Alpha Trauma História Extra 02
Alpha Trauma História Extra 02
Sem dúvida, Dohyun era do tipo que fazia sexo seco e contido. Deixar marcas estava fora de questão, e ele nunca tinha sido o primeiro a se excitar e avançar. Havia muitos que se agarravam a Dohyun, mas ele nunca tinha sido o que se agarrava.
Mas com Wooyeon, isso não se aplicava. Só de olhar para ele suas entranhas ardiam, fazendo-o querer tocar constantemente. Morder, sugar, deixar marcas não era suficiente, às vezes ele até pensava em engoli-lo inteiro.
– …Yeon-ah.
Era sério. Investir sem conhecer seus limites, não havia ninguém para culpar se Wooyeon ficasse completamente sobrecarregado.
– Olhe para mim.
– …
O olhar de Wooyeon, cheio de lágrimas, voltou-se para ele. Seus olhos brilhantes eram tão bonitos que amoleciam o coração de Dohyun. E, no entanto, ironicamente, essa mesma visão incitava seu sadismo.
– Dói?
– Uh…
Em vez de responder, os cílios de Wooyeon tremeram levemente. Mas quando Dohyun tocou suas pálpebras, esfregou beijos em sua bochecha e orelha, a tensão em seu corpo gradualmente se soltou. Enquanto mordiscava suavemente o lóbulo da orelha de Wooyeon, Dohyun sussurrou perto de seu ouvido.
– Ainda?
– …Não.
Por fim, Wooyeon balançou a cabeça. Os cantos de seus olhos ainda estavam vermelhos, mas não de dor. Na cama, o que saía de seus lábios geralmente era ou resmungo ou gemido manhoso.
– É só que não gosto dessa posição…
Sua voz chorosa era adorável. Como uma criança fazendo manha, mas quando Dohyun pressionou seus lábios juntos, Wooyeon obedientemente os abriu, entregando sua língua. Cada coisinha parecia fofa. Não era isso que chamavam de ver alguém apenas através de óculos cor-de-rosa?
– Devíamos fazer frente a frente?
Dohyun sabia que Wooyeon preferia ficar de frente para ele. Também sabia que era porque queria ser abraçado com força em seus braços. Para alguém ainda não acostumado ao prazer, cada sensação devia ser assustadora, então isso não era apenas manha.
Como esperado, Wooyeon assentiu imediatamente. Contorcendo o corpo como se pedisse para ser abraçado, e Dohyun lentamente ergueu a parte superior do corpo. Como ele ainda estava enterrado fundo, Wooyeon soltou um gemido fino.
– Nnngh…
O movimento pressionou o comprimento de Dohyun contra seu interior. Inclinando-se para a frente, ele cobriu o rosto de Wooyeon com beijos, testa, pálpebras, ponte do nariz, bochechas e, finalmente, seus lábios. Com uma mão segurando seu queixo afiado, Dohyun inclinou a cabeça enquanto Wooyeon colocava a mão em seu ombro largo.
Como se aquele gesto fosse o sinal, Dohyun puxou os quadris para trás. O movimento súbito fez Wooyeon tremer, mas ele não quebrou o beijo. A língua de Dohyun se movia languidamente enquanto ele empurrava de volta, lento mas profundo.
– Haah…!
Um gemido sem fôlego escapou. As costas flexíveis de Wooyeon se arquearam em espasmos trêmulos. Dohyun apoiou uma mão ao lado de seu rosto, a outra acariciando sua bochecha macia, e então puxou para trás novamente.
– Ah, espera…
A mão de Wooyeon em seu ombro se apertou. Arranhar suas costas com unhas afiadas era algo que sempre acontecia quando faziam sexo. Mas hoje, a ardência estava mais aguda que o normal. Parecia que era hora de cortar as unhas.
– Está tudo bem.
– Não está… hhuuh….
Como um gato. Foi o que Dohyun pensou enquanto se abaixava novamente. Para dar tempo a Wooyeon de se ajustar, ele fez investidas rasas, toques leves por dentro. Balançando a cabeça violentamente, Wooyeon protestou com uma voz lamentosa.
– Você disse… você disse que faríamos frente a frente…
– Haa…
Uma risada escapou antes que ele percebesse. Não porque fosse engraçado, mas porque a vontade de provocá-lo crescia mais forte. Como uma criança travessa num parquinho, ele só queria atormentá-lo mais.
– Estou olhando para você, Yeon-ah.
– Não é ass—assim, nghh, hhht!
Acho que estou desenvolvendo um fetiche estranho.
Seu rosto pequeno estava vermelho. Seus olhos bonitos perderam o foco, e gemidos doces escapavam de sua garganta.
Dohyun sabia que era um gosto pervertido, mas amava ver Wooyeon chorar na cama. Fora dela, até o menor sinal de tristeza partia seu coração, mas lágrimas derramadas por prazer avassalador faziam suas entranhas doerem com desejo bruto.
– Ahh… Hyung, hhuh.
Ele esticou a língua e lambeu as lágrimas presas aos cílios de Wooyeon. Empurrando até o limite máximo, ele fez Wooyeon ofegar abruptamente. Dohyun abraçou sua cintura com força, enterrando o rosto em seu ombro.
Os feromônios doces de Wooyeon surgiram como uma onda. Os de Dohyun eram fortes por si só, mas não se comparavam. Os feromônios inebriantes enchiam o ar tão densamente que faziam sua garganta doer de sede.
– Hhh… de-devagar…
– Vou ir devagar. Está tudo bem.
Sua mão grande acariciou o torso de Wooyeon, acalmando-o como uma criança com dor de barriga, subindo de sua barriga ao peito liso. O outro braço, ainda servindo de travesseiro, o envolvia próximo ao ombro.
– Segure no meu braço… isso mesmo.
Dohyun saboreou a sensação da pele sob sua mão enquanto roçava o mamilo ereto de Wooyeon. Seu corpo, sensível ao toque onde quer que fosse, sempre endurecia tanto em cima quanto embaixo com a menor excitação. Quando Dohyun apertou a ponta ereta entre os dedos, a reação foi tão obscena quanto esperado.
– Hhhngh…!
As paredes internas de Wooyeon se apertaram com força. A sensação vertiginosa fez Dohyun morder com força a nuca dele. Wooyeon se encolheu, cravando as unhas no antebraço de Dohyun, mas até isso parecia ser tomado como prazer.
– Fuuh.
Com uma respiração curta, Dohyun começou a mover os quadris de verdade. A entrada agora estava flexível, e ele próprio já estava no limite. Além disso, Wooyeon, que já tinha gozado antes, estava duro novamente lá embaixo.
Dohyun puxou lentamente para fora, acariciando os lugares que Wooyeon mais sentia, o ponto logo abaixo do umbigo e bem, bem fundo. Mesmo com movimentos provocadoramente lentos, Wooyeon gritava como se estivesse se desfazendo.
– Haahhngh…!
– Gosta daqui?
– N-não, eu odeio… hh, ah…!
Odeio? Qual o quê. Se ele gostava ou não podia ser percebido pelos sons que escapavam de sua garganta, ou, mais precisamente, pelo modo como seu interior se apertava mais forte cada vez que ele tentava se retirar. Na verdade, Wooyeon não era nem de longe experiente o suficiente para esconder o que sentia.
– Hhhnn… Hyung, p-para…
Empurrão, empurrão, a ponta grossa de Dohyun atingia fundo. A mão que provocara seu peito deslizou para pressionar sua barriga inferior, que se projetava onde Dohyun o preenchia. A cada investida, sons obscenos e molhados ecoavam entre eles.
– Hyung, Hyung…
– Mm, Yeon-ah.
– Isso, hhh… sua mão…
Perdido, Wooyeon agarrou a mão de Dohyun. Balançando a cabeça desesperadamente, não havia como errar o que ele queria dizer. Dohyun entendia perfeitamente, e ainda assim deliberadamente enfiou até o fundo enquanto pressionava a palma da mão para baixo.
– Hhhahh…!
Os ombros curvados de Wooyeon tremeram. Seus feromônios jorraram em uma onda, e Dohyun sentiu ele prender a respiração. Percebendo instintivamente que ele estava prestes a chegar ao limite, Dohyun inclinou a investida para esfregar contra sua próstata.
—……!
Segurando a mão de Dohyun com força, Wooyeon gozou. Seu esperma jorrou ainda mais fino do que antes sobre os lençóis. Devia ter pego na minha mão, pensou Dohyun enquanto o esmagava num abraço desesperado.
– Uhh…
Enquanto Wooyeon tremia no clímax, seu interior apertou Dohyun tão forte que parecia que ele poderia ser cortado. Da ponta à base, só aquela sensação de aderência já era suficiente para dominá-lo. Depois de paralisar por um momento, Dohyun levantou o braço que servia de travesseiro até os lábios de Wooyeon.
– Shhh… respira. Respira.
– …Haa, hah…
As respirações rasas deram lugar a ofegos. As paredes que tinham se apertado ao máximo espasmaram e relaxaram. Enquanto Dohyun acariciava seu comprimento amolecido, Wooyeon mordeu os dedos que tinham entrado em sua boca.
– Ai.
Não doeu nada, mas Dohyun reagiu por formalidade. Parecia que Wooyeon tinha mordido por frustração, embora sua mandíbula não tivesse força, como uma criança rangendo os dentes.
– Sério…
Ele não precisava ouvir o resto para saber: mau, cruel, ou algo mais carregado de ressentimento amuado.
– Não vou fazer da próxima vez.
Dohyun fez uma promessa que não cumpriria enquanto sua mão agarrava a coxa de Wooyeon. Wooyeon, mole como algodão encharcado, piscou para ele. Sem se retirar, Dohyun levantou suas pernas languidas e esticou o corpo.
– Hhh…
As sobrancelhas finas de Wooyeon se franziram. A mudança de posição alterou o ângulo da penetração. De deitado de lado para deitado de costas, a mudança súbita fez os olhos de Wooyeon se arregalarem.
– …Por quê?
Wooyeon parecia completamente perdido, como se não tivesse ideia do que Dohyun queria dizer. Observando-o assim, Dohyun soltou um sorriso tênue e fino. Que fofo, então e agora, ele sempre assumia que, quando Dohyun terminasse, tudo tinha acabado.
– Você disse que faríamos frente a frente.
Aproximando-se, suas metades inferiores se alinharam. A entrada ainda apertada recebeu Dohyun mais facilmente do que antes. Dohyun se inclinou, aproximando o rosto, e cuidadosamente afastou seu cabelo encharcado de suor.
– Ainda não cheguei lá.
– Você não devia…
Dohyun falou o mais suavemente que pôde, mas o rosto de Wooyeon caiu em surpresa. Ainda assim, no momento em que seus lábios se encontraram, ele obedientemente envolveu os braços em volta do pescoço de Dohyun. Naquele gesto adorável, Dohyun sentiu um arrepio no peito e deixou seus feromônios fluírem.
– Hhh…
Seu peito liso subiu e inchou. Wooyeon envolveu as pernas em Dohyun, agarrando-se a ele como um coala. Dohyun, habilidoso nisso, apoiou suas costas e investiu nos lugares que Wooyeon mais sentiria.
– Huu, nnngh…
Os gemidos de Wooyeon não escapavam além de seus lábios. Seus feromônios, sua respiração, tudo era lentamente consumido pelo próprio ritmo de Dohyun. Cada movimento lento de seus quadris fazia a língua flexível de Wooyeon se contrair em convulsão.
Tudo considerado, Wooyeon era em última análise fraco ao prazer. Mesmo sabendo que podia recusar e terminar, o jeito que fingia não conseguir resistir era astutamente travesso. Bem, se Dohyun algum dia o chamaria de “travesso” é outra questão.
– Ah, hhh, hhngh…
Foi então que a leve vibração começou. O timing era perfeito: suas mentes racionais tinham apenas uma pequena presença restante, graças à provocação deliberada de Dohyun. Lentamente, ele se afastou do beijo e encontrou o olhar de Wooyeon firmemente.
– … … .
– … … .
Suas respirações aquecidas se dispersaram no ar. O rosto de Dohyun estava vagamente refletido nos olhos bonitos e vítreos de Wooyeon. Uma vez, duas vezes, Dohyun exalou suavemente, então perguntou em voz baixa:
– …Quer atender o telefone?
Um toque de arrependimento atravessou os olhos de Wooyeon. Vendo isso, o olhar de Dohyun cintilou astutamente. Após uma breve pausa, Wooyeon balançou a cabeça, rosto corado de excitação.
– Depois…
Quando seus lábios se encontraram novamente, todos os vestígios de pensamento racional desapareceram. Enquanto Wooyeon se contorcia levemente num movimento suplicante, a própria razão de Dohyun voou para longe.
Foi somente cerca de meio dia depois que os dois notaram uma chamada perdida de alguém chamado “Danny”. Tinha sido um dia de resto pacífico e comum.
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Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Belladonna, Faby&Othello