Capítulo 12
Capítulo 12 – ❀ The Fox Star
Wooyeon teve um longo sonho. Ele estava sentado em uma sala de aula vazia segurando um celular quebrado. As carteiras estavam cheias de lixo, mas não havia um único aluno que parecesse ter feito a bagunça.
O local mudou rapidamente. O quadro-negro e as carteiras desapareceram, e a vista embaçada se transformou no interior de um táxi. O assento do motorista estava vazio, mas o volante girou sozinho. O táxi parou suavemente em frente a um muro alto.
Piscou, sua visão virou. Desta vez, Wooyeon estava sentado no sofá da sala de estar. Estava completamente escuro ao redor, e silencioso. Não havia sinal de ninguém dentro da casa, nem mesmo na cozinha; tudo parecia vazio.
“Não tem ninguém aqui.”
Sim, não havia ninguém lá. Nem na escola, nem no táxi, nem mesmo em casa. Com o único meio de comunicação quebrado, o celular, Wooyeon se sentia isolado do mundo.
“Sério, não tem ninguém aqui.”
*Ding-dong*, a campainha tocou. Wooyeon correu para a entrada como uma pessoa sedenta por companhia. Sem olhar para o interfone, ele saiu correndo. Com um rangido, algo gradualmente se aproximou pela porta aberta.
— …..
Era um coelho branco puro. Pulando em direção a Wooyeon através do jardim espaçoso, o coelho levantou as orelhas e ficou em pé sobre as patas traseiras. Seu corpo era tão grande quanto Wooyeon, se não maior.
— …Você tocou a campainha?
O coelho permaneceu em silêncio, mas Wooyeon interpretou o olhar claro dele como uma resposta positiva.
— Você veio aqui porque está sozinho?
Wooyeon estendeu a mão cautelosamente e abraçou o pelo branco fofinho. Fosse um coelho ou uma pessoa, ficar sozinho era algo que ele detestava. Estar com alguém, mesmo que fosse um coelho gigante, era muito melhor.
— Mas… — De repente, Wooyeon sentiu uma sensação de desconforto. — Como você sabia que eu estava sozinho?
Mais uma vez, o coelho não respondeu. Wooyeon enterrou o rosto no pelo macio enquanto o animal permanecia imóvel, parecendo estranhamente incomodado com alguma coisa.
***
Num piscar de olhos, a clareza retornou. O cenário onírico desmoronou, substituído pela sensação de sua bochecha sendo tocada suavemente. Wooyeon abriu os olhos, sentindo-se atraído por um toque real.
E seu olhar encontrou um par de olhos. Fofos, macios, um coelho branco. Suas orelhas grandes e bochechas rosadas davam uma forte sensação de fofura.
“Coelho…!”
Depois de piscar por um longo tempo, percebeu que o coelho era uma boneca de pelúcia. Sua mente sonolenta demorou a distinguir o sonho da realidade.
“Por que isso está aqui?”
As cenas do sonho — a sala vazia, o táxi, o jardim — começaram a desaparecer, mas a lembrança da pelúcia se concretizou. Cenas passaram como um panorama, uma voz familiar ressoando em sua mente.
“Você pode tirar isso para mim?”
Era de uma daquelas máquinas de garras perto do bar, na noite anterior. A máquina estava cheia de bonecas, e ele se lembrava de Dohyun apontando para uma específica.
“Esse aí se parece com você.”
O resultado estava ali. Um coelho branco com detalhes rosados nas patas e orelhas. Wooyeon lentamente agarrou a pata do coelho. A maciez era agradável. Quando ia tocar as orelhas da pelúcia, alguém falou:
— Você dormiu bem?
Era Dohyun. Ele estava sentado na beirada da cama, com o cabelo levemente úmido e uma toalha no pescoço, como se tivesse acabado de sair do banho.
— Você dormiu por muito tempo.
— Uh…
Wooyeon olhou fixamente para o torso nu de Dohyun. Como ele estava usando apenas calças, seus músculos bem definidos e a tatuagem perto da omoplata estavam claramente visíveis. Embora o tivesse visto assim na noite anterior, vê-lo sob a luz do dia era estranhamente perturbador e fascinante.
“Uau, ele realmente tem um corpo bonito.”
Sentiu as bochechas corarem. Dohyun percebeu o olhar, mas apenas sorriu gentilmente. — Você consegue se levantar?
— Uh….
Wooyeon tentou levantar a parte superior do corpo, mas uma dor surda e intensa atingiu cada centímetro de seus músculos.
— Ai!
Ele caiu de volta na cama. Dohyun perguntou com preocupação: — Você está com muita dor?
— Uh…
Wooyeon gemeu baixinho. Seu corpo inteiro doía como se tivesse sido atropelado por um caminhão. Até a dor no cóccix era uma sensação nova e avassaladora.
— Isso dói… — ele murmurou, abatido.
Dohyun soltou um risinho de desculpa. — Bem… isso é compreensível.
Ele virou Wooyeon de bruços e colocou a mão em sua cintura. Wooyeon estremeceu; Dohyun parecia ter colocado sua camiseta de volta nele enquanto dormia, mas o toque através do tecido fino ainda provocava arrepios.
— Relaxe. Eu vou massagear você.
Wooyeon se rendeu ao travesseiro. A mão grande de Dohyun começou a trabalhar em sua lombar.
— Se doer, me avise.
A dor muscular era latejante, mas o toque cauteloso de Dohyun começou a afrouxar a tensão. Era doloroso, mas reconfortante ao mesmo tempo.
— Ah, ali…
— Aqui?
Os dedos de Dohyun subiram pela espinha, roçando as omoplatas e descendo novamente. O quarto ficou silencioso, preenchido apenas pelo som da respiração e pelos gemidos baixos de Wooyeon.
— Ah, ugh…
— …..
— Uh… ugh.
Conforme a massagem continuava, Dohyun ficou em silêncio. De repente, a mão dele deslizou para baixo, os dedos mergulhando sob a barra da camiseta e tocando a pele nua.
— Yeon-Ah.
Wooyeon sentiu o perigo e calou-se. Dohyun se inclinou mais perto das costas dele.
— Como eu vou lidar quando você faz esses barulhos tão obscenos na cama?
Os feromônios do alfa subitamente deixaram o ar denso. Wooyeon tentou refutar, arqueando o pescoço. — Eu não… ugh!
Dohyun soprou no ouvido de Wooyeon, fazendo-o choramingar. Ele mordiscou o lóbulo da orelha e distribuiu beijos úmidos por trás do pescoço.
— Sunbae, e-eu estou com cócegas… ah, para!
Wooyeon tentou se libertar, com o rosto em brasas. Na luz do dia, aquela proximidade parecia muito mais intensa. Cada lugar que os lábios de Dohyun tocavam parecia se transformar em uma zona erógena instantânea.
— Ah, Sunbae!
— Hyung.
Dohyun puxou Wooyeon para seus braços e rolou para o lado, prendendo-o em um abraço de urso, com Wooyeon enrolado nele como um coala.
— Sério isso?
— Não é Sunbae, é Hyung.
— …..
— “Dohyun-Ah Hyung”, tente dizer isso. Hmm?
Wooyeon apertou os lábios e balançou a cabeça. Uma área lá embaixo começou a formigar novamente.
— Vai continuar me chamando de Sunbae?
— Eu… eu não sei.
— Mas você me chamou de Hyung ontem.
Dohyun beijou o pescoço dele com um som estalado. — Você me chamou assim, Wooyeon. Ficava repetindo “Hyung, Dohyun-Ah Hyung” o tempo todo…
— Isso foi porque o pau… do saeng-nim..!
Wooyeon virou a cabeça rapidamente, mortificado. Dohyun o observava com os olhos suavemente curvados, mais lindo do que nunca.
— Sim, o que tem o professor?
— …..
Preso em uma armadilha verbal e física, Wooyeon percebeu que nunca venceria Dohyun. Tentou mudar de assunto desesperadamente.
— …Bem. Nas suas costas… tem uma tatuagem.
Dohyun sorriu, achando a tática de fuga fofa. Wooyeon se aninhou mais perto dele, sentindo-se mais seguro agora.
— Não parece inglês… O que significa?
Era algo que tinha despertado a curiosidade de Wooyeon, quer ele percebesse ou não. A tatuagem descrita entre suas omoplatas, que não parecia combinar com sua aparência elegante, era exibida com destaque sempre que ele movia os ombros.
— Não tem nenhum significado especial. É só em latim.
— Latim?
O rosto de Wooyeon estava cheio de curiosidade enquanto ele se revirava na cama. Então ele olhou diretamente para Dohyun e exigiu:
— Quero ver de perto.
— …..
Surpreendentemente, Dohyun não respondeu imediatamente. Suas sobrancelhas levemente franzidas indicavam alguma hesitação. Ele gentilmente acariciou a cabeça de Wooyeon enquanto perguntava indiretamente:
— Você sabe latim?
Embora ele pudesse ser fluente em inglês, latim estava além de suas habilidades. Dohyun pareceu aliviado quando Wooyeon balançou a cabeça negativamente. Ele assentiu levemente e virou o ombro para o lado.
— Olhe.
Wooyeon rapidamente se levantou e se inclinou em direção a Dohyun. Embora sua cintura estivesse doendo, ele ainda conseguia se mover. Enquanto ele descansava uma mão na cama e se aproximava, a primeira coisa que ele notou foram as marcas de arranhões feitas por suas próprias unhas.
— …..
Suas costas largas estavam cobertas de marcas. Embora não houvesse sangue, o fato de que todos os arranhões foram causados por ele mesmo era preocupante. As lembranças das lágrimas e súplicas, agarrando-se desesperadamente ao alfa, inundaram sua mente.
— …Isso dói? — Wooyeon traçou o dedo ao redor de um dos ferimentos. Dohyun apenas respondeu casualmente: — Não dói.
Era obviamente uma mentira. — Provavelmente deixei mais marcas — Dohyun murmurou, e sua mão subiu pela perna de Wooyeon, traçando lentamente a parte interna da coxa. Wooyeon tossiu, envergonhado.
— …Isso é latim? — Tentando mudar de assunto, Wooyeon examinou a tatuagem de perto. Ele conseguia ler as letras, mas não o sentido. — Mentula?
O ombro de Dohyun se contraiu. Ele olhou para Wooyeon e ficou em silêncio, visivelmente constrangido.
— O que isso significa?
— Só, hum… — Dohyun hesitou.
Wooyeon percebeu que não teria uma resposta direta. — Por quê? É uma palavra ruim?
— É parecido.
Wooyeon repetiu a palavra em sua mente, intrigado. Vendo-o assim, Dohyun o puxou de volta para seus braços. — Venha aqui depois que você tiver visto o suficiente.
Wooyeon desabou no peito dele. Se fosse semelhante a um palavrão, por que ele teria isso gravado?
— Quando você fez a tatuagem?
— Há muito tempo.
— Você era um encrenqueiro na escola, não era, Sunbae?
Dohyun pareceu surpreso, mas logo recuperou a compostura. — Da última vez você disse que eu era um playboy… agora sou um encrenqueiro?
— Bem… não está exatamente errado — Wooyeon respondeu, sentindo os feromônios de Dohyun se intensificarem contra sua pele.
— Eu era um aluno modelo — Dohyun explicou, bagunçando o cabelo de Wooyeon. — E eu não sou um playboy.
Wooyeon não acreditou totalmente, mas ficou curioso. — Você tem alguma foto sua com uniforme escolar?
— Se você me chamar de ‘Hyung’, eu te mostro.
— Hyung.
— …..
Dohyun soltou uma risada vazia, parecendo derrotado pela facilidade com que Wooyeon cedeu. — Tão fácil assim… Eu sou um fraco, realmente fraco.
— Você não me mostrou a foto — Wooyeon protestou, abraçando a cintura dele.
— Eu te mostro o álbum de formatura mais tarde.
Wooyeon assentiu, mas uma dúvida surgiu. — Você era popular no ensino médio? Namorar também… você deve ter feito isso muito.
Dohyun apenas o puxou para mais perto, o batendo constante do coração servindo de trilha sonora.
— Yeon-Ah. Você está ansioso?
— …Apenas… — Wooyeon suspirou. — Eu nem sei por que você gosta de mim. Nem por quanto tempo vai continuar gostando…
Inseguranças surgiram como uma onda. — Mesmo que não seja eu, há muitas pessoas que gostam de você…
— Eu não gosto de ninguém, exceto você — Dohyun disse calmamente. — Eu também estou ansioso, Yeon-Ah.
— O que te deixa tão ansioso, Seonsaeng-nim?
— Tenho medo que você fique decepcionado comigo. E com medo de que você pare de gostar de mim.
Wooyeon ficou sem palavras. O tom de Dohyun era sincero. Ele ia responder, quando o som de uma vibração interrompeu o momento. Ping, ping.
— Quem é? — Wooyeon perguntou ao ver a expressão de aborrecimento de Dohyun.
— Olá?
— Kim Dohyun! — A voz de Garam ressoou, alta e nítida. — Você viu a busca em tempo real? Dê uma olhada agora mesmo.
Dohyun franziu a testa e abriu o portal da web em seu telefone. Wooyeon espiou por cima do ombro dele.
— Você viu? — Garam insistiu.
— Ainda está carregando.
— Esse é o Wooyeon, certo?
Um silêncio gélido tomou conta do quarto. Wooyeon olhou para a tela, o coração parando por um segundo. A frase que ocupava o primeiro lugar nas buscas era: “Filho de Jisoo Hyang”.
「Sou colega de classe do filho de Jisoo Hyang no ensino fundamental.」
Foi assim que o post no quadro da comunidade começou. O autor, apresentando-se como um estudante universitário comum, tinha “algo a dizer sobre o recentemente famoso filho de Jisoo Hyang”. Ele discorreu sobre os dias de escola de Wooyeon, descrevendo seu rosto, físico, personalidade e notas.
As respostas nos comentários foram variadas. Alguns pediram provas do álbum de formatura, enquanto outros expressaram preocupação sobre potenciais problemas legais por postar tal conteúdo. A maioria pediu honestidade, mas o autor se defendeu dizendo: — “Ele foi para os EUA no meio do caminho, então não há álbum de formatura.”
Bem, se tivesse parado por aí, poderia ter sido apenas um incidente menor que acabaria sendo esquecido na internet. O problema foi uma postagem recente feita com o mesmo nome de usuário.
「Status_recente_do_filho_de_Jisoo_Hyang.jpg!」
Se ao menos fosse uma postagem típica para chamar atenção, mas, infelizmente, o conteúdo condizia com o título. Era uma série de fotos mostrando Wooyeon assistindo a palestras, fazendo apresentações e até vendendo algodão doce em um estande do clube. Embora seu rosto estivesse borrado, qualquer um que conhecesse Wooyeon não teria problemas em reconhecê-lo.
Justo quando os jornalistas estavam investigando o “Filho Extramatrimonial de Jisoo Hyang”, eles atacaram o artigo como hienas famintas, escrevendo matérias uma atrás da outra. Infelizmente, o logotipo da universidade nas fotos revelou mais do que o pretendido, expondo a identidade de Wooyeon. Embora a postagem original tenha sido deletada tardiamente, já era tarde demais para voltar atrás.
— Irei consertar meu telefone e vou imediatamente. Espere por mim na sala do clube depois que a aula acabar.
Tendo passado o fim de semana com Wooyeon, Dohyun o levou para a faculdade assim que a terça-feira chegou. Wooyeon insistiu várias vezes que poderia ir sozinho, mas Dohyun argumentou que ele precisava ter cuidado. Como esperado, o portão principal estava cheio de repórteres, então Dohyun estacionou bem na frente do prédio em vez do estacionamento.
— Se alguém agir de forma suspeita, me avise. Entendeu?
— Sim. Obrigado por me dar uma carona.
Wooyeon assentiu e desamarrou o cinto de segurança. Ele estava prestes a sair do carro, mas Dohyun o segurou. Ele passou o braço em volta da cabeça de Wooyeon e gentilmente o beijou na bochecha.
— …..
— Eu realmente quero te dizer para ficar em casa.
A bochecha que foi beijada ficou levemente vermelha. Apesar de terem feito ainda mais do que isso, era uma reação verdadeiramente inocente. Dohyun o beijou novamente e acariciou suavemente suas bochechas coradas.
— Mas eu definitivamente não vou deixar você sair por aí normalmente.
— … Se eu me esconder em um momento como esse, serei criticado.
Wooyeon sabia que tinha que agir com ainda mais dignidade em momentos assim. Matar aula ou se esconder só daria às pessoas algo sobre o que falar. Era melhor agir com indiferença, fingindo não se importar. De certa forma, era a melhor opção.
— Estou realmente bem, Sunbae.
De fato, ele estava realmente bem. Talvez porque não tivesse nada a esconder, ou talvez porque sempre tivesse antecipado tais situações. Parecia estranho para ele que Dohyun estivesse se preocupando tanto.
— Estou acostumado com esse tipo de coisa…
— …..
— E eu não fiz nada de errado.
Ser exposto à mídia não era um grande problema. Embora pudesse não ter vivido uma vida santa, ele também não cometeu nenhum crime. Poderia ser difícil por alguns dias, mas se resolveria naturalmente com o tempo.
— Então, por favor, não se preocupe.
Dohyun sorriu e continuou a acariciar a cabeça de Wooyeon. Seu gesto gentil de bagunçar o cabelo dele era tão afetuoso como sempre.
— Estou feliz que você esteja bem… Mas, ainda assim, se algo acontecer, por favor, entre em contato comigo.
Desta vez, Wooyeon assentiu suavemente. Dohyun suavizou o olhar enquanto observava a expressão de Wooyeon.
Enquanto se dirigia para a sala de aula, Wooyeon atraiu a atenção de muitos alunos. Os olhares curiosos e um tanto cautelosos, misturados com uma pitada de suspeita, eram suportáveis comparados ao bullying que sofrera no ensino médio. Ocasionalmente, ele captava palavras como “filho ilegítimo”, mas fingia não ouvir e continuava andando para frente.
Ao chegar na sala de aula, Wooyeon imediatamente avistou Seongyu. Ele estava cercado por alguns colegas de classe, com uma expressão descontente. Normalmente, Wooyeon teria fingido não notar, mas hoje era diferente.
Wooyeon se arrependeu de estar usando um boné e colocou sua bolsa no assento vazio. Ele podia prever a reação de Seongyu se o cumprimentasse. Poderia ser uma aceitação estranha, ignorância completa ou até mesmo uma pergunta sincera sobre se o artigo era verdadeiro ou não.
“Dizem que a casa deles está completamente em ruínas, hein?”
“Que bastardo sem fundamento.”
A mudança repentina de amigos próximos era esperada, dado o que ele havia experimentado no ensino médio. Metade era ressentimento em relação aos conglomerados e metade simpatia por ser rotulado como um “filho ilegítimo”. Ele não queria receber aqueles olhares mistos de Garam e Seongyu. Embora Dohyun tivesse dito para ele ir para a sala do clube depois da aula, Wooyeon não tinha intenção de fazê-lo.
Como esperado, Seongyu não falou nada até o professor entrar. Wooyeon deixou os murmúrios dos alunos passarem por um ouvido, esperando que o tempo passasse rápido. Em pouco tempo, o professor entrou e, durante a aula, Wooyeon pôde respirar livremente.
— Vamos terminar por aqui por hoje.
Com um olhar que Wooyeon não conseguiu interpretar, o professor saiu da sala. A julgar pelo comportamento dele, parecia que também estava ciente das notícias. Era difícil para os docentes não saberem, já que as notícias tinham se espalhado pela universidade.
“Devo tirar uma licença?”
Seu humor lentamente piorou. Ele pensou que tudo ficaria bem, mas a solidão repentina o deixou estranhamente chateado. Ele havia se acostumado tanto ao calor dos outros que se sentia fraco em tal situação.
— Wooyeon.
Naquele momento, alguém chamou Wooyeon. Ele fez uma pausa, colocando a bolsa de lado. Seongyu se aproximou e parou bem na sua frente.
— … O quê?
Teria sido melhor se ele fosse um estranho, mas agora que tinham se tornado amigos, havia uma sensação de antecipação. Será que ele apenas trataria o assunto casualmente como fez durante a reunião? Ele ofereceria apoio, dizendo: “Não diga coisas rudes”? Desde quando ele começara a desejar isso? Parecia muita ganância.
— Vamos conversar.
Wooyeon, que tentou suprimir suas expectativas, olhou diretamente para Seongyu. Como não conseguia evitar o olhar dele, decidiu que poderia muito bem encarar a situação com confiança. Com a atenção dos colegas voltada para eles, Seongyu agarrou o braço de Wooyeon com firmeza.
— Vamos.
— … O quê?
Não havia como refutar. Com a outra mão, Seongyu pegou a bolsa dele e o arrastou. Wooyeon, que cambaleou para ficar de pé, viu-se seguindo Seongyu para fora da sala de aula em pouco tempo.
***
Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna