não quero isso.
“Sugar daddy…” ele não queria ser um amante jovem que fisgou um homem mais velho só para tirá-lo tudo… Amber estava pensando isso quando ergueu a cabeça, como num gesto de ‘espere ai’.
― …Há algo que eu quero.
Tennessee puxou o corpo para trás com uma expressão sugerindo que aquela era uma resposta inesperada.
― Um carro? Casa? Mensalidade da faculdade?
Sem saber que Tennessee vinha economizando mais de dez mil dólares mensalmente por vários anos já, Amber achou a escala grande demais. Ele não estava acostumado com o novo apego de Tennessee ainda. Amber apenas sorriu até suas pálpebras se curvarem de felicidade.
― Eu vou pedir depois.
Amber queria um anel. Um anel que combinasse com os dedos longos de Tennessee e suas articulações distintas. Ele sabia que Tennessee não usava nenhum acessório, mas ele cederia se insistisse o suficiente, como sempre fazia.
― Tudo bem então.
E Tennessee tensionou o corpo, dizendo que precisava se levantar.” Não. Não vá”. Amber segurou enquanto arrastava as palavras, e Tennessee sem coração o sacudiu, dizendo que precisava se exercitar. Mas não importa o quanto o sacudisse, Tennessee sempre achava intrigante como ele sempre perdia. Ele claramente parecia ter empurrado Amber para longe, mas de alguma forma ele estava de volta na cama com Amber no topo dele.
― Ah…
A respiração quente se espalhou, e olhando para baixo, Amber estava pressionando seu pênis ereto contra ele novamente. O corpo do membro quente estava pressionado diretamente contra a pele nua, esfregando pegajoso e lento.
Tennessee ficou desconcertado, ao contrário de seu eu habitual.
― O que você está fazendo?
― Como assim?
― Nós acabamos de terminar.
Os olhos de Amber se curvaram amplamente como se genuinamente estivesse divertido.
― Você sabe a minha idade quando pergunta isso, não sabe?
Se havia uma coisa que Tennessee tinha ignorado, era a libido insaciável de um homem robusto no início dos seus vinte anos cujo primeiro amor há muito esperado finalmente se tornou realidade.
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Tennessee só foi capaz de deixar o quarto depois que um dia inteiro se passou.
A essa altura, Tennessee começou a se perguntar se Amber poderia ter um talento para o confinamento. Quando ele tentava sair, Amber prendia seus membros; quando ele dizia que estava com fome, Amber rapidamente fazia algo; quando ele se sentia grudento, Amber o lavava instantaneamente; e depois de repetir este ciclo apenas duas vezes, o sol já estava nascendo novamente.
Pelo menos ele não passou fome nem foi impedido de dormir, então talvez devesse se considerar com sorte. Tennessee se levantou da cama com um leve suspiro. Amber estava em um sono profundo e doce.
Conforme Tennessee vestia a calça de moletom que tinha caído no chão, Amber se mexeu. Exceto por quando era jovem, geralmente tinha sido Tennessee quem dormia enquanto Amber permanecia acordado, então ele raramente tinha assistido Amber dormindo.
Meio adormecido, a mão de Amber se esticou para o lado da cama. Seu braço robusto com músculos moderados varreu a cama. Tateando ao redor, suas pontas dos dedos se moviam como se medissem os lençóis da cama, mas tudo o que tocaram foi a roupa de cama fria.
Uma cama vazia. Percebendo esse fato, os olhos de Amber se abriram de golpe.
― Tennessee?
Observando a possessividade bruta se desdobrar, Tennessee estalou a língua.
― Sim?
O alerta que tinha completamente substituído qualquer traço de sonolência em seus olhos começou a se preencher lentamente com suavidade.
― Bom dia. Por que você se levantou primeiro?
― Apenas porque sim… E você?
Embora o sol estivesse claramente alto no céu, Amber mostrava sinais de extrema fadiga. Ele parecia abatido e até bocejou. Ele parecia mais enérgico, até ir dormir.
― Não conseguiu dormir?
― Haha. Não.
Amber naturalmente evitou contato visual.
Mesmo quando a sonolência o dominava e ele cochilava, seus olhos se abriram de repente como se banhados com água fria. E reflexivamente, ele tinha que checar Tennessee ao seu lado. Tennessee, dormindo mais profundamente do que nunca, nem acordava mesmo quando as mãos de Amber cuidadosamente mediam seus braços e pescoço.
Apenas depois de saborear o som de sua respiração regular Amber podia se acalmar. Ele repetiu isso muitas vezes. Era uma doce dor.
Tennessee imediatamente pegou os pequenos sinais na expressão de Amber.
― Você está com dor?
― Não.
― Você deveria descansar.
Dormir é importante. Tennessee, tendo vivenciado privação crônica de sono e insônia, sabia bem disso. Amber se enfiou no abraço de Tennessee como se estivesse prestes a confessar sobre sua fadiga e ansiedade da noite anterior. Ou pelo menos, ele tentou.
Tennessee achou um pouco pesado quando Amber encostou seu corpo grande contra ele. Embora Amber pensasse que estava aninhado com segurança nos braços de Tennessee, na realidade, o braço de Tennessee estava apenas desajeitadamente estendido sobre o ombro de Amber.
“Dizem que cães grandes ainda pensam que são filhotes mesmo depois de crescerem…”
Tennessee soltou uma leve risada ao se observar terminando consumido no abraço de Amber. Amber, apoiando o queixo no topo da cabeça de Tennessee e encolhendo os ombros com força, se enfiou no abraço.
― Eu sempre quis fazer isso.
― Mova sua cabeça.
― Não.
“Eu estou grudado em você, então não posso me mover.”
Um corpo quente se pressionou firmemente contra ele. Mas Tennessee insistiu que era realmente hora de deixar o quarto agora.
― Tennessee, me beije.
“Então eu vou acordar do meu sono eterno”.
― Você é a Branca de Neve?
― Eu comi a maçã envenenada e caí no sono, o que eu devo fazer?
Tennessee afagou a cabeça de Amber enquanto o empurrava para longe, mas Amber não recuou facilmente.
― Você deveria assumir a responsabilidade depois de devorar seu jovem amante em uma mordida.
― Isso é ridículo.
“Quem foi que seduziu alguém que disse não?”
― Me beije, rápido. Se não―
― Se não? Você…
Quando aquela coisa dura de mais cedo tocou sua coxa, Tennessee empurrou Amber com força.
No pouco tempo em que Tennessee esteve fazendo várias coisas com Amber, ele aprendeu que Amber não tinha hesitação em tentar coisas novas, e devido à sua inexperiência, pequenas estimulações resultavam em grandes reações.
Ele também tinha um pênis absurdamente grande que ficava duro nos momentos mais inadequados.
Segurando a parte de trás do cabelo curto de Amber, Tennessee mordeu seus lábios. Agora Amber naturalmente separa seus lábios e mostra sua língua vermelha, como se seguisse uma sequência esperada. Quando Tennessee pressionou profundamente contra seus lábios, aquela temperatura quente naturalmente surgiu para a frente. No entanto, Tennessee manteve seus lábios bem fechados e não os abria.
Quando Amber torceu a cabeça em protesto, uma pequena lacuna se formou entre seus lábios trancados. Conforme a respiração quente e a língua de Amber tentavam deslizar para dentro, Tennessee puxou seu pescoço para trás com toda a força.
― …Por quê?
Além daqueles olhos azuis, podia-se ver mau humor, confusão e uma leve ansiedade.
“Ah, agora eu realmente preciso deixar o quarto”.
Mesmo enquanto pensava isso, Tennessee não podia ignorar a ansiedade óbvia de Amber. Tennessee segurou a nuca de Amber enquanto o examinava urgentemente.
― Amber, o que você deve dizer quando está pedindo algo?
O medo que tinha se esticado fino lentamente desapareceu. Através daqueles lábios distintos veio uma súplica desesperada.
― …Por favor.
― Bom garoto.
Haah…
Com um leve gemido, seus lábios se tocaram mais uma vez.
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Amber estava gradualmente aprendendo mais sobre Tennessee conforme moravam juntos. Ele achava que sabia mais sobre ele do que os outros, já que o conhecia há muito tempo, mas Amber aprendia algo novo a cada dia até o ponto em que aquela suposição parecia ridícula.
Tennessee gostava de comida mexicana, mas ainda preferia o macarrão com queijo que Amber fazia em vez dos tacos comprados em um restaurante. Ele poderia estar mentindo quando disse aquilo, mas parecia que seu gosto tinha sido condicionado, já que seu garfo naturalmente ia em direção a isso, quase por instinto.
Ele não gostava de bebidas açucaradas ou chá doce, mas bebia água com gás como água normal, e sempre que perguntado se queria sobremesa, ele sempre balançava a cabeça, mas quando Amber colocava um pouco em seu prato, ele comia sem reclamar. Ele comia sorvete com mais frequência do que fudge ou brownies, e preferia molho de queijo em vez de salsa com chips. A diferença era muito sutil, então Tennessee comia o que quer que lhe fosse dado, mas para Amber, que sempre o observava intensamente, essas preferências fracas eram claras.
― Você não precisa fazer isso toda vez.
Tennessee disse quando Amber trouxe torta de pêssego.
“Ele é tão gentil”, Amber pensou. Embora Amber estivesse profundamente apaixonado, ele não tinha perdido seu senso de realidade. Ele tinha uma compreensão bastante precisa de Tennessee, e mesmo ele sendo um vilão excepcional entre os vilões, naquele momento, ele genuinamente acreditava que Tennessee era gentil.
Para Amber, parecia que Tennessee às vezes via seus esforços como um sacrifício, carregando um leve senso de obrigação também.
Amber não pensava de forma alguma que estava fazendo aquilo por obrigação ou fazendo sacrifícios. Era sua ganância claramente disfarçada. Amber queria naturalmente se infiltrar em sua vida, penetrar profundamente em seu âmago até que ele não pudesse removê-lo mesmo se caísse na real mais tarde.
Então Amber não poderia estar mais feliz sobre o paladar de Tennessee estar se acostumando com sua comida, como ele aceitava seu toque como se fosse natural, e como seu olhar naturalmente circulava procurando por ele quando a casa parecia vazia.
― Como está?
― Bom.
O ‘bom’ de Tennessee significava delicioso. Amber o observou esvaziar um prato de torta com um sorriso brilhante. Ser o marido perfeito de Tennessee era um dos desejos desesperados de Amber.
Quando ele tentou colocar o prato vazio na pia, Tennessee se levantou, balançando a cabeça. Conforme Amber estava prestes a dizer que faria isso, a palma de Tennessee afagou levemente sua cabeça. Enquanto Amber estava momentaneamente atordoado, Tennessee silenciosamente terminou de limpar e ligou a água da pia.
Contra o fundo de água corrente, Amber perguntou,
― Você quer ir ao centro da cidade hoje?
O som fraco de fricção entre a escova e os pratos podia ser ouvido.
― Por quê?
― Apenas porque sim.
Tennessee era alguém que não fazia nada sem uma razão.
Depois de colocar organizadamente os pratos na lava-louças, Tennessee secou suas mãos molhadas. Amber sentou-se com o queixo apoiado, antecipando sua resposta.
― Tudo bem.
Ele era verdadeiramente indulgente consigo mesmo, como de direito deveria ser. Afinal, Tennessee era seu amante.
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No entanto, seu amante não ignorava tudo.
― Dê um passo para trás.
― Por quê?
― Quando eu digo dê um passo para trás, dê um passo para trás.
Foi quando algo ocorreu a Amber enquanto caminhavam ao longo do Rio Chicago. Amber tinha se colado em Tennessee, que estava caminhando um casal de passos à frente, e o abraçou por trás. Tennessee tolerou esse tanto. Mas quando Amber apoiou o queixo no topo de sua cabeça, ele disse aquelas palavras afiadamente. Amber, no entanto, não se sentiu desanimado nem um pouco.
“Finalmente!”
Com seu queixo apoiado no topo daquela cabeça certinha, Amber se sentiu como se pudesse ouvir uma banda militar tocando atrás dele. Seu desejo de crescer e ficar mais alto do que ele algum dia e apoiar o queixo em sua cabeça tinha se tornado realidade. Um item tinha acabado de ser riscado da lista de desejos de Amber.
E embora Tennessee não soubesse, Amber tinha centenas de itens em sua lista de desejos, e mais da metade deles era bastante bizarra.
― Mova sua cabeça.
Quando a voz de Tennessee se tornou sinistra, Amber lamentavelmente se afastou. Pelo menos ele alcançou um desejo, então foi um ganho.
Seguindo atrás de Tennessee, Amber olhou para a vista noturna se espalhando ao lado deles. Mesmo depois que o sol se pôs e a escuridão se aprofundou, Chicago nunca escurecia. Quando o sol cai, um novo brilho surge em Chicago. A metrópole movimentada, sua energia incessante, e as luzes florescendo como campainhas. Amber agora tinha se acostumado com a vista noturna de Chicago.
Acostumar-se com a maravilha era um luxo de novas sensações. Amber esperava se acostumar com a maravilha de estar com Tennessee. Uma vida de entrelaçar seus dedos como se fosse apenas natural, e se apoiar um no outro – essa era a vida que ele almejava.
― Amber.
Perdido em pensamentos enquanto olhava para a vista noturna, os passos de Amber tinham desacelerado. Tennessee, que ele pensou ter caminhado direto para a frente, estava esperando por ele lá na frente.
― Sim, Tennessee?
― O que você está fazendo?
― Nada, vamos ir.
Amber rapidamente moveu seus pés. Alcançando-o, ele cuidadosamente agarrou seu pulso.
Ele poderia segurar sua mão? Ele poderia beijá-lo? Ele permitiria? Ele não conseguia dizer o que ele toleraria. Amber sabia exatamente quais linhas não deveriam ser cruzadas, mas desde que se tornaram amantes, ele foi pego pela ganância de borrar aquela linha. Não, ele queria puxar aquela fronteira fina e esticada até que se arrebentasse completamente.
― Eu posso… te beijar?
Amber não deu tempo para Tennessee fechar os olhos. Até agora, esperar uma resposta clara de Amber era um luxo e próximo do fingimento. Tennessee diria não, mas ele sempre o perdoaria mesmo se não tivesse cumprido com sua rejeição, então era mais simples não ouvir a rejeição de forma alguma.
Aquele pedido de alguns dias atrás tinha sido a aposta mais ousada de Amber.
Como flocos de neve caindo, Amber fechou suas pálpebras e gentilmente abaixou a cabeça. Foi como uma borboleta pousando.
O beijo durou apenas 2 segundos, mas foi definitivamente um momento mágico.
Amber abriu os olhos, inconscientemente soltando uma respiração trêmula. Era hora de acordar do momento mágico agora.
No entanto, mesmo quando ele abriu os olhos, mesmo quando a trilha sonora barulhenta da vida correu de volta como ondas e as luzes da cidade noturna perfuraram seus olhos, a mágica não se quebrou.
Ele esteve vivendo em um milagre o tempo todo.
― Satisfeito?
O vento frio levemente roçou seu cabelo contra sua testa. Tennessee perguntou, erguendo suas sobrancelhas, escuras e fortes. Amber mal conseguiu acenar com a cabeça, estando sem palavras.
― E você?
Amber pegou Tennessee quando ele estava prestes a se virar e perguntou.
“E você? O que você acha? Como você se sente? Você se sente assim também? Você está tão feliz que é realmente assustador? Você está feliz mas ansioso ao mesmo tempo?”
― Me responda, Tennessee. Você está feliz?
Esta pergunta repentina deixou Tennessee momentaneamente desconcertado, não esperando ser perguntado aquilo. Seus lábios, sempre suavemente molhados, se fecharam, e seu olhar que esteve cuidadosamente examinando Amber subiu para a esquerda e depois caiu para o canto inferior direito.
― Tennessee, por favor, me responda.
Justo quando sua boca estava prestes a se abrir, um grupo de homens veio por trás com barulho espalhafatoso e esbarrou no ombro de Amber. Ah. Quando Amber foi empurrado um passo para trás, ele pensou que poderia ter ouvido algo.
― É estranho. Como se eu não tivesse certeza se isto está tudo bem.
Tennessee estava de repente parado na frente de Amber.
― …Já é o bastante.
― Não tente tanto mascarar a insatisfação.
“Eu não estava escondendo bem? Amber esfregou os olhos”.
― Vamos voltar.
― …Sim, Tennessee.
Junto com a resposta, Amber agarrou o pulso de Tennessee. Mesmo se Tennessee recusasse, Amber não o deixaria escapar. E Tennessee de bom grado aceitou aquela indulgência.
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Depois de retornar para casa, Tennessee naturalmente bocejou. Ele ficou internamente surpreso quando olhou para o relógio. Já passava da meia-noite. Eles tinham apenas ido ao centro da cidade para jantar e caminhado um pouco, no entanto tanto tempo tinha se passado.
― Você vai para a cama?
Quando Amber perguntou para as costas de Tennessee enquanto ele se dirigia ao banheiro, ele brevemente respondeu com um ‘é’.
― Eu posso… dormir aí hoje?
A mão de Tennessee parou quando ele estava alcançando sua escova de dentes. Embora ele certamente não pudesse ser visto do banheiro, Amber adicionou, como se sentisse a hesitação de Tennessee.
― Eu quero estar na cama juntos. Se você quiser, você pode amarrar minhas mãos.
― Não há necessidade.
― Me deixe afagar sua cabeça enquanto você dorme.
Não era um pedido para afagar seu próprio cabelo, mas uma súplica para ser permitido afagar o de Tennessee. Com uma leve risada, Tennessee respondeu firmemente.
― Não.
― Me desculpe, isso foi muito repentino?
Conforme ele colocava a escova de dentes na boca, a voz de Amber veio do corredor em frente ao banheiro, junto com passos.
Tennessee ficava perplexo toda vez que Amber o tratava como um suricato tímido. Ele deveria ficar irritado, ou deveria ignorar completamente?
― Eu fui muito insistente?
Era isso. Tennessee se via repetidamente caindo nos esquemas óbvios de Amber mesmo vendo através deles sempre que Amber se rebaixava assim. E toda vez que Amber fingia ser patético e imaturo, Tennessee percebia o quanto ele tinha amadurecido.
O Amber mais jovem tinha sido uma criança impaciente, desesperada para crescer, agonizando sobre cada olhar, aterrorizada de parecer minimamente imatura. Esse tinha sido também o calcanhar de Aquiles de Amber.
Mas agora, Amber descaradamente se retratava como fraco e inocente, como se totalmente consciente de que Tennessee não podia mais vê-lo como uma criança, não importa o quanto tentasse.
“Tão ardiloso”.
Cuspindo a espuma, Tennessee abriu a porta.
Com certeza, os olhos de Amber caíram pateticamente.
― Apenas por esta noite.
Os lábios de Amber se curvaram suavemente para cima e seu rosto se iluminou. Era um sorriso trançado com espinhos, contudo frágil o suficiente para se arrebentar. Era o sorriso de quem sabia que seu veneno era inofensivo.
↫─☫ Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Lᥙ꧑ᥲ Hᥲrtzᥣᥱr