Alpha Trauma História Extra 07
Alpha Trauma História Extra 07
Seus olhos se estreitaram. Os cantos de sua boca se alinharam para baixo, e linhas profundas se formaram entre suas sobrancelhas.
Wooyeon mexeu no lóbulo da orelha, evitando o olhar de Kim Dohyun. Ele não ofereceu nenhuma desculpa, nem conseguiu responder facilmente. Ele apenas franziu o rosto sem jeito e balançou a cabeça.
— Tem uma coisa assim.
— Tem uma coisa como…
Onde?
Ele não conseguiu se confessar a ponto de terminar a frase. Naquele momento, Daniel ergueu a cabeça e seus olhares se cruzaram diretamente. Kim Dohyun fechou os lábios trêmulos e cobriu a boca com uma das mãos.
Ele quase deixou Wooyeon desconfortável na frente de todos. Ele não podia forçar uma resposta depois de ter se esquivado da pergunta ele mesmo. Talvez mais tarde, quando fossem apenas os dois, ele pudesse arrancar isso dele com calma.
Kim Dohyun respirou fundo e tentou deliberadamente acalmar seus impulsos, organizando seus pensamentos. Memórias do dia em que Wooyeon ficou bêbado surgiram uma a uma. Um dia, ele havia se agarrado a ele, dizendo que estava com frio; outro dia, tentou tirar as roupas porque estava quente; outro, apesar de mal conseguir ficar de pé, insistiu em se lavar. Fofo e adorável como geralmente era, se qualquer outra pessoa estivesse lá, a paciência de Kim Dohyun teria se esgotado.
O ciúme oscilou, queimando quente em sua garganta. Palavras que Wooyeon tinha dito descaradamente, “Me segura”, “Me beija”, ainda ecoavam vividamente em sua mente. Ontem mesmo, ele tinha segurado aquela figurinha adorável em seus braços, rindo baixinho, e agora, algum hábito de bebida supostamente veio de Daniel?
— …Yeon-ah.
Kim Dohyun aumentou o tom de voz em um tom cuidadosamente controlado e gentil. Wooyeon, que estava batendo boca com Daniel, virou-se para ele e perguntou o quê. Mesmo assim, os dois estavam pressionados um contra o outro, com os ombros quase se tocando, o que o irritava.
— Se quiser beber, beba confortavelmente. Se você ficar bêbado, eu cuido de você.
Ele não ofereceu um sorriso doce. Se fosse Wooyeon, um olhar revelaria o tumulto dentro dele. Em vez disso, ele calmamente abriu uma lata de cerveja e a colocou na mesa.
— Estamos vendo amigos depois de muito tempo, então deveríamos tomar uma bebida.
— Mas… hyung, você não pode beber.
— Tudo bem. Se chegar a esse ponto, deixamos o carro para trás.
Ouvindo-o dizer isso, Wooyeon hesitou, mas o desejo de beber brilhou em seus olhos brilhantes e lustrosos. Sua mão pálida lentamente alcançou a lata de cerveja que Kim Dohyun havia oferecido.
— Então só um pouco…
— Oh, você vai beber?
Esta não era uma situação de bebida forçada, nem era por tristeza; se ele quisesse beber, ele deixaria. Afinal, os únicos Alfas eram Kim Dohyun e Garam; se os feromônios aparecessem, Kim Dohyun poderia simplesmente mascará-los com os seus próprios.
— Pessoal, levantem seus copos. Ei, Daniel! Saúde, ok?
O tilintar de latas e copos de papel seguiu sua voz clara. Não o som nítido de vidro, mas o suficiente para animar o ambiente. Kim Dohyun deu um gole em um copo de refrigerante, suprimindo a agitação dentro de si.
Ele entenderia que hábito de bebida ele queria dizer assim que experimentasse.
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Três horas se passaram.
Seongyu estava atordoado, e Garam, mal na metade do caminho para se tornar uma prodígio do inglês, manteve a conversa por exatamente três horas, nem mais, nem menos.
— Escuta, Dan. Eu realmente odeio inglês.
— Sério? Mas você está falando em inglês agora.
— Não, não. Eu não sei falar inglês.
Sentindo-se encorajada pelo álcool, Garam começou a tentar conversar com Daniel assim que ficou meio bêbada. Sua pronúncia era desajeitada, seu vocabulário limitado, mas era o suficiente para se comunicar. Kim Dohyun pensou que se ela tivesse levado soju em uma garrafa térmica durante o exame oral do ano passado, ela poderia ter se saído bem.
— Ah, noona, por que você continua falando inglês…
Por outro lado, conforme o tempo passava, Seongyu entendia cada vez menos o que Daniel estava dizendo. No começo, ele pegava a ideia geral, mas agora ele poderia muito bem estar completamente surdo. Não, fosse em inglês ou coreano, ele simplesmente não entendia, ou talvez sua compreensão tivesse diminuído totalmente.
Mesmo no meio dessa bagunça caótica, Kim Dohyun observava apenas Wooyeon. Ele estava pronto para intervir se ele tropeçasse, derramasse sua bebida ou se apoiasse em Daniel. Felizmente, Wooyeon não cometeu erros, dando goles em sua cerveja de forma constante.
— Ei, garoto. Não fique só bebendo, coma alguns petiscos também.
— ….
Ele se assustou; as sobrancelhas de Wooyeon se franziram. Apesar de ter bebido bastante, sua pele permaneceu surpreendentemente limpa. Ele parecia um pouco mais sem expressão do que o normal, seu olhar apenas um pouco vidrado. Para qualquer outra pessoa, seria crível que ele aguentava bem o álcool, mas Kim Dohyun tirou apenas uma conclusão ao observá-lo.
“Ele está bêbado.”
— Por que você está me chamando de garoto?
Sua pronúncia era precisa, mas sua fala havia desacelerado. Sua voz permaneceu calma, o tom baixo, e quando ele piscou, sua cabeça se inclinou ligeiramente. Claramente bêbado, mas não transparecia. Era exatamente por isso que Kim Dohyun sempre dizia: “Você não deveria beber”.
— Qualquer um menor que eu é um garoto.
— Eu sou mais alto que a noona.
— Oh? Respondendo de volta, hein?
Os outros não saberiam que, apesar de suas palavras confiantes em uma expressão tão composta, Wooyeon não se lembraria de nada no dia seguinte. Como ele ainda gerenciava bem seus feromônios, estava tudo bem por enquanto, mas logo ele precisaria contê-lo.
— Qual é a altura da noona?
— A noona é alta. Pouco menos de 2 metros.
— …Eu sou a mesma coisa.
Fosse alto ou baixo, garoto ou não, Kim Dohyun não pôde deixar de rir. Ambos, bêbados, estavam tendo um debate sério sobre assuntos tão triviais. A parte mais engraçada era que, estranhamente, Wooyeon estava insistindo obstinadamente em seu ponto de vista.
— Eu não gosto de ser chamado assim.
— É um hábito, um hábito.
— Mesmo assim, eu não gosto.
O apelido de “garoto” de Garam não passava de uma provocação de bêbada, mas Wooyeon parecia insatisfeito com a nuance fofa. Eventualmente, incapaz de suportar, Kim Dohyun estendeu a mão e bagunçou a parte de trás da cabeça dele.
— Ela chama todo mundo de “garoto” quando está bêbada.
“Cerca de quinze garotos, provavelmente.” Com isso, a expressão de Wooyeon suavizou. Talvez tenha sido também a mão gentil escovando a parte de trás de sua cabeça. De qualquer forma, Garam parecia ter sido tratada de forma um tanto injusta.
— Uau, ele nunca me escuta quando eu falo. Que tragédia.
Wooyeon ignorou o comentário de Garam e agarrou Kim Dohyun com as duas mãos. Esfregou o rosto na palma da mão de Kim Dohyun como se estivesse agindo de forma manhosa, quase como se estivesse pedindo para ser acariciado. Como esse era efetivamente o significado, Kim Dohyun alegremente passou os dedos por suas bochechas macias.
— Seu rosto está quente.
— Eu sei.
Qualquer aborrecimento remanescente derreteu como neve. Simplesmente tocar Wooyeon trazia uma calma surpreendente. Não era ansiedade de separação, era apenas que cada pequena coisa enviava seu humor às alturas ou às profundezas.
— Wooyeon, você está bem? Você está bêbado?
— Estou bem. Não estou bêbado.
— Olha para mim. Realmente bem?
— Eu disse que estou bem.
Daniel, fascinado pelo Wooyeon invulgarmente dócil, virou o tronco para observá-lo. Embora tivessem bebido juntos antes, ele parecia estar vendo-o bêbado, e mostrando esse tipo de comportamento fofo, pela primeira vez.
“Parece que ele não aprendeu isso com o Daniel.”
Kim Dohyun calmamente traçou suas memórias, liberando feromônios gentis. Mais cedo, o ciúme o havia cegado, mas agora, pensando racionalmente, ele se lembrou de que, além da proximidade física, Wooyeon tinha uma outra mania quando estava bêbado.
Tolamente, apenas depois que o ciúme diminuiu ele conseguiu pensar com clareza. Mesmo sabendo que era ridículo, ele havia estragado o próprio humor com suposições sem fundamento. Wooyeon nem sequer havia vacilado, mas ele flutuava como uma bandeira pega pelo vento.
— …Vamos apenas terminar de limpar e ir embora.
Kim Dohyun soltou uma risada curta e oca e retirou a mão de Wooyeon. Um leve olhar de decepção passou pelo rosto dele, mas ele sempre poderia acariciá-lo em casa. Ele apenas não estava confiante o suficiente para apenas acariciá-lo agora.
Kim Dohyun começou a arrumar a mesa para os bêbados. O álcool já havia terminado há muito tempo, e Seongyu já estava dormindo, apoiado no sofá. Garam, embora ficasse bêbada rapidamente, não atingia a embriaguez total, então deixá-la em paz estava bem.
— Ei, deixa isso aí. Eu limpo e pego o Seongyu.
Garam afastou a mão de Kim Dohyun e resmungou baixinho. Ela inclinou a cabeça em direção a Wooyeon, sinalizando silenciosamente que Kim Dohyun deveria cuidar dele. Rápida como era, Garam claramente havia notado algo estranho em toda a sessão de bebedeira.
— Tudo bem, então vou deixar com você. Yeon-ah, você consegue andar, certo?
— Sim.
Wooyeon levantou-se confiantemente de seu assento, apenas para cambalear nos braços de Kim Dohyun quase imediatamente. Não era tanto que ele não conseguisse se equilibrar; ele apenas se sentia seguro apoiando-se em alguém, deixando-se desabar completamente. Kim Dohyun não pôde deixar de rir baixinho com a cena.
— Você disse que conseguia andar.
— Eu consigo andar.
— …Meu Deus.
Daniel olhou para eles com os olhos arregalados de choque, olhando primeiro para Wooyeon, depois para Kim Dohyun, de um lado para o outro. A intensidade de seu olhar era quase insuportável. Ele expirou bruscamente, soltando outro suspiro audível.
— Meu Deus…
“Ele está bêbado também.”
Repetindo as mesmas palavras repetidamente, estava claro que Daniel também tinha bebido demais. Bem, ele estava bebendo cerveja coreana como se não fosse nada. Mesmo bebidas com baixo teor alcoólico se somam em quantidade.
— Yeon-ah, mantenha as pernas firmes.
Kim Dohyun envolveu a cintura de Wooyeon com o braço, apoiando-o firmemente. Ele garantiu que Garam não fosse atingida por nenhum dos feromônios de Wooyeon. Wooyeon, feliz por estar pressionado contra ele, irradiava uma névoa de feromônio suave e agradável.
— Ugh, Kwon Seongyu não está se levantando. Eu quero ir fumar.
— Apenas fume aqui.
— Não, cara, vamos embora. Apresse-se. Daniel, você também!
— Adeus! — Garam gritou e caiu de volta no sofá. Daniel, que estava observando Wooyeon até aquele momento, finalmente se moveu depois que o olhar de Kim Dohyun encontrou o dele. Seu olhar seguindo Kim Dohyun e Wooyeon de alguma forma parecia estranhamente vazio.
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Agosto, com seus dias cada vez mais longos. À medida que o sol se punha, a luz avermelhada que entrava pela janela parecia especialmente bonita. Nuvens semelhantes a ovelhas pontilhavam o vasto céu, tingido com cores como uma pintura surreal.
Contra esse cenário, Daniel olhava para baixo da varanda. A brisa despenteava seu cabelo, pegando a luz do pôr do sol e brilhando como fios de ouro. Mesmo em uma cena tão pitoresca, Kim Dohyun mal moveu os lábios, sentindo pouca emoção.
— Danny.
Daniel virou-se lentamente para olhar. Embora chamado de repente, ele não mostrou surpresa. Apenas aquele sorriso inocente familiar, brilhante e gentil.
— Wooyeon? Dormindo?
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Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Belladonna, Faby&Othello