Capítulo 11.2
Alpha Traum, Capítulo 11 – ❀ Dawn, Parte 02
— Ah, h-há…
Wooyeon cobriu os olhos, tremendo. Os dedos de Dohyun roçaram a ponta de seu pau, e ele mordeu o lábio inferior.
— Ah…
Uma sensação aguda percorreu sua cintura. Dohyun beijou sua bochecha enquanto o observava gemer. Foi um beijo terno, mas as palavras foram cruas: — Se você cobrir o rosto, eu usarei minha boca.
— H-ha…. Não…
Dohyun deu um passo atrás ao ver a hesitação. Com um sorriso tolerante, ele segurou a coxa de Wooyeon. Deslizou a mão para dentro das calças largas, que ele mesmo havia emprestado.
— H-há, h-hm…
Como as roupas eram grandes e ele estava sem cueca, a mão de Dohyun entrou sem esforço e agarrou seu pênis ereto.
— E-eu vou… Ha…
A sensação era muito mais intensa do que da última vez. Ele apertava as coxas, mas não conseguia parar o prazer. — Por favor, Seonsaeng-nim…
— Eu nem toquei atrás ainda, Wooyeon.
Dohyun o segurou e mordiscou seu lóbulo da orelha. Finalmente, Wooyeon gozou na mão do alfa. Dohyun esperou pacientemente e beijou suas pálpebras. — Mais rápido que da última vez.
O rosto de Wooyeon ardeu. Dohyun removeu a calça dele e limpou o sêmen no tecido, deixando-o cair ao lado da cama. Ele enrolou a camiseta de Wooyeon para cima.
— Sabe por que usei minha mão?
— …Não.
— Para fazer você se lembrar de tudo. Cada momento deve ser memorável. Você não concorda?
A mão de Dohyun percorreu seu peito, chegando ao mamilo. Wooyeon estreitou os olhos; a sensação estava se acumulando camada por camada.
— Isso é… estranho.
— O quê?
Apesar de ter acabado de atingir o clímax, sua região inferior começou a inchar novamente. Os lábios de Dohyun pairaram perto de seu pau meia-bomba.
— Hum… — Wooyeon apertou o cobertor. Dohyun enterrou o nariz em seu pescoço, beliscando seu mamilo.
— Hum! — Parecia eletricidade. Os feromônios inundavam a sala. Dohyun soltou um suspiro curto, mordendo e chupando a nuca de Wooyeon antes de descer os beijos até seu peito.
— Espere, espere, hmm…!
A língua de Dohyun provocava seus mamilos, mordiscando com os dentes da frente. Toda vez que ele tocava ali, tornava-se uma fonte de prazer desconhecida. Dohyun moveu os lábios para baixo e, com a mão livre, segurou a perna de Wooyeon firmemente.
Logo, ele se sentou e apoiou os joelhos de Wooyeon sobre seus próprios ombros.
— Eu disse que não com a boca…! — Wooyeon protestou, urgente.
— Não se preocupe — Dohyun respondeu casualmente, mordiscando a parte interna da coxa dele. — Não vai ser nada mal te chupar lá.
Parecia que um gemido constante estava prestes a transbordar. A cena diante de seus olhos era intensa demais, fazendo seu coração disparar de um jeito errático. A sensação de formigamento da excitação queimando por dentro era algo que ele nunca havia experimentado com aquela nitidez.
— Ah.
Wooyeon abafou o som, cobrindo a boca com ambas as mãos. Dohyun, com o rosto composto mas o olhar denso, tinha os lábios enterrados entre as pernas de Wooyeon. Ele lambeu os traços restantes de luxúria e disse, a voz abafada contra a pele dele:
— Faça barulho, Wooyeon.
— …..
Wooyeon balançou a cabeça vigorosamente. Seus olhos úmidos e avermelhados pareciam prontos para derramar lágrimas, uma mistura de puro constrangimento e um medo excitante.
— Bem… está tudo bem, então.
Dohyun ergueu levemente o canto da boca. Embora suas palavras soassem compreensivas, não houve hesitação em arrastar os lábios novamente. Depois de beijar cada centímetro, exceto o ponto principal, ele perguntou enquanto o provocava com a língua:
— Você quer se deitar?
— …Por quê?
Wooyeon respondeu relutantemente. Embora a situação fosse desconcertante, olhar para o rosto do professor o fazia tremer. Dohyun, ignorando a hesitação, apoiou a cintura de Wooyeon com um travesseiro para elevá-lo.
Claro, Wooyeon logo se arrependeu. Dohyun enterrou o rosto naquele lugar embaraçoso sem aviso prévio. Antes que ele pudesse protestar, sentiu a língua dele lá.
— Espere um momento…!
Suas mãos tatearam o ar, buscando apoio. Suas coxas tremeram e suas costas arquearam. Dohyun moveu a língua com maestria.
— Ah…
A ponte do nariz do alfa roçou seu períneo. A língua de Dohyun provocou a entrada, enquanto ele dava uma mordida de brincadeira na nádega de Wooyeon. Ao mesmo tempo, a mão que segurava sua perna subiu para envolver todo o pau de Wooyeon.
— Ugh…
Um som úmido ecoou no quarto. Wooyeon tentou fechar as pernas, mas isso só tornou tudo mais intenso. Uma língua estava invadindo uma parte de si mesmo que ele jamais havia explorado, nem em suas fantasias mais solitárias.
— Pare, por favor… Ah…
Wooyeon deveria ter desconfiado quando Dohyun disse que não usaria a boca “ali”. Ele não estava mentindo, mas o que estava fazendo ao redor era quase pior para sua sanidade.
— Seonsaeng-nim… por favor, ah…
Wooyeon apoiou uma mão na cabeça de Dohyun, os dedos se perdendo nos cabelos dele. Com a outra mão ainda na boca, não conseguia conter os gemidos. Dohyun continuou a estimular aquele ponto específico persistentemente, apreciando o aperto de Wooyeon em seu cabelo.
— Ah…
Os dedos dos pés de Wooyeon se curvaram. A sensação dos lábios de Dohyun provocando sua pele era vívida demais. O alfa mordeu, lambeu e chupou, enquanto sua mão trabalhava a frente de Wooyeon com ritmo.
“Não, por favor…”
Uma descarga elétrica percorreu seu corpo até o topo da cabeça. Sua visão vacilou. Sentindo Wooyeon tremer, Dohyun levantou a cabeça e passou a mão pela espinha dele.
— Ah…
O prazer explodiu. O segundo ápice respingou desordenadamente na própria camisa que Wooyeon ainda vestia. Enquanto ele ofegava e suas coxas se contraíam em espasmos, Dohyun observava tudo com calma predatória.
— Ha, ha…
Wooyeon agarrou os lençóis. Sua mente estava em branco, preenchida apenas pelos resquícios de um prazer que fazia seu estômago revirar. Dohyun olhou para o garoto exausto e, finalmente, tirou a própria camisa. Wooyeon piscou; o torso do alfa era tão definido e imponente quanto ele se lembrava.
— Yeon-Ah, a mão.
Como um cachorrinho treinado, Wooyeon estendeu a mão. Dohyun o levantou sem esforço, ajudou-o a tirar a camisa suja e o puxou para um abraço, pele contra pele.
— Apoie-se em mim.
Wooyeon aninhou-se naquele calor. Sentindo os feromônios, uma pontada de injustiça surgiu. — Sério… É demais.
Dohyun soltou uma risada suave, achando-o adorável. — É demais?
— Eu disse para você não usar a boca — Wooyeon reclamou, a voz abafada no pescoço dele.
— Eu disse que não faria isso “lá”.
— Qual é a diferença? Foi estranho, sério…
— Estranho…
A mão de Dohyun desceu pelas costas dele, parando no cóccix. — Eu realmente vou fazer algo indecente de agora em diante.
— O quê?
Dohyun agarrou a bunda de Wooyeon com a mão direita. O rosto do ômega se iluminou de vergonha.
— Por que sua bunda é tão pequena?
— …Não faça isso.
—Feromônios… Por favor, libere-os.
—Feromônios?
Dohyun começou a aumentar suavemente a quantidade de seus feromônios. Os feromônios que fluíam pareciam querer envolver Wooyeon por completo. Não era desconfortável; pelo contrário, fazia com que ele se sentisse relaxado. Como Dohyun, sendo um Alfa, podia ser tão especial?
Dohyun começou a liberar seus feromônios de forma mais densa. O cheiro parecia engolir Wooyeon, fazendo-o relaxar instantaneamente. Enquanto Wooyeon tentava se acomodar, Dohyun deslizou os dedos entre as nádegas dele.
— …..!
Um dedo de ossos grossos esfregou a área recém-estimulada. A abertura, já úmida pela preparação anterior, aceitou a entrada.
— Por que… seu dedo…
— Eu disse que acabou depois de três vezes — Dohyun sussurrou, inserindo o dedo profundamente e pressionando um ponto sensível.
— Uh, é que…
O estômago de Wooyeon deu voltas. Se não fossem os feromônios, ele estaria tenso, mas agora ele só queria mais. Dohyun o encostou na cabeceira da cama, sem soltá-lo.
— Relaxa…
A voz dele era um comando gentil. Os dedos longos começaram a provocar as paredes internas.
— Ah…
Wooyeon ficou tenso com o prazer imenso, apertando os ombros de Dohyun.
— Não aperte muito — o alfa avisou.
— Isso… é demais… ah!
Dohyun adicionou um segundo dedo. A entrada esticou e Wooyeon gemeu, balançando a cabeça.
— Yeon-Ah, se você continuar assim, não vai entrar hoje.
— Ah… — Wooyeon arquejou. — Você não pode simplesmente… simplesmente colocar?
Dohyun riu da pressa dele. — Só colocar?
Ele retirou os dedos e guiou a mão de Wooyeon para baixo, entre as pernas dele. Wooyeon corou violentamente ao sentir o que estava tocando. Era grosso, quente e pulsante sob o tecido da calça de moletom.
— Devo simplesmente colocá-lo?
— Não! — Wooyeon respondeu apressadamente. Ele sabia que, pelo tamanho daquilo, sem preparo seria um desastre. — Não… não pode ser assim.
Wooyeon moveu as mãos sobre o volume, sentindo a rigidez de Dohyun. O professor mordia o lábio, tentando se controlar. “Parece maior que o de Daniel”, Wooyeon pensou subitamente.
— No que você está pensando? — Dohyun perguntou, a voz baixa.
— Ah, eu só… Danny…
Wooyeon congelou. O clima mudou instantaneamente. O olhar de Dohyun tornou-se afiado e sombrio. Ele agarrou o pulso de Wooyeon com força.
— Danny?
O rosto de Dohyun enrijeceu abruptamente. Seus olhos, normalmente gentis, tornaram-se afiados e penetrantes, como se tentassem dissecar Wooyeon.
— Que Danny?
Sua voz havia suavizado, mas era o tipo de calma perigosa, um tom usado apenas para persuadir Wooyeon a falar.
— Não, isso é…
O rosto de Wooyeon denunciou sua percepção repentina. Mencionar Daniel — ainda por cima chamando-o pelo apelido — naquela situação era o estopim para um mal-entendido catastrófico. Mas, quando ele ia explicar, a frase que ouvira no beco ecoou em sua mente: “Noona, é porque eu gostava do Yoonwoo Hyung?”
— ….. — Seus lábios se fecharam. As palavras de explicação foram engolidas. Ao ver o silêncio de Wooyeon, os lábios de Dohyun tremeram levemente.
— …Não é nada — Wooyeon disse, virando o rosto.
Evitar o contato visual apenas piorou tudo; parecia que ele estava escondendo algo real. Dohyun, após um momento de silêncio tenso, pegou a mão de Wooyeon e a pressionou contra a própria bochecha.
— Não é nada… — Seus lábios roçaram a palma de Wooyeon. — Me tocar enquanto menciona o nome de outro cara?
Uma faísca brilhou em seus olhos. O cheiro de feromônios alterados, agora carregados de uma possessividade agressiva, tomou conta do quarto. Wooyeon piscou, confuso. Mas, tão rápido quanto a tensão subiu, Dohyun pareceu recuperar a compostura.
— Tudo bem…. Digamos que não é nada — murmurou Dohyun, deslizando o corpo para baixo.
Wooyeon tentou se sentar, mas Dohyun o envolveu pelos ombros, prendendo-o. — Apenas relaxe.
— Sunbae, espere… — Wooyeon sentiu o perigo.
A mão direita de Dohyun desceu e, sem aviso, empurrou para dentro da entrada que ele estava preparando antes.
— Ugh…!
A inserção profunda do dedo indicador atingiu o ponto sensível de Wooyeon instantaneamente. Suas costas arquearam. Dohyun o puxou para um beijo ávido, invadindo sua boca com a língua.
— Huh…!
Feromônios acompanhavam cada respiração compartilhada. Wooyeon ficou mole, rendendo-se ao toque e ao sabor do alfa. Dohyun não parava; estimulava a próstata com ritmo, enquanto seus dedos — agora dois, depois três — alargavam o interior com firmeza.
— Ha, huh… — Um fio de saliva escapou dos lábios de Wooyeon. Seus olhos estavam desfocados enquanto os dedos giravam dentro dele.
— Eu gostaria de te preparar mais, mas… — Dohyun posicionou-se. — Acho que tenho um pouco de pressa.
— Ah… Ugh…
Wooyeon não processava mais palavras, apenas sensações. O prazer era inédito e nublava tudo. Quando ele estava prestes a atingir o pico, Dohyun parou o movimento das mãos. Wooyeon se contorceu, frustrado, mas o alfa retirou os dedos abruptamente.
— Ugh, Seonsaeng-nim…
— Não se preocupe, Wooyeon.
Dohyun sentou Wooyeon e pegou algo na mesa de cabeceira. Wooyeon, exausto, apenas tentava recuperar o fôlego.
— Há… — Sua cabeça girava. Ele ouviu o som de plástico sendo rasgado. De repente, Dohyun ergueu a perna de Wooyeon, apoiando-a sobre o próprio braço.
— Wooyeon-Ah. Yeon-Ah.
A visão de Wooyeon voltou ao foco. Dohyun sorria para ele, mas era um sorriso carregado. — Se concentre.
Antes que Wooyeon pudesse perguntar “no quê”, sentiu algo grande e contundente pressionar sua entrada.
— Ah…!
Suas pupilas dilataram. A sensação de preenchimento era avassaladora. Suas unhas cravaram-se no braço de Dohyun.
— Relaxe — Dohyun comandou.
— Ugh… Ah… — As coxas de Wooyeon tremeram. A racionalidade voltou no susto quando sentiu a glande empurrar para dentro. — Ah, dói, dói… Oh… dói, seonsaeng-nim!
O medo multiplicou o desconforto. — Não… Ah, eu não posso, eu não posso…
— Shh, seja bonzinho.
Dohyun parou a inserção e começou a acariciar a barriga de Wooyeon, como se acalmasse uma criança. — Yeon-Ah, olhe para mim.
Wooyeon, com os olhos transbordando lágrimas, encarou o mestre. Dohyun limpou seu rosto com carinho. — Vamos parar? Se você não quiser, eu paro.
Ele deu a escolha. A ternura da voz acalmou o pânico de Wooyeon. — É assustador, mas… — ele abraçou o pescoço de Dohyun — …não quero parar.
— Você estava com medo? — Dohyun perguntou, com um tom de remorso que denunciava seu mau humor anterior.
— Seonsaeng-nim, sério…
— Hyung.
— …..
— Não Seonsaeng-nim, não Sunbae. Me chame de Hyung.
Dohyun o beijou profundamente. — Quando você me chama de professor, sinto como se estivesse fazendo algo muito errado.
— Mas você é o professor…
— De novo com isso — Dohyun retrucou, voltando a beijá-lo e provocando seu mamilo com a mão livre.
— Ah…
A distração funcionou. No meio do prazer provocado pelo beliscão, Dohyun empurrou o pau de uma vez.
— Ah~!
Não doeu como ele temia; foi uma pressão intensa que pareceu preencher cada espaço vazio. Wooyeon vibrou, sentindo a espessura do alfa contra suas paredes internas.
— Espere, uh… — Wooyeon tencionou o abdômen. Veias saltaram na mão de Dohyun, que segurava o cobertor com força.
— Eu… eu não consigo colocar tudo — Dohyun arquejou, a voz rouca.
— Mas… já não está tudo dentro? — Wooyeon perguntou, sentindo-se completamente transbordando.
Dohyun mentiu com a voz falha: — Está quase tudo… Desculpe, Yeon-Ah… Não posso aguentar mais.
Ele começou a se mover. Wooyeon caiu de costas, com as pernas presas nos ombros do alfa. Cada estocada atingia o ponto certo, arrancando gemidos altos.
— Ah, ah, ah!
O ritmo era implacável. Wooyeon se contorcia, liberando feromônios em resposta à invasão. Dohyun se inclinou sobre ele, sussurrando palavras de baixo calão e promessas de prazer. A cada investida, o pau entrava um pouco mais, desafiando o limite de Wooyeon.
— Seon…saeng-nim…
— …..
— Ugh, eu estou tão…
Dohyun fechou os olhos com força, como se estivesse lutando contra o próprio controle. Ele enterrou o rosto no pescoço de Wooyeon, inspirando seu cheiro com desespero.
— Hah, caralho… — ele rosnou, perdendo-se completamente no corpo do ômega.
O pau escorregou lentamente para fora com uma maldição suave, apenas para, em um piscar de olhos, perfurar ainda mais fundo. Oprimido pela plenitude daquela sensação, Wooyeon agarrou o lençol e soltou um suspiro estrangulado.
— Ah…!
Wooyeon engasgou quando os feromônios saíram. Sua entrada, escancarada, apertou-se com força ao redor da invasão. Dohyun empurrou os quadris com um vigor renovado, enfiando seu pau até a base. O estiramento das entranhas era quase insuportável de tão prazeroso.
— Seon, ah… Ahh! — Wooyeon estremeceu, enterrando o rosto no travesseiro com um grito abafado. Os movimentos rítmicos e profundos ecoavam em sua barriga.
— Yeon-Ah, relaxa um pouco. Vai quebrar — Dohyun resmungou, enxugando o suor da testa.
Apesar da força dos movimentos de sua cintura, o toque de suas mãos era terno. Ele segurou o tornozelo de Wooyeon, elevando seus quadris enquanto se inclinava para frente.
— Ah… ha…!
A coxa que Dohyun segurava já exibia marcas tênues. Wooyeon abriu os olhos, embaçados por lágrimas que escorriam sem parar, e estendeu a mão para o alfa.
— Me abraçar, por favor… Snif…
Dohyun beijou sua clavícula e abaixou as pernas dele, permitindo que Wooyeon se agarrasse ao seu pescoço. O ômega soluçava suavemente, buscando o calor do mestre. Sentir-se tão bem trazia consigo um medo paralisante; ele precisava daquele contato físico para não se perder na euforia.
— É tão estranho, mas… huh, huh…
— Está tudo bem, não é estranho — Dohyun confortou, segurando-o com tanta força que ele mal podia se mover.
Ele puxou Wooyeon para cima de si, fazendo-o sentar em seu colo enquanto mantinha a cabeça do garoto contra seu peito.
— Ah…!
Com o peso do corpo de Wooyeon, o pau deslizou para a inserção mais profunda da noite.
— Muito, muito profundo… huh… — Wooyeon lutou para se ajustar. Com o estômago tão cheio, sentia que a pressão chegaria à sua garganta. Ele tentou levantar um pouco, mas Dohyun segurou seus quadris, trazendo-o de volta com firmeza.
Sua visão ficou branca. Os feromônios surgiram em um redemoinho tumultuado. Dohyun investia rudemente, sustentando o peso de Wooyeon apenas com a força dos braços.
— …Ah..!
Ao mesmo tempo, Wooyeon atingiu o clímax, o gozo explodindo e respingando no torso firme de Dohyun. Enquanto suas paredes internas se contorciam em espasmos de prazer, ele desabou no abraço do alfa.
Dohyun soltou um suspiro pesado, a testa franzida indicando que ele também havia chegado ao seu limite. Os fluidos de ambos agora se misturavam entre seus corpos.
— Você está bem? — Dohyun beijou suas bochechas e orelhas. Wooyeon, exausto e trêmulo, descansou a testa no ombro dele. Sentia-se injustiçado.
— …Você disse que não colocaria tudo… — ele murmurou, as lágrimas ainda pingando. Mesmo admitindo que não aguentaria, a sensação de preenchimento total havia sido devastadora.
Dohyun o deitou na cama com carinho e olhou para baixo, analisando o ponto de conexão. — Eu não coloquei tudo.
Wooyeon arregalou os olhos. Dohyun riu suavemente da expressão de choque. — Não dói, certo? — Ele puxou o quadril para trás lentamente.
— Isso não foi tudo… Uh…
Enquanto o membro se retirava, Wooyeon sentiu o esvaziamento gradual e, involuntariamente, apertou as pernas. O pau, agora flácido mas ainda imponente, repousava perto de seu umbigo.
— Parece que você está decepcionado agora… — Dohyun provocou, tirando a camisinha.
— Quando você colocou isso? — Wooyeon perguntou, envergonhado por não ter percebido.
— Um momento atrás.
Dohyun estendeu a mão para a mesa de cabeceira e pegou outro pacote. — Só para você saber, desta vez, vamos levar o nosso tempo.
— …Vamos fazer de novo?
— Você planejava parar depois de apenas uma vez? — Dohyun abriu as pernas de Wooyeon, acomodando-se novamente entre elas. Sua mão voltou a estimular o pau já sensível do ômega.
— Ah, Seonsaeng-nim… por favor… pare… — Wooyeon pediu, embora seu corpo já estivesse aquecendo novamente.
Dohyun o beijou, mas desta vez apenas sugou seu lábio inferior. — Me chame de “Hyung” em vez de “Seonsaeng-nim”.
O pau grosso deslizou provocativamente entre as nádegas. Com um impulso súbito, a glande penetrou novamente. A inserção foi mais fluida agora que o caminho estava preparado.
— Seonsaeng-nim…
— Me chamando de professor de novo? — Dohyun riu e prendeu os pulsos de Wooyeon acima da cabeça dele com uma só mão.
Wooyeon balançou a cabeça, tentando envolver as pernas na cintura dele para se aproximar, mas Dohyun o manteve à distância, aumentando o ritmo das estocadas.
— Solte, por favor…
Ele queria o abraço, o calor, mas Dohyun o privou disso, focando apenas no estímulo mecânico e intenso. Enquanto uma mão prendia seus pulsos, a outra provocava seus mamilos rígidos.
— Ah, ah, ali… sentindo-me tão bem…
Sua próstata foi atingida com vigor. Mas, quando Wooyeon estava prestes a atingir o quarto clímax, Dohyun bloqueou a saída com o polegar.
— Por quê…? — Wooyeon soltou um soluço frustrado. — Por favor… solte… Seonsaeng-nim…
Dohyun o olhou com um brilho sádico nos olhos. — Yeon-Ah… Não “Seonsaeng-nim”, ok?
Ele continuou o movimento vigoroso, atingindo todos os pontos sensíveis sem permitir a liberação. Wooyeon se contorceu, implorando desesperadamente:
— Hyung…
Dohyun finalmente soltou um suspiro, afrouxando o aperto e se inclinando para um beijo profundo enquanto investia com tudo o que tinha.
— Ahh…!
Wooyeon cerrou os dentes enquanto suportava a sensação. Ao contrário de antes, o gozo agora escorria abaixo do umbigo. Em um momento de alívio tardio, um breve pedido de desculpas escapou dos lábios de Dohyun.
E assim, durante toda a noite, Wooyeon foi possuído por Dohyun. Ele gritou de prazer, implorou por libertaçāo e até arranhou as costas largas do alfa, mas sua sanidade só retornou quando a luz azul do amanhecer finalmente iluminou o quarto.
↫─☫ Continua…
⌀ ⌀ ⌀
✦ Tradução, revisão e Raws: Faby, Othello&Belladonna