Alpha Trauma História Extra 01
Alpha Trauma História Extra 01
O calor sufocante do verão estava com força total. Ao contrário do lado de fora repleto de vegetação, a casa com o ar-condicionado ligado estava agradável. O ar estava fresco, o cobertor macio e seco. Como se para provar que era o ambiente perfeito para cair em um cochilo doce, um volume embrulhado em cobertores estava dormindo na cama.
Dohyun virou-se de lado e olhou para o rosto vagamente visível. Os olhos delicadamente fechados e os lábios que se contraíam de tempos em tempos. Não importava o quão fresco estivesse lá dentro, o cobertor devia ter deixado as coisas um pouco quentes, mas seu amado amante estava dormindo mais profundamente do que nunca. Provavelmente era porque Dohyun o havia levado ao seu limite na noite anterior.
— Yeon-ah, até quando você vai dormir?
Uma voz suave e terna perguntou. Era claramente uma pergunta, mas o tom era baixo, como se não quisesse acordá-lo. Como esperado, Wooyeon não fez nenhum movimento, apenas respirando uniformemente em seu sono.
Já fazia um mês desde que as férias de verão começaram. Embora Wooyeon tivesse dito que ficaria na casa de seus pais durante o intervalo, de alguma forma ele acabou passando a maior parte do tempo na casa de Dohyun. No início, foi porque ele disse que se sentia desconfortável perto de Soohyang, e depois simplesmente porque odiava se separar de Dohyun. Como Soohyang não impôs nenhuma restrição, os dois passaram o mês praticamente grudados.
Verdadeiramente, Dohyun não era do tipo que aceitava alguém invadindo seu espaço. Mesmo que ele se aproximasse de alguém, sempre havia um limite, e trazê-lo para sua casa significava pisotear e cruzar essa linha. Nem mesmo os ômegas com quem ele havia namorado no passado tinham colocado os pés em sua casa.
Ao contrário de Wooyeon, que tinha zero senso de dinheiro, Dohyun podia julgar objetivamente seu próprio padrão de vida. Um apartamento com quatro quartos, uma sala de estar espaçosa e cozinha — era excessivo para um estudante universitário que morava sozinho. Ele não precisava ver para saber como isso pareceria para os outros.
Mas Wooyeon era diferente. Dohyun nunca hesitou uma única vez em trazê-lo para casa. O desconforto passageiro que sentira não passava de culpa pelas coisas que ainda não havia contado a Wooyeon. Ele não havia sentido a menor aversão em relação à presença de Wooyeon em seu espaço.
Claro, parte disso era a certeza de que Wooyeon não prestaria atenção ao tamanho do apartamento. Se tanto, Wooyeon tinha mostrado mais curiosidade sobre o estúdio de Garam, o que dizia muito sobre sua natureza. Afinal, essa era uma pessoa que desdenhava de uma cobertura em um arranha-céu como um apartamento normal. Seria mais estranho se ele agisse surpreso.
Os dias começavam e terminavam com Seon Wooyeon. Cada dia transbordava de felicidade. No passado, quando Dohyun recebeu o apartamento de seus pais, ele pensou que ter uma casa tão grande era inútil. Mas apenas ser capaz de manter Wooyeon confortavelmente ao seu lado tinha mudado completamente essa perspectiva.
Não muito tempo atrás, logo após o fim da temporada de monções, eles até fizeram uma viagem. Depois que Wooyeon disse que queria ver o mar, eles partiram sem planos e ficaram por cerca de quatro dias em um hotel superfaturado. Eles não podiam se mover livremente por causa dos repórteres, mas a vista do lado de fora da janela tornava a estadia tolerável o suficiente.
— Esta é a minha primeira vez fazendo uma viagem assim.
O que Wooyeon mais amou não foi o mar em si, mas o fato de estar lá com Dohyun. Quando eles estavam na varanda para sentir a brisa do mar, quando olhavam o menu para pedir serviço de quarto, quando ele jogava sais de banho na banheira, ele olhava para Dohyun com olhos brilhantes, seu rosto transbordando de excitação. Suas bochechas coradas eram tão adoráveis que Dohyun teve vontade de mordê-las.
— Como você é fofo.
Lembrando-se daquele momento, Dohyun riu baixinho e beijou sua testa. Talvez incomodado com a interrupção de seu cochilo, Wooyeon franziu a testa e se contorceu. Ele estava fazendo beicinho como se quisesse dizer “não me incomode”, mas no final, ele se acomodou bem nos braços de Dohyun.
— Shhh…
Após alguns tapinhas gentis, o rosto de Wooyeon suavizou de volta à serenidade. Ele deve ter encontrado conforto nos feromônios familiares e no calor de Dohyun. Assim, ele parecia um bebê… Dohyun abraçou o pacote de cobertores com mais força, seus pensamentos não sendo inteiramente inocentes.
Wooyeon abriu os olhos cerca de dez minutos depois. A essa altura, Dohyun já o havia beijado mais algumas vezes, acariciado suas costas por cima do cobertor e liberado feromônios para encharcá-lo completamente.
— Mmm…
Suas pálpebras se ergueram lentamente. As pálpebras duplas tênues revelaram olhos brilhantes, embora estivessem nublados e turvos, nada parecidos com sua clareza habitual. Ele ainda não devia estar totalmente acordado.
— Acordou?
— Mm…
Mesmo sonolento, Wooyeon instintivamente agiu de forma dengosa. Com os olhos semicerrados, ele esfregou o rosto contra a palma da mão de Dohyun, como um gatinho pedindo carinho.
— Estou com calor…
Não o havia incomodado enquanto dormia, mas ele parecia sentir o calor assim que acordou. Mesmo um cobertor de verão podia ser sufocante quando enrolado como um kimbap. Com o calor do corpo de Dohyun adicionado, o ar-condicionado havia se tornado inútil.
Wooyeon se contorceu e chutou o cobertor para longe. Por baixo dele, nem um único fio de roupa cobria seu corpo. Ao contrário de Dohyun, que pelo menos estava de calça, ele estava completamente nu.
— Quer dormir mais?
— Mm.
Para o apegado Wooyeon, Dohyun obedientemente ofereceu um braço. Wooyeon se enterrou em seu peito como se fosse a coisa mais natural do mundo, descansando sua cabeça pequena contra ele. Sua pele nua pressionada uma contra a outra, quente como a de uma criança.
— Você está completamente nu agora.
Seu torso pálido, nádegas redondas e coxas claras estavam todos marcados de vermelho com vestígios de paixão. Normalmente, Dohyun teria colocado pelo menos uma camiseta nele, com certeza, mas desta vez ele tinha sido caprichoso. Claro, depois de despi-lo completamente, ele o havia embrulhado firmemente em um cobertor para que não pegasse um resfriado.
— Você também está nu, Seonsaeng-nim….
Seonsaeng-nim, hein. Aquele deslize de língua deixou claro que ele ainda estava meio sonhando. Dohyun debateu se deveria corrigir o tratamento, ou apontar que Wooyeon não estava totalmente errado sobre a parte do “nu”. No final, ele optou por simplesmente passar a mão pelas costas esguias de Wooyeon. O deslizar suave de sua palma fez Wooyeon abrir os olhos apenas uma fresta.
— ……
— O quê?
— ……
— Se estiver com sono, volte a dormir.
Seu olhar estava cheio de queixa. “Então não me toque.” O significado era óbvio, mas Dohyun fingiu ignorância e continuou acariciando sua cintura. Sua mão estava a apenas alguns centímetros de envolver aquela nádega macia em sua palma.
— Como eu deveria dormir assim….
Wooyeon murmurou reclamações enquanto rolava preguiçosamente de lado como uma larva, tentando escapar do toque de Dohyun. Mas Dohyun não se importou, deixando sua mão vagar de qualquer maneira. De seu estômago liso ao seu peito macio, ele saboreou a sensação de sua pele até que seus lábios fossem atraídos irresistivelmente para aquela linha delicada de seu pescoço.
Ele queria morder… e sem hesitação, pressionou os lábios para baixo. A nuca de Wooyeon, já florescida em vermelho pelo calor, liberou uma onda de seus feromônios únicos. Enquanto Dohyun a chupava com beijos barulhentos, Wooyeon encolheu os ombros e apertou as pernas.
— Huuh….
Suas orelhas redondas ficaram vermelhas brilhantes. O que se agitou entre suas pernas não foi simplesmente porque ele tinha acabado de acordar. Os feromônios outrora frescos haviam amadurecido densamente, e os tremores de Wooyeon tornaram-se mais curtos, mais urgentes.
— Se estiver com sono, eu paro.
Verdadeiramente, Dohyun não tinha a intenção de acordá-lo. Como ele já havia aberto os olhos, seria bom se ele se levantasse, mas se ele estivesse realmente cansado, Dohyun estava preparado para deixá-lo dormir novamente. Claro, isso não impediu suas mãos de se moverem firmemente.
— Continue… nngh, continue me tocando….
— Eu não deveria?
Fingindo falta de seriedade, Dohyun deslizou a mão direita entre as coxas de Wooyeon. Desta vez, Wooyeon não fez esforço para resistir, como se tivesse desistido de voltar a dormir. Quando Dohyun envolveu sua mão em torno do comprimento endurecido, feromônios de ômega explodiram em ondas.
— Hh….
Com a pele excepcionalmente pálida de Wooyeon, até os lugares que poucos viam tinham uma coloração clara. Seu peito, a ponta de seu pau… tudo corado com um rosa delicado. Com tão poucos pelos corporais, segurá-lo assim quase parecia indecente.
— Uh, nghh….
O fluido pré-ejaculatório vazou rapidamente, lubrificando a cabeça. Talvez fosse porque ele chorava facilmente e sentia tudo intensamente, mas o menor toque provocava uma reação exagerada. Seus ombros tremeram, e ele agarrou o cobertor impotente.
Dohyun diminuiu o ritmo deliberadamente, não permitindo que ele chegasse ao ápice rápido demais. Se ele viesse rápido, cansaria rápido também, e Dohyun seria o único a ficar insatisfeito. Ainda ontem à noite, Wooyeon não tinha tido um orgasmo três vezes antes de Dohyun uma única vez?
— Yeon-ah, segure isso.
Irrazoável, mas Dohyun estava falando sério. Os olhos de Wooyeon se encheam de lágrimas enquanto ele lançava a Dohyun um olhar de censura. Dohyun beijou os cantos de seus olhos e bochechas, então alcançou os preservativos ao lado do travesseiro.
— …Eu quero gozar, Hyung….
— …Apenas em momentos como este.
Que péssimo hábito. Normalmente ele não demonstrava nem o menor sinal de afeto fofo (embora ainda fosse fofo), mas uma vez na cama, a menor provocação o fazia choramingar e implorar num piscar de olhos. Dohyun não desgostava disso, mas era uma faísca perigosa quando ele já estava perdendo a compostura.
— Só um pouquinho, está bem?
Dohyun acalmou Wooyeon gentilmente enquanto puxava seu pênis ferozmente ereto. Depois de colocar o preservativo e se posicionar, Wooyeon instintivamente enrigideceu. Dohyun, que estava esfregando logo abaixo do cóccix, levou o braço que servia de travesseiro até a boca de Wooyeon.
— Relaxe.
— Huuuh…
Fileiras uniformes de dentes roçaram a ponta de seus dedos. Quando Dohyun pressionou a língua de Wooyeon com o dedo médio, Wooyeon franziu as sobrancelhas. Ele sempre havia notado, a boca de Wooyeon era incomumente vermelha e quente, tornando a sensação indecentemente erótica.
Se eu colocar na boca dele…
Seria incrivelmente apertado.
— Ah…!
Com um empurrão lento, a cabeça grossa abriu a entrada. Mesmo sem ser esticada por dedos primeiro, ela se afrouxou mais facilmente do que o normal. Em parte porque ele já estava encharcado, e em parte porque até o amanhecer, ele havia se apegado ao pênis de Dohyun sem soltar.
— Hh, ngh…
Observando cada reação de Wooyeon, Dohyun continuou sua penetração lenta. Ele estava pronto para parar imediatamente ao menor sinal de dor. Mas, em vez disso, a pequena figura gemeu suavemente, enrolando a língua em torno do dedo de Dohyun.
— …Haa.
Mesmo sabendo que era um ato inconsciente, a pressão contraiu seu abdômen, quebrando sua restrição em um instante. Ao mesmo tempo, seu pênis grosso empurrou profundamente para dentro.
— Ahhh!
No momento em que foi preenchido, Wooyeon chegou ao ápice. O que derramou foi uma liberação fina e aquosa, evidência do quanto ele já havia gozado durante a noite. Suas paredes quentes e estreitas se agarraram firmemente ao comprimento de Dohyun, e Dohyun gemeu baixo, sua testa se contraindo.
— Ugh…
Não importava quantas vezes fizessem isso, o interior de Wooyeon era sempre incrivelmente apertado. Ele nunca parecia se acostumar com isso, seu corpo se contraindo cada vez que se moviam juntos.
— Ah, hh…
— Bom menino… entrou tudo.
À medida que aumentava o fluxo de seus feromônios, Dohyun virou o rosto de Wooyeon em direção ao seu. Ele pretendia confortá-lo com um beijo, mas no momento em que seus olhos se encontraram, aquelas belas pálpebras caíram fracamente. Seus cílios estavam úmidos e as lágrimas já haviam começado a se acumular.
— Hyung… é grande demais…
Ah, acho que estou desenvolvendo um fetiche ruim.
── ✧・゚: * ✧・゚:* ───
Continua….
⌀ ⌀ ⌀
✦ Tradução, revisão e Raws: Belladonna, Faby&Othello