Capítulo 126
As veias do pau de Jang Jin-woo se marcaram grossas. Cada vez que com sua superfície irregular raspava o interior de Marvin, este respirava entrecortadamente. O fato de que se esforçasse para não soltar nenhum gemido tornava tudo ainda mais estimulante. Por isso Jang Jin-woo o empurrou de maneira mais bruta. Ao final, terminou por fazer com que ele ejaculasse primeiro.
— Haa… haa…
O sêmen espesso se espalhou sobre o abdômen, mas Jang Jin-woo não se importou. O pau de Marvin, que nem sequer tinha podido ser bem usado uma vez, começou a tremer entreaberto e a decair. No entanto, Jang Jin-woo, como se fosse apenas o começo, inclinou-se mais sobre o corpo dele.
E lhe sussurrou:
— Parece que tem muitas preocupações, mas eu quero que você, senhor Kim Marvin, aja de forma mais egoísta. Se quer algo, pegue. Exija. Não tem por que carregar tudo sozinho.
Os olhos de Marvin, nos quais ainda flutuava o eco do orgasmo, olhavam fixamente para Jang Jin-woo. Por um instante refletiu-se neles um tom brando de censura. Também esse devia ser um sentimento dirigido a ele.
Jang Jin-woo sabia qual era a culpa original que tinha provocado a desconfiança de Marvin, mas para ele era algo inevitável. Mesmo se pudesse voltar atrás, não faria uma escolha diferente. Já tinha feito várias exceções para tentar encurtar a distância que Marvin não conseguia aceitar. Pensava que o que restava era problema dele.
Jang Jin-woo enfiou de golpe o polegar na boca de Marvin. Revirou dentro de sua cavidade bucal, que inchou pela pressão, e encharcou o dedo com saliva. Depois, com essa mão molhada, agarrou e sacudiu seu mamilo macio. Ao mesmo tempo, apertou com força o quadril.
Então, o pau pesado de Jang Jin-woo, que continuava cravado no orifício contraído de Marvin, afundou-se ainda mais fundo em suas paredes internas. Marvin, por baixo, soltou um estalo misturado com um grito de prazer. E, consciente, sustentou o olhar dele enquanto dizia:
— Eu também penso em fazer assim. Haa… Se eu quiser algo, vou pegar, uh…
Os lábios de Jang Jin-woo, que rodeavam perto da clavícula de Marvin, morderam sua pele. Em seguida, aumentou a força e chupou seu pescoço e ombros, deixando marcas vermelhas. Com cada pequeno movimento, a união de seus quadris produzia um som úmido que aumentava a expectativa.
— Se há algo que desejo, haa… vou pedir.
Na voz de Marvin, misturada com sua respiração agitada, Jang Jin-woo colocou mais força na pélvis.
— Por exemplo?
Mas Marvin não respondeu. Em vez disso, segurou-lhe pela cintura e guiou um movimento mais ativo. Abriu mais as pernas e ergueu o quadril como pedindo para entrar mais fundo.
— Logo saberá.
Não podia ficar de braços cruzados diante de um gesto que expressava tão claramente o que desejava. Jang Jin-woo inclinou-se e devorou os lábios de Marvin. Com o beijo, os movimentos de seus quadris tornaram-se mais violentos. O pau de Jang Jin-woo penetrava com força dentro de Marvin, golpeando sua parte mais íntima sem descanso. Em seguida, um prazer intenso envolveu a ambos e os uniu de forma pegajosa.
— Haa…
Marvin respirava com dificuldade enquanto recebia os movimentos mais brutos de Jang Jin-woo. Movia o quadril para maximizar a fricção na zona de contato e apertava suas paredes internas cada vez que a grossa glande raspava por dentro.
O sexo tinha se tornado mais atrevido do que antes. Após várias experiências, ambos já sabiam quais zonas proporcionam mais prazer e quais posturas preferiam, de modo que não precisavam dizer nada: sua respiração e seus corpos já estavam sincronizados.
Depois de aproveitar a posição por um bom tempo, Jang Jin-woo ergueu o tronco e se sentou, voltou a se atentar a penetração.
— Aproxime-se um pouco mais de mim.
— Ugh.
Marvin dobrou os joelhos sobre o colo de Jang Jin-woo, que tinha as costas inclinadas para trás, e abriu seu buraco. Marvin arfava enquanto esfregava e girava a zona de união. O som era seco, como se estivessem golpeando carne com força.
Depois, Marvin colocou-se de bruços com apenas o quadril elevado, e Jang Jin-woo cobriu-o por cima para penetrá-lo mais uma vez. Assim copularam feito cães, grudados durante um bom tempo. Seus corpos, famintos, não queriam deixar escapar nem uma só gota do prazer sexual que finalmente tinham em mãos.
O suor escorria sem parar. Jang Jin-woo voltou a virar Marvin, colocou-o de costas para a cama e cravou novamente o pau com profundidade. Depois, de forma natural, buscou seus lábios. Os corpos entrelaçados moviam-se como se fossem um só. O êxtase os envolvia, fazendo com que a mente desvanecesse.
Foi nesse momento, como seguindo uma sequência já estabelecida, que o pau de Jang Jin-woo começou a inchar. Marvin, enquanto tremia pelo prazer transbordante, também se contorcia pela dor que o acompanhava. Era o “nó”.
— Ha… Promotor.
— Não vou te machucar, então aguente um pouco.
— Ahh…
— Relaxe e respire fundo. Assim melhora.
— É demais… mmh…
Jang Jin-woo lambeu suavemente o pescoço e a mandíbula de Marvin, como se tentasse acalmá-lo. Seu pau, que já bloqueava por completo as paredes internas, estava pronto para descarregar sua semente. Marvin contorceu-se por uma dor tão aguda que parecia que seu sistema nervoso iria paralisar.
— Acho que está mais apertado do que da última vez. Uh…
Por mais que suplicasse, nada mudava. O pau do alfa, que se expandia como um ser vivo, penetrava-o com tanta força que parecia que iria rasgá-lo por dentro.
— Ah… dói…
Marvin tremia entre o prazer e a dor. Como um ato de rebeldia tímida, arranhou com as unhas as largas costas do homem que o imobilizava. Mas Jang Jin-woo, totalmente agarrado a ele, não o soltou. Ao contrário, rodeou sua cintura trêmula e o atraiu ainda mais fundo para si.
A excitação sexual e a dor física reviravam-lhe o cérebro ao mesmo tempo. Quis morder os lábios, mas nem isso lhe foi permitido: Jang Jin-woo continuava sugando-lhe a língua uma e outra vez.
Quando achou que não aguentaria mais, quando o medo de que realmente poderia morrer no meio do sexo lhe veio em cima… foi então que, de repente, como se tivessem lhe injetado um anestésico, seu corpo começou a afrouxar. A dor continuava presente, mas uma sensação de torpor, como se estivesse drogado, afrouxava os músculos que estavam tensionando com força.
Cheiro de chocolate. Um aroma doce, como canela com chocolate quente, preencheu o ar ao seu redor. Foi então que Marvin, com os olhos meio nublados, deu-se conta do que acontecia.
Eram feromônios. Feromônios densos que cobriam toda a cama, liberados por Jang Jin-woo, que normalmente não os deixava escapar a menos que estivesse no Rut. E como se fossem um catalisador, o que veio a seguir foi uma onda avassaladora de orgasmo extremo que o envolveu sem aviso prévio.
— Haa…!
Marvin arfava enquanto caía em um estado de êxtase absoluto. Na zona de união, o nó que tinha começado há pouco alcançava seu ponto máximo. O sêmen de Jang Jin-woo acumulava-se dentro de Marvin, fluindo em fios, mas talvez por efeito dos feromônios, seu orifício não parava de se dilatar, contraindo-se uma e outra vez.
O pau de Jang Jin-woo, ainda em plena ejaculação, tremeu ao ser estimulado por essas contrações. Inclusive os feromônios de Marvin, que até então tinha mantido contidos, terminaram por se liberar, preenchendo o quarto com um aroma estranho e denso.
Meio fora de si, ambos começaram a buscar um ao outro. Mesmo em pleno nó, continuavam se esfregando, ajustando o ângulo como fosse para tentar abarcar-se mais. O pau coçava e ardia. Embora continuassem se movendo sem descanso, não havia forma de satisfazer o desejo.
Nenhum dos dois ignorava o que era aquilo. Não precisava que alguém lhes explicasse: qualquer um com traço reconhecia por instinto. Marca. Se continuassem assim, terminariam se marcando.
— Promotor…
A voz úmida de Marvin, chamando-o, fez com que Jang Jin-woo lhe respondesse com um beijo. Mas sua voz já não conseguia sair. A essa altura, não importava o que Marvin tentasse dizer. Jang Jin-woo já tinha decidido.
— Se pensava em me dizer para parar, já é tarde.
Nos olhos de Marvin tremia um leve reflexo.
— …Sabe o que isto significa?
— Provavelmente.
As íris de Jang Jin-woo, que em algum momento tinham se tingido de dourado, brilhavam com intensidade. O homem que até um momento atrás emanava autoridade ergueu o pulso de Marvin e deixou uma marca de dentes, lhe dando uma mordida. Era um gesto implícito, registrado desde séculos atrás entre os antigos alfas: significava que a partir de agora iria marcá-lo.
Por suposto, se qualquer um dos dois recusasse, tudo se esvairia como espuma. A marca só podia se completar com consentimento mútuo. Era uma marca sobre o corpo que declarava: “Este corpo é meu”, e com ela, nenhum outro indivíduo de traço poderia copular com essa pessoa. Durante o tempo da marca, o corpo só respondia aos feromônios e ao sexo do marcador. Era ao mesmo tempo uma bênção e uma maldição, algo que todos desejavam, mas não qualquer um podia ter.
Do buraco de Marvin fluía uma quantidade de fluidos tão grande que resultava difícil de imaginar. Incapaz de conter-se diante de tanto desejo, Jang Jin-woo voltou a mover o quadril. Sons úmidos, nhac-nhac. Sua pele e sua respiração reagiam violentamente com o menor contato, como se todo o seu corpo tivesse se transformado em uma zona erógena.
Os olhos de Marvin, ainda arfantes, tremeram. Entre a lascívia em seu olhar, esgueirou-se o medo. Mas mesmo assim, seu corpo submerso no prazer não conseguia rejeitar o que estava acontecendo.
Finalmente, o pau de Jang Jin-woo começou a se transformar. De sua ponta, agora coberta de pequenas protuberâncias pontiagudas como espinhos, brotava um líquido vermelho como sangue. Essa substância, misturada ao sêmen, impregnou o interior de Marvin, e suas paredes a absorveram no mesmo instante. Ao mesmo tempo, os olhos de Marvin, agora completamente tingidos de vermelho intenso, encheram-se de êxtase.
Os beijos choveram. As mãos dos dois, que tinham completado sua união, entrelaçaram-se sobre a cama. Uma gota de suor que caía da testa de Jang Jin-woo aterrisou na bochecha de Marvin, e suas mãos e pernas entrecruzadas tensionaram-se com força. O tempo continuava correndo, mas seus corpos nus não se separavam. Embora já não movessem o quadril nem se esfregassem, a plenitude tinha alcançado seu ponto mais alto.
Assim, caíram no sono e voltaram a acordar repetidas vezes. Cada vez que abriam os olhos, tocavam-se mutuamente e comprovavam que continuavam conectados pela união. Era como se estivessem drogados, em um estado incompleto. Não sabiam que horas eram nem onde estavam exatamente.
Mas quando recuperavam algo de consciência, o instinto os guiava a buscar seu parceiro. Só o sexo e a ejaculação importavam. O quarto do hotel preencheu-se por completo com o aroma sufocante dos feromônios da marca.
⚖ ─── Α · Β · Ω ─── ⚖
Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Othello