Capítulo 152
CAPÍTULO 152
Ambos foram guiados para um pequeno quarto do tipo estúdio. Dentro havia uma cama tamanho *king*, uma mesa pequena, uma cadeira e, ao lado, um banheiro amplo.
Assim que a porta se fechou, Kim Marvin se aproximou diretamente de Oh Jae-young.
— Você está bem?
Ele piscou, levemente tenso.
— Hã? Ah, sim… estou bem.
Embora tivesse insistido várias vezes diante de Hong Gyeong-uk que não tinham esse tipo de relação, ao ficarem sozinhos no quarto do hotel, o desconforto era inevitável. Oh Jae-young recuou aos poucos e acabou se sentando na beirada da cama.
— Mas… como você soube que eu estava aqui?
— Eu não sabia. Só tive sorte e te encontrei.
Era uma resposta metade verdadeira, metade falsa. Kim Marvin tinha mencionado Oh Jae-young na frente de Go Hyeong-jun e imposto como condição que o levasse ao local da transação. Este, dizendo que não era nada difícil, deu-lhe o endereço do hotel. Da perspectiva de Kim Marvin, ele não sabia que Oh Jae-young estava lá, então dizer que foi sorte não era mentira.
— Você esteve morando aqui esse tempo todo? Com essas pessoas?
— Sim. O “representante” vem com frequência. O outro homem que estava ao lado dele eu não vi tanto.
Pela forma como o chamava, parecia ter bastante convivência com Hong Gyeong-uk. Dado o tipo de lugar que era, o mais provável era que mantivessem uma relação sexual e, com certeza, ele também tinha ouvido várias coisas estando por perto.
— Ouvi sobre o chefe Kim. Disseram que originalmente você era alfa… você tomou o mesmo remédio que eu? Também disseram que você era alguém muito perigoso.
Não lhe importava o que diziam sobre ele. Agora a única coisa importante era aproveitar rapidamente a oportunidade que Hong Gyeong-uk tinha lhe dado.
— Isso não importa. Só quero te pedir um favor.
— Um favor? Sim, diga.
— Você pode gozar aqui?
— Hã? O quê?
O rosto de Oh Jae-young ficou vermelho de imediato, claramente desconcertado. Em contrapartida, Kim Marvin continuou falando com total calma.
— Não estou dizendo para ser comigo. Só… faça sozinho. E…
Kim Marvin tirou uma seringa para coleta de sangue do bolso interno do casaco. Só então Oh Jae-young entendeu que ele queria tirar seu sangue, e sua expressão se fechou.
— …Por quê? O que você quer analisar? Eu me manifestei de verdade. Já me confirmaram isso no hospital.
Como se tivesse passado por situações semelhantes antes, ergueu de imediato uma barreira defensiva sobre seu traço.
— Eu sei. Não estou duvidando disso, então apenas coopere. Preciso disso por motivos pessoais.
Diante da atitude seca de Kim Marvin, Oh Jae-young fez bico.
Apareceu de repente, disse coisas que podiam ser mal interpretadas e agora que estavam sozinhos queria tirar seu sangue.
Embora soubesse que ele não era alguém que faria uma investida sexual, no fundo parecia ter tido certas expectativas.
Pensando bem, ele próprio era ridículo. Quando ouviu que o chefe Kim era ômega, tinha ficado tão decepcionado… e agora, ao vê-lo à sua frente, seu coração não parava de acelerar.
Talvez nunca tivesse sido uma questão do traço. Talvez porque o tivesse mantido em mente por tanto tempo, a sensação era estranha, como se estivesse reencontrando seu primeiro amor, e sua mente se encheu de confusão.
— É difícil?
Kim Marvin baixou o olhar e perguntou em voz baixa.
Ah…
Oh Jae-young hesitou.
Então era a isso que se referiam sobre o perigo dos velhos sentimentos. Como se supunha que iria ignorar aquele rosto?
Tinha ouvido falar que ele era uma espécie de agente secreto do governo…
Assim que ouviu, quase quis bater no próprio joelho de tão bem que aquilo combinava com ele. Com razão até respirar lhe parecia sexy. Mais do que se sentir enganado, deu-lhe uma certa satisfação comprovar que seu próprio olho não tinha se enganado.
— …Então, você pode pelo menos me abraçar um momento?
Finalmente decidido, Oh Jae-young se levantou da cama. Kim Marvin, sem dizer nada, envolveu sua cintura com um braço. Apoiando o rosto contra o peito de Kim Marvin, Oh Jae-young baixou o zíper da calça e meteu a mão.
A vergonha e a excitação começaram a subir lentamente, e seu membro reagiu de imediato. Embora o outro permanecesse imóvel como uma máquina, talvez por seus próprios sentimentos, a sensação cresceu rapidamente.
Não demorou muito mais. Oh Jae-young esfregou seu torso contra o corpo firme de Kim Marvin, aspirando seu cheiro. E logo terminou.
— Haa…
Kim Marvin pegou seu braço, ainda trêmulo pelo prazer, e subiu sua manga. Em seguida, como se estivesse esperando por isso, cravou de imediato a seringa que tinha na mão no braço de Oh Jae-young.
Diante da agulha que se afundava, Oh Jae-young soltou outro gemido e seu corpo se estremeceu. O sangue vermelho começou a encher lentamente a seringa.
— Mas… não é inútil tudo isso? O representante disse que vai pegar o chefe Kim. Os daqui são muito fortes. Não estão ao nível dos seguranças do Daegyeong.
Terminada a primeira extração, Kim Marvin dobrou a agulha e fechou a tampa com a boca. Em seguida, tirou a segunda seringa. Ao receber outro picada, Oh Jae-young franziu o rosto.
— Para que você vai usar isso? Quem te pediu para trazer?
Apesar do seu falatório contínuo, Kim Marvin não respondeu. Logo retirou também a segunda seringa, dobrou a agulha da mesma forma e a fechou. Depois segurou o rosto de Oh Jae-young com ambas as mãos, prendendo-o com firmeza.
— Você tomou alguma coisa?
Se restassem vestígios de outras substâncias no sangue, seria problemático. Enquanto observava o olhar um pouco desfocado de Oh Jae-young, checou também seu pulso.
Os lábios de Oh Jae-young, pressionados pela mão de Kim Marvin, sobressaíram-se desajeitadamente. Com a pronúncia enrolada, respondeu:
— Não. Só bebi álcool.
— Então está bem.
Após checar, Kim Marvin o soltou. Depois entrou no banheiro, molhou uma toalha com água morna e cobriu a mão de Oh Jae-young, que estava suja de sêmen.
— Limpe-se. Já vou embora.
— Sim.
Enquanto o observava limpar desajeitadamente a mão melecada, Kim Marvin perguntou de repente:
— Se você quiser, posso te tirar daqui. Não haverá uma segunda chance, então pense bem.
Oh Jae-young o olhou, levemente surpreso.
Isso significava que ele ia tirá-lo dali.
Seu coração batia com força, mas mesmo assim não lhe era fácil aceitar.
— …Não. Eu gosto de estar aqui. Não gasto dinheiro e o representante disse que logo vai se manifestar como alfa. Então não vai precisar de outros ômegas, disse que só vai ter a mim.
Embora soubesse perfeitamente como soariam essas palavras para Kim Marvin, Oh Jae-young não pôde ocultar seus próprios desejos. Tinha passado por todo tipo de dificuldade para manifestar seu traço e agora que sua vida tinha melhorado a ponto de poder se relacionar com o filho do presidente, não queria voltar a uma vida dura.
Kim Marvin assentiu e não insistiu mais.
— Está certo.
Embora tivesse suposto vagamente que Oh Jae-young estava ali por vontade própria, parecia que esse estilo de vida se encaixava muito melhor nele do que tinha imaginado.
No fim, era sua escolha. Para alguns, o inferno podia ser mais confortável do que o paraíso.
Kim Marvin abriu a porta e saiu. Mas, por alguma razão, o corredor estava cheio de gente. Enquanto olhava ao redor com indiferença, Hong Gyeong-uk avançou entre os homens e se colocou à frente.
— Se divertiu? Aquele cara é bom? O rosto não é grande coisa, mas como acabou de se manifestar, imagino que esteja novo. É gostoso, não é?
— Não preciso de despedidas.
Kim Marvin murmurou sem interesse enquanto olhava para os que o cercavam.
Parecia que essa era a razão pela qual Hong Gyeong-uk tinha concordado tão facilmente com seu pedido. Afinal de contas, pensava em pegá-lo de qualquer jeito. Fosse preparar os sete bilhões em dinheiro vivo ou não, não lhe importava nem um pouco.
“Ele não é tão esperto quanto parece.”
Quando Kim Marvin tentou continuar caminhando sem reagir, dois homens se interpuseram de repente à sua frente. Um era um gigante de mais de dois metros e o outro tinha cara de ser muito bom de briga.
Tinham recebido a ordem de capturar o alvo vivo e se encarregar do resto em outro lugar. Seguindo as instruções de Hong Gyeong-uk de não derramar sangue no hotel, nem sequer levaram armas. Mesmo assim, eram mais de vinte pessoas; pensavam que alguém como ele não poderia fazer muita coisa. Bastava dar uma boa surra nele e metê-lo num carro.
O homem corpulento moveu o queixo de um lado para o outro e deu um passo à frente. Bem no momento em que ia desferir um soco forte, parou bruscamente.
— …Hã?
Piscou, desconcertado. Os rostos dos demais também congelaram.
Kim Marvin já tinha tirado uma arma e apontava para eles.
— É semiautomática. Pode disparar doze vezes seguidas sem recarregar. Não costumo dar dois avisos, então é melhor vocês se afastarem.
Oh Jae-young, que estava ao seu lado, tomou um susto e se afastou rapidamente. Hong Gyeong-uk encarou Kim Marvin com incredulidade, enquanto Go Hyeong-jun franzia a testa como se estivesse vendo um *déjà vu*. “Ah… lá começa de novo.”
— Vamos recuar, hyung. Hoje não é o dia.
Sacudiu a cabeça, tentando convencer Hong Gyeong-uk. Mas este franziu a testa, como se dissesse que besteira ele estava falando. Nesse momento, alguém aproveitou um descuido e se lançou contra Kim Marvin.
*Bang.*
— Aaagh!
O disparo ressoou junto com um grito. O homem, segurando a perna, rolava pelo chão gritando, enquanto os outros, surpresos por ele realmente ter atirado, erguiam vozes alteradas enchendo o corredor de caos. Go Hyeong-jun levou a mão à testa, como se já tivesse visto aquilo vindo.
— A delegacia de Yongsan fica a dez minutos de carro daqui.
Disse Kim Marvin, olhando para o relógio em seu pulso. Hong Gyeong-uk entortou os lábios e soltou um palavrão em voz baixa.
Tendo sido ouvido o disparo, era muito provável que alguém dentro do hotel já tivesse chamado a polícia. E se alguém ficasse exposto, o mais prejudicado seria o próprio Hong Gyeong-uk.
Embora tivesse uma expressão de desgosto, Hong Gyeong-uk não podia recuar facilmente. No mínimo tinha que arrancar a amostra dele, mas para isso teria que recorrer à força outra vez…
Vendo que continuava perdendo tempo, Go Hyeong-jun não aguentou mais e gritou:
— Ah, vamos embora logo! Quantas vezes tenho que dizer? Com esse cara isso não funciona. Deixa ele ir. Ou você quer terminar na delegacia igual a mim?
Diante dessas palavras, os lábios tortos de Hong Gyeong-uk se apertaram. Era uma situação irritante, mas Go Hyeong-jun tinha razão.
“Desgraçado louco… usar essas táticas sem medo na Coreia.”
Inclinou levemente a cabeça para um lado, dando o sinal para que o deixassem ir. Por hoje não era o dia. Não fazia sentido armar um escândalo e atrair a polícia.
Diante da ordem de Hong Gyeong-uk, os homens que cercavam Kim Marvin começaram a abrir caminho para ele aos poucos. Só o homem que tinha levado o tiro continuava gritando de dor, abandonado no chão.
Como se nada tivesse acontecido, Kim Marvin os atravessou e desapareceu pelo fim do corredor.
Com o humor arruinado, Hong Gyeong-uk observou suas costas, tensionando o rosto. Quando o confronto direto não funcionava, não restava outro jeito a não ser mirar ao redor.
Reter sua raiva, pegou o celular. Em seguida fez uma ligação e desapareceu na direção oposta para onde Kim Marvin tinha ido.
⚖ ─── 𝛂 · β· Ω ─── ⚖
Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Othello