Capítulo 48
Sons explícitos de atividade sexual ecoavam pelo escritório silencioso. O rapaz do moletom, que até tinha pedido confirmação de que não precisavam ir até o fim, agora implorava para ser preenchido rapidamente. Os capangas riam baixinho, como se já soubessem de tudo desde o início.
— Esses moleques loucos que tomam droga de manifestação pela primeira vez sempre falam bobagem, não é? Eles não sabem o que é heat? Parar? Parar o quê? Mesmo que o Alfa ancestral venha, um Omêga abre as pernas. Esses fodidos não sabem de porra nenhuma e tentam imitar quem tem característica. Precisam levar uma lição.
— Ah, eu vou entrar. Eu vou entrar.
— Você tem que erguer o quadril. Porra. O Jaemin, esse moleque louco, melhorou muito. Olha o pau dele ficando duro.
Involuntariamente, os comentários constantes deles tornavam a atividade sexual na sala ao lado vividamente audível. Depois de um tempo, os sons vinham diretamente através da parede em vez do monitor.
O homem na sala ao lado chorava e gritava, mas nunca dizia para parar. As drogas de manifestação eram assim. O heat era assim. Marvin entendia, mas ainda era nojento.
O Diretor Heo, que esteve focado no monitor por um tempo, olhou de relance para Marvin. Ele parecia incomodado por Marvin não se juntar à roda, então se levantou sutilmente e se sentou em frente a ele.
— Ei, abaixem o volume.
Os dois homens restantes ocuparam o lugar do Diretor Heo na frente da mesa dele e abaixaram um pouco o volume do monitor. O Diretor Heo fungou uma vez e disse:
— Nós não mostramos tudo. Eles podem nos dizer o quanto cortar, e nós cortamos. Apenas essa parte vai para a internet.
— Sim.
Ele estava dando uma desculpa esfarrapada sem que ninguém tivesse perguntado. Sendo verdade ou não, Marvin não tinha o menor interesse naquilo.
— Todo mundo que se candidata tem uma ideia diferente de até onde quer ir. Aqueles que realmente querem causar alvoroço postam tudo até o momento da inserção. Nós filmamos tudo primeiro, e depois eles escolhem. Damos o vídeo completo para eles de lembrança. Nós monitoramos aqui para não ter nenhum acidente. Ninguém reclama disso.
É claro. Ele provavelmente se sentia envergonhado consigo mesmo, tendo dito que pararia quando fosse apropriado, apenas para terminar gritando daquele jeito.
— Aish, porra. Hoje em dia, você tem que seguir as últimas tendências até para tocar um negócio. É difícil para nós também. Temos que ganhar a vida.
Como Marvin não demonstrou nenhuma aversão em particular, ele terminou com um tom um pouco choroso. Em seguida, tirou um cigarro.
— O senhor contratou um amigo Alfa? Exclusivo?
— Hã? Não. Não exclusivo.
Ele, que estava resmungando, tirou o cigarro da boca.
— Várias pessoas se revezam fazendo isso, apenas como um trabalho de meio período. Nós não pagamos muito para eles. Eles conseguem foder de graça e se divertir, então vêm de vez em quando. Jaemin, aquele moleque doido, administra um restaurante de frutos do mar em Bangsang-dong. Ele costumava trabalhar em um barco, então é bom nisso. Ele trabalha conosco há bastante tempo.
— Desde quando?
— Desde o início deste ano?
— Não, quero dizer, desde que vocês começaram a filmar isso.
— Isso? Nós fazemos isso há mais de dois anos.
Marvin assentiu. Vendo o quão sério ele era sobre esse negócio, devia haver algo por trás. Ele precisava fazer mais perguntas.
— Mas o tipo A não vende bem, vende?
— Não vende. Você sabe por quê?
O Diretor Heo acendeu o cigarro e começou a explicar sua área de especialidade. Só porque um Alfa toma remédio para entrar no rut, não significa que funcione. Eles têm que exalar aquela aura animalesca única, mas todos os bastardos que vêm procurar remédio são baixos, têm pinto pequeno e barriga de chopp, então os Omêgas não grudam neles.
A maioria daqueles que veem resultados ao tomar a droga de manifestação do tipo A tem parceiros e quer tentar o knotting com eles. Além disso, mesmo que a fiscalização seja frouxa, tomar drogas de manifestação é ilegal, então muitas vezes termina como um evento único. Em outras palavras, há pouca demanda constante.
— Então, temos que vender bem o tipo O para ganhar algum dinheiro. Mas hoje em dia, todo mundo e o cachorro da vizinha estão vendendo drogas de manifestação, então não é tão divertido. Nós só compramos carne para eles de vez em quando.
O Diretor Heo olhou para seus subordinados, que encaravam fixamente o monitor com os entrepernas volumosos. A sala ao lado parecia ter atingido o clímax.
— Mas ouvi dizer que todo mundo vai até o Diretor-nim Heo para conseguir drogas de Oseong. Com essa escala, a quantidade que o senhor está manipulando deve ser muito boa, certo?
Marvin o lisonjeou sutilmente, tentando sondá-lo. Ele reagiu imediatamente, dizendo: — Porra, é isso que eu estou dizendo!
— Como eles podem me dizer para desistir agora, quando o negócio cresceu tanto graças a alguém? Eu por acaso matei aquele bastardo?
Os olhos de Marvin brilharam por um momento. Ele não podia simplesmente ignorar as últimas palavras de reclamação do Diretor Heo.
— Por quê, o que aconteceu?
— Não, estou falando daquele cantor que morreu no seu hotel. É verdade que eu dei a droga para ele, mas não foram eles que me disseram para encontrar alguém com a boca fechada e desesperado?
Toda a sua atenção se focou naquilo. Segurando a respiração, ele esperou pelas próximas palavras, mas ouviu uma voz chamando por trás:
— Hyung, eles terminaram?
— Hã? Já?
O Diretor Heo se virou.
— Sim, mas eles parecem estar um pouco machucados. Ele está chorando?
— Oh, Gerente Kim. Só um momento.
O Diretor Heo apressadamente apagou o cigarro e foi para a sala ao lado com seus subordinados. Marvin resistiu ao impulso de se levantar e segui-los e se sentou novamente.
Eles voltariam em breve. Esfregando o queixo com pesar, ele olhou para cima e encontrou os olhos de uma funcionária que o observava. Há quanto tempo ela estava olhando? Ele sorriu para ela, e ela desviou o olhar. Ela ainda o tratava como um hóspede indesejado, mas parecia haver espaço suficiente para cavar ali também.
Eram 21h depois de terminar o trabalho no hotel. Marvin segurou o estômago faminto e se dirigiu para casa. É claro que, usando a expressão idiomática “casa”, ainda era a casa de Jang Jin-woo.
O carro enviado pela sede quebrou em apenas um dia, então ele estava pegando o ônibus. Um amigo entre os funcionários do hotel que tinha aprendido habilidades de reparo disse que daria uma olhada nele pela manhã e falou para ele deixá-lo lá.
Ele caminhava a passos lentos em direção ao apartamento quando a buzina de um carro soou por trás.
— Saindo do trabalho?
— Oh, Promotor-nim!
Ele pareceu feliz demais por um momento, então limpou a garganta e abaixou a voz:
— Hum, você está terminando só agora? Está atrasado.
— Sim. Se você ainda não jantou, vamos comer e depois entrar. Se estiver cansado, eu entendo.
Era um pouco tarde para jantar às 21h, mas Marvin concordou prontamente. Ele entrou no banco do passageiro do carro de Jang Jin-woo, onde até o aromatizador de ar agora era familiar.
— Que tal ensopado de peixe apimentado? Eu ainda não fui lá, mas há um lugar bom.
— Ensopado de peixe apimentado?
Era inesperado para Marvin, mas parecia um menu atraente de noite de sexta-feira para ele como um trabalhador de escritório. Ele também poderia tomar uma bebida para aliviar o cansaço.
— O pessoal do escritório recomendou de novo?
— Isso mesmo. Disseram que o sashimi também é bom.
Marvin sorriu levemente porque sua previsão estava correta.
— Sim, qualquer coisa está ótima para mim. Vamos.
Enquanto afivelava o cinto de segurança e ajustava o encosto do banco, o carro de Jang Jin-woo deslizou suavemente para o meio da estrada.
— Você passou a noite fora ontem?
— Sim.
— Imaginei. Não havia sinais de você ter entrado. Estava de plantão?
— Não, eu tinha algo a fazer encontrando alguém em Seul.
Ele só disse isso e não explicou mais nada. A maneira como ele descansava um braço no revestimento da porta e apoiava o queixo parecia implicar que não era da conta dele, então Marvin não perguntou mais nada. Estranhamente, seu olhar estava direcionado para a frente além da janela do carro, mas seu perfil parecia estranhamente cortante.
Para escapar do silêncio, ele trouxe à tona a história que tinha ouvido na Dongyang Spirits. Infelizmente, o Diretor Heo não voltou ao escritório. Ele disse que tinha que sair para um assunto urgente, então não pôde ouvir a história de fundo relacionada a Park Joo-seong. Ainda assim, foi um primeiro dia frutífero.
— Parece que eles vão substituir o testa de ferro afinal. Você viu outros funcionários ou executivos com cargos mais altos do que aquele Diretor Heo?
— De forma alguma. Há um Presidente Park Si-gon acima dele, mas ainda não o vi no hotel.
— Ele provavelmente é um figurão de fachada também. O chefe da empresa Dongyang é um homem chamado Tae-gwan, que é de origem coreano-chinesa. Há cerca de quatro anos, ele expulsou todas as organizações coreanas em Oseong e assumiu a posição ele mesmo. Desde então, ele não tem usado tantas pessoas coreano-chinesas. É por causa da gestão da imagem externa.
— Entendo. Então a pessoa que mandou dar a droga para o alvo é provavelmente esse Tae-gwan.
— Talvez. Ou pode ser alguém que foi pago de fora. Não há organização tão fácil de descartar quanto uma gangue. Primeiro, olhe atentamente para ver se há algum não coreano naquele escritório. Essa pessoa provavelmente está perto do núcleo.
Marvin assentiu. Pelo menos entre os membros que viu hoje, não parecia haver ninguém assim. Como amanhã é sábado, ele não irá ao escritório da Dongyang. Na segunda-feira, parecia necessário seguir o Diretor Heo e entender seu raio de ação. É claro, excluindo a sauna.
⚖ ─── Α · Β · Ω ─── ⚖
Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Othello