₊°。❆ Capítulo 09 ⋆⁺₊❅
₊°。❆ Capítulo 09 ⋆⁺₊❅.
Foi tão absurdo que por um instante quase explodiu numa risada incrédula, e ele mordeu os lábios depressa. Percebendo que tinha sido flagrado, Eun Hyun-chae sumiu dali às pressas.
— …Nam Seon-woo.
Diante da voz mais calma de Lee-won, Seon-woo segurou devagar seus ombros e o endireitou.
— Se acalmou um pouco?
— …Eu fui sensível demais. Ultimamente, por causa da Choi Lee-ri, do Eun Hyun-chae entrando no Shpur, da Eun U-yeon aparecendo hoje… é óbvio que tem alguma coisa por trás e eu não consigo pegar, isso é tão patético e sufocante que eu acabei descontando em você à toa.
— Que descontar o quê. Está tudo bem.
— Vamos entrar. O Hee-jun está lá em cima. Ele veio te procurar.
— Sobe você primeiro. Vou fumar um cigarro e já vou.
Choi Lee-won ia se virar, mas estancou, olhou para trás e disse:
— Não vai para o lado do Ha Seung-bin.
Levando o cigarro à boca, Seon-woo assentiu como quem diz para ele não se preocupar e ir.
Depois que Lee-won saiu, sozinho, Seon-woo estremeceu de leve com o feromônio dele, ainda nítido no ar.
Independentemente do que sentia por ele, sendo Seon-woo um alfa e Lee-won um alfa dominante, o feromônio dele também despertava uma repulsa instintiva e uma sensação de opressão. Soltando longamente a fumaça do cigarro como quem tenta apagar o feromônio que restava, Seon-woo se lembrou de Hyun-chae, que tinha visto agora há pouco, escondido atrás de uma árvore com o corpo todo dobrado, e riu baixinho.
— Ufa… Ele é estranho demais.
Depois de pensar um pouco, Seon-woo mexeu no celular e enviou uma mensagem.
[Vai embora sem nem cumprimentar o seu sunbae?]
Pouco depois, ao ver a silhueta chegando correndo, o canto da boca com o cigarro se ergueu num sorriso.
❅ ── ♡ ── ❅
— Vamos encerrar por hoje. Semana que vem não teremos aula por causa do feriado de Chuseok, e a data da reposição será anunciada depois.
Quando a tela se apagou, os alunos se levantaram em bando. Enquanto guardava as coisas, já que era a última aula, Seon-woo fez um gesto com a cabeça para Hyun-chae.
— Vou te pagar um café. Vamos.
— Sim.
Seon-woo foi com Hyun-chae até o café do campus, ao lado da biblioteca central. Mesmo com o copo na mão, Hyun-chae não foi para casa e o seguiu até a área de fumantes.
— As aulas acabaram. Já falei pra você ir.
— Eu vou quando terminar o café.
Sendo que ele estava tomando chá com leite, não café. E ainda por cima já tinha esvaziado mais da metade e sacudia de leve o copo em que só se via gelo, alegando que ainda tinha sobrado — o que era adorável. Seon-woo soltou a fumaça e murmurou:
— Você nem fuma, por que fica me seguindo até aqui?
— …Você gostaria que eu fumasse?
— Por quê? Você vai começar a fumar?
Ele tinha perguntado de brincadeira, com malícia, mas o sujeito devolveu:
— Quer que eu fume? Se o sunbae mandar, eu fumo.
— Pfff.
Diante daquela voz obediente, Seon-woo se virou para Hyun-chae com uma expressão de espanto.
Como é que criaram esse garoto? Agora até o Simjin lhe despertava curiosidade. O Simjin de que ele ouvia falar por Lee-won era só coisa assustadora, mas, olhando para Eun Hyun-chae, não era nada disso. Seria porque era o Simjin visto pela ótica do Myeonghyeon e por isso mais exagerado?
Bom, nos negócios talvez seja outra coisa. Seon-woo sacudiu a mão e disse de brincadeira:
— Não dá, tenho medo da sua irmã. Se você aprender a fumar, acho que eu vou levar bronca.
— A Eun U-yeon não é tão assustadora. E ela nunca trataria você assim.
— Isso é bônus de família. Eu também acho o Nam Jun-woo um patético quando estou em casa.
— Ah…
Sem precisar de nenhuma explicação, ele já sabia, como era de se esperar. Batendo a cinza do cigarro, Seon-woo perguntou:
— Até onde você investigou a minha vida?
— …
— Eu sei que investigou, então fala logo. É curiosidade minha.
Diante da cobrança carinhosa, Hyun-chae observou bem o rosto de Seon-woo.
— Não sei bem… Eu só vi tudo o que apareceu.
Diante daquele rosto ingênuo soltando uma resposta ainda mais terrível do que a mais assustadora que ele tinha imaginado, Seon-woo passou a mão pelo cabelo.
— Então quer dizer que… ah, deixa pra lá. Não quero ouvir. Acho melhor assim.
— …Certo.
Seon-woo deu um toque no pé de Hyun-chae, que respondeu na hora, animado, e soltou:
— Vamos ficar um tempo sem nos ver.
— Por quê?
— É Chuseok. Todas as aulas estão suspensas. E eu vou para a casa dos meus pais.
Como se achasse que ele fosse ficar na faculdade a vida inteira, Hyun-chae fez uma cara perdida.
— E você, o que vai fazer nesse feriado?
— Tenho tempo de sobra.
— Eu não. Preciso visitar a família.
— Certo… Mas então por que perguntou?
— Nada. Só para saber se, tipo, na sua casa também fritam jeon e comem galbijjim, essas coisas.
Mais precisamente, ele estava curioso sobre o Simjin. Depois de parecer pensar um pouco, Hyun-chae perguntou de leve:
— …E na sua?
— Na minha, sei lá. Igual… Ah, vou indo.
Sem conseguir esperar, Lee-won ligou. Hyun-chae só ficou olhando as costas de Seon-woo indo embora primeiro.
❅ ── ♡ ── ❅
Deitado na cama com os fones de ouvido, Seon-woo fingiu não ouvir a voz que o chamava lá de baixo, aumentou o volume e fechou os olhos. No fim, Nam Jun-woo subiu pisando forte e escancarou a porta.
— Nam Seon-woo. Eu perguntei se você já se arrumou. Puta merda, ei! O feromônio!
— …Já me arrumei. Ainda tem tempo.
— Desgraçado. Você rolou na cama até que horas ontem?
Diante da cena dele agitando os braços, abrindo a janela e fazendo o maior escândalo para arejar o quarto, Seon-woo abriu os olhos de relance e olhou para Jun-woo.
— Eu vim direto do hotel. Não tive nem tempo de fechar o zíper.
— Que bosta. O seu feromônio está uma sopa. Toma um banho antes de descer.
Comparado a Seon-woo, um pouco menos sensível que a média, Jun-woo era extremamente sensível a feromônios. Ele conseguia sentir feromônios de dias atrás e não saía de casa sem máscara e desodorizante; isso diz tudo.
Mas Seon-woo, que ultimamente andava levando uma vida recatada por causa do chiclete grudento, também se sentia injustiçado. Que ontem o quê, fazia quase um mês que ele não transava.
— Você que é sensível.
— Ah, esse moleque falando assim com o irmão mais velho… Deixa pra lá, desce e me ajuda a levar as coisas.
Jun-woo deixou o recado e saiu. Seon-woo também se levantou sem reclamar, borrifou desodorizante no corpo e desceu. Diante da porta havia várias caixas de presentes com embalagens sofisticadas empilhadas. Tudo aquilo iria para a casa de Lee-won. Como Nam Jun-woo tinha entrado no Myeonghyeon naquele ano, parecia haver ainda mais presentes.
A mãe, que escolhia roupas lá dentro, saiu e olhou para Seon-woo.
— Você já saiu, Seon-woo?
— Sim. Vou levar as coisas primeiro.
— Isso. Faz esse favor. Aquele com a fita azul é frágil, então toma cuidado.
— Certo.
Depois de sair com as caixas, Seon-woo esperou o elevador, olhando aéreo para os números que mudavam depressa. Pelo visto, ia precisar de umas três viagens.
O pai de Seon-woo era um homem de confiança do presidente Choi, pai de Lee-won, e o serviu ininterruptamente dos vinte e poucos anos até hoje. Talvez por isso, os feriados de Seon-woo fossem um pouco diferentes dos de uma casa comum.
Como o presidente do conselho Choi, que deveria ser o centro de tudo, havia várias décadas partia para a Suíça no Chuseok para ter um tempo só seu, quem se reunia eram os filhos; e, como os pais de Lee-won e de Lee-ri não se davam bem, cada um se encontrava na própria casa.
Por isso, desde a época em que seus avós ainda eram vivos, Seon-woo sempre passava o dia do feriado na casa da família de Choi Lee-won.
De tão acostumado, aquilo agora era para ele algo normal e óbvio. Mas, estranhamente, só dessa vez ele não queria ir de jeito nenhum.
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Ao chegar à casa, Seon-woo cumprimentou os mais velhos e subiu imediatamente para o quarto de Lee-won, como quem foge. Choi Lee-won também não devia ir muito à casa dos pais, porque o quarto bem-arrumado não tinha o menor sinal de vida.
Assim que se jogou no sofá, Lee-won ligou, sabe-se lá como adivinhando.
— Oi, Lee-won.
— Soube que você já chegou. Que rapidez.
— Assim que cheguei, fugi para o seu quarto. Você chega quando?
— Estou indo buscar o Hee-jun, umas duas horas? Chego antes do jantar.
— Certo. Vem com cuidado.
Devia ter cochilado, porque sentiu uma mão sacudindo seu ombro. Ao abrir os olhos devagar, Lee-won apareceu em seu campo de visão, olhando-o de cima.
— Nam Seon-woo, acorda.
— …Chegou quando?
— Agorinha. O Hee-jun também está lá fora. Está cumprimentando os mais velhos. Você já precisa descer.
— Já vou. Desce você primeiro.
Mesmo tendo mandado ir na frente, Lee-won ficou ali esperando até Seon-woo ajeitar a roupa. Quando desceram, já havia quase vinte pessoas reunidas. E Hee-jun, sorrindo com naturalidade, estava bem no centro.
Era a primeira vez que Lee-won levava seu namorado a um evento privado da família. O que aquilo significava, provavelmente todos ali imaginavam. Ele também.
Terceiro ano da faculdade, ômega dominante, terceiro filho da farmacêutica Wonder BR. Somando os três, dava o casamento de Choi Lee-won. Seon-woo mexia nos lábios com a ponta dos dedos, quase os beliscando.
Não demorou e chegou a hora do jantar.
— Se tiver qualquer desconforto, não engole, fala. Espero, de todo modo, que você fique bem à vontade.
— Muito obrigado. Todos estão me deixando tão à vontade. Com o Lee-won e também com o Seon-woo sunbae aqui, já me sinto como se estivesse em casa.
Diante da fala de Hee-jun, os olhares dos mais velhos se voltaram para Seon-woo. Quando Seon-woo sorriu discretamente e pousou os talheres, a diretora Seo, mãe de Lee-won, disse sorrindo:
— É verdade, soube que o Hee-jun também entrou no Shpur. O Lee-won e o Seon-woo devem cuidar bem de você. E então, está sendo divertido?
— Sim! Está sendo divertido.
— Ahaha, ainda nem fizeram nada e já está divertido? No inverno vai ser mais divertido ainda, então.
— Sim. Eu também vou arranjar tempo para participar do acampamento de esqui, estou bem animado.
— Mesmo sendo só um clube, quando você vive a coisa, vai ganhar muita experiência. Graças ao presidente Choi há muitos ex-alunos nesse meio, então lá na frente também vai receber bastante ajuda.
Como Hee-jun, com tanta atenção em cima, nem conseguia comer direito, Lee-won interveio e trouxe os holofotes para si.
— Aliás, dessa vez o meu avô também ajudou bastante com o local.
— Haha, quando ouviu que você assumiu a presidência de lá, o meu pai ficou muito feliz. O que ele não faria? É Inun, né?
— Sim.
— Hoje em dia o Mighty Town não é melhor? O Myeonghyeon tem participação lá e o presidente daquilo é bem próximo do presidente do conselho.
Diante da pergunta de alguém, Lee-won fez uma expressão levemente constrangida. Quem abriu a boca no lugar dele foi Nam Jun-woo, que até então só comia.
↫⋆。゚❅✶ Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Belladonna, Flower&Yuki