₊°。❆ Capítulo 08 ⋆⁺₊❅
⚠️ Aviso: Todos os fatos, personagens e situações retratados nesta obra são inteiramente fictícios. Não contendo nenhuma relação com a realidade.⚠️
₊°。❆ Capítulo 08 ⋆⁺₊❅.
— Boa noite, noona.
— Seon-woo, quanto tempo, né? Este aqui é o Nam Seon-woo. Irmão mais novo do Nam Jun-woo. É amigo do Choi Lee-won desde a infância.
— Aah, Nam Jun-woo?
— O garoto é bom rapaz.
O olhar da mulher de vestido ao lado de Choi Lee-ri era penetrante. Cabelo e olhos de um castanho claro e macio, cílios longos e densos, nariz bem empinado. Muito parecida com alguém que ele vinha vendo sem parar nos últimos dias. Mesmo sendo o primeiro encontro, soube na hora quem era.
— Seon-woo. Esta é a Eun U-yeon, do Simjin.
— Muito prazer. Sou Nam Seon-woo.
Parecida mesmo…
Precisou tomar cuidado para não encarar Eun U-yeon demais. Enquanto fazia uma reverência, os olhos de Seon-woo varriam o interior do salão. Eun Hyun-chae não estava à vista.
Aquele era um evento não oficial para celebrar o lançamento de uma nova subsidiária da diretora Hwang Seon-mi, mãe de Choi Lee-ri. Era natural que a família Myeonghyeon comparecesse, e também outras empresas em cortesia, mas… quem diria que o Simjin viria.
Seon-woo também sabia da relação entre Eun U-yeon e Choi Lee-ri, mas por meio das investigações de Choi Lee-won. A movimentação das duas ainda não era oficial. Só que, ao vê-las aparecerem daquele jeito hoje, era evidente que pretendiam tornar pública a proximidade entre elas.
Lee-won ainda não tinha aparecido no salão, pois entraria junto com Hee-jun. Claro que não era preciso ver para saber que o humor de Choi Lee-won ao dar de cara com aquelas duas seria péssimo.
— Aproveitem a noite.
Depois de uma reverência, Seon-woo se afastou do salão principal.
Onde ele está…. Enquanto circulava pelo interior à procura, Seon-woo ia entrar na escada que subia para o segundo andar quando alguém segurou seu braço.
— Nam Seon-woo! O que você está fazendo aqui?
— …Ha Seung-bin?
Era um cara que tinha estudado no mesmo primário, ginásio e ensino médio que Seon-woo e Lee-won, e que foi estudar fora assim que se formou. Por que aquele sujeito, que deveria estar nos Estados Unidos, estava ali? Piscando por um instante, Seon-woo perguntou, intrigado:
— Quando você voltou pra Coreia?
— Faz uma semana. Você trocou de número? Eu liguei e atendeu um pirralho, você não imagina o susto que eu levei. Achei que você tinha tido até filho nesse meio-tempo! Haha!
— Filho o quê… Não troquei de número. Você deve ter ligado errado.
— Será? Enfim, em vez de a gente ficar aqui de pé, vamos sentar pra conversar.
No fim, Seon-woo teve que parar a procura e, arrastado por Ha Seung-bin, sentar-se numa mesa preparada num canto.
— Dessa vez você fica quanto tempo? Um mês?
— Sem prazo. Parei tudo e vim sem pensar. Talvez eu largue tudo.
— Você estava se preparando pra isso desde o ano passado. Pode fazer isso?
Diante da pergunta preocupada, Seung-bin sacudiu os ombros de forma manhosa.
— Não me vêm ideias e eu ando deprimido. Então brinca bastante comigo. Já que o assunto veio à tona, posso dormir uns dias na sua casa? Vim escondido da minha irmã, não tenho nem pra onde ir.
— Na minha casa? À noite você vai ter que dar o fora, tudo bem por você?
Diante da expressão e do sorriso ambíguo de Seon-woo, Seung-bin sacudiu as mãos com repulsa.
— Deixa, deixa. Aproveita bastante, obrigado.
— Pode ir mesmo assim.
— Não vou!
Seon-woo riu baixinho e pegou o copo que Seung-bin lhe estendia.
— Oh? Hyun-chae! Que milagre é esse de você aparecer num lugar desses?
Diante de Seung-bin se levantando e cumprimentando animado, Seon-woo também virou o olhar. Ao se virar, Eun Hyun-chae estava parado ali, imóvel, olhando para Seon-woo com olhos surpresos.
Tendo enfim encontrado quem procurava, Seon-woo virou a bebida de bom humor. Hyun-chae se aproximou a passos largos e cumprimentou com uma expressão atordoada.
— …Sunbae. Boa noite.
— Sunbae? Sunbae? Ah, vocês dois são da Hanguk, né?
Seon-woo sacudiu o copo vazio para Ha Seung-bin, que arregalava os olhos olhando de um para o outro, e disse:
— Seung-bin. Traz mais bebida.
— Já bebeu tudo? Trago do mesmo. Hyun-chae, você também?
Olhando de forma estranha para Hyun-chae, que assentiu de leve, Seung-bin deu de ombros e virou as costas. Assim que confirmou que ele tinha ido, Seon-woo perguntou de repente:
— Você me seguiu até aqui?
Assustado com a pergunta repentina, Hyun-chae balançou a cabeça depressa.
— Não, eu vim por causa da família. É sério.
— …
— Sunbae…
— Haha, é brincadeira. Eu sei que você veio pelo Simjin. Já cumprimentei a Eun U-yeon agora há pouco.
Sem conseguir tirar os olhos do rosto sorridente de Seon-woo, Hyun-chae moveu os lábios.
— Então você sabia. Sobre a minha família… E sobre a minha irmã.
— Não tinha como eu não saber… Você não achou que tinha escondido isso até agora, achou?
Seon-woo se virou com um olhar de “não me diga”.
Se fosse o caso, seria um pouco chocante. Talvez precisasse mudar a avaliação de ingênuo para burro.
Por sorte, Hyun-chae balançou levemente a cabeça.
— Não é isso… É só que você nunca falou nada até agora.
Mexendo no guardanapo sobre a mesa, Hyun-chae espiou Seon-woo de leve e sussurrou:
— Na verdade, eu tinha uma certa esperança. De talvez conseguir te ver.
Não havia como um sunbae comum estar num evento desses. Como esperado, Eun Hyun-chae já tinha terminado de investigar tudo, inclusive a família dele e sua relação com o Myeonghyeon. Diante de um fato que nem chegava a surpreender, Seon-woo o encarou fixamente e disse:
— O mesmo aqui.
— Como?
— Eu também tinha esperança. De que você estivesse aqui.
Os olhos de Hyun-chae se arregalaram.
— O que você quer dizer com isso…?
Vendo aquelas duas bochechas ganharem vida num instante e aqueles olhos castanhos claros brilharem, Seon-woo admitiu. Que, se fosse Eun Hyun-chae, ele talvez conseguisse dormir com um alfa.
Mas não era hoje. Ao ver Seung-bin voltando lá atrás com as bebidas, Seon-woo recuou o corpo e balançou levemente a cabeça.
— Não quer dizer nada de mais.
— Sunbae…!
— Do que vocês dois estavam falando?
Seung-bin, rindo à toa, se enfiou entre os dois e pousou os copos na mesa.
Seung-bin e Hyun-chae foram apresentados durante o intercâmbio nos Estados Unidos e ficaram próximos. Embora, no caso de Seung-bin, fosse mais difícil encontrar alguém de quem ele não fosse próximo.
Ao ouvir que Hyun-chae tinha entrado no Shpur, Seung-bin fez uma expressão esquisita.
— Você entrou no Shpur?
— Sim. Porque eu tenho interesse em esqui.
Diante do refrão de sempre sobre interesse, Seon-woo riu de canto. Mesmo com aquela risadinha, Hyun-chae aguçou os ouvidos e espiou de lado, tentando roubar uma olhada no rosto sorridente.
Conhecendo a relação entre o Myeonghyeon e o Simjin, Seung-bin perguntou, intrigado:
— O presidente de lá é o Choi Lee-won.
— E daí?
Diante daquela atitude de quem não se importava nem um pouco, foi Seung-bin quem coçou a cabeça sem jeito.
— Deixa pra lá. Se é clube de esqui, vocês não fazem uns treinamentos com alojamento e tal?
— Fazemos. O acampamento de esqui. A gente vai pra estação de esqui e fica umas três semanas.
Os olhos de Seung-bin brilharam.
— Eu também quero ir! Eu estava justamente pensando no que fazer no inverno, ir pra lá seria perfeito.
— Quem não é do clube não pode ir junto. Se abrir exceção, atrapalha o clima e fica difícil de administrar.
— Deixa disso. Quem falou em entrar no acampamento? Eu fico na casa de campo, faço aula particular e, quando terminar a programação de vocês, a gente sai junto.
— …Faz o que quiser.
Como não adiantava nada dizer o que quer que fosse para Seung-bin, Seon-woo desistiu cedo de tentar impedi-lo. Nisso, ao esticar a mão para o copo, Seon-woo cruzou o olhar com Lee-won, que se aproximava lá de longe.
Sobrancelhas franzidas, rosto corado, um jeito de quem não consegue conter as emoções. Achando aquilo um pouco perigoso, ele se levantou, mas, antes mesmo de terminar de se erguer, Lee-won chegou e perguntou com uma energia assustadora:
— O que você está fazendo aqui?
— Lee-won.
Está com raiva. Diante daquela voz muito mais dura que o normal, Seon-woo olhou para Lee-won sem dizer nada.
— Choi Lee-won! Onde você estava? Eu vou pro acampamento de esqui de voc…
— Nam Seon-woo, vem comigo.
— …Hã? Vocês brigaram?
Seon-woo deu tapinhas no ombro de Seung-bin, que fez uma expressão de espanto, e virou as costas.
— Depois eu te ligo. Vou indo.
Seon-woo correu logo em seguida e alcançou Lee-won.
Lee-won só parou quando saíram até o jardim externo. Soltando um pequeno suspiro para aquelas costas que não se viravam mesmo sabendo que ele o havia seguido, Seon-woo o chamou:
— Lee-won.
— Que história é essa do Eun Hyun-chae? Por que aquele desgraçado está aqui? E você, Nam Seon-woo, o que é isso?!
— …A Lee-ri noona chamou o pessoal do Simjin.
— Droga, Choi Lee-ri!
Batendo o pé no chão e bufando, Lee-won voltou a flecha para Seon-woo.
— Se você sabia disso, tinha que ter me procurado primeiro. Eu preciso ver você rindo ali com o Eun Hyun-chae?
Com o tom de voz elevado, os olhares se voltaram para eles. Seon-woo puxou o braço de Lee-won, abraçou-o e começou a acalmá-lo.
— …Achei que você estivesse com o Hee-jun, por isso não te chamei. Se acalma.
— Eu estou em condição de me acalmar?! Você não vai ser universitário a vida inteira. Quando você entrar no Myeonghyeon também…! Se a Choi Lee-ri assumir, você, o Nam Jun-woo, o diretor Nam, é todo mundo pra fora. Até quando você vai fingir que não vê?!
— Eu sei, eu sei disso… Lee-won. A Choi Lee-ri está aqui e o presidente também. Não faz escândalo e controla o seu feromônio.
Quando ele o afagou como quem acalma, as costas de Lee-won, que arfavam com violência, foram baixando devagar. Dava para sentir o feromônio que pairava no ar e a respiração no seu ombro se arrumando. Enquanto tomava fôlego às escondidas, Seon-woo ergueu a cabeça e cruzou o olhar com Hyun-chae, que escondia o corpanzil atrás de uma coluna lá longe.
☆⋆。 Gostou do capítulo? Se possível apoie a autora na plataforma oficial para demonstrar o seu carinho! 。⋆☆
↫⋆。゚❅✶ Continua….
⌀ ⌀ ⌀
✦ Tradução, revisão e Raws: Belladonna, Flower&Yuki