Alphega — Extra 10
CAPÍTULO 130
História Paralela 10
— Para mim, Kwon Haeil-ssi e Haekang são mais importantes do que qualquer coisa. O trabalho vem depois.
As palavras de Kanghyeon fizeram Haeil parar por um momento, a surpresa cintilando em seu rosto antes de ele cobrir a boca com uma mão, como se estivesse emocionado. A reação foi tão dramática que Kanghyeon teve vontade de lhe dar um tapa.
— O workaholic Baek Kanghyeon-ssi dizendo isso……. Ugh, acho que vou chorar.
— Se você estiver tirando sarro de mim, posso pelo menos te bater uma vez?
— Pode guardar e me bater depois, então posso te provocar mais?
— Chega.
— Tá bom.
Mesmo respondendo de brincadeira, Haeil parecia satisfeito. Estivera brincando, mas na verdade estava mesmo comovido.
Ele afastou o cobertor e se esgueirou até o lado de Kanghyeon. Então virou o corpo de Kanghyeon para si e o envolveu num abraço apertado.
— Baek Kanghyeon-ssi.
— Sim.
— Você acha que vamos ter um segundo filho?
‘Será que ele realmente se lembra do que disse durante o cio?’
Normalmente, qualquer coisa dita durante um ciclo tendia a se apagar quando ele terminava. Era natural, já que os instintos se sobrepunham a tudo. Mesmo assim, quando restava um pouco de lucidez, fragmentos de conversas ou momentos às vezes ficavam.
Kanghyeon encostou a testa na de Haeil e respondeu com frieza.
— Vai ser difícil. A concepção não acontece só porque você quer.
— É mesmo…?
Haeil pareceu desapontado por um momento antes de se animar de novo.
— Então, quando o seu cio chegar, vou ter que me esforçar e te dar o nó de novo.
A palavra “nó” fez os ombros de Kanghyeon se contraírem. Agora ele sabia o quão intenso e avassalador o nó de Haeil podia ser, então a reação veio sem pensar.
Mas durou apenas um momento.
— Tudo bem. A sensação de estar tão cheio que transbordava não foi tão ruim assim.
Tinha sido doloroso e exaustivo a ponto de sua mente ficar turva, mas, se fosse Kwon Haeil, o homem que ele amava, quem lhe desse aquilo, sentia que poderia aguentar de novo.
Ele quis dizer aquilo como uma permissão silenciosa, mas acabou provocando Haeil muito mais do que esperava.
Algo lá embaixo se agitou, cutucando entre as pernas de Kanghyeon.
— Sabe, às vezes você diz coisas que me fazem pensar se está se exibindo ou tentando me seduzir, Baek Kanghyeon-ssi. Você faz isso de propósito?
— Quem sabe? …Pare de me cutucar.
Ele podia sentir que a coisa batendo contra a parte interna de suas coxas estava ficando mais dura.
— Ainda assim, estou meio com inveja.
— De quê?
— Você se lembra de tudo de quando eu gozei tanto dentro de você, mas eu quase não me lembro de nada.
— Não minta. Você disse “de novo” quando falou do nó.
— Disse?
Com uma cara culpada, Haeil desviou os olhos e de repente subiu em cima de Kanghyeon. O movimento chutou metade do cobertor de cima deles.
— De qualquer forma, já que minha memória está nebulosa, quero tentar de novo.
— Existe isso de dar o nó a qualquer hora assim?
— Bem aqui. Eu cuido disso, então Baek Kanghyeon-ssi só fica paradinho.
— E-espera……!
Kanghyeon prendeu a respiração com a intrusão massiva que mergulhou toda de uma vez. Apesar da estocada poderosa que alcançou o fundo num único golpe, trouxe mais prazer formigante do que dor. Depois de dias sendo tomado sem trégua, sem um único intervalo, parecia que seu corpo agora aceitava qualquer coisa de Haeil sem resistência.
Haeil acariciou o abdômen trêmulo de Kanghyeon e sorriu com um deleite descarado.
— Vou te encher de novo até sua barriga estufar.
Diante daquelas palavras, um palavrão finalmente escapou dos lábios de Kanghyeon, mas Haeil só ficou mais excitado, pensando que não havia nada mais raro do que ouvir linguagem chula de Baek Kanghyeon.
***
Fazia uma semana quando Kanghyeon e Haeil foram buscar Haekang.
Por algum motivo, no momento em que chegaram, Baek Seohun encarou Haeil como se quisesse matá-lo. Entregou a Haeil uma sacola de compras pesada, cheia de alimentos nutritivos variados, e ditou a regra: “Se você tiver consciência, não coma nada disso, dê tudo ao Kanghyeon”. Haeil, pelo contrário, ficou tão grato que deixou o Seohun que embalara a comida nutritiva para Kanghyeon ainda mais irritado.
— O Haekang está no quarto brincando com o Heewoo.
Diante das palavras de Seohun, Kanghyeon caminhou depressa até o quarto de Heewoo. Embora tivesse sido apenas uma semana agitada, parecia que meses haviam se passado desde a última vez que vira Haekang.
Com uma batida leve, Kanghyeon abriu a porta e viu Haekang no tapete fofo estendido no chão, mexendo num coelho de pelúcia preto.
— Haekang-ah.
Quando Haekang ouviu a voz de Kanghyeon, os olhos que estavam focados no brinquedo se voltaram imediatamente para ele. Aqueles olhos brilhantes e reluzentes o observaram por um momento, então o rostinho foi se franzindo aos poucos.
— Ueeh…
Os olhos de Haekang ficaram úmidos. Mas então, como se segurasse as lágrimas, seu nariz se contraiu, e ele de repente se jogou de bruços no chão.
Quando Kanghyeon se moveu às pressas para pegá-lo no colo, Heewoo, que por algum motivo estava ao lado da criança, o deteve.
— Espere um momento.
Enquanto observavam, Haekang apoiou as mãos firmemente no tapete e rebolou o bumbum erguido. Seus grunhidinhos deixavam Kanghyeon ainda mais ansioso.
Um momento depois, com um som de quem reúne todas as forças, Haekang fez força nas pernas.
— Ubuuu…!
As perninhas curtas de Haekang empurraram o chão com força, e as mãozinhas deixaram o tapete. De pé, sozinho e retinho, Haekang estendeu as duas mãos em direção a Kanghyeon.
— Papa!
Kanghyeon prendeu a respiração sem perceber.
Ver Haekang ficar de pé sozinho e chamá-lo provocou nele uma onda que palavras não conseguiam descrever. Sua mente ficou em branco, e tudo exceto Haekang pareceu desaparecer.
Haekang ficou de pé orgulhoso, como se dissesse: ‘Eu fui bem, né?’. Mas as forças logo acabaram, e ele cambaleou. Kanghyeon, completamente atordoado, mal conseguiu segurá-lo antes que tombasse para trás. Mesmo havendo um tapete macio estendido para Haekang no quarto de Heewoo, Kanghyeon não estava em condições de pensar em tais coisas.
— Uuu…. Papaaa…. Papa…
Aninhado nos braços de Kanghyeon, Haekang estendeu as mãos de novo e balbuciou. Os olhos e a boca que pareciam prestes a chorar se curvaram, em vez disso, num sorriso encantado e bobo.
— Papa!
Quem conseguiria resistir ao chamado fofo do próprio filho e aos dois bracinhos estendidos, pedindo colo?
Kanghyeon abraçou Haekang com força, o bastante para sentir de uma só vez o calor do corpo da criança, e olhou para Haeil, que estava parado à porta.
— Haeil-ssi, v-você viu isso? O Haekang acabou de…… ficar de pé…? Como ele ficou de pé?
Naquele momento, Haeil achou que Kanghyeon, gaguejando com uma expressão atordoada, era inacreditavelmente fofo.
‘Ah, eu devia ter deixado a câmera pronta.’
Era claramente uma oportunidade de ouro para uma foto, mas ele tinha sido pego desprevenido.
Por fora, manteve um sorriso calmo, enquanto por dentro se repreendia.
— Nosso Haekang deve ter treinado muito esta semana para mostrar ao papai Kanghyeon.
Parecia que, durante a semana em que ficara com Seohun e Heewoo, Haekang estivera bastante determinado à sua maneira.
Ouvindo Haeil fingir indiferença, Seohun resmungou: ‘Quem é que estava fazendo um escarcéu maluco desde o raiar do dia?’. Felizmente, o sorriso forçado e animado de Haeil abafou as palavras antes que Kanghyeon e Heewoo pudessem notá-las.
— Incrível…. Você é incrível, nosso Haekang….
Kanghyeon abraçou Haekang com força, a voz transbordando de felicidade. Era uma cena tão comovente que parecia aquecer até quem assistia.
Observando o adorável pai e filho, Seohun pigarreou e chamou Kanghyeon.
— Já que você está aqui, coma alguma coisa antes de ir. Aquele desgraçado ali certamente não te deu tempo nenhum para comer.
O “desgraçado” em questão abriu um sorriso radiante e fez um joinha.
— Como esperado de você, hyung-nim. Você me entende mesmo.
— Vá para casa e se alimente sozinho.
— Ah, vai embalar para viagem? Que ótimo. Vou garantir de beliscar entre as atividades.
Seohun encarou a parte de baixo de Haeil com uma expressão horrorizada.
— Atividades o caralho, seu desgraçado bestial. Você é ao menos humano? Quer que eu corte essa coisa fora?
— Ora, ora. Sem isso, como eu vou fazer de Baek Kanghyeon-ssi o pai de muitos?
Seohun olhou para Haeil, que apontava orgulhoso para a própria virilha, e ficou genuinamente pasmo.
‘Como diabos meu irmão acabou com um cara desses……?’
Estalando a língua, ele olhou de volta para a expressão de felicidade de Kanghyeon e acabou murchando.
‘…Tudo bem. Se você está feliz, é isso que importa.’
Com uma expressão de quem desistira de muitas coisas, Seohun suspirou fundo e chamou Haeil com um movimento do dedo.
— Venha aqui e faça a papinha do Haekang. Vou te ensinar só uma vez, então guarde bem.
— Mistura bem se eu colocar isso na mamadeira e sacudir também?
— Você é realmente o maior idiota do mundo.
— Hehe.
Por mais que Seohun não quisesse admitir, o rosto sorridente e radiante de Haeil definitivamente lembrava o de Haekang.
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Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna