Alphega — Extra 06
CAPÍTULO 126
História Paralela 6
Kanghyeon balançou a cabeça sem sequer olhar para Haeil. Sua testa levemente febril roçou o lençol branco, produzindo um farfalhar suave.
— Está tudo bem. Não se segure, faça o que quiser.
Kanghyeon ergueu um pouco a cabeça e olhou de volta para Haeil com um sorrisinho. Os cantos longos e erguidos de seus olhos, vistos daquele ângulo, lembravam o olhar sedutor de uma raposa astuta.
— Eu também quero você.
A súbita provocação de raposa de Kanghyeon o pegou completamente desprevenido e cortou ao meio o pouco de razão que restava a Haeil.
Naquele instante, um impulso insuportável dominou Haeil. Ele cravou os dentes com força na nuca de Kanghyeon.
— Ahh!
Kanghyeon puxou o ar bruscamente com a dor ardente que disparou pela nuca. Haeil mordera com tanta ferocidade que Kanghyeon quase pôde ouvir pele e músculo sendo triturados.
Parecia mesmo ver um predador cravando os dentes na presa num único movimento decisivo.
— Baek Kanghyeon-ssi.
Haeil depositou um beijo cuidadoso sobre a mordida, onde marcas nítidas de dentes já coloriam a pele.
— Quando você fica me seduzindo assim, sabe o quanto eu quero te devorar até os ossos?
A voz que Haeil usava agora era arrepiantemente diferente do tom preocupado de momentos antes. Ao mesmo tempo, os feromônios Alfa que ele vinha contendo desesperadamente começaram a jorrar sem restrição.
— Saiba ou não, você é tão provocante ou tão fofo que eu quero te castigar.
‘Provocante já é muito, mas fofo?’
Kanghyeon quis protestar imediatamente por Haeil sair usando palavras que não combinavam nada com ele. Nunca teve a chance. Uma onda avassaladora de feromônios Alfa desabou sobre ele, roubando-lhe o fôlego.
O ar formigava. Um peso invisível e esmagador pressionava seu corpo inteiro. Seus instintos gritavam para liberar os próprios feromônios e repelir os feromônios avassaladores do Alfa dominante Haeil.
Mas, em vez de deixá-los atacar, Kanghyeon forçou seus feromônios para o fundo de si, selando-os como se os trancasse nas glândulas. Para Alfas, aquilo era quase uma declaração de submissão, mas fazê-lo amortecia a resistência instintiva e permitia que ele se entregasse ao prazer crescente.
Quando os feromônios de Kanghyeon se acalmaram, Haeil o virou de frente com brusquidão e enterrou o rosto em seu peito. A boca escancarada abocanhou uma porção generosa centrada num mamilo.
— Nngh!
Haeil era inegavelmente bruto no Rut.
Normalmente ele começava devagar, provocando até o calor de Kanghyeon subir aos poucos, por consideração, mas agora chupava com força desde o início, a língua chicoteando sem controle. A ponta enrijecida circulava rápido o mamilo esquerdo antes de pressioná-lo com força, enquanto os dedos de Haeil beliscavam o direito com uma intensidade elétrica. A ardência que ainda persistia na nuca de Kanghyeon parecia ter se espalhado direto para o peito.
Haeil finalmente se afastou do mamilo que chupava como se fosse um doce delicioso e resmungou, emburrado.
— Não sai nada.
— Hah… é claro que não…
O médico havia muito lhe dissera para desistir de amamentar, já que ele não tinha glândulas mamárias. Kanghyeon não duvidara, mas ainda assim oferecera o peito a Haekang várias vezes, só por garantia. Por mais instintivamente que o bebê sugasse, nem uma única gota de leite jamais saíra.
Em resumo, por mais que Kwon Haeil chupasse, o que ele esperava simplesmente não estava ali.
Haeil provavelmente também sabia disso, mas, com a cabeça enevoada pelo calor, o fato claramente não importava mais para ele.
— Então vou continuar chupando até sair.
— Eu já disse que não vai……! Aah…!
Determinado, Haeil alternava entre os dois mamilos, chupando sem trégua. Roçava-os de leve com os dentes, insatisfeito, enviando pontadas agudas e entorpecentes pelo peito de Kanghyeon.
— Não tão, forte… nngh!
A sucção impiedosa puxava tanto seu peito que parecia inchado. Na realidade, os músculos impediam que o peito fosse puxado muito, mas, com Haeil chupando daquele jeito, ele não conseguia pensar com clareza suficiente para julgar.
— Hah…. Ficaram duros pra caralho agora. Quero arrancar com os dentes…
Ofegando pesado, Haeil murmurou algo que fez um arrepio descer pela espinha de Kanghyeon. Por um momento, Kanghyeon temeu de verdade que aquela versão de Haeil pudesse mesmo arrancar seus mamilos a mordidas. Os mamilos superestimulados tremeram sob o hálito quente de Haeil, como se estivessem assustados.
Por fim, a dor se transformou num prazer viciante e cócegas. Uma parte dele queria se contorcer para fugir da sucção avassaladora, enquanto outra implorava para que ficasse ainda mais bruta.
Enquanto todos os seus nervos se concentravam no peito e nos mamilos, seu pau se erguera em total atenção, em silêncio, sem que o dono percebesse.
Quando seu pau inchou o bastante para um líquido transparente se acumular na ponta, Haeil finalmente afastou a boca. Riu baixinho e envolveu o pau de Kanghyeon com a mão.
— Olha só isso, Baek Kanghyeon-ssi. Eu só chupei o seu peito e você ficou assim. Está encharcado.
Entre a respiração pesada de Haeil, o som dele engolindo era inconfundível.
Ele pressionou o polegar com firmeza contra a glande brilhante, esfregando o pré-gozo em círculos brutos. A ponta exposta e inchada enviou choques tão intensos quanto os que ainda latejavam nos mamilos de Kanghyeon.
— Nngh!
Kanghyeon jogou a cabeça para trás com o choque repentino. Sua garganta, corada e exposta, e seus mamilos trêmulos eram mais do que suficientes para levar Haeil mais perto do limite.
Haeil tentou acalmar o calor que o atingia, respiração após respiração.
Nem tinha certeza se era a respiração pesada, o calor avassalador ou simplesmente estar embriagado por Kanghyeon. Os últimos resquícios de sanidade se esfarelavam em pó.
— Assim não dá…. Se eu perder o controle nem que seja por um segundo, vou acabar metendo sem te preparar.
Ele não podia esquecer que Kanghyeon não era Ômega. Não produzia lubrificação, sua entrada era extremamente apertada, e as paredes internas eram tão firmes que faziam questionar se eram revestidas de músculo. Prepará-lo com cuidado era importante. Quando ele se perdesse a ponto de parar de pensar, começaria definitivamente a meter sem freio.
Impaciente, Haeil enfiou de repente dois dedos grossos na boca de Kanghyeon. Eles deslizaram sobre a língua macia e foram fundo, quase roçando o fundo da garganta.
— Ngh?!
A intrusão repentina assustou Kanghyeon, mas ele logo entendeu o que Haeil estava tentando fazer.
Esfregou cuidadosamente a língua ao longo dos dedos em sua boca. Em vez de engolir a saliva que se acumulava, cobria cada parte que conseguia alcançar, deixando a língua se curvar em volta dos dedos como um escorregador sempre que eles se moviam.
Haeil observava, hipnotizado, Kanghyeon chupar seus dedos com tanta vontade. Então algum impulso ganancioso tomou conta; ele os enfiou de repente até o fundo da garganta de Kanghyeon.
— Mmph… ghk! Mmmph!
Devia estar imaginando um boquete.
Haeil aumentou para três dedos e os revolveu bruscamente dentro da boca de Kanghyeon. A saliva, espessa demais para ser engolida, encharcou seus dedos e escorreu pelos lábios de Kanghyeon em fios desordenados. Sob a luz fraca, a saliva brilhava enquanto deslizava pela linha afiada do maxilar e descia pelo pescoço.
‘Calma, droga…..!’
Com aqueles dedos longos entrando sem hesitação, até respirar ficou difícil. Os dedos duros de Haeil pressionavam a base de sua língua e brincavam com sua garganta, e Kanghyeon não sabia quantas vezes engasgou sem querer. A cada vez, lágrimas fisiológicas se acumulavam nos cantos de seus olhos.
Haeil via claramente que Kanghyeon estava sofrendo, mas mesmo assim não conseguia parar. Uma vontade distorcida de arruiná-lo ainda mais e uma ganância crua pelo homem que só olhava para ele ardiam dentro de si.
A essa altura, seus dedos não estavam apenas espalhando saliva. Tinham transformado o rosto de Kanghyeon numa bagunça completa.
— Nghk, cof! Ugh!
Só quando os gemidos doloridos de Kanghyeon finalmente foram registrados é que Haeil voltou a si e puxou os três dedos de uma vez. Kanghyeon se curvou com uma tosse áspera e convulsiva.
— Cof, cof!
Haeil passou um braço em volta dele e o abraçou enquanto ele lutava para respirar, depois se inclinou para lamber as lágrimas que se agarravam aos cantos de seus olhos.
— Você foi muito bem. Bom menino.
Era o tom que ele usava para acalmar ou elogiar Haekang.
Por uma fração de segundo, Kanghyeon se sentiu como uma criança, mas a tosse o deixara sem fôlego demais para protestar.
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Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna