Alphega — Extra 08
CAPÍTULO 128
História Paralela 8
‘Tem alguma coisa dentro de mim… jorrando…’
Mesmo enquanto ofegava como se fosse sufocar, Kanghyeon estava confuso com a enorme quantidade de líquido enchendo sua barriga.
Haeil o soltou e se ergueu. Ainda segurando seus quadris, abriu bem as pernas de Kanghyeon. Ao sair devagar, um fio de água transparente escorreu da abertura. Ele percebeu que não tinha cheiro algum, o mesmo líquido que Kanghyeon esguichara durante o próprio cio.
— Porra, nunca achei que viveria o suficiente para mijar dentro de você…?
Só quando ouviu o tom satisfeito na voz de Haeil é que Kanghyeon entendeu o que ele tinha derramado dentro de si.
O alívio não durou.
Haeil o virou num movimento rápido, forçando-o a ficar de bruços com os joelhos dobrados. O modo como Kanghyeon arqueava os quadris para cima lembrava muito Haekang treinando engatinhar. Haeil soltou uma risada satisfeita, achando graça que até isso fosse parecido.
Agarrou os quadris corados e erguidos de Kanghyeon e abriu a entrada com as duas mãos. Pela carne encharcada, água transparente misturada a um pouco de sêmen escorria. Corria pelo períneo, descia pelas bolas e pela base do pau, encontrando o líquido que se agarrava à ponta antes de pingar nos lençóis.
— Olha só isso. Parece que é Baek Kanghyeon-ssi que está mijando.
— Não diga… coisas assim…….
Como um homem que vivera corretamente a vida inteira, Kanghyeon sentiu uma onda esmagadora de constrangimento no instante em que a palavra “mijando” foi colada a ele. Sabendo disso ou não, Haeil enfiou um dedo na abertura que vazava, segurando o fio de sêmen que tentava escapar.
— Não fica deixando escorrer. Era para você segurar dentro.
A pressão escorregadia e macia lá dentro fazia Haeil sentir que estava perdendo a cabeça.
Cada vez que seu dedo se mexia lá dentro, fazia um som obsceno e molhado. Superaquecidas e sensíveis, as paredes internas se agarravam a ele, macias e ávidas, reagindo a cada pressão e fricção. Era tão bom que ele pensou genuinamente que poderia passar o resto da vida com os dedos enterrados em Kanghyeon daquele jeito.
— Nngh… para de brincar com os dedos……..
Ainda se oferecendo, Kanghyeon estremeceu e olhou para trás. Seu rosto pressionado contra os lençóis, com olhos brilhando de lágrimas, abalou todos os sentidos de Haeil.
— Só… me fode logo…
Aquela única frase empurrou os instintos de Haeil para o abismo.
Ele tirou os dedos às pressas, agarrou os braços de Kanghyeon e deslizou de volta para dentro dele de uma vez. O som de pele batendo em pele se misturava a ruídos molhados e despudorados que ficavam mais altos a cada estocada.
— Hnngh…! Ahh, ah…!
— Você está encharcado por dentro, Baek Kanghyeon-ssi. Escorregadio pra caralho…
Estava tão molhado quanto um Ômega encharcado de excitação, macio e úmido em cada lugar que ele tocava. Não importava o quanto metesse com força, o aperto nunca ficava áspero. Permanecia quente e maleável como gelatina.
Embriagado pelo prazer, Haeil soltou um som baixo e sujo.
— Ngh… de agora em diante, vou mijar uma fonte toda vez que a gente transar…. É bom pra caralho…
Não havia como ele liberar água assim sempre que quisesse, mas algo na cara enlouquecida de Rut de Haeil fazia Kanghyeon sentir que ele talvez conseguisse mesmo.
Haeil observava seu pau afundar na entrada de Kanghyeon como se fosse engolido inteiro, depois sair como se arrastasse toda a forma junto. A borda corada e inchada o lembrava os lábios bonitos de Kanghyeon.
‘Até o cuzinho inchado dele é bonito. Que porra é essa?’
Ele riu como um homem fora de si e sussurrou para ele:
— Baek Kanghyeon-ssi, vamos fazer um irmãozinho para o Haekang….
— Nngh, agora… não….
Kanghyeon conseguiu dar uma resposta sensata entre os gemidos. Os lábios de Haeil imediatamente formaram um biquinho.
— Por que não…?
— Eu não estou no cio. Não vou engravidar de jei… hngh!
Ele nem terminara de falar quando Haeil meteu fundo dentro dele de novo. Fazer por trás significava outro ângulo, um alcance mais profundo, e o baixo-ventre plano de Kanghyeon se estufava levemente a cada vez. Ele podia sentir a sensação daquilo erguendo a pele por dentro.
Haeil pressionou a palma contra o baixo-ventre de Kanghyeon, bem onde a cabeça de seu pau golpeava fundo. As estocadas nunca diminuíam, mas a pressão adicional apertava tudo ao redor dele, dobrando a sensação.
— Hngh! Não… aperta…! Nngh…!
— Vamos, vamos tentar mesmo assim… Pode dar certo.
Haeil empurrou com mais força. A parede mais profunda foi esmagada entre a mão e o pau, enviando um choque aterrador pelo corpo de Kanghyeon.
— Aaahh…!
Fios pegajosos de pré-gozo pingavam de seu pau rígido, formando filetes finos. Misturados aos líquidos que vazavam de seu buraco, empoçavam sob ele no lençol.
— Vou te encher até sua barriga parecer que vai explodir. Se eu te encher bem, você engravida, né? Né?
Haeil depositou um beijo nas costas trêmulas de Kanghyeon e murmurou como alguém meio fora de si.
— Vou te engravidar. Eu consigo criar quantos filhos você me der…. Me deixa ter eles, Baek Kanghyeon-ssi…. Carrega o meu bebê, Kanghyeon hyung….
O pau enterrado fundo em Kanghyeon inchou em resposta à vontade de seu dono.
— Ugh…! Aah…!
Kanghyeon gritou com a dor aguda que desabrochou no fundo de sua barriga. O prazer que o atingia sem parar desapareceu num instante, substituído por uma dor áspera e esmagadora contra a parede interna ao redor da abertura.
— Está, doendo…!
O membro já grosso crescia ainda mais. As paredes apertadas e esticadas, que mal se mantinham, começaram a ser empurradas para fora, pressionadas e moídas pela forma que inchava.
Haeil pegou a mão de Kanghyeon, que agarrava os lençóis como se quisesse rasgá-los, e a segurou com força.
— Dói? Dói muito? Me desculpa…. Mas eu tenho que fazer isso…. Não tem outro jeito se eu quiser derramar bastante…
Foi aí que Kanghyeon percebeu que Haeil estava dando o nó nele.
Até Ômegas, que nasciam com aberturas e paredes internas flexíveis para receber um Alfa, frequentemente tinham dificuldade com o nó. A base do pau de um Alfa e cerca de cinco centímetros do membro inchavam numa protuberância redonda com quase o dobro do tamanho, e logo uma grande quantidade de sêmen era expelida à força. Diziam que o volume variava de pessoa para pessoa, mas a maioria dos Alfas liberava tanto que era mais parecido com urinar. Pensar em receber tudo aquilo fez o medo subir pela sua espinha.
Ele nunca dera o nó em ninguém em sã consciência, e nunca recebera um também. Haeil uma vez dissera que lhe dera o nó durante o cio em que Haekang foi concebido, mas Kanghyeon não fazia ideia de como sobrevivera daquela vez.
Haeil o olhava com uma ternura dolorosa enquanto Kanghyeon lutava até para respirar, incapaz de emitir um som. Envolveu a cintura dele com os dois braços e o ergueu.
— Ugh, aah!
O movimento repentino enviou um choque penetrante pela abertura e pelas paredes internas. Enquanto Kanghyeon ofegava como se perdesse o fôlego, Haeil o acalmou com um sussurro e o acomodou firmemente em seu colo. A cabeça de Kanghyeon pendeu sobre seu ombro, e suas costas trêmulas repousaram contra o peito firme de Haeil.
— Você… está fundo… demais…
Kanghyeon arrancou as palavras entre respirações entrecortadas. Cada vez que expirava ou fazia um som, o peso do próprio corpo o afundava ainda mais no pau de Haeil. A ponta grossa empurrava um lugar que parecia não dever ser tocado, assentando-se ali enquanto os dois estremeciam em tremores compartilhados.
Um arrepio prazeroso percorreu Haeil. Ele beijou o pescoço de Kanghyeon e acariciou sua barriga. A sensação estranha do nó inchando dentro dele fazia não só as paredes internas, mas até os músculos abdominais, se contraírem em espasmos apertados. Haeil soltou uma risada baixa e sombria, imaginando aquela barriga firme inchada e pesada como numa gravidez a termo.
Assim que a base grossa dentro dele inchou o bastante, a enxurrada de sêmen que vinha sendo contida avançou ferozmente para a parte mais profunda de Kanghyeon.
— Mm… ah…
Um jorro agudo e quente se espalhou pelo estômago de Kanghyeon, fazendo-o se contorcer num choque instintivo. O movimento só piorou a pressão em sua borda e na parede interna esticada e empurrada para o lado, mas ele estava abalado demais pelo instinto para pensar nisso.
Dizia-se que alguns animais enfiavam o pau na abertura do oponente derrotado depois de uma disputa por dominância.
Um ato chamado monta.
Para alguém como Kanghyeon, que estava no topo da hierarquia Alfa, o instinto primitivo de resistir o arranhava por dentro. O orgulho de uma fera dominante, que se recusava a ser montada, fazia seu corpo se debater em protesto inquieto.
Mas Haeil não tinha intenção de parar o nó. Já perdera toda a racionalidade necessária para ler as reações de Kanghyeon, se ajustar ou sequer considerar parar. Simplesmente não conseguia.
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Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna