₊°。❆ Capítulo 07 ⋆⁺₊❅
⚠️ Aviso: Todos os fatos, personagens e situações retratados nesta obra são inteiramente fictícios. Não contendo nenhuma relação com a realidade.⚠️
₊°。❆ Capítulo 07 ⋆⁺₊❅.
Depois de receber uma permissão que não era bem uma permissão, Eun Hyun-chae passou a persegui-lo e a assistir às aulas de penetra ainda mais descaradamente. Sempre que via aqueles ombros estranhamente mais confiantes, Seon-woo se pegava com um sorriso pendurado no canto da boca.
É claro que houve vezes em que ele foi expulso. Com um rosto daqueles, chamando atenção.
— Quem é esse aluno? Acho que não o vi na aula anterior. Você faltou à aula passada?
— …Bom dia. Sou Eun Hyun-chae.
— Hum? Não vejo o seu nome na lista.
— Não consegui me matricular… É que eu tenho interesse.
Como tinha dado certo algumas vezes, ele deve ter ganhado coragem e puxou de novo a carta do interesse, mas dessa vez não colou.
— Pela natureza da aula, eu só aceito os inscritos. A intenção é bonita, mas eu agradeceria se você se retirasse.
Eun Hyun-chae fez uma reverência e pegou a mochila. Olhou para Seon-woo como quem implora por ajuda, mas ele, que assistia à cena com o queixo apoiado na mão, riu à toa e acenou mandando-o sair logo.
Como Hyun-chae aparecia sempre que não tinha aula própria, Seon-woo conseguia mais ou menos desenhar o horário dele sem nunca tê-lo visto. Como agora, por exemplo.
“…Quanto esforço.”
Vendo Hyun-chae ofegante, Seon-woo ergueu as sobrancelhas. Ele puxou a cadeira ao lado, sentou-se e fez uma reverência.
— …Bom dia.
Poderia ter apenas retribuído o cumprimento fingindo não notar, mas Seon-woo fez questão de perguntar:
— Você veio correndo, né?
— …
— Sua aula anterior é que horas?
Que ele fechava a boca com força sempre que estava em desvantagem, isso ele já tinha aprendido. Rindo baixinho ao ver o peito dele subindo e descendo em silêncio, Seon-woo empurrou para o lado o Pocari que tinha comprado para si. O olhar de Hyun-chae acompanhou a lata deslizando.
— Bebe.
— …Obrigado.
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Graças ao chiclete grudento que apareceu de repente e às atividades do Shpur, ele não tinha tido um instante de tédio e andava um pouco afastado, mas, na origem, Seon-woo era do tipo que, quando batia o tédio, ia a um bar e tinha encontros de uma noite. Sendo alfa, precisava aliviar os desejos na hora certa. Assim que sobrou um pouco de folga, o silêncio veio buscá-lo como um fantasma, e Seon-woo foi direto ao Liberty.
Ao chegar, Seon-woo ia tirar um cigarro no beco ao lado da entrada quando estacou e ergueu os olhos. Havia uma câmera de segurança nova instalada à frente. Diante do aparelho de vigilância que tinha surgido do nada, veio-lhe a dúvida preocupada de se teria acontecido algum incidente no Liberty enquanto ele estava ausente.
Acendendo o cigarro e puxando fundo, Seon-woo se lembrou de repente de que aquele era o lugar onde tinha conhecido Eun Hyun-chae e um sorriso surgiu em seus lábios. Estava soltando a fumaça, aéreo, quando ouviu um burburinho vindo do lado. Seon-woo moveu só os olhos para espiar.
— Já falei que não é!
— É ele, sim! Se for de verdade…! Opa.
Por trás da fumaça turva, ele cruzou o olhar com dois homens. Diante daquele jeito de não conseguirem tirar os olhos dele, Seon-woo ergueu uma das sobrancelhas e cumprimentou com um gesto de cabeça; os dois abriram sorrisos sem jeito, retribuíram o cumprimento de forma engessada e voltaram para dentro.
“Que foi. Vieram fumar?”
Ele mesmo não era de se importar, mas havia gente que, ao ver alguém já ali, seguia adiante sem fumar. Com a intenção de liberar o espaço, Seon-woo sacudiu o corpo e se levantou.
— Seon-woo, por que sumiu por tanto tempo? Andou ocupado?
— É. Um pouco ocupado. E você, noona?
— Eu, ah, na mesma. Sirvo a de sempre?
— Não. Qualquer coisa mais leve.
Quando Seon-woo balançou a cabeça recusando, Se-jin riu e pegou o gelo.
— Ahá, então hoje você pretende beber acompanhado?
— Sei lá. Aliás, aconteceu alguma coisa esse tempo todo? Que câmera é aquela na frente do bar?
— Câmera? Tem uma câmera ali? Não aconteceu nada de mais, não. Não estava lá desde antes?
— É nova. É a parede que eu olho todo dia enquanto fumo, então tenho certeza. Estava apontada pra esse beco.
— Ah, deve ter sido o dono do prédio, não? De qualquer forma, os prédios desse quarteirão todo são de uma pessoa só. O que ele não pode fazer? Bom pra segurança. Pronto, aqui. Minha assinatura.
Diante da fala de Se-jin, Seon-woo também assentiu sem dar importância e pegou o copo.
Sentado no balcão, Seon-woo trocou algumas conversas leves com Se-jin e, antes mesmo de terminar um copo, mudou-se com uma mulher que se aproximou para um canto mais aconchegante.
— Seon-woo, você vem sempre aqui? …Ué? Que sorriso é esse, isso quer dizer que você é frequentador vip. Ah, e eu aqui sem saber.
— Estava afastado e voltei depois de um tempo. Só agora eu entendi por que hoje eu quis tanto vir.
— Deixa disso. Falar assim também é cara de frequentador vip.
Em algum momento, o olhar da mulher sentada à sua frente escapou dele e foi para trás. Ao notar, uma das sobrancelhas de Seon-woo se ergueu.
Quem seria, a ponto de roubar até a atenção da sua companhia? Era algo tão inédito que despertou nele um espírito de competição à toa, e Seon-woo também virou a cabeça para olhar. E então cruzou o olhar com um homem que o encarava com a expressão mais desolada do mundo.
— Esse louco…
— Você o conhece?
Se a estratégia era fazê-lo passar por lixo para que ninguém mais o quisesse, funcionou. Eun Hyun-chae.
Rangendo os dentes, Seon-woo se levantou com o sorriso mais culpado que conseguiu produzir.
— Acho que vou ter que ir. Me desculpa mesmo.
Seon-woo recolheu Eun Hyun-chae às pressas e saiu do Liberty. Levou-o a um café 24 horas ali perto, sentou-o e, de braços cruzados, encarou o homem à sua frente.
— Se explica.
— …
Hyun-chae manteve a boca bem fechada, olhando apenas para o copo à sua frente. Pela teimosia pendurada no canto da boca e pela rebeldia refletida no canto dos olhos, era evidente que ele não achava nem um pouco que tinha feito algo errado.
Achando a situação absurda mesmo pensando de novo, Seon-woo soltou uma risada seca e disse, batucando na mesa:
— Você disse que não era mais um alfa desconhecido, que era meu calouro. Calouro é até a faculdade. Tem que respeitar a vida privada do sunbae.
— …
— Daqui pra frente, eu preferia que você não viesse me procurar até no Liberty.
Diante daquilo, Hyun-chae, que até então mantinha os olhos baixos, ergueu a cabeça. Mesmo com um limite traçado de forma explícita, não havia nele o menor sinal de aborrecimento. Pelo contrário, o rosto até parecia contente; e, franzindo o cenho diante da situação incompreensível, Seon-woo ouviu:
— É um lugar aonde qualquer um pode ir.
— É, mas você não veio com esse propósito.
— Você podia ter me ignorado e não ignorou.
Como aquilo não parecia se referir apenas ao momento de agora, ele ficou sem palavras e calou a boca. Só muito depois conseguiu descolar os lábios.
— Em que raios você se baseia pra ter tanta certeza?
— É que o sunbae sempre olha pra mim daquele jeito.
— …Que jeito é esse?
As gotas de água condensadas no copo escorreram pela ponta dos dedos. Seu olhar foi capturado por aqueles lábios cheios que se fechavam numa linha reta, como quem escolhe as palavras, e estremeciam de leve. Hesitante, Hyun-chae fitou seus olhos e disse:
— Como se eu fosse lindo de morrer.
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Enquanto ajeitava o cabelo, Seon-woo ficou encarando o próprio rosto no espelho e forçou os olhos. Das sobrancelhas pretíssimas ao olhar de contorno nítido com a pálpebra dupla fina. Por mais que olhasse, não conseguia entender de jeito nenhum de onde Eun Hyun-chae tinha tirado uma ideia dessas.
Depois daquela noite, nada mudou. Porque, no fim, Seon-woo não conseguiu afastá-lo. Eun Hyun-chae continuou seguindo suas aulas e uma câmera de luz vermelha acesa continuou guardando a frente do Liberty.
Seon-woo às vezes pensava: se ele ao menos se declarasse, se cruzasse a linha, aquilo se resolveria. Mas Eun Hyun-chae, astuto, se enfiava nas frestas entre uma coisa e outra, na parte mais mole de Seon-woo, e vinha aproveitando bem aquela indecisão.
O problema é que ele não desgostava disso.
Seria pela aparência que era a materialização exata do seu tipo, ou porque gostava de ver aqueles olhos brilharem só para ele…? Seon-woo decidiu não pensar muito a fundo no motivo.
Assim que terminou de arrumar o cabelo e vestiu o casaco, Lee-won ligou.
— Isso, já estou pronto. É. Vou descer.
Quando desceu, avisado por Lee-won de que ele tinha chegado, havia um carro parado em frente ao prédio. Seon-woo abriu naturalmente a porta do carona e só percebeu seu erro ao cruzar o olhar com Hee-jun, que o observava com expressão surpresa. Recompondo-se depressa, Seon-woo cumprimentou com os olhos apertados num sorriso:
— Oi, Hee-jun. Quanto tempo.
— Seon-woo hyung! Obrigado por aquele dia.
— Quantas vezes você vai me agradecer? É só isso que você tem pra me falar quando me vê?
— Não é isso…
— Entra logo. A gente vai se atrasar.
Diante da fala de Lee-won, Seon-woo fechou a porta e entrou no banco de trás. Olhando os dois sentados lado a lado na frente, ficou mexendo nos lábios com a mão.
Era a primeira vez que Lee-won levava um namorado a um evento de família, então ele tinha esquecido por um instante que aquele lugar não era o dele.
Mesmo sabendo, o gosto era ruim. Estava tomado de pensamentos, olhando pela janela, quando chegou uma mensagem de Eun Hyun-chae.
[Amanhã eu não vou à faculdade. Tenho um compromisso.]
Seon-woo nunca tinha respondido nenhuma das mensagens que Hyun-chae mandava de vez em quando. Dessa vez também apagou a tela pensando apenas algo como “amanhã vai ser entediante”.
…Mas, se soubesse o que ia acontecer, teria pelo menos perguntado que compromisso era esse.
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↫⋆。゚❅✶ Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Belladonna, Flower&Yuki