Capítulo 05.3
Alpha Traum, Capítulo 5 – ❀ Professor, Parte 03
Wooyeon respondeu imediatamente sem olhar para Dohyun. Ele podia sentir o veterano se virando para ele. A mulher levantou uma sobrancelha.
— Tome uma bebida comigo, por favor.
Era quase um pedido. Wooyeon não queria beber e nunca tinha provado aquela mistura, mas não queria ficar apenas sentado. A atmosfera sutil de exclusão o incomodava.
— Só experimente. Não vou forçar você a beber muito, ou alguém pode ficar bravo observando.
Ela riu levemente e preparou o copo, desta vez com cerca de metade da medida. Wooyeon aceitou e, imitando Dohyun, tomou um gole de uma só vez.
As expressões se cruzaram: Dohyun franziu a testa, enquanto Wooyeon arregalou os olhos de surpresa. O gosto mascarava completamente o álcool; era fresco e deixava um sabor residual amendoado.
— Como você fez isso?
— Apenas habilidade de veterana.
A mulher sorriu e pegou o copo de Wooyeon novamente. Murmurou para si mesma:
— Uh-oh, o novato está se apaixonando pela bebida.
Dohyun suspirou e se levantou. Wooyeon, absorto no sabor, não percebeu que estava sendo observado. Com uma expressão complicada, Dohyun ajeitou o cabelo com uma mão.
— Vou fumar um cigarro e já volto.
Wooyeon só olhou para ele depois que ele já tinha se virado. Vê-lo ir embora sem olhar para trás deixou um vazio. A mulher provocadora tossiu falsamente.
— Garam.
— Sim?
Com olhos travessos, a mulher colocou outro copo na frente de Wooyeon.
— Vá fumar com ele.
Demorou exatamente 30 minutos para que Wooyeon passasse a chamá-la de “Noona” e se abrisse com ela.
— Então, você errou na prova?
— Sim… Eu não sabia nada.
— Deve ter sido decepcionante.
Kim Minjeong criava uma atmosfera confortável. Mesmo sem sorrir muito, Wooyeon se sentiu atraído por sua personalidade. Talvez por isso, após quatro copos, ele começou a contar sua própria história.
— Eu deveria ter pulado Fonética Inglesa.
— É, como um calouro acabou fazendo essa matéria?
— Bem, eu me inscrevi porque…
Algum tempo depois, Minjeong sentou-se ao lado dele. Seongyu tinha sumido para jogar com os outros. Wooyeon, fazendo um beicinho após um gole, murmurou:
— Então, eu simplesmente decidi aceitar…
Minjeong apoiava o queixo na mão, sorrindo da maneira adorável como Wooyeon falava. Ele pensou que, por algum motivo, o rosto inexpressivo dela lembrava o do seu professor.
— Então, você começou a gostar do Dohyun?
A conversa mudou para sentimentos. Wooyeon fez uma cara confusa, como se não lembrasse de ter dito aquilo, mas Minjeong apenas assentiu. Ela teria notado mesmo que ele não dissesse.
— Mas o professor não gosta de mim…
— O professor?
Antes que Minjeong perguntasse, feromônios familiares foram sentidos. Wooyeon levantou a cabeça e viu Dohyun se aproximando. Colocou o dedo nos lábios.
— É segredo.
— Qual é o segredo? — Quem perguntou foi Dohyun.
Ele se aproximou num piscar de olhos. Wooyeon evitou o contato visual.
— Não é nada.
Dohyun examinou Wooyeon meticulosamente, dos olhos à boca, e depois olhou para Garam, que cobria a boca com os olhos arregalados.
—… Isso é loucura.
Murmurando isso, Dohyun desabotoou sua camisa. Ficando apenas com uma camiseta fina, ele tirou a peça de cima e a colocou sobre a cabeça de Wooyeon. Minjeong franziu as sobrancelhas. Dohyun explicou para ela:
— Ele é um dominante.
Minjeong mostrou uma expressão de surpresa e franziu a testa. “Se ele é dominante…”, murmurou, com um olhar que parecia torcer para estar errada. Ela perguntou:
— Ômega?
— Sim.
— Ah…
Wooyeon puxou para baixo a camisa que Dohyun havia colocado em sua cabeça. Embora os feromônios do veterano fossem refrescantes, o tecido cobrindo sua visão era sufocante. Dohyun ajeitou a peça sobre os ombros de Wooyeon novamente e sustentou o olhar com calma.
— Seus feromônios estão escapando.
— Feromônios?
Wooyeon hesitou e agarrou a camisa de Dohyun. Pensando bem, ele tinha esquecido completamente de reprimi-los. Garam, após franzir o nariz e notar a dispersão do aroma, suspirou aliviada.
— Ei… Mas o Wooyeon está bêbado agora? Ele parece perfeitamente bem.
— Ele parecia bem na superfície da última vez também.
— Eu não estou bêbado.
— Você está bêbado.
Dohyun retrucou decisivamente e trouxe uma garrafa de água. Sentindo-se sufocado, Wooyeon esfregou os olhos para limpar a visão turva.
— Não esfregue os olhos, beba isso.
Um copo de água fria foi colocado em sua mão. Como se percebesse que ele não conseguiria sozinho, Dohyun o ajudou a beber. “Uau, que gentil”, Wooyeon admirou silenciosamente enquanto engolia o líquido.
— Existem apenas alfas no seu grupo?
Minjeong pegou o telefone e se levantou. Ela se aproximou com sua bolsa e se desculpou.
— Vou te levar para casa. Desculpe, Wooyeon. Eu não sabia; como sou beta, não detectei os feromônios.
— Estou bem.
Não era culpa dela. Wooyeon quem quis provar a bebida. Enquanto ele balançava a cabeça em uma leve euforia, Dohyun se abaixou na frente dele.
— Quantos dedos você vê?
Wooyeon levantou o olhar. Na visão turva, viu dois dedos. Ele não respondeu com palavras; apenas agarrou um dedo com cada mão. As sobrancelhas de Dohyun se franziram. Ele tentou puxar a mão, mas Wooyeon fez um beicinho.
— Por que você está tirando?
— O garoto está muito bêbado — Garam estalou a língua.
Wooyeon chegou a encostar a testa nas costas da mão de Dohyun. A temperatura fria e os feromônios secos eram tão refrescantes que o deixavam excitado.
— Wooyeon, feromônios.
— Ah.
Suspirando, ele tentou coletá-los. Estranhamente, eles estavam muito instáveis. Pensando bem, seu período de calor não deveria estar longe, e ele acabou esquecendo com a correria dos exames.
— Wooyeon, a Noona vai te levar. Vamos.
— Tudo bem por você, Unnie?
— Sem problemas. Comparado ao Park Sungjae, ele é pequeno.
— Eu não sou pequeno.
— Mesmo que ele seja pequeno, ainda é maior que você, Unnie…
— Eu não sou pequeno!
—… Ok, você não é pequeno.
Dohyun respondeu suavemente e finalmente conseguiu soltar a mão. Enquanto Wooyeon fazia uma expressão de quem ia chorar, Garam falou em tom seco:
— Só dê a mão para ele. Quer que a criança chore aqui?
— Pare de bobagem — Dohyun balançou a cabeça, evitando olhar.
Sentindo-se injustiçado, Wooyeon estendeu a mão e agarrou firmemente o braço direito de Dohyun. O veterano, com o braço “sequestrado”, inclinou o corpo desajeitadamente. Wooyeon abraçou o membro com força.
— Você sabe de quem é esse braço?
— Sei.
— Não parece.
Wooyeon sentiu um déjà vu. Encostou a bochecha no antebraço de Dohyun, sentindo a temperatura agradável da pele dele, já que ele estava apenas de camiseta.
— O veterano não pode me levar?
Dohyun ficou em silêncio enquanto Wooyeon o olhava com expectativa. Minjeong tentou persuadi-lo, mas ele fechou os olhos e enterrou o rosto no braço de Dohyun.
— Então eu não quero ir.
Se não fosse Dohyun, ele preferia não sair dali. Percebendo a resistência, um toque cauteloso pousou em sua cabeça.
— Eu entendo, então solte. Você precisa soltar para irmos para casa.
Wooyeon obedeceu, pronto para agarrá-lo de novo se fosse mentira. Dohyun pegou a bolsa dele e a colocou no ombro.
— Vou indo primeiro. Avise o Sungjae Hyung.
—… Você tem certeza? Garam disse que os feromônios dele não são brincadeira.
Minjeong franziu a testa. Garam estava mantendo distância e não se aproximava. Dohyun amarrou as mangas da camisa de reserva em volta de Wooyeon para ajudar a abafar o cheiro.
— Está tudo bem. Ele está longe do cio. Wooyeon, olhe para mim. Você consegue ficar de pé?
Wooyeon segurou a mão estendida de Dohyun e cambaleou para ficar de pé. Seu corpo balançou, mas Dohyun rapidamente o segurou.
— Não consigo andar.
— Quer que eu te carregue nas costas?
— Você não pode me abraçar?
Dohyun apertou os lábios. Wooyeon achou que era uma recusa e olhou para baixo, magoado. Um passeio de cavalinho era aceitável, mas abraços não eram permitidos; ele não entendia a lógica. Minjeong saiu na frente para chamar um táxi. Enquanto Wooyeon se apoiava em Dohyun, Garam falou em um tom que fez o clima esfriar:
— Ele tem vinte anos.
Dohyun não respondeu. Ela continuou, firme:
— Espero que você não toque nele.
—… ?
Wooyeon piscou, confuso pelo álcool. Dohyun, acariciando o cabelo de Wooyeon, respondeu calmamente:
— Eu não vou tocar nele.
***
Wooyeon acordou em uma cama macia. O lugar era desconhecido. Ao abrir os olhos, deu de cara com Dohyun.
— Acordou?
Era Dohyun. O veterano o observava com seus olhos gentis.
— Acho que está sóbrio agora.
— Onde estou?
— Você realmente… não deveria beber — Dohyun suspirou, sentando-se na beira da cama e afastando a franja de Wooyeon. — Quem diria? Você parece normal por fora, mas fica completamente bêbado.
— Eu não estou bêbado.
— É o que parece.
A voz de Dohyun estava mais baixa devido ao silêncio do quarto. Wooyeon pegou a mão que estava em sua testa e a pressionou contra a bochecha. O frio da pele dele ajudava a clarear sua mente.
— Se agir assim sóbrio, teremos problemas… entendeu?
— Entendi.
— Até suas respostas parecem sarcásticas agora.
Dohyun não retirou a mão; ficou olhando fixamente nos olhos de Wooyeon. O olhar parecia irradiar um calor estranho.
—… Estou com calor.
— Quente?
Wooyeon se sentou na cama, notando que tudo ali era diferente: o teto, o guarda-roupa, o cheiro.
— Esta não é minha casa…
— É a minha casa. Tentamos ir para a sua, mas você não me disse a senha, então viemos para cá.
— Posso te dizer a senha agora?
— Não precisa, guarde para você.
Dohyun abaixou a cabeça, sério. Wooyeon assentiu e puxou a barra da roupa de Dohyun.
— Mas eu estou com muito calor.
O quarto parecia abafado, ou talvez fosse o seu próprio corpo queimando. O calor se espalhava a cada respiração. Dohyun pareceu confuso.
— O álcool te deixou assim?
— Não é por causa do álcool…
Não importava o motivo; Wooyeon só queria alívio. Com os lábios franzidos, ele segurou a própria roupa.
— Posso tirar isso?
Ele sabia que Dohyun estava ali. Sentia a presença dele. Mas a lógica de não se despir na frente de outra pessoa tinha sumido.
— Você quer tirar a roupa?
— Está quente, eu preciso…
Wooyeon tentou tirar o moletom, mas desistiu por ser difícil levantar os braços. Em vez disso, abriu as pernas e levou as mãos ao botão do short. Antes que pudesse fazer qualquer coisa, seus pulsos foram agarrados.
— Wooyeon.
Dohyun o prendeu contra a cabeceira da cama. Próximo assim, seus feromônios de alfa dominante eram potentes. Ele disse com voz rouca:
— Recupere o juízo.
Parecia um aviso para Wooyeon, mas também soava como se ele estivesse tentando convencer a si mesmo. Wooyeon choramingou, fazendo beicinho.
— Dói.
—…..
— Dói… solta, por favor.
Dohyun obedeceu imediatamente. Assim que ficou livre, Wooyeon voltou a mexer no cós do short, mas a coordenação falhava.
— Por que não abre…?
Ele franziu a testa, frustrado. Olhou para Dohyun com os olhos marejados, buscando ajuda.
— Você pode me ajudar com isso?
Levou a mão de Dohyun até sua cintura e pediu:
— Se você só desabotoar, já vai ser o suficiente.
Wooyeon descansou a testa no ombro de Dohyun antes que ele pudesse reagir. De repente, Wooyeon enterrou o nariz na nuca de Dohyun, inalando profundamente. O ar ao redor deles estava impregnado pelos feromônios de Wooyeon, mas o cheiro de um alfa dominante emanava do pescoço de Dohyun.
— Feromônios são realmente bons…
Esquecendo sua intenção de remover o short, Wooyeon se pressionou mais contra Dohyun. O aroma intenso e inebriante penetrava em sua pele. Dohyun soltou uma risada incrédula, mas não o afastou.
— É hora de dormir agora, Wooyeon.
Embora fosse uma ordem direta, as palavras de Dohyun não foram registradas. Enquanto aninhava o nariz no pescoço do outro, ele relutantemente absorvia os feromônios. Seu corpo, que já estava quente, atingiu uma temperatura febril.
— Uh…
O último resquício de razão voou para longe como uma nuvem passageira. Seu baixo ventre estava apertado e o interior de sua barriga formigava. Wooyeon baixou lentamente a mão e começou a esfregar seu centro.
— Ah…
Ele podia sentir o pau semi ereto sob o short. Ele aumentou de tamanho quando Wooyeon o tocou. Ele o massageou gentilmente, pressionando-o com firmeza. O instinto parecia dominar cada movimento. Mas não importava como movesse a mão, Wooyeon não conseguia alcançar o prazer que desejava. Ele se contorcia, incapaz de suportar a frustração.
— O que você está fazendo?
Enquanto Wooyeon se mexia de forma estranha em seus braços, Dohyun se afastou. Seu olhar lentamente desceu até alcançar a mão que explorava por baixo da roupa. Wooyeon, imperturbável, pressionou a palma contra o baixo ventre.
—…
Por um momento, Wooyeon se sentiu sem peso. Ele pensou que o tempo pudesse ter parado devido à interrupção abrupta dos feromônios de Dohyun no ar. Se o veterano não tivesse falado com aquela voz baixa, Wooyeon teria pensado que era um sonho.
— Uau.
Instintivamente, ele encontrou o olhar de Dohyun. A névoa da embriaguez tornava impossível decifrar sua expressão. Então, Wooyeon se inclinou contra o peito dele, choramingando, e implorou com uma voz chorosa:
— Por favor, tira esse short.
—…
— Está sufocante…
Dohyun não o abraçou. Ele permaneceu imóvel, com o corpo rígido, mantendo os lábios cerrados. No entanto, Wooyeon se agarrou com mais força a ele, roçando os lábios contra o seu pescoço.
— Só o short, hein?
Finalmente, uma resposta. No entanto, não foi o short que saiu, nem Wooyeon foi abraçado. Dohyun apenas soltou uma risada suave e murmurou algo com um sorriso amargo.
— Como é que eu vou te encarar amanhã depois disso?
— Amanhã?
Seus pensamentos não fluíam. Havia alguma conexão entre o que ele queria agora e o dia seguinte? Talvez percebendo que Wooyeon não entendia, Dohyun falou como se estivesse perdendo a paciência.
— Você não vai se lembrar de nada amanhã se estiver bêbado.
Sua voz estava diferente — baixa, pesada e, acima de tudo, perigosa. Wooyeon sentiu um desespero repentino, envolvendo os braços ao redor da cintura de Dohyun. Ele insistia que não estava bêbado, mas o outro se recusava a acreditar.
— Eu vou lembrar.
— Você vai se lembrar?
Wooyeon assentiu seriamente. Sensações estranhas o preenchiam; seu corpo queimava e uma sede insaciável permanecia em sua barriga. Ele ficaria extremamente frustrado se não encontrasse uma maneira de satisfazer esse desejo.
— Eu não vou esquecer. Então, por favor…
Antes de terminar a frase, a mão de Dohyun se moveu. Ele habilmente desfez o botão com o qual Wooyeon estava lutando e abriu o zíper. Então, agarrou os ombros de Wooyeon e o encostou na cabeceira da cama.
— Vá em frente, faça o que quiser.
Wooyeon não respondeu e enfiou a mão no short. Com o zíper aberto, a sensação contra o pau era mais distinta. Enquanto sua mão inábil vagava pela cueca, um prazer agudo ressoou em seu abdômen.
— Hum…
Seu corpo escorregou. Ele ficou deitado com as pernas abertas, a cabeça inclinada para trás. Antes que percebesse, o short tinha rolado para baixo, expondo suas coxas pálidas.
— Ah…
As coxas de Wooyeon se contraíram e ele abriu os olhos. A névoa dificultava ver Dohyun claramente; sua expressão e o estado de seus lábios estavam todos confusos. A única certeza era que seria um desafio atingir o clímax sem que Dohyun liberasse seus feromônios.
— Feromônios… por favor, solte-os.
—…
— Não consigo continuar assim…
Um suspiro ecoou. Dohyun, que havia sorrido levemente, baixou a voz de forma provocadora.
— Agora você quer me usar como suporte.
Wooyeon olhou de soslaio para ele, que exalava uma aura presunçosa. Pensando que os feromônios não viriam, Wooyeon soltou uma reclamação suave.
— Se não forem os feromônios, então…
— Se não forem os feromônios?
— A sua mão?
Não estava claro o que Dohyun estava pensando. Ele não o abraçava, havia cortado o cheiro e agora nem sequer respondia. Ele só estava pedindo uma mão, por que era tão difícil?
— Você é muito mau… — Wooyeon murmurou com um beicinho.
Enquanto ele choramingava, Dohyun suspirou profundamente. Ele cobriu os olhos de Wooyeon com uma mão e falou com a voz reprimida:
—… Você está deitado na minha cama agora.
Wooyeon não parou o que estava fazendo e respondeu com um gemido involuntário:
— Ngh… eu sei.
— Sim, nada parece escapar de você.
— Hum…
A mão que cobria seus olhos deslizou lentamente por seu rosto. Dohyun fechou os olhos por alguns momentos antes de abri-los novamente. Logo, uma voz baixa saiu:
— Não falta muito para o seu ciclo de cio, não é?
— Uh, não…
— Você tomou supressores?
— Tomei, eu tomei… Ah!
— Não vá fazer isso em outro lugar, ok?
— Tá bom…
— Eu também andei bebendo…
Sua voz ficou mais lenta. O aviso de “não faça isso” era quase inaudível. Quanto tempo havia passado? Dohyun, mordendo o lábio inferior, murmurou com a voz embargada:
— Ha… Caralho, eu não sei.
Wooyeon ficou surpreso ao ouvir uma palavra tão vulgar. Embora fosse comum outros usarem, era a primeira vez que ouvia Dohyun praguejar. No breve momento em que Wooyeon foi pego de surpresa, Dohyun se aproximou e agarrou seu pulso.
— Solte.
Wooyeon retirou a mão obedientemente. Ele acreditava, de forma irresponsável, que Dohyun o ajudaria. O veterano alcançou a região inferior de Wooyeon, passando a mão por cima como se estivesse medindo seu tamanho.
— Ah!
Apenas o toque sobre a cueca trouxe um formigamento intenso. Era incomparável ao toque do próprio Wooyeon. Dohyun moveu a mão mais algumas vezes e puxou o cós da cueca para baixo com as pontas dos dedos.
— Ah…
Mesmo distraído, Wooyeon instintivamente apertou as coxas. Era embaraçoso ter seu pau exposto no ar. O pau, com poucos pelos ao redor e de cor clara, tinha o tamanho perfeito para a mão de Dohyun.
— Ah… não.
—… Por quê?
— Porque é constrangedor…
Dohyun apenas respondeu “E?” enquanto envolvia o pau de Wooyeon com a mão. Ao agarrá-lo e movê-lo para cima e para baixo, Wooyeon baixou a cabeça timidamente.
— Hu, ah… ah!
— Você disse que estava envergonhado, Wooyeon.
A sensação da pele sendo massageada pela mão firme era vívida. O líquido pré-ejaculatório escorria da ponta, pingando lentamente. Dohyun usou o polegar para acariciar a cabeça e deslizou até a base.
— Ah…!
Wooyeon desabou no abraço de Dohyun. Os feromônios que tinham sido interrompidos começaram a fluir novamente. Wooyeon sentiu o cheiro em sua pele e em cada respiração, devorando o calor que subia por sua garganta.
— É ainda mais difícil não perder o controle quando nos sentimos assim.
Dohyun o acalmava gentilmente enquanto movia a mão. Ele liberava seus feromônios suavemente e usava a outra mão para acariciar as costas de Wooyeon. Quando Wooyeon agarrou suas roupas e se curvou, Dohyun aliviou a pressão, provocando a área mais sensível.
— Ah, não, não!
— O que foi?
Parecia que sua cabeça ia explodir. A estimulação era excessiva para ser apenas um toque manual. Se seus reflexos não estivessem lentos pela bebida, ele teria chegado ao limite há muito tempo.
—… Beber te deixa mais lento.
Dohyun, que sussurrou suavemente, deslizou a mão pelas costas de Wooyeon. Das omoplatas à espinha e à nuca, seu toque era consistentemente estimulante.
— É tão… tão estranho… Hein…
Wooyeon encolheu os dedos dos pés e seus ombros tremeram. Lágrimas se acumularam nos cantos dos olhos. As bochechas queimavam e o choro era inevitável.
— Huh…
Assim que Wooyeon inclinou a cabeça para trás, o olhar de Dohyun o seguiu. Suas pupilas dilatadas pareciam prestes a perder o foco. Wooyeon envolveu o pescoço de Dohyun e o puxou para perto.
— Uh, tão bom… ah…
—…
A distância se fechou, os lábios quase se tocando. Os feromônios no quarto se misturaram tanto que era impossível distinguir de quem era qual. Wooyeon sentiu o hálito quente em seu nariz e virou o rosto levemente.
—…
—…
Os olhos de Dohyun desceram e seu olhar estava mais quente do que nunca. Ele traçava o rosto de Wooyeon com o que restava de sua razão. Com hesitação, ele parou o movimento da mão no pau de Wooyeon.
— Rápido, por favor… mais…
Wooyeon implorou com voz ansiosa. O tom úmido soou estranhamente atraente. Ele tentou beijar Dohyun, mas seus lábios encontraram a linha do maxilar dele em vez da boca.
— Uh, por favor!
— Ha…
Dohyun rosnou baixo e moveu a mão novamente com força. A sensação da palma acariciando a ponta trouxe um prazer desconhecido. A voz de Wooyeon subiu e um gemido alto escapou de sua garganta.
— Ah…!
As contrações repentinas de seu corpo eram o sinal do clímax. Cada vez que os dedos longos o apertavam, a tensão aumentava no baixo ventre. Wooyeon agarrou as roupas de Dohyun e estufou o peito. Suas coxas ficaram rígidas e seus ouvidos zumbiram. Seus feromônios de ômega dominante, mais fortes do que nunca, jorraram como se fossem engolir o alfa.
— Huh!
Finalmente, Wooyeon gozou na palma de Dohyun. O pau quente se contorceu enquanto liberava o sêmen. Tremendo, o corpo de Wooyeon se arqueou, e Dohyun o segurou firme enquanto recebia o gozo.
— Ah…
Dohyun beijou seus lábios lentamente. Fosse um nome ou um suspiro, algo profundo fluiu entre eles. Naquele momento fugaz, Wooyeon soltou um último gemido fraco.
— Ah… Seonsaeng-nim…
↫─☫ Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby, Othello&Belladonna