Alphega — Episódio 108
- Capítulo 108 –
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Depois do sexo intenso e ofegante.
Kanghyeon, que tinha adormecido quase desmaiado, abriu os olhos com uma sensação bastante revigorante.
Fazia tempo que sabia que dormia profundamente depois de sexo intenso com Kwon Haeil. Nesses dias, conseguia dormir sem sonhar, e acordava sempre revigorado, mas, naquele dia, sentia uma satisfação especialmente grande.
Achando que fazia sentido, já que fazia seis semanas sem sexo, desceu da cama.
— Nnh…
Sentiu, por um instante, uma pontada nas costas e na pélvis. Ao apoiar os dois pés no chão, sentiu também um leve puxão na parte interna das coxas.
Nunca tinha sentido isso antes, então ficou confuso, mas, pensando bem, fazia sentido. Como tinham evitado pressionar a barriga, mantendo apenas posições como a tradicional e de lado, era uma dor muscular causada pela falta de variedade nas posições.
“Achei que esse tipo de dor fosse só coisa de ômegas frágeis.”
Kanghyeon se repreendeu com bastante severidade, dizendo que aquele tipo de dor devia estar acontecendo por causa da queda de condicionamento físico. Precisava, de algum jeito, encontrar uma forma de superar o enjoo e recuperar as forças, senão sofreria ainda mais na hora do parto.
Enquanto refletia sozinho, sério, Kanghyeon, já limpo depois do banho que Kwon Haeil tinha dado nele, pegou a roupa confortável pendurada no cabideiro.
Mas, de alguma forma, aquela roupa estava toda impregnada do feromônio de Kwon Haeil, como se não fosse nova. Pelo cheiro quase inexistente, dava para saber que tinha sido lavada, mas parecia que ele tinha, de propósito, espalhado feromônio nela.
Para Kanghyeon, aquilo era ótimo. Mesmo já tendo recebido bastante feromônio de Kwon Haeil, seria bom ficar um pouco mais envolvido nele, pelo bem do bebê.
A camisa que Haeil tinha deixado era bem grande e comprida. Chegava quase a cobrir a bunda, e, se fosse vestida por alguém mais baixo, teria virado praticamente um vestido. Aquilo parecia grande demais até para Kwon Haeil vestir.
“Mas por que não tem calça?”
No cabideiro, só havia uma camisa que Haeil tinha deixado. Nem calça, nem roupa de baixo.
Como Kwon Haeil sempre preparava com cuidado as roupas de Kanghyeon depois do sexo, não parecia que aquilo tinha sido um simples esquecimento.
Kanghyeon, vestindo apenas aquela camisa grande, com certeza escondendo alguma intenção estranha de Haeil, tentou sair do quarto assim mesmo.
Por um instante, sentiu as pernas fraquejarem e cambaleou. Felizmente, conseguiu se segurar a tempo na cômoda ao lado da porta, evitando cair.
Clunc — nesse momento, a cômoda balançou um pouco, abrindo levemente a primeira gaveta. Pensando que precisava caminhar com mais cuidado, Kanghyeon estava prestes a empurrar a gaveta de volta, quando percebeu algo retangular dentro dela.
Normalmente, teria ignorado e simplesmente fechado. Se não tivesse notado a caixa estranhamente amassada.
Curioso, Kanghyeon abriu a gaveta e tirou de dentro uma caixinha de acessórios do tamanho perfeito para caber na palma da mão. Pelo formato amassado, parecia que alguém tinha apertado com força enquanto a segurava.
“Parece que quase quebrou por completo. Será que teve algo que o deixou muito bravo?”
Percebendo que até a dobradiça e a junção da tampa estavam amassadas, Kanghyeon a abriu com cuidado. Ouviu-se um pequeno rangido de atrito no ponto amassado, e viu a dobradiça se mover com dificuldade.
Ao finalmente conseguir abrir a caixa e ver o conteúdo, Kanghyeon fez uma expressão de surpresa considerável.
Enquanto Kanghyeon, já acordado, se movia pelo quarto.
Kwon Haeil estava de pé na cozinha, testando vários pratos experimentais.
“Melhor deixar de lado, por um tempo, os pratos que fiz ontem. Vou focar em receitas que ainda não fiz ou coisas que ele gostava de comer antes…”
Mesmo já tendo colocado uns dez pratos na mesa, Haeil parecia ainda não estar satisfeito. Não sabia quantos daqueles pratos conseguiriam atravessar o enjoo de Baek Kanghyeon e chegar até o estômago dele, então, inevitavelmente, foi aumentando cada vez mais a quantidade.
Enquanto vários pratos que giravam na cabeça de Haeil iam, aos poucos, se tornando realidade.
Ouviu-se o som da porta do quarto se abrindo.
Com os olhos brilhando, Haeil correu apressadamente, ainda de avental, para receber Kanghyeon.
— Acordou?
Correndo com um sorriso radiante, Haeil prendeu a respiração ao ver Kanghyeon vestindo apenas a camisa que ele tinha deixado. Seus olhos, tremendo intensamente, se fixaram na barra da roupa, que mal cobria a bunda de Kanghyeon.
Haeil murmurou, torcendo o rosto:
— Isso é muito sério.
— Isso quer dizer que não gostou?
— Não, é sério demais de tão bom.
Era verdade que aquele visual tinha sido proposital, mas o impacto foi absurdo.
O olhar de Kanghyeon se voltou para a parte inferior de Haeil, escondida pelo avental. Algo parecia se mover ali dentro.
De qualquer forma, ele era um louco de tesão o dia inteiro.
Olhando de esguelha para Haeil, Kanghyeon desviou a atenção para o cheiro delicioso que se espalhava pelo ar. Do corredor onde estavam, não dava para ver direito a cozinha, mas era fácil imaginar que, do outro lado, havia uma mesa cheia de coisas gostosas.
— Você deve estar cansado, não está se esforçando demais?
Aproximando-se de Kanghyeon, Haeil beijou sua bochecha, fazendo charme.
— Preciso me esforçar, pra alimentar bem meu Baek e nosso Milagre.
Em seguida, a mão de Haeil deslizou para debaixo da camisa de Kanghyeon. A ponta dos dedos tocou a parte íntima, ainda um pouco inchada.
— Nnh…
— Ontem à noite enchi bem a boca de baixo, então agora preciso encher a de cima também.
— …Pervertido.
— Você sabe que sou pervertido e mesmo assim gosta, Baek Kanghyeon.
O olhar de Haeil ficou malicioso.
— Ou não. Será que você gosta justamente porque sou pervertido?
Com os olhos semicerrados, Kanghyeon olhou de lado para Haeil e estendeu a mão até o volume rígido tocando sua região inferior. A parte inferior de Haeil, que já formava uma tenda considerável entre a calça de moletom e o avental, ficou inevitavelmente presa naquela mão.
— Ai! Fala com palavras, com palavras!
Diante da pressão repentina, Haeil deu um grito de surpresa.
— Achei que palavras não iam funcionar com você.
— Ugh, espera aí…! Ah, mas, na verdade, isso não é ruim…?
Só de pensar que era Baek Kanghyeon segurando, até a dor parecia se transformar em um estímulo emocionante. Como sempre, parecia que, diante de Baek Kanghyeon, uma leve tendência submissa acabava escapando dele sem querer.
Mesmo assim, não podia atacar de novo alguém que tinha forçado tanto na noite anterior, então tentou segurar a mão de Kanghyeon para afastá-la.
Foi nesse momento que percebeu, com atraso, algo duro em um dos dedos de Kanghyeon.
— Hein? O que é isso…
Não foi difícil perceber o que era aquilo duro.
Haeil, ao ver o anel familiar no dedo anelar da mão esquerda de Kanghyeon, se assustou.
— Como Baek Kanghyeon conseguiu isso…
Kanghyeon balançou, quase provocativamente, a caixinha amassada que segurava.
— Estava na gaveta. Alguém parece ter amassado, quase quebrando.
Haeil, meio sem graça, coçou a bochecha e soltou um riso constrangido.
— Ah, hum, na verdade isso é…
Foi obrigado a revelar o que tinha acontecido naquele dia para explicar o desastre pelo qual a caixinha de acessórios tinha passado.
O dia em que ele tinha sido, mesmo que temporariamente, rejeitado por Baek Kanghyeon.
— …Depois daquele dia, fiquei tão sem tempo que ainda não troquei a caixinha. Ia trocar por uma mais bonita e fazer o pedido de noivado…
Ao saber que a caixinha amassada tinha sido por causa dele, Kanghyeon deu um sorriso leve para Haeil, que parecia frustrado.
— Que mal tem uma caixinha amassada.
Kanghyeon tirou de dentro da caixa outro anel de platina, idêntico ao que já estava em seu dedo anelar esquerdo. Segurando com cuidado a mão esquerda de Haeil, colocou o anel diretamente no dedo anelar dele. No centro do anel, que se ajustava perfeitamente ao dedo, brilhava lindamente um diamante azul que, sem dúvida, tinha custado bastante dinheiro.
— O anel que você tinha guardado é lindo assim.
Kanghyeon olhou, encantado, para o anel que se ajustava perfeitamente à mão de Haeil. E Haeil, por sua vez, observava Kanghyeon como se estivesse hipnotizado.
“Vou me apaixonar de novo.”
Haeil sentiu, sem saber bem o motivo, uma emoção que apertava o peito. Era o anel que ele mesmo tinha planejado entregar como pedido de noivado, mas, de alguma forma, sentiu como se fosse ele quem estivesse recebendo o pedido.
Para Haeil, que ficou levemente corado, Kanghyeon disse com um pequeno sorriso:
— Vou cancelar a reserva do anel de noivado.
Diante daquilo, Haeil voltou a si e perguntou, confuso:
— Por quê? Esse aí eu mandei fazer pra ser tipo aliança de casal, então ia fazer um mais chamativo e bonito pra cerimônia de noivado.
— Não, esse aqui já está bom.
Kanghyeon olhou com satisfação para o anel em seu dedo anelar esquerdo. Só de saber que os nomes deles estavam gravados um dentro do outro, com traços elegantes, seu peito já se enchia de emoção.
— Esse anel, o primeiro em que Kwon Haeil gravou meu nome… é o meu favorito.
Assim que ele terminou de falar, os dois braços de Haeil envolveram a cintura de Kanghyeon com força. Colando seu peito ao dele, sentindo os batimentos acelerados um do outro, Haeil olhou nos olhos de Kanghyeon, bem próximo dele, e disse com seriedade:
— Isso é grave, muito grave. Se você continuar me deixando assim excitado o tempo todo, vou conseguir facilmente ter uns cinco filhos.
Kanghyeon sentiu algo duro se pressionando incessantemente contra ele. Estava consideravelmente maior e mais firme do que antes.
— Está tentando me matar?
Respondendo com seriedade, Kanghyeon relaxou levemente a expressão diante de um pensamento repentino.
— Cinco eu não sei… mas uns quatro talvez seja aceitável.
Lembrando dos irmãos, Kanghyeon recebeu de Haeil, com o rosto já malicioso, os lábios se aproximando.
— Não esquece dessa frase.
Colando os lábios nos de Kanghyeon, Haeil jurou, sozinho, que continuaria ardentemente disposto, para um dia conseguir dar a ele o título de “alfa prolífico”.
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Depois daquele dia.
Baek Kanghyeon percebeu que, nos dias em que fazia sexo com Kwon Haeil, o enjoo diminuía de forma estranhamente notável.
Não sabia bem o mecanismo por trás disso.
Segundo Kwon Haeil, era porque ele já estava sendo bem alimentado por baixo, sem sobrar espaço para enjoo, e, apesar de parecer absurdo, não deixava de fazer algum sentido. O médico tinha dito que o grau de feromônio dado pelo alfa parceiro afetava o estado do corpo.
De qualquer forma, o sofrimento do enjoo diminuiu bastante depois daquele dia.
Outra mudança que aconteceu foi que, como já era comum desde o início da gravidez, ele passou a sentir mais sono. A ponto de precisar, muitas vezes, tirar uma soneca até durante o trabalho.
Como o médico tinha avisado, ele também sentia, de vez em quando, dores intermitentes na parte inferior da barriga. Comparado à dor intensa que sentiu quando o útero estava se formando, era mais leve, mas a sensação de algo apertando e puxando por dentro também não era nada agradável.
Ainda assim, dava para aguentar.
Porque não faltava muito para a cerimônia de noivado.
Enquanto o tempo passava rapidamente daquela forma, um dia.
Por fim, a cerimônia de noivado de Baek Kanghyeon, herdeiro do Grupo Baekcheong, começou.
⊱✿⊰ ─── Α · Β · Ω ─── ⊱✿⊰
Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna