Alphega — Extra 07
CAPÍTULO 127
História Paralela 7
Quando a tosse de Kanghyeon diminuiu, os dedos escorregadios de Haeil já deslizavam para baixo. Os dedos cobertos com a saliva de Kanghyeon pressionaram com força a entrada firmemente fechada antes de entrarem sem aviso. Dois dedos mergulharam direto e, guiados por incontáveis experiências passadas, encontraram com precisão o pequeno inchaço da próstata.
— Aah!
O corpo de Kanghyeon deu um solavanco, como se tivesse levado um choque, quando sua próstata foi tocada.
Como se tentasse impedi-lo de escapar, Haeil o segurou com força com um braço enquanto a outra mão trabalhava fundo dentro dele. Ondas de prazer agudo vindas da próstata se misturavam incessantemente ao estiramento estranho das paredes sendo forçadas a se abrir.
— Ah… hngh! Nngh…!
Kanghyeon gemia sem parar com o dedilhado apressado e nada gentil. A velocidade fazia sua cabeça girar; mal conseguia respirar.
— Mais devagar, hngh. Mais devagar…!
— Não. Não consigo. Estou no limite mesmo. Vou explodir.
Sem diminuir o ritmo dos dedos, Haeil beijava onde conseguia alcançar no rosto de Kanghyeon.
— Só aguenta mais um pouquinho, tá? Só um pouquinho…
Soava exatamente como ele persuadiria um Haekang manhoso quando o garoto ficasse maior.
Apesar da voz rouca e ofegante, o tom de Haeil escorria um carinho mimado. Kanghyeon não encontrou uma única palavra para protestar e simplesmente ofereceu sua entrada.
A saliva que cobria os dedos de Haeil fazia sons altos e molhados enquanto se espalhava e esfregava a cada estocada, quase como gemidos sem fôlego.
Logo os dedos que o haviam alargado minuciosamente saíram de uma só vez. Antes que ele pudesse se ajustar ao vazio repentino, Kanghyeon se viu de frente para Haeil, que já se posicionara apressado entre suas pernas.
— Relaxa.
Naquele momento, os poderosos feromônios Alfa de Haeil explodiram ainda mais fortes. Só então Kanghyeon percebeu que Haeil vinha se contendo até agora.
O desconforto instintivo e inevitável o envolveu imediatamente. Seus próprios feromônios suprimidos se debatiam descontrolados, gritando para serem liberados, como se lhe dissessem que, se os soltasse, poderia facilmente repelir a pressão Alfa que o esmagava.
Mas Kanghyeon os manteve trancados com teimosia. Como uma fera que rola de costas em rendição diante de um predador mais forte, recusou-se a revidar e aceitou a dominância.
Aquela foi a gota d’água para a paciência de Haeil. Ele agarrou os quadris de Kanghyeon com força suficiente para deixar hematomas e, sem aviso, meteu o pau até a raiz. A grossura brutal o abriu ao meio, chegando direto ao abdômen.
— Aaagh…
Kanghyeon gritou antes que pudesse se conter. Sua visão ficou branca, depois preta. O ar se recusava a vir; sua boca só abria e fechava inutilmente. A próstata esmagada e as paredes castigadas enviavam um prazer tão violento quanto a dor.
Nem um único centímetro ficara de fora. A intrusão pressionava fundo contra sua parede mais interna e latejava ali, como se respirasse.
— Ngh, nggh…!
Haeil gemeu, o rosto contorcido, ao se enterrar até o fim. Seu corpo inteiro se contraía no ritmo do membro alojado dentro de Kanghyeon.
Como Haeil permanecia perfeitamente imóvel, Kanghyeon aos poucos conseguiu recobrar os sentidos. Seu interior assustado se ajustava pouco a pouco, e agora a estimulação pressionando cada ponto dolorido parecia mais forte que a dor.
Enquanto ele lutava para recuperar o fôlego, Haeil soltou uma risada trêmula e atônita bem junto ao seu ouvido.
— Haah… puta merda…….
O rosto de Haeil estava corado até o pescoço, e ele encarava Kanghyeon com um sorriso aéreo.
— Primeira vez que eu gozo assim que entro…
Só então Kanghyeon entendeu por que Haeil tinha congelado no lugar. O latejar pesado ligado ao fundo de sua barriga tinha sido o gozo de Haeil.
Os olhos desfocados de Haeil estavam nublados por um prazer tão intenso que ainda o dominava.
— Bom pra caralho….
Sua voz ressoou baixa, como uma fera ronronando de satisfação, o som tão grave que deixou a garganta de Kanghyeon seca.
Haeil, embriagado por aquele primeiro clímax avassalador, começou a se mover de verdade para persegui-lo de novo. Agarrou os quadris rígidos de Kanghyeon e saiu quase todo antes de meter com força de volta.
— Nngh… ah…!
Um vazio fugaz e vertiginoso desapareceu no instante em que foi preenchido de novo. Sua próstata era esmagada, as paredes internas gritavam, e a barreira mais profunda, que só um homem já alcançara, era empurrada para cima, perfurada de uma vez numa tempestade de dor e prazer.
Kanghyeon só conseguia gritar e gemer com o ataque que dilacerava a parte de baixo de seu corpo. As estocadas cruas e animalescas destruíam seu interior e sua mente ao mesmo tempo.
— Hah… ah…! Nngh…!
Não conseguia dizer nada além de gemidos. Naquele prazer insuportável, que parecia queimá-lo da parte mais profunda do baixo-ventre até todo o resto, até respirar era uma luta.
— Hah… Baek Kanghyeon-ssi, vou gozar de novo…. Porra, não consigo segurar…
Haeil, que metia nele como um motor que se recusava a parar, avisou de outro clímax.
Ao contrário do cio que tinham compartilhado quando mal conseguiam definir o que eram, o cio agora, com seus corpos e corações plenamente conectados, trazia a Haeil um prazer tão intenso que ia muito além de tudo que ele imaginara. Não havia espaço para se conter e aguentar.
Perdido num prazer que beirava a loucura, Haeil despejou outra carga no fundo de Kanghyeon. O calor penetrou nas paredes escondidas lá no fundo dele.
Mas mesmo enquanto gozava, Haeil não parou de meter. Apesar de suas estocadas fazerem o sêmen escorrer de forma desordenada tanto de seu membro quanto da entrada de Kanghyeon, continuou metendo com força, como se ainda corresse em direção ao gozo.
— O que eu faço…, não consigo parar…. Estou gozando e ainda quero gozar mais, porra….
Haeil esmagou Kanghyeon num abraço apertado, o rosto contorcido numa expressão que parecia dividida entre dor e prazer.
Os mamilos hipersensíveis de Kanghyeon roçavam repetidamente contra o peito de Haeil. Misturada ao prazer avassalador que percorria sua metade inferior, a ardência com cócegas nos mamilos acrescentava outra camada de sensação.
— Haah, ngh… ahh…!
Seu pau, inchado ao limite pela estimulação ininterrupta, finalmente deu o aviso. O anel de músculo se contraiu com força, as paredes internas se espasmando em uníssono.
— Aah, ahh…!
Um gemido agudo escapou da boca de Kanghyeon. Preso entre os abdomens dos dois, seu pau duro e inchado esguichou tanto que aqueceu as barrigas de ambos.
Sentindo o clímax de Kanghyeon, Haeil estremeceu com o aperto da entrada e o movimento que se agitava por dentro.
Com o corpo inteiro tremendo, Haeil foi atingido por uma estranha onda que girava na base de seu membro. Tinha acabado de gozar, então deveria precisar de um pouco mais de tempo antes de conseguir de novo, mas uma sensação estranha, parecida mas não igual, o invadiu.
Como um filhote impaciente, Haeil lambeu os lábios de Kanghyeon e implorou com uma voz ofegante e desconexa.
— Nngh… não consigo segurar…. Tem alguma coisa vindo… É estranho…. Posso gozar? Baek Kanghyeon-ssi, posso gozar? Por favor?
— Mmh… espera… eu ainda estou……! Hngh… ah…!
Kanghyeon não conseguia entender completamente o que Haeil dizia, mas pelo menos queria que ele parasse de meter por um momento. Mais gotas do gozo que ele ainda não terminara de liberar pingavam da ponta, e cada contração dali deixava Haeil ainda mais desesperado.
— Quero gozar…. Me deixa gozar…. Posso mijar dentro de você? Vou gozar.
— O quê… mijar… ngh!
Kanghyeon não estava tão fora de si a ponto de não distinguir entre gozar e mijar. Sua cabeça parecia derreter por ter sido superestimulada durante o clímax, mas ainda conseguia entender que o que Haeil queria liberar dentro dele não era sêmen.
Em sua mente, pensou que qualquer coisa que Haeil liberasse nele estaria tudo bem. Se era bom ou ruim, não importava. Se Kwon Haeil derramasse aquilo nele, ele poderia aceitar.
Mas o instinto, assustado e desconfiado, balançou a cabeça primeiro.
— Não… não…! Kwon Haeil-ssi, espera…!
Ele tentou empurrar Haeil quando o homem apertou o abraço em volta dele, mas as estocadas só ficaram mais fortes. Por isso, Kanghyeon não conseguiu impedi-lo e só pôde soltar um gemido abafado.
Foi nesse momento que Haeil liberou dentro de Kanghyeon algo que não era sêmen.
— Ugh!
Haeil o segurou com tanta força que parecia que ia esmagá-lo. O pau que entrou com força lutou para passar por uma barreira que sempre o bloqueara até então e, como se marcasse território, explodiu num jorro pesado de líquido. Até Kanghyeon sentiu uma estranha onda de prazer com aquilo.
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Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna