Alphega — Episódio 107
Não demorou para que o quarto se enchesse do calor dos dois.
Fora da cama, as roupas jaziam espalhadas de qualquer jeito, refletindo a pressa deles, e o ar antes ameno logo foi tomado por um calor intenso.
— Nnh, ah…!
Deitado de costas, com as pernas bem abertas, recebendo Haeil dentro de si, Kanghyeon tremeu os lábios. Os gemidos que escapavam por entre eles deixavam Haeil ainda mais excitado.
Mas, ao contrário do calor acumulado, os movimentos de Haeil ficaram um passo mais lentos do que o esperado.
Movendo-se devagar, controlando a respiração, Haeil acariciou com cuidado os olhos úmidos de Kanghyeon com a ponta dos dedos.
— Você está bem?
Kanghyeon, respirando com dificuldade, conseguiu, com esforço, balançar a cabeça em concordância.
— Nnh, tô… bem.
— Tem certeza que está bem mesmo?
Diante da pergunta insistente de Haeil, ainda inquieto, Kanghyeon franziu a testa e ergueu levemente as pernas. Suas duas pernas envolveram a cintura de Haeil, puxando-o com considerável força. Isso aumentou um pouco a pressão sentida abaixo, mas Kanghyeon, ao contrário, tremeu como se aquilo o estimulasse.
— Ah, hn… para de perguntar tanto… ah… e se mexe logo…
Fazia sentido Kanghyeon estar impaciente. Sua excitação já estava tão intensa que não seria estranho se liberasse a qualquer momento, e, mesmo naquele instante, um pouco de fluido já escorria.
O sexo, depois de tanto tempo, deixou até o sempre comportado e recatado Baek Kanghyeon impaciente. Em seu abdômen bem definido, já havia marcas do que tinha liberado várias vezes.
Diante disso, era impossível Kwon Haeil, tão receptivo ao desejo, se manter indiferente.
Diante da insistência de Kanghyeon, incapaz de conter mais o instinto, Haeil se moveu com mais rapidez. O interior, que se contraía suavemente, começou a se apertar de forma reflexa, intensamente, quase dolorosamente sensível.
— Ah, hah! Hnn!
Da boca de Kanghyeon, escaparam gemidos altos, incontroláveis, um após o outro. A parte sensível dentro dele, tocada sem parar, tremia continuamente.
Haeil, mesmo tocando com força o ponto sensível de Kanghyeon, nunca esquecia que ele estava grávido. Kanghyeon gostava mais de ser tocado bem no fundo, mas, para proteger a segurança da vida preciosa que carregava, Haeil se conteve, tocando apenas aquele ponto sensível com insistência, em vez de ir mais fundo. E, claro, também mantinha a penetração apenas parcial.
Não era o suficiente para satisfazê-lo completamente, mas ainda assim era suficiente. Só de ver Baek Kanghyeon completamente envolvido por aquele prazer, já sentia uma satisfação intensa.
— Ahh-!
Mordendo os lábios, Kanghyeon arqueou a cintura e virou a cabeça. Suas mãos, segurando o lençol, tremiam.
O fluido, agora um pouco mais claro do que antes, escorreu sobre a barriga e o peito de Kanghyeon. Já era a quarta vez, então fazia sentido estar mais diluído.
— Ugh!
Ao mesmo tempo em que Kanghyeon chegava ao clímax, o interior dele se contraiu, levando Haeil também, à força, ao próprio limite. Ele conseguiu se conter, no último instante, de ir fundo demais, graças ao pouco de razão que ainda lhe restava.
Liberando-se por dentro de Kanghyeon, ainda trêmulo, Haeil soltou uma respiração quente, com o rosto tomado pelo êxtase.
— Haah… haah… quase perdi a cabeça.
Haeil adorava aquela sensação de vertigem que sentia toda vez que era levado ao clímax junto com Kanghyeon. Era como se todos os nervos e pensamentos fossem sacudidos de uma vez, num tremor incontrolável. Provavelmente Baek Kanghyeon, estimulado novamente pelo próprio clímax dele, concordaria com aquilo.
Ainda parcialmente dentro dele, controlando a respiração, Haeil segurou com uma das mãos o membro de tom claro à sua frente. Sensível, ele estremeceu por um instante, liberando mais um pouco de fluido que ainda restava.
Haeil acariciou o membro de Kanghyeon suavemente, para cima e para baixo. Cada vez que subia a mão, provocando outro gemido carregado de excitação, mais um pouco de fluido escapava.
— Ah… hnn! Nn…
Retorcendo-se diante daquela onda de prazer, Kanghyeon segurou a mão de Haeil. Significava para ele parar, mas Haeil, teimosamente, continuou até que não houvesse mais nada a sair.
Ao afastar a mão, Haeil provou de leve, com a ponta da língua, o que tinha ficado em sua palma. O aroma doce e característico parecia ainda mais intenso do que de costume.
“Será que isso também é efeito da gravidez?”
Como o nível hormonal de ômega aumentava um pouco por causa da gravidez, provavelmente era por isso.
Haeil, provando de forma provocativa o que tinha na mão, sorriu de canto.
— Como você conseguiu se segurar tanto tempo, se estava com tanta vontade assim de liberar tudo?
Ofegante, Kanghyeon olhou para Haeil com os olhos entreabertos, num olhar levemente emburrado.
— Isso não é… hn… só sobre mim, sabia…
A mão de Kanghyeon tocou de leve a própria barriga.
Mesmo sem ir tão fundo, Haeil também tinha se liberado bastante, tanto quanto ele.
Se não fosse pelos músculos definidos, talvez desse até para notar uma leve saliência ali, do fluido acumulado.
— Acho que minha barriga vai ficar inchada…
Ao ouvir aquele murmúrio de Kanghyeon, os olhos de Haeil brilharam.
“Baek Kanghyeon com a barriga inchada…”
Assim que pensou naquilo, seu rosto esquentou ainda mais. Um arrepio percorreu sua espinha, e, em sua mente, surgiu naturalmente a imagem da barriga lisa e levemente arredondada de Kanghyeon, sem os músculos.
Não sabia se era por ser algo diferente ou por ser um lado inédito de Baek Kanghyeon, mas, só de imaginar aquilo, sua excitação voltou com força total.
Engolindo um palavrão carregado de desejo, Haeil olhou para Kanghyeon com um leve ressentimento.
— Não me provoca. Estou fazendo um esforço enorme pra não ir mais fundo.
— Quando foi que eu te provoquei…! Hnn!
Kanghyeon, prestes a discordar, endureceu a coluna diante da sensação de seu membro ainda dentro dele pressionando e roçando insistentemente naquele ponto sensível. Foi um movimento instintivo, tentando se afastar um pouco daquele estímulo intenso, mas Haeil, como se estivesse castigando-o, continuou pressionando e roçando persistentemente. A cada vez, os mamilos rígidos de Kanghyeon tremiam tanto quanto suas pernas abertas.
Haeil se controlava para não avançar de forma mais intensa, respirando com dificuldade. Apesar de já ter liberado antes, sua excitação, ainda mais firme que antes, continuava pressionando aquele ponto sensível repetidamente.
— Ahh! Hnn, ah-!
— Baek Kanghyeon… porra… não posso te forçar demais… não posso, mas…
Haeil murmurava sem parar, tentando manter o controle.
Uma vez estimulado, era difícil conter o desejo. A excitação, roçando insistentemente naquele ponto sensível, implorava por movimentos mais rápidos. Naquele estado, parecia que conseguiria continuar até o amanhecer e a próxima noite chegar.
Mas com Kanghyeon era diferente. Com o corpo enfraquecido pelo forte enjoo, já havia um som de respiração pesada misturado ao ofegar.
“Melhor descansar um pouco até me acalmar.”
Não estava se referindo a Baek Kanghyeon. Para conseguir aproveitá-lo por mais tempo sem forçá-lo demais, precisava primeiro acalmar sua própria excitação incansável e essa mente já tomada pelo desejo.
Enquanto Haeil travava aquela batalha difícil consigo mesmo.
Kanghyeon, olhando para o rosto sem folga de Haeil, ajustava a respiração ofegante. Baek Kanghyeon não era do tipo de não perceber por que Haeil se esforçava tanto para se controlar.
— Pode me forçar sim.
Ele disse, fingindo o máximo de calma e tranquilidade possível.
— Esqueceu? Mesmo sendo alfega, ainda assim sou alfa. Sou capaz de aguentar tudo o que Kwon Haeil quiser me dar.
Depois de recuperar bem o fôlego, Kanghyeon relaxou o corpo antes tenso e abriu um pouco mais as pernas. A entrada, que estava apertada em torno da excitação de Haeil, relaxou também, e o interior, que antes tremia intensamente, agora se movia com suavidade. Como se dissesse que podia se mover livremente a qualquer momento, mesmo intensamente.
— Você disse que ia liberar tudo, não disse?
Kanghyeon bateu de leve, com a ponta dos dedos, na própria barriga já cheia do fluido dele. Seus olhos e os cantos dos lábios formaram uma curva suave e bonita.
— Pra alimentar bem os dois, eu e o Milagre… isso aí nem chega perto do suficiente.
Os dedos de Kanghyeon deslizaram pela barriga ainda firme. Era quase como se dissesse para liberar tanto que aqueles músculos também desaparecessem, deixando-a inchada.
Diante da provocação ousada de Kanghyeon, Haeil soltou um riso involuntário, e seus olhos mudaram, ficando mais intensos, movendo-se com força. O ponto sensível, que antes era acariciado suavemente, foi estimulado de novo, quase ao ponto de explodir.
— Ah-!
Os olhos arregalados de Kanghyeon tremeram descontroladamente. Diante daquele estímulo intenso, sua cintura se torceu e o corpo tremeu. Enquanto isso, Haeil continuava se movendo sem parar.
— Isso é grave, sério. O que eu faço com você tão safado assim?
— Uh, o que eu faço… ah…! Você tem que… se responsabilizar, hnn…!
— Tá, tá. Eu me responsabilizo por tudo. Aí, como eu vou apresentar isso pro mundo lá fora, porra.
Já com os olhos completamente entregues, Haeil se movia sem descanso, intensamente, ao ponto de fazer até Kanghyeon, que o tinha provocado, hesitar. Mesmo assim, não ia fundo demais em nenhum momento — parecia que ainda restava, mesmo que um pouquinho, algo de razão nele.
Cada vez que penetrava o interior já cheio de fluido, ouvia-se um som molhado e pegajoso. Um pouco de fluido escorria a cada movimento, quase saindo, e voltava a ser empurrado para dentro repetidamente.
Haeil olhava para o vaivém de sua própria excitação e para a entrada avermelhada de Kanghyeon, contraindo-se ocupadamente, e fez uma ameaça:
— Espera só até você dar à luz o Milagre. Vou liberar tanto de novo que sua barriga vai ficar cheia como quando você estava grávido. Como se tivesse despejado um balde inteiro, vou fazer você ficar cheio assim.
— Se você fizer… isso, hn, eu morro…! Ah…!
Achando que Kwon Haeil realmente seria capaz de fazer aquilo, Kanghyeon balançou a cabeça. Mas, pelo olhar de Haeil, parecia que ele já tinha imaginado inúmeras vezes Baek Kanghyeon com a barriga cheia do próprio fluido dele.
— Vamos testar hoje se você morre ou não, Baek Kanghyeon durão.
— Louco… Hnn!
Kanghyeon não conseguiu mais continuar falando nada, recebendo, com dificuldade, aquela excitação quente que o atacava como uma tempestade. O estímulo intenso vindo de baixo tirou completamente sua mente.
Naquele dia, o tempo que levou para Baek Kanghyeon se arrepender de ter provocado Kwon Haeil foi de apenas um minuto.
⊱✿⊰ ─── Α · Β · Ω ─── ⊱✿⊰
Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna